Pesquisar este blog

domingo, 19 de novembro de 2017

Lula diz que Manuela pode ser o caminho do meio


Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a pré-candidatura de Manuela D'Ávila à Presidência da República não resultará no afastamento do PT junto ao PCdoB

"Não pense que a pré-candidatura vai criar alguma rusga entre o PT e o PCdoB", disse; "Se precisar, vamos juntos para a rua", completou.

"Tem gente que reclama e fala que sou de extrema esquerda, que o Bolsonaro é de extrema direita e diz que o Brasil precisa encontrar um meio-termo. Que a Manuela seja esse caminho do meio", emendou.

O que eles disseram


Fiat lux, iudex Fux, fiat lux A justiça brasileira, com o STF à frente, precisa afastar-se da ambigüidade, das meias verdades, das meias palavras e das pressões circunstanciais, apesar das chantagens, parar de decidir "contra legem" e voltar a adotar a luz da Constituição e a percorrer os estreitos, e muitas vezes penosos, caminhos da Lei, usando-a como bússola e farol para guiá-la na noite tenebrosa de uma nação enlouquecida

Candidatura de Huck é loucura, loucura, loucura A candidatura atemporal de Huck, não é outra coisa senão loucura, loucura, loucura! Um jargão usado por ele mesmo durante o programa. Ora, um cidadão que nunca exerceu um cargo público, não pode achar que dirigir um País é como apresentar um programa aos sábados, numa emissora envolvida em escândalo de propina com a Fifa, etc.

Mandioca neles, Dilma A pergunta que não quer calar é: o PMDB mostrará, também, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Alves, enfim, a “organização criminosa” que tomou de assalto o poder e foi flagrada com a boca na botija? Os golpistas são todos farinha [de mandioca?] do mesmo saco.

A patifaria da financeirização contra o consumidor brasileiro O Banco Central é inútil. Uma pequena agência, tipo a Sumoc do passado, poderia perfeitamente desempenhar seu papel. Com isso economizaríamos os maiores salários da República, com a provável exceção do Judiciário e outros privilegiados.

Vox Populi: Lava Jato e crise elegem Lula em primeiro turno Não é justo dizer que só a perseguição incessante e revoltante da Lava Jato contra Lula é responsável pelos números estonteantes da última pesquisa CUT-Vox Populi sobre a eleição presidencial do ano que vem. A política econômica e as reformas massacrantes do governo Temer também estão contribuindo, mas a perseguição parece influenciar mais o povo.

A Globo pagou propina? Cadê o Moro? As denúncias são antigas. Há muito tempo se especula sobre a relação promiscua entre TV Globo e as corruptas entidades que comandam o futebol, garantindo-lhe o direito de exclusividade na transmissão dos jogos. A mídia nativa – excluindo a própria emissora por razões óbvias – nunca acionou seus “repórteres investigativos” para apurar as denúncias. Já o Ministério Público e a Polícia Federal jamais investigaram o império global.

Mídia se desespera com Bolsonaro, o monstrengo que criou A artilharia contra o capitão do Exército tem um motivo oculto que não aparece nas páginas das duas revistas: destruir o monstrengo que criaram para abrir alas para o PSDB.

Tijolaço desmonta a nova agressão de Temer contra Dilma


Certamente, no alto de sua estupidez – aliás, o sr. Temer diz-se um constitucionalista, deveria saber – que mandioca já foi medida de riqueza no Brasil". 

Aquela que deveria ser a primeira Constituição Brasileira, em 1.823, abortada pela intervenção de Pedro I, ganhou o apelido de “Constituição da Mandioca”, porque o direito de voto, que era censitário, só seria dado a quem tivesse no mínimo de 150 alqueires de plantação de mandioca, diz Fernando Brito, ao questionar o programa eleitoral do PMDB que fará uma agressão estúpida à presidente deposta Dilma Rousseff.

Quem gana com a privatização da Petrobras?

A quem serve a privatização da Petrobras?

"
O discurso liberal pela privatização da empresa como remédio (sic) de combate à corrupção no país não resiste à realidade crua, tal como demonstrado explicitamente pela Operação Lava Jato: os grandes corruptos do país não são os políticos – muitos dos quais são também corruptos – mas grande parte da fina flor do grande empresariado nacional". 

Os grandes esquemas de corrupção são elaborados, montados e executados pelas empresas que contam como auxiliares eficazes políticos e funcionários das empresas que se deixam corromper", diz o físico Cláudio Guedes.

Sucesso da Dinamarca se deve ao estado de bem-estar social


"A Dinamarca, assim como suas vizinhas Suécia, Noruega e Finlândia, adota desde os anos 1930 um sistema de seguridade social segundo o qual todos os cidadãos têm direitos iguais a serviços públicos como saúde, educação e previdência". 

"Isso significa que, por princípio, qualquer indivíduo tem acesso franco e gratuito a esses benefícios ao longo da vida. Além disso, para subsidiar esse sistema, a Dinamarca faz com que quem ganha mais pague mais impostos", diz Luiz Antonio Araújo, ao comentar reportagem do Globo Repórter, que omite esses pontos essenciais.

O que explica tanto ódio contra o Lula?

