sexta-feira, 30 de abril de 2021

Após isolamento, Araraquara tem queda de 62% no número de mortes por Covid-19 em abril

O prefeito da cidade, Edinho Silva (PT), fez do local um exemplo no combate à Covid-19 no Brasil. O número de óbitos saiu de 129 em março para 49 em abril

Brasil 247, 30/04/2021, 18:08 h Atualizado em 30/04/2021, 18:50
  Edinho Silva (Foto: Divulgação)

Araraquara, no interior de São Paulo, registrou em abril, segundo a Folha de S. Paulo, uma queda de 62% nos óbitos por Covid-19, na contramão do Brasil, que nesta quinta-feira (29) alcançou a triste marca de 400 mil mortos pela doença.

A cidade, governada pelo prefeito Edinho Silva (PT), tornou-se exemplo no país no que se refere ao combate ao coronavírus. As autoridades locais implantaram duras regras de isolamento social, suspendendo por vezes o funcionamento do transporte público e até mesmo de mercados.

Às 4h35 da manhã desta quinta-feira, Bolsonaro tentou afrontar o prefeito e publicou no Twitter um vídeo com um comboio partindo do Ceagesp, em São Paulo, rumo a Araraquara, levando alimentos às vítimas da política, segundo ele, do “fique em casa que a economia a gente vê depois”. Os números, porém, mostram a eficácia das políticas adotadas pelo petista.

Araraquara teve 92 mortes por Covid-19 em 2020, e, entre janeiro e fevereiro de 2021, teve 117 óbitos em decorrência da enfermidade. Somente em março foram 129 mortes. Em abril, após as medidas restritivas, o número de óbitos despencou para 49.

Também foi registrada queda no número de internações e novos casos da doença.

"Não há contradição entre Guedes e Bolsonaro. O liberalismo de um pede o autoritarismo de outro", diz Silvio Almeida

"Guedes e Bolsonaro personificam a versão brasileira do centauro do neoliberalismo, que é metade liberdade econômica para o andar de cima da pirâmide social e metade repressão e violência para o andar de baixo", explica o professor

Brasil 247, 30/04/2021, 05:30 h Atualizado em 30/04/2021, 05:42
  (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

O professor Silvio Almeida publica importante artigo nesta sexta-feira, em que explica por que a declaração estúpida de Paulo Guedes contrária à presença de filhos de porteiros nas universidades é compatível com o projeto autoritário de Jair Bolsonaro. "Nenhum outro ministro representa de forma tão essencial as forças políticas que levaram Jair Bolsonaro à Presidência da República", diz ele. "O presidente da República e o ministro da Economia são absolutamente complementares e encarnam, ainda que em corpos distintos, um só espírito. São, portanto, apenas aparentes as suas contradições."

Os dois, segundo o professor, representam o neoliberalismo autoritário, que esvazia a democracia. "Guedes e Bolsonaro personificam a versão brasileira do centauro do neoliberalismo, que é metade liberdade econômica para o andar de cima da pirâmide social e metade repressão e violência para o andar de baixo. De vez em quando somos forçados a lembrar que é um único ser, com os mesmos projetos e o mesmo negacionismo da realidade social. No fundo, quem quer a liberdade de Guedes pede por autoritarismo; quem quer o autoritarismo de Bolsonaro é porque demanda a liberdade de Guedes", afirma.

Senador Otto Alencar diz que recebeu ameaças até de igrejas evangélicas

O senador Otto Alencar (PSD-BA), titular da CPI da Covid, disse que passou a receber ameaças até de grupos evangélicos pelo seu papel na comissão

Brasil 247, 30/04/2021, 06:33 h Atualizado em 30/04/2021, 06:47
   Senador Otto Alencar (Foto: Ag.Senado)

O senador Otto Alencar (PSD-BA), titular da CPI da Covid, disse que passou a receber ameaças até de grupos evangélicos pelo seu papel na comissão. "Foram várias mensagens [com ameaças]. De homens, de mulheres, de jovens... Inclusive, alguns desses casos eram de igrejas evangélicas", contou.

Alencar citou uma mensagem enviada a partir de um número que seria da Igreja Batista Internacional Monte Sinai, em Minas Gerais. "[A mensagem era] de uma senhora, eu não tenho como publicar, era de uma agressividade, com palavras de baixo calão, coisas que não têm nenhum cabimento, até porque eu apenas iniciei a sessão preparatória para a escolha dos nomes". "Eram mensagens muito agressivas, ameaçadoras", disse.

O senador fazia referência à reunião que ele convocou, para a terça-feira passada (27), como sessão preparatória para decidir os nomes de presidente e vice-presidente da CPI da Covid, informa o UOL.

Reinaldo Azevedo: "Bolsonaro oferece 400 mil mortos ao lúmpen-milicianato"

Os, até agora, mais de 400 mil mortos são o grande legado de Bolsonaro ao lúmpen-milicianato, escreve Reinaldo Azevedo

Brasil 247, 30/04/2021, 04:37 h Atualizado em 30/04/2021, 04:37
  Ato da ONG Rio de Paz para lembrar as mortes pela Covid-19. 11/06/2020 
(Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

 "A instalação da CPI da Covid mexe com os bofes de Jair Bolsonaro. Agride o seu senso de onipotência —injustificado segundo um crivo objetivo, mas compreensível se visto por lentes clínicas. O golpista de primeira hora, que nunca precisou de comissão de inquérito ou de oposição organizada para pregar o rompimento da ordem —como provam os atos antidemocráticos que patrocinou já em 2019—, não aceita que sua obra seja questionada. Os, até agora, mais de 400 mil mortos são o seu grande legado ao lúmpen-milicianato que o aplaude", escreve o jornalista Reinaldo Azevedo na Folha de S.Paulo.

"Ao não arredar um milímetro das posições as mais estúpidas e reacionárias, que muitos enxergam danosas e contraproducentes para seu próprio futuro político, Bolsonaro age com cálculo. Ele deu voz a esse público que existia nas sombras; que se esgueirava nos escuros da história; que se acoitava nos desvãos nunca visitados —não de modo suficiente ao menos— pela teoria política".

"Bolsonaro pode não saber exatamente o nome do que pratica —embora viva cercado de alguns que o sabem—, mas já percebeu ter um público cativo —em mais de um sentido. O que um olhar objetivo e crítico apontaria como um tiro no pé é precisamente a seiva, vertida como fel, que plasma em eleitorado os ódios que ele açula e alimenta. E, por essa razão, o presidente não desiste nem recua nunca".

Exclusivo: o dia em que Moro ouviu de procuradora dos EUA a orientação para fazer o povo brasileiro "detestar o rei"

Alta funcionária do Departamento de Justiça, Karine Moreno-Taxman organizou evento em que o juiz brasileiro foi treinado e realizou na Fiesp conferência pedida por ele e Fausto De Sanctis, relata Joaquim de Carvalho

Brasil 247, 29/04/2021, 17:30 h Atualizado em 29/04/2021, 23:02
Sergio Moro e Karine Moreno-Taxman (Foto: Moro e Karine Moreno-Taxman 
(Foto: revista Prisma))

Por Joaquim de Carvalho

Em novembro de 2009, a Associação dos Delegados da Polícia Federal realizou seu quarto congresso em Fortaleza, Ceará, para debater corrupção, impunidade e a segurança na Copa do Mundo.

