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domingo, 10 de dezembro de 2017

Vem aí um novo partido, o Vamos!


Após quatro meses de debates a Frente Povo Sem Medo concluiu o programa de governo do Vamos, que pretende ser um movimento da busca por uma alternativa ao PT, "para além de Lula".

O programa do Vamos traz propostas como a extinção do Senado, a reversão de privatizações e a legalização progressiva das drogas, redução dos salários de congressistas e a possibilidade de perda de mandato em referendo popular, taxação de grandes fortunas, veto popular a medidas do Legislativo e o fim do mandato vitalício dos ministros do STF.

Dilma diz que: "a direita ataca Lula por não ter candidato"


"Se tivessem um candidato não tentariam tanto destruir o Lula. Querem destrui-lo porque não têm um candidato. Usam a lei como arma de guerra política e de destruição civil, da cidadania de uma pessoa, acusando-a de corrupção, e não lhes interessa se depois a pessoa será absolvida, lhes interessa que a inabilitem ou a destituam", disse a presidente deposta Dilma Rousseff, em entrevista à agência EFE.

"Para nós é fundamental conseguir reverter este projeto, e ele só poderá ser revertido agora em 2018", afirmou.

PT do Rio Grande do Sul indica Rossetto para governador e Paim para o Senado, como pré-candidatos em 2018

As definições estão acontecendo em todos os estados
O PT do Rio Grande do Sul indicou, por aclamação, os nomes de Miguel Rossetto como pré-candidato ao governo do Estado e Paulo Paim para disputar a reeleição ao Senado.

Também foi divulgada uma carta assinada pelos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro em defesa da candidatura de Rossetto, ex-ministro dos governos Lula e Dilma e um dos fundadores do PT.

Paim, assim como Rossetto, iniciou a militância como sindicalista na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Esposa diz que Moro arrecada dinheiro para federação de Apaes, da qual ela é procuradora

Ou seja, fica tudo em casa

Advogada Rosângela Wolff Moro, mulher do juiz Sérgio Moro, está numa campanha para aprovar um projeto de lei que cria um "fundo de reserva" nas parcerias entre a administração pública e organizações da sociedade civil como as Apaes.

Ela é procuradora da Fenapaes desde 2013, Rosângela defende causas da entidade em 33 dos 49 processos vinculados ao seu registro na OAB, na Justiça Federal do Paraná.

Por vezes, Rosângela conta com a ajuda de Moro para alavancar o trabalho nas Apaes; em postagem de 18 de setembro, a advogada afirma que o marido arrecada dinheiro para projeto da associação.

"Na foto, com mamy de Moro, inauguração da instalação das placas fotovoltaicas na APAE @Maringá. Palestra de Moro arrecada $$ para esse projeto. Podem falar mal mas aqui ninguém rouba, aqui fazemos o bem!"

DCM: zumbi da democracia, Aécio visita ruínas do partido que destruiu

O PSDB poderia salvar politicamente o mineirin, mas não o fez e a consequência agora é morrerem abraçados!
 

O jornalista Kiko Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo (DCM), disse que saiu barato para o senador Aécio Neves (PSDB) ter sido vaiado na convenção nacional do PSDB nesse sábado, 9, fazendo com que ele ficasse apenas 40 minutos no evento e saísse pela porta dos fundos.

"Aécio Neves pode encarar a convenção tucana como o ponto alto de sua obra de destruição", diz Nogueira.

"É um zumbi da democracia. Falta apenas a sova moral de perder em Minas Gerais em 2018. Ninguém vai assistir ao formidável enterro da última quimera do Mineirinho', acrescenta.

Globo “erra” novamente ao anunciar desvio de R$ 500 milhões na UFSC

Errar uma vez é normal, errar muitas vezes é fazer politicagem

Ao anunciar a batida da Operação "Torre de Marfim" na manhã o dia 7/11 em seus veículos, novamente a empresa comete um gravíssimo "engano".

O apresentador divulga o valor total de verbas repassadas aos projetos de pesquisa da UFSC num período de sete anos – R$ 500 milhões -, como se fosse o valor sob suspeita de desvio, que sequer foi apurado ainda.

Parece que a lição de irresponsabilidade da grande mídia na cobertura da "Operação Ouvidos Moucos", que ajudou a enterrar o reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, não ensinou nada à rede Globo.

Este é o pior Congresso da História: nós e eles sabemos por quê

*Tereza Cruvinel



No dia em que uma pesquisa Datafolha apontou a reprovação sem precedentes da população ao atual Congresso (60%), e o patamar mais baixo de aprovação (5%), partiu de um estranho ao ninho parlamentar, que ao se eleger não foi levado a sério, o deputado e ex-palhaço Tiririca, uma pungente despedida do mandato, dizendo-se envergonhado da classe política que não quer mais integrar. Por isso não concorrerá em 2018. Ao longo do dia, entretanto, foram poucos os deputados e senadores que deram o braço a torcer. Como avestruzes, preferiram enfiar a cabeça na areia a comentar a desaprovação revelada pela pesquisa ou a chicotada até branda de Tiririca, que prometeu não contar tudo o que viu em sete anos. Mas nós e eles sabemos o que fez o atual Congresso nos últimos três anos. Por isso nas eleições de 2018 esperamos que o eleitorado traduza sua decepção em uma grande renovação quantitativa e qualitativa das duas Casas.