Esse ódio que corrói o país, separa as pessoas e faz vítimas

"Parece que não basta a perseguição movida pelo juiz Moro, na Lava-Jato, que já confiscou tudo do ex-presidente Lula". 

"Os seus perseguidores, que não conseguem esconder o inexplicável ódio contra ele e buscam qualquer coisa para incriminá-lo, devem se sentir frustrados por não poderem condená-lo à pena de morte, o que já teriam feito há muito tempo se tal pena estivesse prevista na legislação brasileira", avalia o colunista do 247 Ribamar Fonseca ao comentar o novo pedido de bloqueio de bens de Lula.

"Mas – pergunta-se – por que tanto ódio a um homem que só fez bem ao Brasil e ao seu povo?"

Esse mesmo ódio está corroendo o país, separando as pessoas e fazendo vítimas. 

O golpe de Temer & Cia foi pra retirar direitos, entregar riquezas e proteger corruptos


Presidente do PT do Distrito Federal, a deputada Erika Kokay (PT-DF), concedeu entrevista à TV 247, e afirmou que a agenda fundamentalista do Congresso, que ela tem combatido de forma corajosa, é uma consequência lógica do golpe de 2016.

"O golpe tem um DNA fundamentalista. Esse processo tem três eixos: a retirada de direitos, a entrega de riquezas nacionais e a proteção aos políticos corruptos", diz ela.

Na entrevista, ela fala da importância dos bancos públicos e da necessidade de se proteger o patrimônio nacional, diante da agenda neoliberal que vem sendo coloca em marcha por Michel Temer.

"Vender as usinas do sistema Eletrobrás afronta totalmente a segurança nacional. E acabar com os bancos públicos retira qualquer perspectiva de retomada do desenvolvimento".

Base de Temer cogita CPI sobre propina da Globo

Só pra mantê-la sob rédea curta

Depois que o empresário argentino Alejandro Burzaco delatou as propinas de US$ 15 milhões pagas pela Globo e outros grupos de mídia para adquirir direitos exclusivos de transmissão das Copas do Mundo, a base parlamentar de Michel Temer passou a estudar uma espécie de vingança: trazer o caso para o Brasil e eventualmente abrir até uma CPI no Congresso sobre o caso.

Seria uma oportunidade para encabrestar a Globo e mantê-la sob rédea curta até o fim do governo Temer, que reúne uma constelação de políticos acusados de corrupção.

Nesse arranjo mafioso, Temer teria mais tranquilidade para chegar até o fim do mandato que usurpou da presidente Dilma Rousseff.

A política como exercício ético-estético


Ramon T. Piretti Brandão*, Pragmatismo Político

Ao longo do século 20 – sobretudo a partir da segunda metade – o conceito de “Revolução” foi perdendo o seu glamour. Aquilo que até então mobilizara multidões e acelerara milhares de corações numa ânsia avassaladora por transformação social se tornara teoria científica, programa partidário e procedimento burocrático (como no caso da URSS, com a estatização da “Revolução”).

Tal processo não poderia fazer emergir outra coisa senão o afastamento das pessoas. Tal como afirma o filósofo Michel Foucault, o esquema de “conversão” à revolução via adesão a um partido que, por sua vez, afirma-se revolucionário fracassou: “Sabemos hoje em dia, em nossa experiência cotidiana, que só nos convertemos à renúncia à revolução. Os grandes convertidos de hoje são os que não creem mais na revolução”.

Daí, afirma o filósofo, a importante tarefa do intelectual contemporâneo: “restituir à revolução todos os charmes que ela tinha no século 19”. É claro que não se trata – quando fala o filósofo em restituição do charme – de atualizar a antiga cartilha revolucionária que foi editada pelos partidos, nem de atualizar as palavras de ordem a fim de capitalizar engajamentos e adesões.

Trata-se, antes, de erguer novas territorialidades, de forçar a emergência de novos povoamentos. Trata-se, então, de novamente tomar posse de uma paixão transformadora, de fazer brotar no próprio corpo, mais uma vez, um devir revolucionário que fora apagado pela burocracia e, consequentemente, pela cristalização dos comportamentos. Por isso, em meu último artigo, elaborei uma crítica à “Revolução” ao mesmo tempo em que conduzi um elogio ao motim – que, inquestionavelmente revolucionário, jamais se permitiria a institucionalização. É no motim que a possibilidade de sermos os artistas de nossas próprias vidas se faz possível.

Simplificadamente, trata-se de resignificar a questão da “verdade”. Com a institucionalização da “Revolução” os partidos e sindicatos se tornaram as vozes da verdade revolucionária. Os que sabiam quais decisões tomar para implementar uma nova sociedade eram os dirigentes partidários e os intelectuais de vanguarda, detentores da grande missão de conscientizar as massas. Cabia, portanto, aos militantes convertidos à causa, a mera obediência. Outro ponto fundamental para o seu fracasso: com os interesses da organização sendo a única prioridade – sobretudo quando comparado aos interesses individuais –, instituiu-se uma grande estrutura de autoridade e hierarquia no interior das instituições revolucionárias. Foi ali que a “Revolução” se tornou uma grande instituição e, como de praxe, foi fundamental que o indivíduo renunciasse à sua individualidade, à sua potência criativa, reconhecendo-se incapaz de encontrar alternativas por si mesmo. O capitalismo produz algo ainda mais perverso, porém extremamente mais bem elaborado e menos perceptível.