O encontro acabou no centro de um escândalo seis anos depois, quando, a pedido das autoridades norte-americanas, policiais suíços prenderam dirigentes da Fifa, entre eles José Maria Marin.

É que a CBF, que Marin presidiu, havia arcado com quase 50% do patrocínio daquele encontro e a situação de conflito de interesse ficou evidente.

Se a PF investiga corrupção, como pode se vincular a uma entidade que estaria alguns anos depois no coração do escândalo?

A Associação dos Delegados emitiu nota para explicar que havia outros patrocinadores e que a entidade não tem acesso aos inquéritos da PF.

O escândalo maior, no entanto, passou despercebido.

O encontro reuniu dois personagens centrais em qualquer estudo ou investigação que se proponha a elucidar as relações espúrias da Lava Jato com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Por um lado, estava presente em Fortaleza a procuradora norte-americana Karine Moreno-Taxman. Por outro, o então jovem juiz Sergio Moro, de 37 anos de idade.

Com relativa notoriedade, em razão do caso Banestado, Moro foi o primeiro a falar, no painel Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Defendeu mudança na legislação e tentou desvincular a política da investigação sobre crimes contra a administração pública.

“A persecução e a investigação eficaz do crime de colarinho branco é imperativo dentro de um Estado Democrático de Direito. Não tem nada a ver com ideologia comunista, de esquerda ou de direita”, afirmou.

No painel seguinte, falou a representante do governo dos Estados Unidos, com Moro na plateia. Quem estava presente se recorda de que Karine Morena-Taxman falava um português correto, mas com sotaque, e deu uma orientação que, mais tarde, seria seguida à risca pela Lava Jato.

Ela sugeriu que as autoridades brasileiras mantivessem um sistema informal de colaboração com autoridades de seu país. Segundo ela, o sistema formal, previsto em tratados internacionais, deveria ser buscado quando houvesse um grau maior de certeza.

“Quanto mais trabalharmos juntos, mais saberemos a quem procurar, a quem ligar. Isso faz com que as fronteiras fiquem diminutas e os criminosos impedidos de se aproveitar das diferenças, pois entenderão que somos parceiros verdadeiros”, disse Karine.

Na mesma apresentação, ela ensinou que se deve manipular a opinião pública para investigar pessoas com poder político ou econômico, método que se tornaria pilar da Lava Jato.

Para conseguir que o Judiciário puna alguém por corrupção — destacou —, é preciso fazer com que o povo deteste o investigado.

"A sociedade precisa sentir que aquela pessoa realmente abusou do cargo e exigir a sua condenação”, afirmou.

Karine usou a expressão “rei" para definir o alvo que os investigadores devem buscar. “Se não consegue derrubar essa pessoa, não faça a investigação. É melhor esperar e continuar até achar um jeito de atingir o objetivo”, afirmou.

Os diálogos acessados pelo hacker Walter Delgatti mostram como a doutrina expressa na fala de Karine influenciou a Lava Jato.

A procuradora da república Carolina Rezende, que atuava em nome da Lava Jato em Brasília, não disse em 2016.

"Pessoal, fiquei pensando que precisamos definir melhor o escopo pra nós dos acordos que estão em negociação. Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça”, disse em um chat.

Ao mesmo tempo, a operação fazia vazamentos seletivos e omitia, inclusive do Supremo Tribunal Federal, informações que contrariassem a estratégia de perseguição ao “rei”, como as falas da interceptação telefônica que mostrava Lula hesitante quanto ao convite de Dilma Rousseff para ser chefe da Casa Civil.

Ou o diálogo em que uma funcionária da OAS conta que Marisa Letícia não tinha interesse na aquisição do triplex do Guarujá, apesar de possuir cota do condomínio.

Moro já era bem conhecido das autoridades dos EUA quando foi convidado para falar no encontro dos delegados da Polícia Federal em Fortaleza.

Em 1998, dois anos depois de assumir o cargo de juiz federal, ele frequentou o programa de instrução para advogados na Faculdade de Direito de Harvard.

Em 2007, depois de colaborar com agentes do FBI em investigação no Brasil, fez outro curso, desta vez explicitamente patrocinado pelo Departamento de Estado, com visitas a agências e instituições norte-americanas encarregadas da prevenção e do combate à lavagem de dinheiro.

Foi nesse ano que Karine Moreno-Taxman foi nomeada pelo procurador-geral dos EUA para ocupar um cargo recém-criado na Embaixada dos EUA no Brasil, o de conselheira legal residente no Brasil.

Entre 2007 e 2009, ela participou de eventos em praticamente todas as regiões do Brasil. Na apresentação das palestras, era apresentada como especialista em casos complexos, como pedofilia e tráfico de pessoas.

Mas, invariavelmente, acabava tocando no tema da corrupção e lavagem de dinheiro e na necessidade de formação de forças-tarefas para combater o crime organizado. Os norte-americanos deram até um nome para esse programa realizado em solo brasileiro, “Projeto Pontes”.

O auge da atividade de Karine no Brasil se deu em outubro de 2009 — um mês antes do encontro em Fortaleza —, com um curso de uma semana no Rio de Janeiro destinado a juízes, promotores, procuradores e policiais.

Quem patrocinou o evento foi a própria Embaixada Americana e Karine foi uma das duas autoridades dos EUA responsáveis pela seleção dos participantes.

Sergio Moro foi um dos presentes e teve direito até a fazer palestra. Ele atacou a legislação brasileira e expôs 15 questões que considerava problemáticas no combate à lavagem de dinheiro.

Sua presença no curso não era de conhecimento público até que o WikiLeaks divulgou, em 2010, telegrama da diplomacia dos EUA com o relato do curso e a informação de que muitos juízes e procuradores brasileiros manifestaram o interesse de serem treinados pelo Departamento de Justiça para atuarem em casos de lavagem de dinheiro.

O telegrama faz referência à receptividade dos representantes do sistema de justiça brasileiro ao interesse dos EUA de atuarem nesse área, que eles chamam de combate ao “terrorismo”.

O próprio telegrama diz que os juízes, ao contrário do que representantes do governo federal haviam manifestado em outras ocasiões, se mostraram receptivos à ideia de cooperação.

Não se tem notícia de algum resultado concreto sobre ação do sistema de justiça em relação em terrorismo — nem na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu), uma lenda alimentada pelo governo dos EUA desde a derrubada das Torres Gêmeas.

Mas duas operações supostamente relacionadas à lavagem de dinheiro tiveram êxito e ambas foram lideradas por juízes que mantêm evidências de proximidade com os Estados Unidos.

A primeira foi a Operação Satiagraha, do juiz federal Fausto De Sanctis. A outra foi a Lava Jato. A Satiagraha ocorreu em 2008, quando Karine já trabalhava no Brasil.

Karine deixou claro a proximidade com os dois magistrados na abertura de um curso promovido pelo Departamento de Justiça na Fiesp, em São Paulo, em fevereiro de 2009 — nove meses antes do encontro em Fortaleza.

O curso era sobre Crimes Cibernéticos e Propriedade Imaterial, Perícia e Internet, tema não relacionado à atuação conhecida de Fausto De Sanctis e de Moro.