A rejeição não é ao todo, naturalmente. É à maioria da Câmara e do Senado que, ao longo dos últimos três anos, traiu os que representam e perpetrou seguidos crimes contra a democracia, contra a soberania nacional, contra os interesses populares. Daqui até à eleição, será preciso refrescar a memória do eleitorado lembrando tudo o que fizeram desde que tomaram posse em fevereiro de 2015. Lula, Manuela D´Ávila, Ciro Gomes e outros candidatos a presidente do campo democrático terão que lembrar muito o eleitorado do que fez a maioria do atual Congresso, em que se destacam os seguintes feitos vergonhosos:

A primeira decisão da maioria na Câmara, logo depois da posse, foi eleger Eduardo Cunha como presidente da Casa. Muitos, segundo o delator Lúcio Funaro, venderam seu voto a Cunha. Outros haviam tido suas campanhas financiadas por ele e pagaram a gentileza com o voto.

Logo depois, a maioria rejeitou todas as medidas propostas pela presidente reeleita Dilma Rousseff para reequilibrar as contas públicas, apostando no quanto pior, melhor. Melhor para os planos de Cunha e de todos que já conspiravam para derrubar Dilma.

Ao mesmo tempo, a maioria rejeitada começou a aprovar “pautas bomba” que agravaram a situação fiscal do governo.

Em abril de 2016, a maioria, numa votação que envergonhou o Brasil, pela exposição de sua indigência mental e intelectual, autorizou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma. Eles sabiam que não havia crime de responsabilidade a ser apurado, e o disseram claramente, dedicando seus votos aos filhos, aos cônjuges e aos animais de estimação.

Já Eduardo Cunha, apesar de todas as evidências de corrupção e de quebra do decoro, foi por longos meses protegido pela maioria, que evitou sua cassação o quanto pode, até que o próprio STF o afastou do mandato.

Em seguida a maioria do Senado aprovou a condenação de Dilma, consumando o golpe parlamentar, na ausência de crime de responsabilidade demonstrado.

A mesma maioria que deu o golpe passou a sustentar o governo de Michel Temer e a aprovar suas medidas regressivas. A primeira foi a mudança na forma de exploração do pré-sal, abrindo as portas para o capital estrangeiro. Depois, a maioria do Congresso aprovou a PEC do teto de gastos, que congelou o gasto público por 20 anos.

A mesma maioria aprovou, em seguida, a reforma trabalhista, que cria os novos párias, os trabalhadores intermitentes, estimula a terceirização e liquida com direitos assegurados pela CLT.

Vendendo votos para Michel Temer, a maioria rejeitou duas denúncias da PGR contra ele. Uma por corrupção passiva, outra por obstrução da Justiça.

A mesma maioria que retirou direitos dos trabalhadores aprovou a premiação de empresários com o Refis, e honrou promessa feita por Temer aos ruralistas, aprovando a MP que perdoa e parcela as dívidas dos grandes proprietários com o Funrural.

Agora, a maioria acaba de aprovar uma MP que concede isenção tributária aos exploradores da cadeira de petróleo e gás, num claro atendimento ao lobby da Shell e petroleiras estrangeiras. O Estado abrirá mão de quase um trilhão de reais em poucos anos. A indústria nacional, especialmente a naval, será sacrificada em favor dos estrangeiros.

A maioria da Câmara, neste momento, resiste a aprovar a reforma previdenciária proposta por Temer. Não quer mais brigas com o eleitorado. Mas agora é tarde. O encontro com os eleitores está marcado e eles, pelo visto, já sabem como responder à maioria, por tudo que ela fez nestes três anos.

*Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

Quentinhas...


O compositor Aldir Blanc escreveu artigo para defender a aplicação de uma Justiça isenta em meio à escalada do autoritarismo no País, intensificada após o golpe parlamentar de 2016.

"Viva a Comissão da Verdade para que nunca mais coloquem uma grávida nua sobre um tijolo, atingida por jatos d'água, com ameaça: 'Se cair vai ser pior'", escreve Blanc; "Para que senhoras que fazem seu honrado trabalho não sejam despedaçadas por cartas bombas; Para que um covarde que bote a boca de um homem torturado no escapamento de uma viatura militar não passe por homem de bem onde mora.

Para que orangotangos que se tornaram políticos asquerosos não babem sua raiva na internet: 'Nosso erro foi torturar demais e matar de menos'", diz ele, referindo-se a declaração do deputado Jair Bolsonaro.



O jornalista Bernardo Mello Franco comparou a lealdade do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha à de um cachorro.

Mello Franco lembra a trajetória de Marun, sempre contrária aos interesses da população e critica sua provável nomeação para a Secretaria de Governo de Temer.

"O pitbull de Cunha deve ganhar um gabinete no palácio. Como não teria votos para se reeleger, ele distribuirá cargos e emendas a parlamentares que abanarem o rabo. Sua promoção a ministro é um retrato da fase final do governo Temer", acrescenta Mello Franco.