Assim, foi neste contexto que as chamadas “instituições revolucionárias” começam a perder a hegemonia sobre as vontades e os desejos individuais. Convictos da verdade que carregavam, da palavra da grande autoridade e afoitos em proferir a forma na qual deveriam agir e pensar as pessoas, o alto escalão revolucionário acabou por desaprender a ouvir.

Foi então que, alheios ao proselitismo partidário, surgiram os movimentos sociais. Foi assim que indivíduos cuja potência de criação até então estivera enjaulada e castrada deram vasão aos seus devires revolucionários, consolidando suas revoluções capilares. Nascia o movimento feminista, o movimento gay, negro, hippie, ambientalista, etc., movimentos moleculares, atuantes na micropolítica que habita uma rua, uma habitação, um bairro, uma cidade, uma família. Movimentos que deixaram de recorrer à cartilha partidária. Movimentos que não visavam o poder do Estado ou o controle dos meios de produção, mas que se colocavam e lutavam contra as instâncias de poder que agiam diretamente sobre as individualidades.

Nascia – ou renascia – o desejo por novas relações socioéticas. Uma forma outra de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Formas outras de se resistir à submissão da subjetividade afirmando a diferença. Afirmando aquilo que faz dos indivíduos verdadeiramente individuais. Foucault diz que “nós somos prisioneiros de certas concepções de nós mesmos e de nossa conduta. Nós devemos liberar nossa subjetividade, nossa relação conosco”. Liberar nosso desejo dos moldes já estabelecidos pela máquina estatal.

Neste viés, afirmamos uma guerrilha aberrante, nômade, imediata, molecular e anárquica. Indicamos uma experiência outra que possibilite ao indivíduo a constituição de uma nova política da verdade; verdade que não mais se revela através da objetividade de um método, mas que é pensada e pautada pela liberdade, pela potência e pela coragem de afirmá-la em uma situação de risco.

A experiência proporcionada por tais forças é traçada à luz do desassujeutamento e da recusa absoluta a qualquer tipo de individualidade padronizada. É, definitivamente, o que deveria constituir a ação política. Parafraseando Michel Foucault, não se trata de descobrir o que somos, mas de recusar o que somos. Trata-se da criação de novas formas de subjetividade, de vida; da transformação de si e de como nos relacionamos com o mundo. Trata-se de fundar novos valores, novas condutas, uma nova ética. Trata-se, por fim, de lutarmos contra o governo da individualização.

Antes de tudo, eu lhes digo: na contemporaneidade, a mais urgente das revoluções é aquela que transforma a vida em presença imediata, provocadora e selvagem. Ela não é retórica acerca de como e/ou quem poderá transformar a sociedade, mas de um desbravar o conhecimento que, quando levado ao extremo, acaba por transformar a nós mesmos, acaba por constituir um sujeito ético que, de fato, provoca e inspira o seu entorno.


A transformação do mundo não passa pela idealização e pela promoção de um “outro mundo”, um mundo ideal e perfeito; antes, a transformação do mundo passa pela transformação de si que, por sua vez, recusa as convenções e as morais totalizantes do nosso tempo.

Devemos acreditar na transformação do mundo a partir da transformação do nosso próprio modo de vida; vida que se compromete com uma única verdade, a saber, a verdade que se reflete cotidianamente, que nos toca a pele em plena luz do dia.

Assim, nos parece que a revolução é menos a tomada do poder do que a invenção de novos modos de vida. É a transformação do mundo a partir da conduta, a partir de uma certa “estética da existência”. Exercício estético-militante cujo alvo é a própria vida e cujo objetivo é a transformação refletida de si mesmo a partir de critérios éticos assumidos e praticados ininterruptamente. O estético-militante pratica a liberdade no próprio processo de constituição de si mesmo e, por isso, não deixa de ser um artista; um intérprete de sua própria existência, um inventor de seu próprio modo de vida.

*Ramon T. Piretti Brandão é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e colabora para Pragmatismo Político

A Lava Jato levou o Reitor Cancellier ao suicídio

André Singer reconstitui a carreira da delegada Erika

Conversa Afiada, 18/11/2017

"Inebriada com o poder... (passou) ao exercício do puro arbítrio" (Reprodução/Blog do Marcelo Auler)

O Conversa Afiada reproduz da Fel-lha trechos de inspirado artigo de André Singer que trata, entre outros crimes, dos safados da Assembléia Legislativa do Rio que absolveram os ladrões da quadrilha Picciani:

(...) O impulso, compreensível, da sociedade é, então, o de se mobilizar em favor da Lava Jato e abominar os institutos de representação. Só que tal conduta acaba por levar a outro problema. Já está patente que o sucesso da Lava Jato resultou em excessos incríveis, como os que levaram ao suicídio, no mês passado, o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.

De acordo com extenso relato da revista "Veja" (15/11), insuspeita de esquerdismo, o então reitor permaneceu, em setembro, 30 horas numa cela da penitenciária de Florianópolis, após ter sido algemado, ter os pés acorrentados e, nu, ser submetido a revista íntima.