Mesmo assim, segundo Karine, a iniciativa de realização do curso tinha sido dos dois juízes. A fala de Karine foi registrado em um texto oficial publicado no site do Tribunal Regional Federal da 3a. Região (São Paulo).

A internet também registra que, em 2012, De Sanctis realizou na Universidade de Marquette, em Milwaukee, Wisconsin, palestra sobre o uso de obra de arte como lavagem de dinheiro.

A outra palestrante era Karine Moreno-Taxman, que após deixar o Brasil, no final de 2009, trabalhou na Embaixada dos EUA no México e depois assumiu a procuradoria no Estado de Wisconsin.

Assim como De Sanctis, o juiz que fez barulho ao encarcerar empresários brasileiros, Moro também parece ser querido pelo governo e empresa dos EUA.

Tanto que, após deixar o governo, foi admitido como sócio ou consultor no escritório Alvarez & Marsal, que tem sede em Washington.

Os ingênuos ou mal intencionados dirão que tudo isso não passa de coincidência. Pode ser? Pode. Mas é do interesse do Brasil verificar a fundo essa relação.

Afinal, pelo menos no que diz respeito a Moro, a operação liderada por ele custou ao Brasil desinvestimento superior a 170 bilhões de reais e a perda de 4,4 milhões de empregos, como constatou estudo do Dieese.

Quando a Lava Jato começou, o Brasil era a sexta economia do mundo e tinha um horizonte de prosperidade, com a descoberta da maior reserva de petróleo do século XXI.

Hoje é a décima-segunda economia e o petróleo cru está sendo exportado para que o Brasil compre combustível dos EUA, enquanto as refinarias brasileiras operam com cerca de 60% de sua capacidade.

Não é exagero suspeitar que Moro, assim como aparentemente vendeu a condenação de Lula por um posto no governo de Jair Bolsonaro, entregou o Brasil a seus amigos norte-americanos.

  Moro na mesa com André Mendonça, que falou em nome da AGU 
(foto: revista Prisma)

  Karine Moreno-Taxman (foto: revista Prisma)

*Colunista do 247, foi subeditor de Veja e repórter do Jornal Nacional, entre outros veículos. Ganhou os prêmios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa). E-mail: joaquim@brasil247.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Três ministros militares tomaram vacina escondidos

O general Braga Netto, da Defesa, e o almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia, tomaram vacina contra a Covid-19 em segredo, como o general Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil

Brasil 247, 29/04/2021, 14:06 h Atualizado em 29/04/2021, 14:48
  General Luiz Eduardo Ramos, o general Braga Netto e almirante Bento Albuquerque 
(Foto: agencia brasil)

Além do ministro do Gabinete Civil, general Luiz Eduardo Ramos, outros dois ministros militares foram tomar vacina em segredo: o general Braga Netto, da Defesa, e o almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia. A informação é do jornal O Globo.

Nesta terça-feira, sem saber que estava sendo gravado, o Ramos afirmou que tomou a vacina "escondido": “Tomei escondido, né, porque a orientação era para não criar caso, mas vazou. Eu não tenho vergonha, não. Tomei e vou ser sincero. Como qualquer ser humano, eu quero viver, pô. E se a ciência está dizendo que é a vacina, como eu posso me contrapor?”

Dos oito ministros do governo federal que já estão em idade para tomar a vacina contra a Covid-19 no Distrito Federal, ao menos seis já receberam a primeira dose. O ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral, afirmou que decidiu não tomar a vacina, apesar de já ter direito. Segundo sua assessoria, Onyx está "controlando sua imunidade e, a princípio, tomará quando todos estiverem vacinados". O discurso é igual ao do presidente Jair Bolsonaro, que repetiu nesta quarta-feira que só irá receber o imunizante depois que "o último do Brasil tomar".

Três ministros já haviam divulgado que tomaram a vacina: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Tereza Cristina (Agricultura) publicaram fotos em suas contas no Twitter, enquanto Paulo Guedes (Economia) foi filmado enquanto recebia o imunizante e deu uma entrevista depois. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, que tem 63, pode se vacinar no Distrito Federal desde a última sexta-feira. Procurada, a assessoria de imprensa do MEC não informou a O Globo se ele já recebeu o imunizante.

O vice-presidente Hamilton Mourão também já foi imunizado contra o coronavírus. Ele foi fotografado e divulgou em suas redes sociais o momento da vacinação. Nesta quarta-feira, em conversa com jornalistas, ele negou que exista uma orientação para esconder a vacinação.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

O CPF de Bolsonaro

O Centro do Poder, 27 DE ABRIL DE 2021

Difícil definir qualquer sentimento em relação a Jair Messias Bolsonaro. Só desgosto. Infelicidade. A foto com o cartaz “CPF cancelado” foi um de seus gestos mais perversos. E mais revelador. A expressão é usada pela milícia, policiais e grupos de extermínio, quando uma pessoa é assassinada por facção rival.

Ele conhece o jargão. Riu, às gargalhadas, ao posar com o cartaz, no mesmo dia em que o Brasil chorava 390 mil mortes por Covid. Esse é Bolsonaro. Dois ministros pavoneiam-se ao lado do Capitão e de um escandaloso apresentador de TV, bem ao gosto dos bolsonaristas.

A foto foi veiculada na véspera da instalação da CPI da Covid. Marca o desprezo de Bolsonaro pela vida. Deve “ilustrar” os arquivos da comissão. Mais uma para a coleção do presidente irresponsável que tratou a pandemia com descaso, e a morte de milhares de brasileiros com “e daí”? Não sou coveiro”.

No fim-de-semana, o governo mandou vazar para a imprensa 23 acusações que, acredita Bolsonaro, virão com a CPI. Tiro no pé. Aliás … da falta de maldade e burrice esse governo não padece.

A cada questão apresentada pelo governo, uma condenação: O presidente foi omisso, estimulou aglomeração, promoveu tratamentos precoces sem qualquer comprovação cientifica, militarizou o Ministério da Saúde (a expressão é do governo).

Podemos estar mais perto do impeachment do que se imagina. Sabe-se lá. A depender da composição que se desenha na CPI, a sorte pode estar do nosso lado. Bolsonaro não terá dias tranquilos nos próximos meses.

O senador Renan Calheiros, candidato a relator, adversário declarado do presidente, aconselhou o governo a se preparar para a CPI, começando pelas acusações levantadas pelo próprio Palácio do Planalto. “Melhor treinar. Afinal, treino é treino. Jogo é jogo”.

Ontem à noite, Renan ficou impedido de assumir a relatoria da CPI pela Justiça do DF. Vai recorrer. Tomara que vença. Alguém tem que atazanar, com vontade, a vida de Bolsonaro, seu CPF, sua familia. Menos notas de protesto e repúdio. Mais ação, mais denúncias, mais processos.

Que venha a CPI, com força total. Deixa de ser idiota, Bolsonaro (a frase é dele, para um jornalista). Chegou sua vez.