"Michel Temer concedeu R$ 1 trilhão em isenção para petroleiras estrangeiras, por outro lado, aumentou a conta de luz, o gás de cozinha e a gasolina para a população brasileira. Ou seja, a classe trabalhadora é quem paga o presente de Natal que Temer deu aos bancos e às multinacionais", lembra o deputado Paulo Pimenta.



"Como é que o governador diz que a reforma da Previdência é 'a mãe de todas as reformas' e não defende o alinhamento de seu partido a favor dela? Será porque, entre os tucanos, apenas seis tucanos dizem estar decidido a dar a ela seu voto?", questiona o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, ao comentar o discurso do novo presidente do PSDB, Geraldo Alckmin.

"Como é que alguém pretende se tornar popular se silencia ante o governo mais rejeitado da história e, ainda, assume o compromisso de apoiar suas medidas mais impopulares? O faro político de Alckmin, deste jeito, parece ter se perdido, embora se lhe conserve o nariz".


A Liga Árabe exigiu que os EUA revoguem a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, informou o correspondente da Sputnik, citando a declaração final da sessão extraordinária do conselho de ministros das relações exteriores da organização em Cairo, no Egito.



A malfadada, a partir do nome, “Operação Esperança Equilibrista”, pela qual a Polícia Federal de Minas Gerais, como beneplácito da juíza substituta da 9ª Vara Federal, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, conduziu coercitivamente e com truculência, a cúpula da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para prestar depoimento sobre gastos com o Memorial da Anistia Política – MAP, gera um fiapo de esperança de que se torne um divisor de águas na sanha punitivista que se instalou no país após a Operação Lava Jato, diz o jornalista Marcelo Auler.


"O doleiro, que esteve na carceragem de Curitiba por um bom tempo e delatou muita gente, foi visto nesta sexta almoçando tranquilamente no Madero Prime, na Jaime Reis. Papeava com amigos, livre, leve e… solto. Youssef foi condenado a 122 anos de cadeia. Mas com a delação, ficou menos de três anos preso", informa o jornalista Rogério Galindo, na Gazeta do Povo.


"Carlos foi, acima de tudo, um verdadeiro brasileiro, que colocaria “no chinelo” qualquer um que se diz patriota hoje em dia", diz o professor Luiz Fernando Leal Padulla.


As violências cometidas contra a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal de Minas Gerais e o Memorial da Anistia, podem ter uma resposta à altura: a campanha para ampliar o escopo do memorial, incluindo no prédio anexo um Memorial das Músicas em Favor das Liberdades Civis, uma maneira de juntar as lembranças da ditadura com o papel inestimável da música popular, em uma cidade fundamentalmente musical, como Belo Horizonte, diz o jornalista Luis Nassif.


O que é o altruísmo? Dito de forma simples, é o desejo de que as outras pessoas sejam felizes. Como diz Matthieu Ricard, filósofo francês, escritor e fotógrafo, e monge budista de linha tibetana, o altruísmo é uma ótima lente para se tomar decisões, tanto no curto quanto no longo prazo, tanto no trabalho quanto na vida. Nesta palestra ele nos explica como e por que fazer com que ele seja o nosso guia.


"Desta vez, sem seus aliados históricos, a começar pelo PMDB, e os tradicionais coadjuvantes DEM, PPS e agregados, num país hoje dominado pelo Centrão de Eduardo Cunha, Alckmin e o PSDB correm o risco de ficar falando sozinhos. Já não conseguem unir nem a Juventude do PSDB", diz o colunista Ricardo Kotscho.



O advogado Pierpaolo Bottini escreveu artigo em que destaca a importância do direito de defesa em meio ao avanço do punitivismo que se instalou no País; ele rebateu críticas de que os advogados "atrapalham" os processos com o propósito de atrasar o julgamento, por meio de recursos e pleitos no rito processual.

"Ausência de defesa é ausência de Justiça. É a consagração do justiceiro sobre o justo, da vingança sobre a razão", afirma o advogado.

Ombudsman pede autocrítica da mídia na cobertura de operações da PF e MP


A jornalista Paula Cesarino Costa, ombudsman da Folha de S. Paulo, criticou neste domingo, 10, a cobertura da mídia como um todo, e especificamente da Folha, sobre as operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

"É preciso tirar do chamado piloto automático a cobertura das operações policiais, de seus agentes e de seus métodos", diz ela.

"A imprensa precisa estar preparada para não ser apenas reprodutor de informações passadas por procuradores e policiais, por vezes de maneira incompleta ou manipuladora. É preciso investigação própria e uma narrativa crítica, fundamentada em fatos e equilibrada", critica.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Pode ter Golpe Militar, sim!

Se a opção for Lula/Bolsonaro e o semi-presidencialismo não colar...