As razões da prisão, ligadas a um obscuro processo que corria na UFSC antes da eleição de Cancellier, eram tão incompreensíveis que, no dia seguinte, uma juíza a revogou e escreveu: "No presente caso, a delegada da Polícia Federal não apresentou fatos específicos dos quais possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições".

A delegada em questão havia sido coordenadora da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Tudo indica que, inebriados com o poder obtido graças à aprovação geral, alguns delegados, procuradores e juízes passaram ao exercício do puro arbítrio. Dezoito dias depois do episódio, Cancellier se matou.

Como escapar das garras da corrupção sem cair na tirania dos funcionários? A operação iniciada no Paraná teve, entre outros, o mérito de expor graves problemas dos Legislativos no país. Mas é uma ilusão achar que, fora deles, isto é, eliminando-se a representação, avançaremos.

(...)

Em tempo: o delegado Segóvia, novo DG da PF pretende designar a delegada Erika para que humanitárias atribuições? Ou vai iniciar um processo para expulsá-la da PF? - E o delegado Grillo, que destruiu a agro-pecuária brasileira, com a "Carne Fraca", e reclamou que se tinha perdido o "timing" para encarcerar o Lula ? Ainda está em atividade? - PHA

Triste constatação

Nunca imaginei que um dia veríamos um presidente da República proibir a criação de cursos de medicina!

Pergunta que não quer calar

Quando a PF vai punir a delegada que mandou prender o Reitor Cancellier?

Lula: Lava Jato destruiu empresas e empregos

Quem é o "mercado" que tem medo da volta do Lula?

Conversa Afiada, 18/11/2017

Em entrevista ao Le Monde, publicada na versão on-line do jornal, o ex-presidente Lula diz estar pronto para assumir o poder e comenta as acusações contra ele. “Não sou contra a Lava Jato, sou contra o excesso de mentiras. Qualquer política anticorrupção é bem-vinda”, afirmou. Para o petista, outro “erro” da investigação foi “quebrar as empresas e atingir trabalhadores”.

O petista e candidato declarado à Presidência rebate a ideia de que o mercado financeiro teme a sua volta ao poder. “Esta afirmação é hipócrita, porque eu já estive no comando do País”, pontuou. Lula defende o impulso à política de microfinanças e o apoio ao crédito para fortalecer o consumo doméstico como duas medidas que acredita ser necessárias para retomar o crescimento da economia.

Clique aqui para ler a entrevista (em francês)

Procuradora Luísa é a nova Princesa Isabel!

Auler mostra por que "reforma" trabalhista não vai entrar em vigor

Conversa Afiada, 18/11/2017

A recomendação da procuradora do Trabalho Luísa Carvalho Rodrigues é que os sindicatos reajam às perdas dos direitos trabalhistas. (Foto arquivo pessoal da procuradora)




Em luta há algumas semanas contra as perdas de direitos que o Supermercado Mundial (rede popular com 19 lojas espalhadas na capital do Estado do Rio de Janeiro) quer lhes impor, respaldado na legislação retrógrada promovida pelo governo ilegítimo de Michel Temer, certamente os seus nove mil trabalhadores jamais ouviram falar de Joaçaba.

Mas, de lá, pequena cidade do meio oeste catarinense (390 quilômetros de Florianópolis), com 29.310 habitantes (pouco mais do que três vezes o número de trabalhadores do Mundial) vem um excelente respaldo à luta pela manutenção dos direitos dos empregados do supermercado fluminense. Como, de resto, aos demais trabalhadores brasileiros.

Na cidade e na vizinha Herval d’Oeste, os quinze sindicados de empregados receberam, na terça-feira (14/11), uma Recomendação, tal e qual a de nº 8870/2017, do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Joaçaba.

Assinada pela procuradora do trabalho Luísa Carvalho Rodrigues, ela incita as entidades de classe a não permitirem a perda de direitos de seus associados. Tal e qual a briga que os empregados da Rede Mundial, em uma iniciativa espontânea, desencadearam e que logo foi assumida pelo Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

Pela iniciativa da procuradora do Trabalho, os sindicatos da região onde ela tem jurisdição – o que acaba valendo para os demais sindicatos em outras regiões – são instados a se abster “de celebrar acordo coletivo ou convenção coletiva que contenha cláusula que represente exclusão ou redução de garantias, direitos e vantagens assegurados
atualmente por lei”.

Entre esses direitos, Luísa relaciona: redução de intervalo para descanso e alimentação; modalidade de registro da jornada que não assegure o efetivo registro dos horários de entrada, de saída e de intervalo efetivamente praticados; enquadramento do grau de insalubridade em patamar inferior ao estabelecido nas Normas Regulamentadoras e na legislação de regência; prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; elastecimento da jornada diária de trabalho para além do limite de 2 (duas) horas; situação pior do que aquela que o empregado teria se não houvesse a cláusula celebrada, ou norma coletiva que não corresponda aos anseios da categoria; a inexistência de concessões mútuas ou contrapartida, não sendo considerada contrapartida a mera manutenção dos empregos.

Resistência espontânea – No Rio, a briga dos nove mil empregados do Mundial é justamente para preservar alguns direitos que a empresa decidiu retirar a partir da reforma trabalhista retrógrada que o governo Temer promoveu.