Mirian Guaraciaba é jornalista

terça-feira, 27 de abril de 2021

China reage ao insulto de Paulo Guedes e Brasil pode ficar sem vacinas e insumos contra a Covid-19

Embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, foi ao Twitter e lembrou que, "até o momento", a China é o principal fornecedor de insumos e vacinas ao Brasil

Brasil 247, 27/04/2021, 20:53 h Atualizado em 27/04/2021, 21:01
  (Foto: Reuters | Romulo Serpa/Agência CNJ)

A agressão do ministro Paulo Guedes à China, que é o país que mais investe no Brasil, que mais compra produtos brasileiros e que mais fornece vacinas e insumos contra a Covid-19 ao País, não passou despercebida pelos canais diplomáticos chineses. Em tweet postado há poucos minutos, o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, mandou um claro recado ao Brasil. "Até o momento, a China é o principal fornecedor das vacinas e os insumos ao Brasil, que respondem por 95% do total recebido pelo Brasil e são suficientes para cobrir 60% dos grupos prioritários na fase emergencial. A CoronaVac representa 84% das vacinas aplicadas no Brasil", disse ele.

No tweet, nada é tão importante quanto a expressão "até o momento" – o que significa que Guedes já garantiu seu lugar cativo na CPI do Genocídio. 

General Ramos diz ter tomado vacina "escondido" para "não criar caso": "quero viver"

Declaração do ministro da Casa Civil foi feita na mesma reunião em que Guedes disse que a China "inventou o vírus". Ramos afirmou ainda não ter "vergonha" de ter sido imunizado, como se tivesse feito algo de errado

Brasil 247, 27/04/2021, 18:13 h Atualizado em 27/04/2021, 19:41
   Luiz Eduardo Ramos (Foto: Anderson Riedel/PR)

O ministro da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, disse já ter sido vacinado contra a Covid-19, mas o fez "escondido" porque o Palácio do Planalto e Jair Bolsonaro não queriam "alarde", segundo a CBN.

Declaração foi dada durante a reunião do Conselho de Saúde Suplementar nesta terça-feira (27), mesma ocasião em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a China "inventou o vírus".

Como se tivesse feito algo de errado, Ramos argumentou ter tomado a vacina porque quer "viver" e o imunizante é o que a ciência recomenda como melhor proteção contra o coronavírus. "Tomei escondido, né, porque a orientação era para não criar caso, mas vazou. Eu não tenho vergonha, não. Tomei e vou ser sincero. Como qualquer ser humano, eu quero viver, pô. E se a ciência está dizendo que é a vacina, como eu posso me contrapor?".

O ministro ainda disse estar tentando convencer Bolsonaro a se vacinar, afirmando que a vida do ocupante do Planalto corre perigo. "Eu estou envolvido pessoalmente tentando convencer o nosso presidente [a tomar a vacina], independente de todos os posicionamentos. Nós não podemos perder o presidente por um vírus desse. A vida dele, no momento, corre risco – ele tem 65 anos".

Sputnik desafia Anvisa a realizar debate público sobre eficácia da vacina russa

“Para salvar vidas no Brasil e seguindo as afirmações incorretas e enganosas da Anvisa, estamos convidando a Anvisa para um debate público perante a comissão competente do Congresso do Brasil”, publicou o perfil oficial da vacina Sputnik V, da Rússia

Brasil, 27/04/2021, 18:14 h Atualizado em 27/04/2021, 18:53
   (Foto: ABr)

O perfil oficial da vacina Sputnik V, da Rússia, no Twitter, desafiou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a realizar debate público sobre a eficácia do imunizante.

“Para salvar vidas no Brasil e seguindo as afirmações incorretas e enganosas da Anvisa, estamos convidando a Anvisa para um debate público perante a comissão competente do Congresso do Brasil”, publicou o perfil da vacina.

Em reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa, realizada na noite de segunda-feira, 26, a agência negou a importação, em caráter excepcional e temporário, da vacina russa Sputnik V.

A autorização excepcional e temporária para importação foi pedida pelos estados da Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe, Pernambuco e Rondônia. Esta liberação permite que os imunizantes sejam comprados, distribuídos e aplicados na população.

A decisão da Anvisa de não recomendar a importação da vacina russa Sputnik V pode colocar Antonio Barra Torres, presidente do órgão, na mira da CPI da Covid-19.
EUA pressionaram Brasil a não comprar a vacina russa

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sigla em inglês) confirmou que o governo do ex-presidente Donald Trump pressionou o Brasil contra a aquisição da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V, e o Panamá contra o uso de médicos cubanos.

Segundo os EUA, as medidas foram tomadas contra o “aumento da influência” da Rússia em países latino-americanos e caribenhos.

O HHS publicou recentemente seu Relatório Anual para 2020. Escondido na página 48, o relatório revela de forma chocante como os EUA pressionaram o Brasil a rejeitar a vacina russa Sputnik V.

Sob o subtítulo “Combatendo influências malignas nas Américas”, o relatório anunciou:

“O Departamento usou as relações diplomáticas na região das Américas para mitigar os esforços dos Estados, incluindo Cuba, Venezuela e Rússia, que estão trabalhando para aumentar sua influência na região em detrimento da segurança dos Estados Unidos. O Departamento coordenou com outras agências governamentais dos EUA para fortalecer os laços diplomáticos e oferecer assistência técnica e humanitária para dissuadir os países da região de aceitar ajuda desses estados mal intencionados. Os exemplos incluem o uso do escritório do Adido de Saúde da Departamento para persuadir o Brasil a rejeitar a vacina russa COVID-19 e a oferta de assistência técnica do CDC no lugar do Panamá aceitar uma oferta de médicos cubanos”.

Os Estados Unidos também despacharam Adidos de Saúde para a China, Índia, México e África do Sul, provavelmente encarregados de realizar atividades semelhantes.
Vacina russa, eficácia de 97,6%

Estudo realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, fundo soberano da Rússia) apontam que a vacina Sputnik V demonstrou eficácia de 97,6% com base na análise de dados sobre a taxa de infecção de coronavírus.

Segundo a página da vacina Sputnik, de acordo com os dados de 3,8 milhões de russos vacinados com ambos os componentes do Sputnik V de 5 de dezembro de 2020 a 31 de março de 2021, como parte do programa de vacinação civil em massa, a taxa de infecção a partir do 35º dia a partir da data do primeiro a injeção foi de apenas 0,027%.

"Os dados e cálculos da eficácia da vacina serão publicados em uma revista médica revisada por pares em maio", diz o fabricante do imunizante russo.

A vacina Sputnik V foi aprovada para uso em 60 países, com uma população total de 3 bilhões de pessoas. É o segundo lugar entre as vacinas contra o coronavírus em todo o mundo em termos de número de aprovações emitidas por reguladores governamentais.

Para Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, os dados confirmam a eficácia da Sputnik V.

"Dados publicados pelo principal jornal médico The Lancet demonstraram a eficácia do Sputnik V em 91,6%. A análise dos dados da taxa de infecção de quase 4 milhões de vacinados na Rússia mostra que a eficácia da vacina é ainda maior, chegando a 97,6%. Esses dados confirmam que o Sputnik V apresenta uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas", afirmou.

Renan assume, diz que CPI será contra o culto à morte e à mentira e que "culpados serão responsabilizados"

Senador Renan Calheiros usou o seu discurso de posse como relator da CPI da Pandemia para afirmar que o colegiado irá atuar “contra a agenda da morte e da mentira”. Disse ainda que "nossa cruzada será contra a agenda da morte e o negacionismo" e que "os inimigos dessa relatoria são a pandemia e os que se aliaram ao vírus e colaboraram com este morticínio" e que estes serão "responsabilizados"

Brasil 247, 27/04/2021, 14:03 h Atualizado em 27/04/2021, 14:50
    (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) usou o seu discurso de posse como relator da CPI da Pandemia para afirmar que “vivemos o momento mais trágico da nação brasileira" e que o colegiado irá atuar “contra a agenda da morte e da mentira”. Disse ainda que "nossa cruzada será contra a agenda da morte e o negacionismo" e que "os inimigos dessa relatoria são a pandemia e os que se aliaram ao vírus e colaboraram com este morticínio".