Conversa Afiada, 09/12/2017bessinha.jpg
Da imperdível "Rosa dos Ventos", do Mauricio Dias, na Carta Capital (onde se lê magnífica entrevista de Sergio Lirio com destemido Jair Krischke).
Diz Mauricio:

Reflexão fardada


Quem buscou, nos últimos dias, o twitter do general Villas-Boas saiu pensativo com uma instigante reflexão do comandante do Exército. Ele transcreveu este texto do (ultra-conservador - PHA) cientista político norte-americano Samuel Huntington: 'A lealdade e a obediência são as mais altas virtudes militares; mas, quais serão os limites da obediência'?
Villas-Boas respondeu: 'O Estado, ao nos delegar poder para exercer a violência em seu nome, precisa saber que agiremos sempre em prol da sociedade da qual somos servos'. Segundo a Constituição, as Forças Armadas estão sob 'autoridade suprema do Presidente da República'. O general não concorda com a Carta.
 Da Fel-lha, nesse sábado 9/XII:
O general do Exército Antonio Hamilton Mourão, que em setembro sugeriu que pode haver intervenção militar no Brasil se o Judiciário não conseguir resolver "o problema político", voltou a falar nesta quinta-feira (7) sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no país.
O militar comentou a situação brasileira para uma plateia no Clube do Exército, em Brasília, a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais). Sua palestra, com o tema "Uma visão daquilo que me cerca", reuniu críticas aos governos Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT) e também a Michel Temer (do PMDB).
"Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa 'Sarneyzação'. Nosso atual presidente [Michel Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato", afirmou ele.
Sobre a possibilidade de intervenção, Mourão repetiu o raciocínio que gerou repercussão há três meses, dizendo que a instituição poderia ter o papel de "elemento moderador e pacificador", agindo "dentro da legalidade".
Segundo ele, o Exército tem como missão defender a pátria e possui a democracia e a paz social como valores supremos.
"Se o caos for ser instalado no país... E o que a gente chama de caos? Não houver mais um ordenamento correto, as forças institucionais não se entenderem, terá que haver um elemento moderador e pacificador nesse momento [...]. Mantendo a estabilidade do país e não mergulhando o país na anarquia. Agindo dentro da legalidade, ou seja, dentro dos preceitos constitucionais, e usando a legitimidade que nos é dada pela população brasileira", disse.
N a v a l h a

Aécio é vaiado e fica apenas 40 minutos em convenção do PSDB

Folha, 09/12/2017
 
Pedro Ladeira - 26.set.2017/Folhapress

O presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), foi hostilizado neste sábado (9) ao chegar à convenção nacional do partido, em Brasília.

Na entrada do centro de convenções onde ocorre o evento, uma claque favorável ao mineiro o aguardava. O nome dele (escrito em chapéus de alguns dos apoiadores que o esperavam) foi gritado em coro pelo grupo.

Eles seguravam uma faixa em que o mineiro era aclamado como "o melhor presidente da história do PSDB" e agradeciam a ele por sua "coragem e comprometimento com o país".

O grupo o acompanhou até a porta do auditório. Lá dentro, sem os apoiadores, Aécio ouviu vaias e gritos de "fora!".

O locutor do encontro tentou contornar a situação. O mineiro não foi chamado para sentar à mesa montada no palco da convenção e, na sequência, deixou o evento. Ele ficou no local durante 40 minutos.

Tucanos, no entanto, disseram que as vaias não foram para o senador, mas para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Aécio perdeu força no partido e se licenciou da presidência da sigla em maio, depois que foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS.

Ele chegou a ter o mandato suspenso e o recolhimento noturno determinados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas o Senado reverteu a decisão. Nesta semana, o mineiro teve seus sigilos bancário e telefônico quebrados.

Apesar das vaias, aliados de Aécio se mostraram aliviados com gritos de guerra em sua defesa. "Graças a Deus", disse o deputado Caio Nárcio (MG).

André Pagy, delegado do PSDB-MG, o defendeu. "O legado do senador é histórico. Ele tem uma importância enorme para o partido e nós estamos aqui para apoiá-lo. As pessoas têm direito de se manifestar contra, é da democracia."

Militantes de Minas Gerais reclamaram que Aécio não foi anunciado com destaque e gritaram o nome dele de novo. O deputado Marcus Pestana (MG) foi até eles e explicou que a decisão foi tomada para evitar manifestações contra o senador.

BALANÇO

Logo que chegou à convenção, Aécio fez um rápido balanço de sua gestão à frente do PSDB e defendeu a unidade da legenda.

"Esse período dos últimos quatro anos em que administrei como presidente o PSDB foi o mais fértil, de crescimento do partido", disse. "O PSDB depende de sua unidade interna para vencer os adversários que estão no campo externo."

Questionado se acreditava em uma aliança com o PMDB no ano que vem, o senador respondeu: "Não fecho as portas para ninguém".

Aécio também defendeu a reforma da Previdência e disse que pior do que vê-la aprovada sem os votos do PSDB "é vê-la não aprovada pela ausência dos votos do PSDB". "Acredito que o governador Geraldo Alckmin terá as condições de levar o partido a reafirmar os seus compromissos com as transformações estruturais que o país precisa viver", emendou.


Pedro Ladeira/Folhapress

Nas últimas horas, Aécio informou a aliados que faria passagem curta pela pela convenção e evitaria constrangimentos ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Alguns dos temores dos aliados do paulista era que o mineiro quisesse discursar no evento ou que ele aparecesse ao lado de Alckmin na foto oficial em que ele deverá figurar como pré-candidato ao Planalto.