À mudança da legislação somou-se ainda o inusitado Decreto nº 9127, de 16 de agosto de 2017, editado em surdina, sem maiores debates. Ele reconhece os supermercados como “atividade essencial da economia”. Com isto, ficam autorizados a abrir aos domingos sem a necessidade do pagamento do adicional de 100% nas horas trabalhadas. Ou seja, mais uma gatunagem no salário dos trabalhadores.

O corte deste extra foi que gerou a mobilização dos empregados da Rede Mundial, tão logo a empresa resolveu implantá-lo. Surgiu o movimento espontâneo, a partir de 6 de novembro. Os trabalhadores decidiram não abrir mão da Convenção Coletiva em vigência. Querem ainda acrescentar à mesma a manutenção do que já vinha sendo praticado pela empresa, mas que ela decidiu cortar.

Moraes abre espaço para o golpe parlamentarista

Não será surpresa se empurrarem o parlamentarismo  goela abaixo da sociedade brasileira

Uma nova etapa do golpe de 2016, que afastou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade e instalou Michel Temer no poder, pode estar sendo urdida.

Indicado para o Supremo Tribunal Federal por Temer, o ministro Alexandre de Moraes pretende colocar em pauta a ação que permite ao Congresso Nacional votar a emenda parlamentarista, que já foi rejeitada pela população brasileira em plebiscito.

O parlamentarismo seria uma saída para a direita brasileira, que é incapaz de produzir um candidato capaz de rivalizar com o ex-presidente Lula.

De acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi, Lula tem 42% contra 34% de todos os adversários e venceria em primeiro turno.

sábado, 18 de novembro de 2017

Psol, PR e Podemos expulsam deputados que votaram a favor de Picciani


A votação que livrou da cadeia o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e seus colegas do PMDB, Paulo Melo e Edson Albertassi, está tendo repercussão, pelo menos, dentro de alguns partidos. Psol, PR e Podemos já anunciaram que vão expulsar os deputados que votaram a favor da soltura.

Picciani foi preso preventivamente na quinta-feira (16), juntamente com os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, por decisão do Tribunal Regional federal da 2ª Região. Os três são investigados pela Operação Cadeia Velha, que apura a prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas pela presidência da Alerj e outros cargos na Casa.

Neste sábado, o senador Romário, presidente estadual do Podemos, publicou texto em sua página oficial no Facebook anunciando que a Executiva Estadual do partido abriu processo de expulsão de Chiquinho da Mangueira e Dica. "A postura dos parlamentares vai em sentido contrário à proposta do partido, que defende a transparência e o combate firme à corrupção", diz o texto.

Na sexta-feira (17), quando a votação aconteceu na Alerj e a soltura de Picciani venceu por 39 a 19, o PR já anunciava também a expulsão dos deputados estaduais Renato Cozzolino e Nivaldo Mulim. Também o Psol anunciou a expulsão de Paulo Ramos: "O deputado [Paulo Ramos] se colocou ao lado da máfia dos transportes, das empreiteiras e de todos aqueles que saquearam o estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas. O PSOL sempre esteve na luta contra estes setores e na defesa dos interesses dos trabalhadores do Estado do Rio", diz a nota do partido.

Drauzio: SUS foi a maior revolução da saúde no Brasil


Em um discurso para comemorar o jubileu de ouro de sua formatura em medicina pela USP, o médico Drauzio Varella defendeu a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) como "uma conquista definitiva e um processo em andamento"; para ele, a sua geração "esteve à frente da maior revolução da história da medicina brasileira: a criação do Sistema Único de Saúde".

"Apesar das desigualdades sociais revoltantes, dos desmandos predatórios de representantes políticos que elegemos e da parte de nossa elite financeira mancomunada com eles, levamos a medicina aos quatro cantos do Brasil", completou.

Globo e paneleiros com camisas da CBF se uniram no golpe dos corruptos


Durante as manifestações que levaram ao golpe de 2016, convocadas pela Globo, muitos analistas questionavam o fato de brasileiros saírem às ruas com camisas da Confederação Brasileira de Futebol.

Agora, a investigação norte-americana sobre os escândalos da Fifa revela ao mundo a gigantesca rede de corrupção privada que une empresas como a Globo e a negociação de direitos de transmissão esportiva.

Tudo isso mostra o caldo de cultura que esteve por trás do golpe de 2016, em que, em nome do combate à corrupção, os brasileiros saíram às ruas para derrubar uma presidente honesta e instalar uma quadrilha no poder; reveja debate na TV 247 sobre o tema.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Escárnio na Assembléia Legislativa do Rio: A conta é do Supremo


"Os manifestantes que protestaram nesta sexta-feira na porta do Palácio Tiradentes erraram de endereço. O lugar certo era a sede do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília". 

"O que aconteceu na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tornou-se pedra cantada desde que o STF, há exatamente um mês, concedeu ao Poder Legislativo a prerrogativa de rejeitar medidas cautelares impostas a seus membros", comenta Tereza Cruvinel, sobre a decisão do Supremo que deu ao Senado a prerrogativa de decidir o futuro de Aécio Neves.