O relator da CPI anunciou que os culpados serão responsabilizados: "Há responsáveis, há culpados, por ação, omissão, desídia ou incompetência e eles serão responsabilizados. Essa será a resposta para nos reconectarmos com o planeta. Os crimes contra humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais".

O senador defendeu a democracia e enviou um recado às Forças Armadas: “militares nos quartéis, médicos na saúde”. O emedebista também fez um contraponto às declarações de Jair Bolsonaro de que pretende indicar alguém “terrivelmente evangélico” para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, ao afirmar que o Brasil possui uma "Constituição terrivelmente democrática”.

Renan afirmou que crimes contra a humanidade não prescrevem e relembrou os casos dos ditadores Slobodan Milosevic e Augusto Pinochet: "Não foi o acaso ou flagelo divino que nos trouxe a este quadro. Há responsáveis, há culpados, por ação, omissão, desídia ou incompetência e eles serão responsabilizados. Essa será a resposta para nos reconectarmos com o planeta. Os crimes contra humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais. Slobodan Milosevic e Augusto Pinochet são exemplos históricos. Façamos nossa parte".

Ele disse também que a comissão será "um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por uma desoladora necrópole".

Antes, em seu primeiro discurso como relator, Renan criticou o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mas sem citá-lo diretamente. Ele comparou a nomeação de Pazuello e a militarização do Ministério da Saúde durante a pandemia ao envio de um infectologista para comandar as tropas em uma guerra.

Renan também afirmou que, ao contrário do que aconteceu na Lava Jato, a CPI não fará uso de nenhum “expediente tenebroso” durante as investigações. “Não seremos Dallagnol nem Sérgio Moro aqui", assegurou, acrescentando que "Não faremos power point". “Daremos um basta à mentira que sufocou a sociedade brasileira nos últimos tempos", disse mais à frente.

"O que estamos discutindo aqui é o direito à vida, e não quem é de esquerda ou de direita", ressaltou.

Foi um discurso que praticamente sepultou o governo Bolsonaro e deu razão ao medo do Planalto por sua posse na relatoria.

Presidente da Anvisa pode ser ouvido pela CPI da Covid por negativa à vacina Sputnik V

Grupo de parlamentares independentes e de oposição da CPI quer que Antonio Barra Torres e as divergências entre a Anvisa, Sputnik V e governadores sejam levadas com "urgência" ao colegiado

Brasil 247, 27/04/2021, 11:41 h Atualizado em 27/04/2021, 17:52
  Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa 
(Foto: Pedro França/Agência Senado)

Sputnik Brasil - A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de não recomendar a importação excepcional e temporária da vacina russa Sputnik V nesta segunda-feira (26) pode colocar Antonio Barra Torres, presidente do órgão, na mira da CPI da Covid-19.

Segundo publicação do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, poucas horas depois da decisão da Anvisa, um grupo de parlamentares independentes e de oposição da CPI pediu que as divergências entre a Anvisa, Sputnik V e governadores sejam levadas com "urgência" ao colegiado.

"Assim, o grupo decidiu que a convocação de Barra Torres deve ir para o início da fila de autoridades a serem ouvidas", escreveu o colunista.

A convocação de Antonio Barra Torres tem como objetivo entender quais as dificuldades de aprovação do pedido. A análise dos diretores justificou o posicionamento alegando falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação.

A vacina russa Sputnik V contra a Covid-19 foi o primeiro imunizante contra o novo coronavírus a ser registrado, ainda em agosto de 2020. De acordo com resultados de estudos clínicos publicados em fevereiro na revista médica The Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%.

Até agora o imunizante já foi aprovado em 60 países, sendo a segunda vacina mais aprovada por órgãos sanitários no mundo. Diversos países sul-americanos já aprovaram o imunizante, incluindo México, Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

O vice-diretor de pesquisa científica do Centro Gamaleya, Denis Logunov, disse nesta terça-feira (27) que a declaração da Anvisa não corresponde à realidade. Segundo o vice-diretor, nenhum órgão de controle tem informação de que a vacina possui adenovírus replicante, e a Anvisa não solicitou protocolos de controle de qualidade consolidados.

"Ou seja, não houve nenhuma discussão sobre [...] conteúdo específico de partículas replicantes no medicamento. É importante dar atenção e dizer que a declaração que pelo menos eu vi na imprensa, com certeza, não tem nada a ver com a realidade", afirmou Logunov.

CPI da Covid começa em temperatura mais alta do que aquela que derrubou Collor

É só o começo do jogo: Bolsonaro cairá quando estiver na boca do povão (e estará) o conceito de que ele despreza a vida dos brasileiros, escreve Joaquim de Carvalho

Brasil 247, 27/04/2021, 17:42 h Atualizado em 27/04/2021, 18:30
   Bolsonaro e Renan Calheiros (Foto: reprodução) 
Por Joaquim de Carvalho

A decisão do Tribunal Regional Federal da 1a. Região que cassou a liminar que impedia o senador Renan Calheiros de assumir a relatoria da CPI da Covid tem como fundamento a necessidade de preservação da harmonia entre os poderes.

"Em juízo de cognição sumária, inerente ao atual momento processual, verifica-se, concessa venia, a existência de risco de grave lesão à ordem pública, na perspectiva da ordem constitucional, administrativa e na perspectiva da manutenção da independência e da harmonia entre os Poderes da República", escreveu o desembargador Francisco de Assis Betti, vice-presidente do tribunal, que atualmente responde pela presidência em razão de licença do titular.

O desembargador lembrou que a nomeação do relator é prerrogativa do presidente da comissão, que ainda nem estava eleito quando o juiz Charles Renaud Frazão de Morais, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, concedeu a liminar a pedido da deputada bolsonarista Carla Zambelli.

Leia a íntegra da decisão abaixo.

Retomada a normalidade institucional, a CPI avançou nos seus trabalhos, e foi transmitida ao vivo por diversos veículos de comunicação, entre eles a TV 247.

Lembrou os melhores momentos do Parlamento, como a CPI do PC Farias, instalada em 1992, depois que Pedro Collor deu entrevista à revista Veja para denunciar corrupção grossa no governo do irmão.

Mas não do seu início, quando muitos não acreditavam que a comissão resultasse em algo efetivo, como a responsabilização do então presidente, Fernando Collor.

Um senador de destaque na época, Pedro Simon, tinha recusado a relatoria da comissão justamente por entender que terminaria em pizza.