OUTRAS LIDERANÇAS

Líderes tucanos começaram a chegar no fim da manhã à convenção do PSDB. O governador Geraldo Alckmin, que deve assumir o comando da sigla durante a reunião, fará um discurso em que é esperado seu lançamento como pré-candidato a presidente em 2018.

Acompanhado do senador Tasso Jereissati (CE), destituído da presidência do PSDB por Aécio Neves em novembro, Alckmin tomou café ao lado do espaço.

Os discursos de deputados e senadores filiados à legenda se iniciaram perto do meio-dia. Antes, militantes e delegados estaduais falaram no palco, onde um gigante painel exibe, abaixo do nome do partido, a frase: "Unidos por um Brasil que precisa mudar".

*
Editoria de Arte/Folhapress 



Helena Chagas: da cadeia, Cunha põe Marun na articulação de Temer

Ou seja, o cara continua mandando!

A jornalista Helena Chagas ironizou o anúncio do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como secretário de Governo de Michel Temer, após o pedido de demissão de Antônio Imbassahy (PSDB) nessa sexta-feira, 8.

"Tem festa hoje numa cela lá de Curitiba. O deputado Carlos Marun, o único escudeiro que no final do ano passado foi levar boas festas a Eduardo Cunha na cadeia, assume na semana que vem Articulação Política do governo". 

"É o reencontro do PMDB de Cunha consigo mesmo, do presidente Michel Temer com suas origens, o grupo do partido na Câmara, hoje alvo de dezenas de investigações e processos", diz Chagas.

Yunes se encontra com Temer após depor sobre acusações de Funaro

Será que foi para falar sobre o depoimento dado e previamente combinado?

Michel Temer reuniu-se com o advogado e ex-assessor José Yunes nessa sexta-feira, 8, em São Paulo, em encontro não registrado na agenda.

Segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, a reunião ocorreu cerca de uma semana depois de Yunes ter prestado depoimento à Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos em relação a informações relatadas aos investigadores pelo operador financeiro Lúcio Funaro, que fez delação premiada com o Ministério Público.

Em sua delação, Funaro disse, entre outras informações, que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) pediu a ele, em 2014, que retirasse R$ 1 milhão que seriam de Temer no escritório de Yunes, em São Paulo, e enviasse o dinheiro para Salvador.

Miriam Leitão denuncia a farra fiscal para aprovar reforma


A jornalista Miriam Leitão escreve neste sábado, 8, artigo em que critica a farra fiscal promovida por Michel Temer para garantir apoio à votação da Reforma da Previdência, que deverá acabar com a aposentadoria de milhões de trabalhadores brasileiros.

"O governo está em plena temporada de fazer mais concessões e renúncias fiscais a grupos empresariais. Uma parte, com o pretexto de aprovar a reforma da Previdência, o que é uma contradição. Outra parte é renúncia fiscal fora de hora e lugar, como as que subsidiam petrolíferas ou a que pode renovar o programa de subsídio às montadoras. O governo quer gastar ou economizar?", questiona.

Richa, do PSDB, mandou silenciar corrupto para obstruir a Justiça


Em proposta para acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, Mauricio Fanini, ex-integrante do governo do Paraná, disse que recebeu propina do governador Beto Richa (PSDB) para que o tucano não fosse comprometido nas investigações da operação Quadro Negro, que apura cerca de R$ 20 milhões de desvios da construção de escolas públicas para beneficiar políticos.

Segundo Fanini, "cala boca" veio por meio do empresário Jorge Atherino no valor mensal de cerca de R$ 12 mil.

Fanini detalhou viagens que fez com o governador e que teriam sido pagas por empresários que tinham negócios com o estado.

Lula diz que "A jararaca está viva e vai disputar as eleições"


Diante de uma multidão de milhares de pessoas na concha acústica da Uerj, o ex-presidente Lula encerrou sua terceira caravana pelo País, que rodou pelos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Lula teve na Educação o principal foco de seus discursos nesta etapa.

Entre as propostas para um eventual terceiro governo, Lula anunciou a federalização do ensino médio. "Não vou federalizar presídio, não quero federalizar bandido. Vou federalizar o ensino médio. Haddad já está fazendo um estudo", afirmou.

"Eles mexeram na jararaca e jararaca não adianta bater no rabo porque não morre, tem que bater na cabeça. E eles não vão bater. Eu vou disputar as eleições com o apoio de vocês", disse Lula, sendo bastante aplaudido pelo público.

Lula recebeu até um pedido de casamento de uma eleitora.

Ação policial nas universidades objetiva manter o povo ignorante

Quanto mais ignorante no saber, for o povo, mais fácil será dominá-lo

Para o colunista Ribamar Fonseca, a ação da Polícia Federal na UFMG, que levou coercitivamente o reitor Jaime Arturo Ramirez, entre outros dirigentes e ex-dirigentes da instituição, "uma repetição da violência praticada também contra a Universidade Federal de Santa Catarina – que culminou com a morte do reitor Carlos Cancellier – parece indicar efetivamente, como denunciou o senador Roberto Requião, uma operação planejada para abrir caminho à privatização das universidades públicas".