Para a jornalista, se esta decisão "não for revista, daqui para a frente será impossível investigar e punir ocupantes de cargos legislativos. Mais bandidos vão se empenhar na conquista de um mandato".

Pergunta que não quer calar

O Ministério Público e a Polícia Federal já ouviram dizer que a Globo faz parte de máfia internacional de compra de exclusividade de jogos de seleção?


Assembleia safada do Rio solta os ladrões

É o efeito Aecinho...

Conversa Afiada, 17/11/2017
Piccianis filho e pai: é Aécio na veia! (Reprodução)

Do G1:

Em sessão extraordinária realizada na tarde desta sexta-feira (17), os deputados estaduais revogaram as prisões dos colegas Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo - que também já presidiu a Casa - e Edson Albertassi, atual líder do governo.

Em votação aberta, 39 deputados votaram por soltar os três colegas presos, seguindo o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, enquanto a manutenção das prisões recebeu 19 votos. Um deputado se absteve.

Além de libertar os três, o parecer da CCJ - transformado em projeto de resolução para ir a votação - também determina que Picciani, Albertassi e Melo voltem ao exercício do mandato.

(...)

Temer e Parente obrigam o pobre a trocar gás por lenha

Gás ou comida: só dá pra comprar um dos dois...
Conversa Afiada, 17/11/2017

Do UOL:

No barraco onde vive o casal Maria Lúcia da Silva, 50, e Weverton dos Santos, 30, o botijão de gás vazio está guardado debaixo da cama.

A pequena moradia tem um vão só, onde se espremem sofá, eletrodomésticos e as duas camas, onde o casal dorme com os dois filhos.

Em cima do antigo fogão, não há nada a não ser poeira. Para cozinhar, a família improvisou dois tijolos e uma grelha. O fogo vem da madeira velha --ou de restos dela-- que Santos consegue catar na rua.

Há mais de um mês, os dois, que vivem na favela Sururu de Capote, na periferia de Maceió, não conseguem comprar um botijão de gás por conta do preço alto. Na região, não sai por menos de R$ 70.

"E já mandaram avisar que vai subir para R$ 80. Eu não tenho opção: ou compro o gás, ou a comida", conta Santos, que é catador de latinhas e não tem renda mensal fixa.

O último reajuste da Petrobras ocorreu no dia 4, quando foi anunciada uma alta de 4,5% no preço no botijão de 13 kg. Desde junho, quando a estatal mudou a forma de políticas de preço, foram cinco aumentos, que somaram 54% de alta.

(...)

Lula 42 x 34 resto

A guerra intestina dos tucanos não tem a menor relevância



Conversa Afiada, 17/11/2017


A revista Carta Capital que chega às bancas nesse 17/XI traz uma pesquisa CUT/Vox Populi com 2 mil brasileiros, em 118 municípios, entre 27 e 30 de outubro.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

No “voto estimulado”, Lula tem 42% dos votos contra 16 do Bolsonaro, 7% da Bláblárina, 5% do Santo do Alckmin, 4% do Ciro Gomes, 1% do Álvaro Dias e da Luciana Genro.

Quando a Vox inclui o Luciano Huck entre os candidatos, o Lata Velha não passa de 2 pontos.

A soma dos tucanos de raiz e sem raiz – Geraldo Alckmin, Doria, Luciano Huck e José Serra, o Careca, o maior dos ladrões, que aparentemente está com febre amarela (lamentavelmente, a Vox omitiu o Careca nesse levantamento...) - todos os tucanos somados não dão 8 pontos percentuais.

(Do Aloysio 500 mil, claro, nem se cogita...)

Portanto, amigo navegante, essa guerra nos intestinos tucanos, que tanto espaço ocupa no PiG não tem a mais remota relevância, na vida real.

Num segundo turno, Lula ganha:

• de 50 a 14 contra o Santo;
• de 51 a 14 contra o Prefake;
• de 48 a 21 contra a Bláblá;
• de 49 a 21 contra o Bolsonaro;
• de 50 a 14 contra o Huck.

E a rejeição maior a Lula vem do Sudeste: ou seja, de São Paulo, que tem a pior elite do Brasil, que tem a pior elite do mundo!

PHA

Alerj revoga prisões de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi

Alguém esperava que fosse diferente? 

Os deputados estaduais do Rio de Janeiro decidiram nesta sexta-feira, 17, em sessão extraordinária, revogar as prisões do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, atual líder do governo.

Em votação aberta, 39 deputados votaram por soltar os três colegas presos, enquanto a manutenção das prisões recebeu 15 votos. Um deputado se absteve.

Dilma diz que com "Menos médicos", Temer comete atentado contra a população



A presidente deposta Dilma Rousseff criticou o decreto de Michel Temer que proíbe a criação de novos cursos de Medicina no País por um período de cinco anos, atendendo a um lobby da corporação.

Em sua página na internet, Dilma lembrou que o Brasil tem no máximo a metade do número de médicos de que necessita e a maioria se concentra nos grande centros urbanos.

"Quando criamos o programa Mais Médicos, 700 municípios brasileiros não tinham nenhum médico, 1.900 municípios tinham apenas um médico e outras tantas cidades só contavam com um médico alguns dias por semana", diz Dilma.