Marco Aurélio manda PGR analisar cheques de Queiroz para Michelle Bolsonaro

Marco Aurélio Mello, do STF, quer que a PGR investigue os R$ 89 mil depositados por Fabrício Queiroz e por sua mulher, Márcia Aguiar na conta de Michelle Bolsonaro. Ex-assessor recebeu R$ 6,2 milhões em suas contas entre 2007 e 2018

Brasil 247, 27/04/2021, 10:48 h Atualizado em 27/04/2021, 14:50
   Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Fabrício Queiroz 
(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | Reprodução)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello enviou na última sexta-feira (23) para análise da PGR (Procuradoria-Geral da República) os R$ 89 mil depositados pelo policial militar Fabrício Queiroz e por sua mulher, Márcia Aguiar na conta de Michelle Bolsonaro, entre 2011 e 2016. A informação é da jornalista Juliana Dal Piva, no portal UOL.

Nos dados financeiros da quebra de sigilo bancário e fiscal de Queiroz, foi descoberto que ele depositou um total de R$ 72 mil em 21 cheques. Já Márcia Aguiar repassou R$ 17 mil para Michelle Bolsonaro de janeiro a junho de 2011.

Um conjunto menor de cheques para a primeira-dama, no total de R$ 24 mil, já tinha sido identificado em 2018 no relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Bolsonaro, à época, se defendeu e admitiu que fez um empréstimo para Queiroz.

Relembre o caso

Após a quebra de sigilo de Queiroz autorizada pela Justiça, autoridades verificaram que o ex-assessor recebeu R$ 6,2 milhões em suas contas entre 2007 e 2018. Do total, R$ 1,6 milhão seriam salários recebidos como PM e como assessor na Alerj, onde era funcionário de Flávio Bolsonaro. Outros R$ 2 milhões teriam vindo de 483 depósitos de servidores do gabinete do parlamentar, o que indicaria o esquema de rachadinha. Outros R$ 900 mil foram depositados em dinheiro, sem identificação do depositante.

Após serem presos em junho de 2020, Queiroz e sua mulher conseguiram no STJ (Superior Tribunal de Justiça) o fim da prisão domiciliar no dia 16 de março.

Barrada pela Anvisa, Sputnik tem eficácia de 97,6%, aponta estudo com 3,8 milhões de vacinados

"Esses dados confirmam que o Sputnik V apresenta uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas", disse Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto sobre o imunizante

Brasil 247, 27/04/2021, 15:13 h Atualizado em 27/04/2021, 15:42
   (Foto: Sputnik News)

Estudo realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, fundo soberano da Rússia) apontam que a vacina Sputnik V demonstrou eficácia de 97,6% com base na análise de dados sobre a taxa de infecção de coronavírus.

Segundo a página da vacina Sputnik, de acordo com os dados de 3,8 milhões de russos vacinados com ambos os componentes do Sputnik V de 5 de dezembro de 2020 a 31 de março de 2021, como parte do programa de vacinação civil em massa, a taxa de infecção a partir do 35º dia a partir da data do primeiro a injeção foi de apenas 0,027%.

"Os dados e cálculos da eficácia da vacina serão publicados em uma revista médica revisada por pares em maio", diz o fabricante do imunizante russo.

A vacina Sputnik V foi aprovada para uso em 60 países, com uma população total de 3 bilhões de pessoas. É o segundo lugar entre as vacinas contra o coronavírus em todo o mundo em termos de número de aprovações emitidas por reguladores governamentais.

Para Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, os dados confirmam a eficácia da Sputnik V. "Dados publicados pelo principal jornal médico The Lancet demonstraram a eficácia do Sputnik V em 91,6%. A análise dos dados da taxa de infecção de quase 4 milhões de vacinados na Rússia mostra que a eficácia da vacina é ainda maior, chegando a 97,6%. Esses dados confirmam que o Sputnik V apresenta uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas", afirmou.

Em reunião extraordinária da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizada na noite desta segunda (26), a agência negou a importação, em caráter excepcional e temporário, da vacina russa Sputnik V.

A autorização excepcional e temporária para importação foi pedida pelos estados da Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe, Pernambuco e Rondônia. Esta liberação permite que os imunizantes sejam comprados, distribuídos e aplicados na população.

Bolsonaro ofende jornalista, ataca STF e ameaça governadores com Exército

Em viagem à Bahia nesta segunda, Jair Bolsonaro chamou um jornalista de “idiota”, fez ataques ao STF e ameaçou usar as Forças Armadas contra governadores que insistam na adoção de medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. "Não estiquem a corda mais do que está esticada”, disse

Brasil 247, 26/04/2021, 14:03 h Atualizado em 26/04/2021, 16:46
   (Foto: Alan Santos/PR | ABr)

Na véspera da instalação da CPI do Genocídio, que vai apurar a condução do governo federal no enfrentamento á Covid-19, Jair Bolsonaro chamou um jornalista de “idiota”, fez ataques ao Supremo Tribunal Federal e ameaçou usar as Forças Armadas contra governadores que insistam na adoção de medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. “Não estiquem a corda mais do que está esticada”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (26), durante viagem à Bahia.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro disse, ainda, que o papel das Forças Armadas é garantir o cumprimento da Constituição. “[Os governadores] estão seguindo o artigo quinto da Constituição? Está sendo respeitado o direito de ir e vir, o direito de a pessoa ter um emprego, ocupar o tempo para exercitar a sua fé? É só ver se isso está sendo respeitado ou não”, disparou.

O ex-capitão também criticou o STF por ter autorizado que estados e municípios adotassem medidas restritivas próprias sem precisar do aval do governo federal. “É inconcebível os direitos que alguns prefeitos e govenadores tiveram por parte do STF É inconcebível. Nem estado de sítio tem isso”, disse.

Felipe Neto pede união em torno de Lula contra o “Satanás” Bolsonaro

Felipe Neto destacou mais uma vez que a polarização política no Brasil não cessará até 2022 e disparou: "bater no Lula agora é suicídio"

Brasil 247, 26//04/2021, 17:16 h Atualizado em 26/04/2021, 22:10

O youtuber Felipe Neto comentou pelo Twitter nesta segunda-feira (26) a informação dada pela jornalista da CNN Brasil Daniela Lima sobre pesquisas realizadas por partidos de centro que mostram: eleitorado brasileiro "não quer, não conta e não pede por terceira via" em 2022.

Ao que tudo indica, a próxima eleição presidencial se dará principalmente entre o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro. Portanto, para Felipe Neto, não é estrategicamente adequado neste momento agir para desgastar o petista, visto que ele é o único nome capaz de vencer o atual ocupante do Palácio do Planalto. "O resultado de pesquisas realizadas por partidos de centro mostra exatamente o que falamos. Não há espaço para terceira via no Brasil até 2022. Isso é lidar com a realidade, sair dessa idiotice de ficar desgastando Lula achando que é possível. Temos que derrubar Bolsonaro! Unam-se!".

Felipe Neto destacou mais uma vez que a polarização política no Brasil não cessará até 2022 e disparou: "bater no Lula agora é suicídio".

"Eu não sou lulista. Eu não sou petista. Eu sou realista. Ou a gente vence o Satanás, ou o Brasil vai virar o inferno de vez. Nada foi mais importante na história recente desse país do que isso", completou.

'Eleitor não quer, não conta e não pede por terceira via em 2022', concluem institutos de pesquisa

De acordo com apuração da jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, partidos de centro colocaram institutos de pesquisa nas ruas para entender a cabeça do eleitor e o "resultado assustou": "polarização Lula x Bolsonaro está cristalizada"

Brasil 247, 26//04/2021, 16:44 h Atualizado em 26/04/2021, 16:46
   (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)

Após a volta definitiva do ex-presidente Lula ao jogo político-eleitoral, decorrente da confirmação da suspeição do ex-juiz Sergio Moro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e da consequente anulação dos processos do petista na Lava Jato, partidos de centro já manifestam preocupação em relação às eleições presidenciais de 2022.