"O governo Temer decidiu ampliar o leque de ataques privatizacionistas às escolas públicas de nível superior, (...) pois é preciso matar na fonte, ou seja, nas escolas, a pretensão de brasileiros que amam este país de torna-lo uma grande Nação".

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Tá ficando quente: PF prende dono da fazenda do helicóptero...

Eles têm todas as provas, mas não têm a convicção...

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Mineirinho, Perrellinha e Perrellão (Reprodução)
Da Fel-lha:
O ano era 2013 e um helicóptero do ex-deputado mineiro Gustavo Perrella pousava em uma fazenda no Espírito Santo com cerca de 450 quilos de cocaína.
À época, o caso ganhou repercussão pela proximidade do senador Aécio Neves (PSDB) com os Perrella.
A Polícia Federal descartou a participação do deputado no esquema e o Ministério Público denunciou outros cinco envolvidos, que respondem ao processo em liberdade. Já se passaram quase quatro anos desde então e o processo ainda está em andamento.
Entre os denunciados, estava Elio Rodrigues, dono da fazenda. Ainda que responda em liberdade naquele processo, Elio acabou sendo preso nesta quarta-feira (6) em outra operação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas.
Desta vez, a PF apreendeu em Vila Velha (ES) cerca de 253 kg de cocaína em um contêiner com carga de milho que seria enviado para a Europa. A droga valeria mais de US$ 17 milhões.
Elio foi um dos sete presos em flagrante encaminhados para o Sistema Penitenciário Estadual.
Agora, a Polícia Federal tem um prazo de 30 dias para concluir a investigação e enviar o relatório ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia.

General Mourão critica Temer: Faz "balcão de negócios" para governar

General, isso não é novidade para ninguém!

Militar que sugeriu intervenção militar no Brasil se o Judiciário não conseguir resolver "o problema político", o general do Exército Antonio Hamilton Mourão voltou a falar nesta quinta-feira 7 sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no país.

Em uma palestra em Brasília, ele criticou os governos Lula e Dilma, e também disparou contra Michel Temer.

"Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa 'Sarneyzação'. Nosso atual presidente [Michel Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato", afirmou.

Desembargadora critica abusos do Judiciário e pede autocrítica


Desembargadora do TRF2 e professora de Direito Processual Penal da Unirio, Simone Schreiber classifica a condução coercitiva como "um ato violentíssimo e ilegal", que "só tem razão de ser por sua dimensão de espetáculo".

"Espetáculo de humilhação da pessoa investigada. Não serve para rigorosamente mais nada, só para a polícia federal fazer sua propaganda institucional, mostrando sua 'eficiência no combate ao crime'", acrescenta.


Uma das autoras do voto que deu liberdade ao almirante Othon Pinheiro, ela destaca que "nem o suicídio do Reitor Cancellier serviu para fazermos uma autocrítica".

"Está mais do que na hora de refletirmos sobre nossos atos, sobre o papel que a Justiça Federal tem desempenhado nessa crise institucional e para onde estamos indo", conclui.

Advogado de Lula diz que discurso de Moro na Petrobras reforça sua suspeição

Até parece que ele quer isso mesmo!

"Em nenhum lugar do mundo juiz vai visitar uma parte para dar-lhe conselhos jurídicos", diz advogado de Lula, em nota sobre a participação do juiz Sergio Moro, da Lava Jato, no 4º Evento Petrobrás em Compliance.

Em seu discurso, Moro fez sugestões à diretoria da Petrobras de práticas que devem ser adotadas para evitar a corrupção.

"O discurso feito hoje pelo juiz Sérgio Moro na sede da Petrobras por si só compromete a aparência de imparcialidade e pode motivar o reconhecimento da sua suspeição", completou o advogado.

A presença do magistrado gerou protestos na frente da sede da estatal.

Sarney: se Lula não concorrer, cadê a legitimidade?

Maria Cristina: Lula pode ser o maior cabo eleitoral, se não for candidato

Conversa Afiada 07/12/2017
Crédito: Ricardo Stuckert

Por Maria Cristina Fernandes no PiG cheiroso

O conselho de Sarney

(...) (Sarney) Diz que Lula está para atingir um patamar que levaria sua exclusão a manchar de ilegitimidade a disputa eleitoral, além de aumentar a insegurança da legião de investigados que batem ponto na capital federal. Se Lula ficar de fora, como Aécio Neves, Romero Jucá, Renan Calheiros poderão disputar? Se o petista puder concorrer, que ficha corrida estará impedida de se candidatar?

Lembrado de que, numa eleição com Lula, tudo pode acontecer, até o ex-presidente ganhar, pondera que sua rejeição não lhe permite ser considerado imbatível num segundo turno. Afastado do petismo desde o final do primeiro mandato de Dilma Rousseff, quando foi flagrado por um fotógrafo na cabine eleitoral em cena que sugeria voto em Aécio Neves, Sarney faz uma conta de padeiro. É a mesma que todos os postulantes, de Minas Gerais para cima, já conhece. Lula até pode não ter votos para voltar à Presidência da República, mas será o maior cabo eleitoral de 2018. Tome-se, por exemplo, o que pode vir a acontecer no Maranhão com a família Sarney se o petista for excluído da campanha.