"Nós fizemos o Mais Médicos, programa aprovado pela população atendida. O Governo golpista, fiel a sua vocação antipopular, coloca em prática o 'Menos Médicos'", criticou a petista.

O que eles disseram

Justiça que legisla: Ativismo judicial vinculativo não é bom O necessário equilíbrio do sistema exige que o Legislador somente promulgue leis, não exerça atos administrativos, ou do governo, ou profira sentenças; que o Executivo só proponha leis e as execute e que o Judiciário só aplique o direito e não crie disposições jurídicas.

Temer justifica golpe: “população” tem tendência ao autoritarismo Michel Temer viajou na maionese neste 15 de Novembro, Dia da Proclamação da República, ao dizer que a “população” tem tendência ao autoritarismo. Faltou Michel Temer se incluir no período autoritário, haja vista que ele não foi eleito para o cargo que ocupa após o golpe de Estado de 2016. 

A corrupção da Globo no mundo do futebol O momento é oportuno para lembrar que a Globo está em mãos de seus credores norte-americanos. O grupo entrou com um pedido de falência de suas dívidas internacionais no dia seguinte à vitória de Lula em 2002. A Globo tentou dar um beiço em seus credores nos EUA, mas não conseguiu.

Crise e violência no Brasil adiam assinatura de Acordo União Européia e Mercosul A globalização como realidade inconstestável , nem por isso permite que haja livre comércio como advogam os politicos e mercado financeiro à Direita porque a proteção comercial de alguns países ainda é maior do que os acordos. Esta é a síntese de um cenário de obstáculos vivido por países como o Brasil e Portugal. 

Não, Temer, o povo não é autoritário O golpe de 1964 representa uma das páginas mais tristes da nossa História republicana; o golpe de 1964 foi apoiado pelos avós ou país de diversos dos personagens que apoiaram o golpe contra Dilma Rousseff e contra a democracia, mas o povo não foi consultado. As decisões sobre os destinos do país hoje são tomadas na FEBRABAN e na FIESP, sem participação do povo.

Trajetória atualizada da maior inimiga dos brasileiros Com as recentes denúncias de pagamento de propina pela Globo, lembrei-me de que era preciso atualizar um texto que escrevi e postei aqui em março deste ano. Nele, fiz uma espécie de passo a passo da atuação militante das Organizações Globo contra o Brasil, os brasileiros e a democracia.

Alianças e palanque eletrônico Nas eleições em que o PT dialogou com o PSDB, o PMDB se manteve na oposição, reafirmando o perfil de esquerda em Minas, assim como com o apoio aos movimentos sociais, às lutas dos professores, pela terra e contra os danos da mineração, entre outras causas. Quem não perceber isso será engolido pelos fatos. 

Para além da indiferença contemporânea… Beyond Fordlândia (2017, 75min) está se fazendo notar entre os aficionados do cinema documental e aos expectadores que assistem ao documentário escrito, produzido e dirigido por Marcos Colón. O filme aborda um conjunto de representações da Amazônia e de seu destino como territórios de utopias, aqui entendido como território de possibilidades, de desejos, de interesses.

Nova pesquisa da Vox Populi aponta Lula com 42% e vencendo no primeiro turno

Os golpista procuraram sarna pra se coçar e encontraram

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta sexta-feira, 17, mostram que o ex-presidente Lula segue na líder na preferência do eleitor brasileiro para voltar à Presidência, com 42% de intenções de voto; Jair Bolsonaro (PSC) aparece em segundo, com 16%, seguido de Marina Silva (Rede) com 7%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 5%, Ciro Gomes (PDT) com 4% e Álvaro Dias (Podemos) e Luciana Genro (PSOL) com 1%.

O levantamento mostrou também que Lula é o que tem a menor rejeição, com 39%, enquanto os tucanos, Geraldo Alckmin e João Doria, são os mais rejeitados, com 72% da população declarando que não votariam neles de de modo algum.

No segundo turno, Lula vence todas as simulações, contra Bolsonaro e Marina.

Lula está consolidado na preferência dos brasileiros, mas continua sendo alvo de uma perseguição sem precedentes na história da Justiça, que corre para julgar o recurso contra sua condenação e inabilitá-lo para a disputa.

Mulher é agredida por apoiador de Bolsonaro ao dizer que votaria em Lula

Grande parte dos apoiadores e pretensos eleitores de Bolsonaro, tem uma identidade muito forte com o perfil do pré-candidato: são reacionários e homofóbicos

Revista Fórum - O ódio propagado pelo pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já está fazendo vítimas nas ruas. Viralizou, nesta quarta-feira (15), a postagem de uma mulher que foi agredida em uma padaria por um apoiador de Bolsonaro simplesmente por ter dito que, entre o deputado e o ex-presidente Lula, votaria em Lula nas próximas eleições.

R* contou, no relato que postou no Facebook, que parou com uma amiga na madrugada de quarta-feira para comer na padaria Bologna, na rua Augusta, em São Paulo, antes de ir para casa. No local, dois homens que comiam no mesmo balcão que ela começaram a incomodá-la e, em dado momento, um deles perguntou se em um segundo turno nas eleições de 2018 ela votaria em Lula ou Bolsonaro. Bastou ela dizer que votaria no petista para que o homem começasse a destilar uma série de ofensas de cunho racista e classista.