Uma "terceira via" para o pleito capaz de disputar de igual para igual com Lula e Jair Bolsonaro parace não ser possível por enquanto. Pesquisa do Instituto Ideia encomendada pela revista Exame na sexta-feira (23) já mostrava que Lula é único nome que venceria o atual ocupante do Planalto em segundo turno.

Segundo relata a jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, nesta segunda-feira (26), siglas de centro enviaram institutos de pesquisa às ruas para entender o que se passa na cabeça do eleitor um ano antes do pleito e após o retorno de Lula. "Resultado assutou", diz a jornalista pelo Twitter. "Polarização Lula x Bolsonaro está cristalizada na cabeça do eleitor, que não quer, não conta e não pede por terceira via".

O ex-presidente, de acordo com apuração da jornalista, "retomou muita força na região Nordeste e está conseguindo reabilitar imagem no Sudeste". Os eleitores simpáticos a Lula veem nele uma figura "menos inconstante" que Bolsonaro.

Por falar em Bolsonaro, os levantamentos mostram que ele "pode fazer o que for que não baixa de 25% das intenções de voto", informa Daniela.

Embaixadores da América Latina e Europa querem diálogo com Lula

O ex-presidente Lula irá a Brasília na próxima semana para contatos políticos. Embaixadores latino-americanos e europeus manifestaram o desejo de encontrá-lo

Brasil 247, 27/04/2021, 04:46 h Atualizado em 27/04/2021, 04:46
  Ex-presidente Lula (Foto: Stuckert)

Lula deve incluir em sua agenda em Brasília na próxima semana, contatos com embaixadores.

Diplomatas de diferentes países, principalmente da América Latina e Europa, manifestaram interesse em se encontrar com o ex-presidente, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

É crescente o número de diplomatas estrangeiros que querem manter conversações com Lula, que lidera as pesquisas eleitorais para 2022.

Pacheco diz que escolha de relator cabe ao presidente da CPI e que Senado ignorará decisão de juiz

Ele ainda criticou interferência de poderes e defendeu que a Constituição impõe a observância da harmonia e independência entre os mesmos. Resposta vem após decisão liminar que impede o senador Renan Calheiros de ser designado relator da comissão

Correio Braziliense, 26/04/2021 22:35 / atualizado em 26/04/2021 22:46
    (crédito: Edilson Rodrigues)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou por meio de nota na noite desta segunda-feira (26/04) que a escolha do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) cabe ao presidente da Comissão. A resposta sinaliza que ele deverá ignorar a decisão liminar proferida hoje pelo juiz Charles Morais, da 2ª Vara Federal do Distrito Federal, que impede o senador Renan Calheiros de ser designado relator da CPI.

Ele ainda criticou a interferência de outros poderes na questão e destacou que "a Constituição impõe a observância da harmonia e independência entre os poderes".

"A escolha de um relator cabe ao presidente da CPI, por seus próprios critérios. Trata-se de questão interna corporis do Parlamento, que não admite interferência de um juiz. A preservação da competência do Senado é essencial ao estado de direito. A Constituição impõe a observância da harmonia e independência entre os poderes", escreveu.

A liminar foi um pedido da deputada federal Carla Zambelli, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro. Existe um acordo para que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) seja escolhido relator caso Aziz assuma a presidência da CPI. Calheiros é um crítico do governo Bolsonaro, e a avaliação no Planalto é a de que ele vai usar todas as ferramentas para afundar o Executivo nas acusações e criar um ambiente de oposição aos atos do governo.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Pazuello passeia sem máscara em shopping de Manaus e tira sarro: "onde tem pra vender?"

 Ex-ministro da Saúde, general será um dos principais alvos da CPI por ter recomendado o uso de cloroquina, entre outras medidas equivocadas

Brasil 247, 26/04/2021, 06:59 h Atualizado em 26/04/2021, 08:49
   Pazuello Manaus (Foto: Pazuello Manaus)

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi flagrado na tarde deste domingo (25/04), em um shopping de Manaus passeando sem máscara. Questionado por uma das frequentadoras do local que tirou a foto, ele respondeu: "Pois é. Tem de comprar, né? Sabe onde tem pra vender?".

Ex-ministro da Saúde, general será um dos principais alvos da CPI por ter recomendado o uso de cloroquina, entre outras medidas equivocadas.

O deputado Alencar Braga (PT-SP) questionou sobre o ato irresponsável e negacionista do general ex-ministro: "Veremos se manterá o mesmo cinismo quando sentar no banco de depoentes da #CPIdoGenocidio para falar dos seus crimes que resultaram em milhares de mortes".

Ministro da Educação diz que Bolsonaro é quem manda no setor e confirma destruição do ensino no Brasil

 Criticado por diversos especialistas, Milton Ribeiro afirma que as políticas do MEC devem estar em "consonância com a visão educacional do presidente da República"


Brasil 247, 26/04/2021, 06:46 h Atualizado em 26/04/2021, 06:47
  (Foto: Divulgação)

247 – O ministro da Educação, Milton Ribeiro, que aparece sorrindo na imagem em que Jair Bolsonaro segura o cartaz "CPF cancelado", linguagem usada por milicianos para celebrar mortes, confirmou que está em curso um projeto de destruição da educação no Brasil. "A política do MEC [Ministério da Educação] deve vir e tem que vir em consonância com a visão educacional, do projeto, do senhor presidente da República", disse ele.
A frase foi dita pelo ministro da Educação Milton Ribeiro durante uma reunião com o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Danilo Dupas, e os servidores da autarquia, segundo aponta reportagem do Uol.

"É com ele que eu troco ideias quando quero fazer uma mudança", disse Ribeiro. O encontro foi quase dez dias após os servidores do Inep publicarem uma carta em que falam dos riscos que a autarquia sofre com as nomeações ideológicas e trocas no comando.

"Fantasmas" do gabinete de Bolsonaro receberam R$ 165 mil em auxílios indevidos

Descoberta reforça a suspeita de que havia rachadinha no gabinete do deputado que virou presidente

Brasil 247, 26/04/2021, 06:38 h Atualizado em 26/04/2021, 06:47
(Foto: ABr | Reprodução)

247 – Uma nova descoberta reforça a suspeita de que havia rachadinha no gabinete do deputado Jair Bolsonaro, antes que ele se tornasse presidente. "Investigados pelo Ministério Público do Rio sob a suspeita de serem 'fantasmas', cinco ex-assessores do presidente Jair Bolsonaro quando ele era deputado federal receberam R$ 165 mil só em auxílios enquanto estiveram nomeados na Câmara dos Deputados. Esses funcionários tiveram sigilo quebrado na investigação contra o senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente da República", aponta reportagem de Caio Sartori, no jornal Estado de S. Paulo.