O patriarca quer a filha Roseana (PMDB) no quinto mandato à frente do Estado, contra a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV), condenado a disputar eternamente a Câmara dos Deputados pela precedência da irmã, também teria a oportunidade de concorrer, pela primeira vez, a uma vaga no Senado. Até o filho Fernando, hoje vice-presidente da CBF, poderia estrear nas urnas como suplente de senador se o pai resolver encarar mais uma disputa majoritária no Amapá. Nada como esperar o dia amanhã com um foro privilegiado.

O palanque de Lula no Estado é o de Flávio Dino (PCdoB). Um dos autores da Lei da Ficha Limpa, o governador conhece como poucos o trâmite da impugnação eleitoral dela decorrente. Pela sucessão de recursos dos quais Lula pode vir a lançar mão, Dino dá por certo que o ex-presidente, no mínimo, manteria sua candidatura até o fim de agosto. O governador acaba com convergir com seu principal adversário: "No pior das hipóteses, se confirmaria um processo de exclusão ilegítima".

Ouviu de uma eleitora de seu Estado, que o 'velhinho' deve voltar, sinal de que Lula repetiria o queremismo de Getúlio Vargas, embalado, em 1951, pelo jingle de Francisco Alves ("Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar"). Da classe média que se descolou do lulismo, Dino diz que os efeitos de reformas governistas como a trabalhista se encarregará de devolver os votos. Reconhece que os desempregados mais pobres podem preferir um trabalho intermitente a nada, mas cita a demissão em massa nas faculdades Estácio de Sá, para recontratação sob as novas regras, como exemplo com potencial de atração do eleitor de classe média lulista desgarrado. É difícil imaginar que o professorado seja este eleitor desgarrado do petismo, mas a moda pode pegar no resto da economia.

Nada disso pode reverter uma decisão judicial em última instância e sem possibilidade de embargos ou recursos. Mas se o caldo for de insatisfação e Lula ficar impedido, seu potencial de transferência de votos, que já é o maior do mercado, ficaria potencializado. A opção do ex-presidente pelo ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, para disputar o governo de São Paulo, apenas sacramenta a ideia de que o ex-prefeito da capital, Fernando Haddad, é mantido como reserva estratégica do lulismo. A lei permite a troca do candidato do partido até 20 dias antes da eleição.

É este o cenário que parece preocupar Sarney. Nos Estados em que Lula é mais popular, o governo Michel Temer não tem como esperar que seus aliados possam vir a comemorar sua exclusão. Tirante Jair Bolsonaro, que faz surgir comitês espontâneos no Nordeste, os demais candidatos custam a empolgar, ainda que seja cedo para dizer que Marina não possa vir a crescer como terceira via. A ex-senadora correu para se lançar na esteira da desistência de Luciano Huck e buscar o partido (PPS) que oferecera abrigo ao apresentador. É uma candidatura que enfraqueceria o grupo do PSB favorável ao ex-ministro Joaquim Barbosa. Ao visitar Pernambuco em data que o governador, Paulo Câmara (PSB), estava em viagem, o governador Geraldo Alckmin explicitou as dificuldades em ter o PSB ao seu lado. Se, além de São Paulo e Pernambuco, o PT também acenar com apoio ao PSB no Distrito Federal, ficará mais difícil tirar o PSB do lado de Lula. Com o apoio, em graus variados, dos senadores Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE) e Ciro Nogueira (PI), os petistas rumam para lacrar o Nordeste.

O governador do Maranhão tem vice tucano, mas não duvida que o PSDB terá palanque próprio no Estado. Torce para que Temer conclua o seu, em torno de Roseana, e lhe transfira toda sua popularidade. Daí porque Sarney tem estimulado tantas candidaturas governistas que, somadas, não alcançam dois dígitos. Dissipa o vínculo dos candidatos da base aliada com o governismo e evita que o antilulismo ricocheteie e os atinja.

Temer ajuda São Paulo e persegue a Bahia!

Secretário da Fazenda detona a crueldade do Governo Federal!

 Conversa Afiada, 07/12/2017

Do Governo da Bahia:

“A verdade é que o Banco do Brasil não libera dos R$ 600 milhões para a Bahia porque não quer. O Estado está apto, o contrato foi publicado no Diário Oficial da União. A contratação do crédito junto ao BB foi aprovada pela Secretaria do Tesouro Nacional, que reconheceu a capacidade fiscal do Estado e por outra instância do Ministério da Fazenda, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional que recomendou a operação e assinou pela União, a garantia do empréstimo. Todo o processo legal foi cumprido. O que resta é uma cruel perseguição política”. A afirmação foi feita pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, indignado com informações veiculadas na imprensa referentes a uma nova metodologia divulgada pela Secretaria de Tesouro Nacional.

“Por incrível que pareça, o nível de endividamento da cada estado perdeu a importância justamente quando se pretende avaliar a capacidade de endividamento. O resultado da “Mágica” é que São Paulo, com dívida bruta superior a 200% da Receita Corrente Liquida pode tomar mais empréstimos com a aval da União. A Bahia, com 70% estaria impedida”. Segundo o secretário, quem deve explicação para a nova fórmula magica é o Tesouro Nacional. Sobre o Banco do Brasil, a instituição já está sendo acionada na Justiça. Vitório explicou que este contrato com o BB é antigo e portanto não é atingido pela referida nova fórmula.