"Começaram a nos chamar de petistas e dizer que odiavam o PT e todos os petistas, porque o PT os havia roubado, que tinha acabado com a vida de pessoas como eles, de classe média alta. Que agora o dinheiro deles era roubado para sustentar esse monte de pobre, preto e preguiçoso, que não queria saber de estudar e sim de ganhar dinheiro de graça dos outros. E usaram mais diversos outros argumentos preconceituosos em todos os sentidos, racistas, apontando para os funcionários da padaria, como se eles fossem menos e dizendo que "ó lá, esse tipo de gente só pode ser petista também"", relatou R*.

A princípio, R* conta que ignorou as ofensas e se dirigiu ao caixa para pagar a conta e ir embora mas, diante da ofensiva dos dois homens, resolveu rebater. Um funcionário da padaria, então, teria entrado entre eles para intervir e, em um momento de distração, um dos apoiadores de Bolsonaro desferiu um soco em seu olho.

A polícia foi acionada mas os agressores fugiram de carro antes da chegada da viatura. Quando finalmente conseguiu parar uma viatura de polícia na rua, os policiais se recusaram a fazer um boletim de ocorrência pois ela não tinha nenhum dado do agressor.

"Na hora, a sensação foi de pleno abandono e impotência, já que os próprios representantes da lei me disseram que não havia nada a ser feito. Voltei para casa ferida, física e psicologicamente", contou.

À Fórum, R* disse que depois que postou o caso no Facebook, recebeu inúmeros apoios, inclusive de uma defensora popular, que a auxiliou a registrar um boletim de ocorrência na 4ª DP. Ela também solicitou as imagens do circuito interno de segurança da padaria para tentar identificar o agressor.

Josias: campanha de Temer critica os benefícios que ele mesmo recebe


"Michel Temer decidiu torrar R$ 20 milhões do contribuinte numa campanha publicitária sobre reforma da previdência. A campanha é cínica, inútil e desrespeitosa. O cinismo está no fato de que a peça critica privilégios dos quais Temer é beneficiário". 

"A inutilidade decorre da evidência de que os parlamentares não condicionam seus votos a nenhuma propaganda, mas a tenebrosas transações. O desrespeito salta da constatação de que, sob Temer, o governo queima verba pública como se fosse dinheiro grátis", escreve o jornalista Josias de Souza.

Temer cede a lobby e suspende novos cursos de medicina no Brasil


Numa medida que vai contra o interesse da população brasileira, que tem carência de médicos, Michel Temer decidiu atender ao lobby da categoria, que pretende manter sua reserva de mercado e o preços abusivos no atendimento.

O governo de Michel Temer vai decretar uma moratória para impedir a abertura de novos cursos de medicina no país pelo prazo de cinco anos; o ministro Mendonça Filho (DEM-PE), da Educação, confirma a informação e diz que o decreto já está na mão do peemedebista.

FHC diz ter medo de Bolsonaro no poder


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou claro, em palestra nos EUA, que teme a chegada de Jair Bolsonaro ao poder nas próximas eleições.

Um dos principais responsáveis da crise no País, após apoiar o golpe contra a democracia e a presidente Dilma Rousseff liderado por seu pupilo Aécio Neves, o tucano agora tenta tirar o corpo fora do assunto; embora não tenha citado nomes, citava o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como a principal ameaça nas eleições.

"Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder".

Em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro defendeu a morte do tucano: "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC", declarou.

Exclusivo: Justiça de NY mostra o caminho da propina da Globo


Ao contrário do que diz a Globo, em suas notas à imprensa, o delator Alejandro Burzaco (esq. abaixo) aponta com clareza a forma como a Globo pagou propinas a Fifa, por meio do ex-diretor Marcelo Campos Pinto (esq. acima) para garantir direitos exclusivos de transmissão de eventos esportivos, como as Copas do Mundo de 2026 e 2030.

O dinheiro saiu da Teleglobo, na Holanda, foi remetido para a T&T, de Burzaco, também na Holanda, e de lá seguiu para as contas suíças do cartola Julio Grondona, que decidia sobre direitos de transmissão.

No documento da corte de Nova York sobre o terceiro dia de julgamento, obtido pela reportagem do 247, a Globo é citada 14 vezes.

A ata do depoimento também revela as propinas pagas a José Maria Marin e Marco Polo del Nero (à dir.), o ex e o atual presidente da CBF.

Quer conhecer mais detalhes? Acesse o link O caminho da propina da Globo

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Hoje a cela é sua, hoje a cela é nossa, é de quem quiser...

A nova música de fim de ano da Globo

16/11/2017

Todos os nossos golpes serão mostrados...

Do amigo navegante Gustavo Conde:
Hoje a cela é sua

Hoje é só propina
E a audiência já despencou
Crimes de lavagem, misoginia
Muito racismo, é só querer
Todos os nossos golpes serão mostrados
Acabou a concessão
Hoje a cela é sua
Hoje a cela é nossa
É de quem quiser
Quem vier
A cela é sua
Hoje a cela é nossa
É de quem quiser
Quem vier...