"Os dados ali obtidos também apontaram supostos indícios da prática de 'rachadinha' no gabinete de Bolsonaro. Em dois casos, os valores equivalentes aos auxílios eram os únicos que permaneciam nas contas dos assessores. Todo o restante depositado pela Câmara era sacado em caixas eletrônicos. A prática é considerada indício da 'rachadinha', a devolução dos salários para o político que os nomeou. É justamente essa a suspeita que recai sobre os cinco na investigação contra Flávio, já denunciado por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita pelo MP. No caso dele, os desvios teriam acontecido quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro", aponta ainda a reportagem.

Desembargador que declarou ilegal greve de professores que não queriam aula presencial morre de Covid-19

Paulo Ricardo Bruschi também proibiu manifestações próximas das escolas e autorizou desconto no salário dos trabalhadores da educação que estavam paralisados

Brasil 247, 26/04/2021, 08:02 h Atualizado em 26/04/2021, 08:49
   (Foto: Divulgação)

Portal Forum - O desembargador Paulo Ricardo Bruschi morreu na última sexta-feira (23), em Tubarão (SC), vítima de complicações da Covid-19.

Em novembro do ano passado foi responsável por decisão que considerou a greve de professores, que eram contrários ao retorno das aulas presenciais por falta de segurança sanitária, como ilegal.

Posteriormente, considerou a greve dos professores ilegal e autorizou o descontou no salário dos dias paralisados, proibiu o bloqueio das unidades e a realização de manifestação em distância inferior a 450 metros dos locais de ensino, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Na cidade de Tubarão, 17,6 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença e 323 morreram. Desde o início da pandemia, 12.842 faleceram no estado de Santa Catarina vítimas da Covid-19. No total, 863.842 casos já foram confirmados.

domingo, 18 de abril de 2021

Rapidinhas



Cirista, Tico Santa Cruz contesta Ciro Gomes e defende voto em Lula num hipotético segundo turno contra Bolsonaro

Apoiador de Ciro Gomes, o músico Tico Santa Cruz demonstrou mal-estar com a entrevista desastrosa em que Ciro anunciou nova ida a Paris

Lula pode pleitear indenização por ter passado 580 dias preso injustamente, diz Gilmar Mendes

O ministro do STF destacou, ainda, que a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na Corte está definida e não será revista

“Ciro se inviabilizou com seu discurso de ódio contra o Lula”, diz Florestan


“O Ciro tomou uma decisão errada em ter abandonado o país no segundo turno e não apoiar o único candidato possível que poderia ganhar de Bolsonaro. Agora, se inviabiliza com seu discurso de ódio contra o Lula”, diz Florestan Fernandes Júnior.

Altman: Ciro está se transformando em alma penada

"Ciro Gomes vai se transformando em uma alma penada, um joguete a serviço da direita, implorando pela benção dos neoliberais contra Lula", afirmou o jornalista Breno Altman

Gilmar diz que suspeição de Moro pelo STF já está definida e não será revista

"Nós temos que ser rigorosos com as regras processuais", afirmou o ministro Gilmar Mendes sobre o caso do ex-juiz de Curitiba

Lênio Streck: "falta agora confirmar a suspeição de Moro para resgatar de vez o Direito”

O jurista Lênio Streck explica que “Sergio Moro, porque era suspeito desde o início, aceitou o juízo competente” e que tal postura confirma sua incompetência nas sentenças que condenaram o...

Lula foi vítima de um vale-tudo judicial, diz Mello Franco


Voz dissonante no Globo, Bernardo Mello Franco demonstra como Lula foi um preso político a partir de uma fraude judicial, que permitiu a ascensão do fascismo no Brasil

Ciro diz que irá a Paris com ainda mais convicção num eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro

Pré-candidato do PDT disse ao jornal O Globo que anulará o voto se tiver que escolher entre Lula, que foi preso político durante 580 dias, e Jair Bolsonaro

Evangélicos já começam a abandonar Bolsonaro

A gestão da pandemia do novo coronavírus tem provocado fissuras na base formada por líderes religiosos que apoiam Jair Bolsonaro

“Ultraliberalismo vai se acentuar na periferia do capitalismo”, diz Jones Manoel

O historiador e professor pontua que os Estados Unidos tentam ativamente destruir as capacidades produtivas de países periféricos do sistema capitalista, e alerta para o desmonte da indústria...

“Lula não deve buscar alianças com a direita”, diz Rui Costa Pimenta


O presidente nacional do PCO descartou a necessidade de formação de uma aliança entre o ex-presidente Lula e a oposição de direita em 2022. Para ele, a escolha de um vice não deve seguir a lógica do passado: “Veja o Michel Temer. Pode ser que o PT...

Deltan não entende decisão do STF e tenta forçar competência de Curitiba no caso Lula

Depois que o STF decidiu que o ex-presidente Lula jamais poderia ter sido julgado em Curitiba, deixando no ar a dúvida sobre Brasília ou São Paulo, Deltan Dallagnol vai ao Twitter e mostra que não...

Em artigo, Pedro Bial tenta justificar grosseria contra Lula

Bial abre o artigo afirmando que a não foi "grosseiro" ao atacar Lula. "Mais honesto seria “jocoso” ou “irreverente”, mas talvez não fosse tão chamativo", di

Direita que ajudou a eleger Bolsonaro está preocupada com efeito Lula e põe o pé no acelerador

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, que fez parte desse consórcio que levou a ultra direita ao poder, parte do empresariado e mercado financeiro "pisa no acelerador atrás de um candidato...

PGR manda arquivar notícia-crime contra Bolsonaro por verbas de combustível

A Procuradoria-Geral da República determinou o arquivamento da notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro pelo suposto desvio de verbas de combustível entre 2009 e 2011, quando exercia o...

Primeiro foco da CPI da Covid será incompetência de Bolsonaro na compra de vacinas e propaganda da cloroquina


Além dos ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro, em especial o general Eduardo Pazuello, um dos principais focos da oposição é convocar o ex-chanceler Ernesto Araújo, apontado como um ator que pode ter prejudicado a atuação do Brasil na...

Doria critica governo Bolsonaro por baixo estoque de kit intubação

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, medicamentos para intubação recebidos só conseguirão atender os hospitais por 3 dias

Kátia Abreu diz que não vai 'permitir negociata' com embaixada para blindar Bolsonaro no TCU

A Comissão de Relações Exteriores do Senado, que Kátia Abreu preside, não vai aprovar a eventual indicação do ministro do TCU Raimundo Carreiro para a embaixada de Portugal, caso ela seja confirmada

Flávio Bolsonaro ostenta no Ceará e se hospeda em resort luxuoso com diárias a partir de R$ 3.549

Flávio Bolsonaro, sua esposa e um casal de amigos furaram a quarentena estabelecida no Ceará e se hospedaram em um dos hotéis mais caros do estado

EUA: tiroteio no Texas deixa ao menos 3 mortos, dizem autoridades locais (vídeo)

Neste domingo (18), um tiroteio na cidade de Austin, no estado norte-americano do Texas, deixou ao menos três pessoas mortas, segundo as autoridades locais

Marco Feliciano ameaça entregar vice-liderança do governo

O deputado Marco Feliciano pressiona contra a nomeação de Claudia Mansani Queda de Toledo para a presidência da Capes

Bolsonaro, se terminar o mandato, fará ao menos 65 nomeações em tribunais superiores

Esse número pode subir, no caso de um magistrado decidir deixar a Corte da qual faz parte antes do previsto, por motivo que não seja a idade avançada