PF = Polícia Fascista

Greve Geral nas Universidades, já!

Conversa Afiada, 07/12/2017

O Conversa Afiada publica artigo de seu exclusivo colUnista Joaquim Xavier:

Transformada em empresa privada de segurança do presidente ladrão, a PF tornou-se a Polícia Fascista. Atua como as SS de Hitler sob comando de Heinrich Himmler. Invade casas, empresas, universidades e o que for, munida de mandados encomendados a juízes timoratos - "para ser gentil", como diz o ansioso blogueiro.

Provoca “suicídios”, como o do reitor Cancellier – na verdade, um homicídio qualificado sob impulso da delegada Erika Marena e da Juíza Cassol (timorata).

O alvo preferencial de agora são as universidades. Não bastou assassinar o reitor Cancellier. Querem mais.

Voltaram a investir contra a Universidade Federal de Santa Catarina. Um dia antes, mobilizaram quase cem policiais para prender dirigentes e reitor da UFMG.

O diretor da Polícia Fascista, Segóvia, ou como vocês dizem, Senvergóvia, esse discípulo de Himmler, posa de desentendido. Perguntado pelo jornalista Luis Nassif sobre a operação contra a UFMG, disse que desconhecia o assunto. Um cínico assumido.

Enquanto isso, policiais sob a direção dele praticavam “condução coercitiva” contra supostos acusados. Vamos chamar as coisas pelo nome. As vítimas de mais este ato de arbítrio foram de fato PRESAS. Durante o período de condução coercitiva, estão sob controle da Polícia. Se isto não é prisão, privação de liberdade, o que é então PRISÃO?

Note-se que a "condução coercitiva" passou a ser rotineira, habitual e "legal". É uma contribuição daquele que vocês chamam de Judge Murrow ao nosso tropical pomar de jabuticabeiras!

Nenhum, absolutamente nenhuma das vítimas de Segóvia-Himmler sequer sabia do que estava sendo acusada. Nunca haviam sido convocadas para depor nos trâmites da lei que ainda existe (só) no papel.

Heloisa Starling, da UFMG, foi uma delas. Heloísa é uma das mais brilhantes historiadoras do país. Recentemente foi co-autora, com a historiadora Lilia Schwarcz, de um livro (“Brasil, uma biografia”) que é referência obrigatória para entender o país. Participou da Comissão da Verdade e investigou em profundidade os danos causados pela ditadura militar a seus opositores. Produziu séries de reportagens inesquecíveis divulgadas por emissoras como o SBT.

Conheço Heloisa pessoalmente. Sei de seus hábitos franciscanos, de sua vida pacata e de seu empenho e dedicação à tarefa de desvendar o lado oculto de períodos sombrios do Brasil. Sua prisão é um escândalo autoritário. Conversei com ela. Heloísa relatou a trama absurda em que tentam envolvê-la, com colegas da Universidade. Contou que a violência pessoal e psicológica foi tão grande que prefere ficar calada pelo menos por agora.

O ataque que vem sendo perpetrado pela Polícia Fascista representa também uma afronta inédita a uma garantia consagrada: a autonomia universitária. Tirando o período inicial da ditadura, não se tem notícia de agressões tão ostensivas a um direito conquistado a duras penas. Que fez das universidades um centro histórico de defesa das liberdades e lugar para reuniões, encontros e atividades que contribuíram para a derrocada da ditadura militar.

(Um suposto historiador, que vocês chamam de historialista, sustenta que a ditadora acabou porque os ditadores preferiram ir embora pra casa. Como dizem vocês: quá, quá, quá!)

A ditadura civil-policial de Temer sabe disso. Sob o argumento de desvio de verbas e que tais, ataca frontalmente os meios acadêmicos.

Claro que condutas irregulares devem ser investigadas e seus responsáveis, punidos. Mas a seletividade dos métodos da Polícia Fascista revela tudo.

Alguém se lembra da “condução coercitiva” de tubarões envolvidos em roubalheiras como as reveladas na tal operação Zelotes? Os montantes em questão superam os bilhões de reais. Mas, nenhum Roberto Setúbal, manda-chuva do Itaú, ou Jorge Gerdau Johannpeter, que vivia pedindo "menos impostos" (quá, quá, quá!) foi incomodado pela tropa da Polícia Fascista.

O meio acadêmico, intelectuais sérios, personalidades que prezam as liberdades e a autonomia universitária já se manifestaram contra a ofensiva de Segóvia-Himmler. A universidade de Coimbra, uma das mais importantes do mundo e onde recentemente o “juiz” Sergio Moro foi repudiado, também rechaçou as prisões arbitrárias.

João Bosco está indignado porque a PF Fascista se apropriou indevidamente de uma de suas antológicas composições, "Esperança equilibrista".

É pouco.

Por muito menos, em outras épocas, houve protestos bem mais contundentes. Uma Greve Geral das universidades se impõe. Nem que seja em respeito à memória do reitor Cancellier.

Joaquim Xavier

Himmler (C), de farda escura, inspeciona os professores da UFMG!