sexta-feira, 25 de março de 2016

Filósofo diz que o que temos é 'um golpe e nada mais'


"A crer no andar atual da carruagem, teremos um golpe de Estado travestido de impeachment já no próximo mês. 

O vice-presidente conspirador já discute abertamente a nova composição de seu gabinete de 'união nacional' com velhos candidatos a presidente sempre derrotados. 

Um ar de alfazema de República Velha paira no ar", diz Vladimir Safatle, professor de filosofia da Universidade de São Paulo.

Ele alerta ainda para o caráter surreal de um golpe conduzido por delinquentes contra uma presidente acusada de pedaladas fiscais.

Contra o golpe, 30 mil cercam a Globo em SP



Cerca de 30 mil pessoas cercaram a sede da Rede Globo em São Paulo na noite desta quinta (24), ao finalizar manifestação em defesa da democracia.

O protesto pacífico, intitulado "Ato em Defesa da democracia - A saída é pela esquerda", realizou uma marcha por algumas vias da capital paulista.

Os manifestantes são favoráveis a permanência da presidente Dilma Rousseff no governo e contra o impeachment. 

O movimento acusa a Globo de "apoiar um golpe contra a democracia no país".

"Chegamos ao final da marcha no local que é o simbolo de um golpe que está sendo arquitetado no país", disse um dos organizadores do ato.

"Golpe nunca mais, eu tô nas ruas por direitos sociais" foi um dos gritos entoados no protesto. Os manifestantes também entoaram: "barrar a Direita no governo, no Congresso e nas ruas".

Teori abriu janela contra regime de exceção


O ministro Teori fez uso de palavras duras e formulou argumentos claros, que merecem uma reflexão mais demorada. Empregando uma expressão que não deixa margem a dúvidas, o ministro disse que Sérgio Moro era 'reconhecidamente incompetente' para determinar a divulgação de grampos telefônicos em que estavam envolvidas autoridades com direito a foro privilegiado, 'inclusive a própria presidente da República'", aponta o colunista Paulo Moreira Leite.

"Ao abrir uma janela, Teori Zavaski colocou a necessidade do respeito aos direitos fundamentais O país deve aproveitar essa oportunidade".

Delator cita Fernando Henrique, Augusto Nardes, irmã de Aécio e até o Itaú


Personagem com mais de 40 anos de vida parlamentar, o ex-deputado Pedro Corrêa, do PP, fez delação premiada que cita vários personagens da oposição.

; ele menciona, por exemplo, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comprou a emenda da reeleição com apoio do banqueiro Olavo Setúbal, do Itaú, já falecido.

Em outro ponto, Corrêa menciona que Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), é uma das operadoras financeiras dos tucanos.

Ele disse ainda que Augusto Nardes, ministro do TCU responsável pelo parecer das chamadas "pedaladas fiscais", também recebia mesada.

Seus depoimentos ainda não foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Para o Ministério Público só vale a delação se for contra o Lula

Eles estão desesperados porque não encontraram nada contra o Lula e o objetivo é prender o Lula, indiciá-lo, tirá-lo da disputa de 2018

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba mandaram um recado aos executivos do Grupo Odebrecht; sinalizaram praticamente como condição 'sine qua non' que Marcelo Odebrecht e outros diretores revelem dados sobre os pagamentos de palestras, doações e reformas feitas em benefício do ex-presidente Lula.

Eles querem ainda que os empreiteiros confessem a "contabilidade paralela" da construtora, além de mais detalhes sobre a corrupção em outras obras e áreas do governo.

O potencial bélico de uma delação generalizada na Odebrecht, entretanto, pode ir além do governo e atingir em cheio a cúpula da oposição.

A "amostra grátis" foi a divulgação do "listão da Odebrecht", que traz os nomes dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

'Paladinos da ética' estão no listão da Odebrecht

Principais articuladores do impeachment no Congresso Nacional estão na 'superlista' da Odebrecht. Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB, Eduardo Cunha, José Serra e Geraldo Alckmin são alguns dos nomes de peso. Documento foi posto em segredo de Justiça por Sergio Moro
Articuladores do impeachment e ‘paladinos da ética’ estão no listão da Odebrecht

A divulgação da lista com o nome de 200 políticos de 18 partidos beneficiados com recursos da Odebrecht (veja a lista completa abaixo) levantou uma nova dúvida a respeito dos obscuros vazamentos da Operação Lava Jato. As planilhas foram apreendidas há um mês durante a 23.ª fase da investigação que teve como alvo o casal de marqueteiros João e Mônica Santana.

Os documentos foram encontrados na residência de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Construtora. De acordo com a Força-Tarefa, a documentação foi colocada no sistema da justiça federal pela PF na noite de ontem. Os dados foram disponibilizados no inquérito sem sigilo que envolve o casal Santana.

A publicização dos nomes dos políticos coincidiu com a divulgação da intenção dos executivos da construtora de firmar um acordo de colaboração premiada com os investigadores. Em despacho na manhã de hoje, o juiz Sérgio Moro determinou que a lista fosse colocada em sigilo em função da existência de personagens com prerrogativa de foro.

A decisão é oposta a da última semana quando o magistrado tornou público os grampos com diálogos da presidente Dilma Rousseff e do ministro Jacques Wagner com o ex-presidente Lula.

A suspeita é que o executivo da empresa seria o responsável pela contabilidade paralela da construtora. Entre os nomes, aparecem o do principal expoente da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do DEM, Agripino Maia, do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, do ex-presidente José Sarney, “vereadores PSDB-SP”, do ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Também surgem na lista o braço direito de Cunha, o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP) e do filho do apresentador Ratinho do SBT, Ratinho Júnior, candidato à prefeitura de Curitiba nas últimas eleições. O apresentador é um “crítico feroz” da corrupção no atual governo.
Pessoas próximas ao executivo Marcelo Odebrecht dizem que o empresário decidiu entregar os nomes de integrantes do governo e da oposição na delação. Nos bastidores, fala-se da possibilidade de entregar doações ilegais a Dilma Rousseff, Aécio Neves e de Marina Silva. Caso se confirmem os repasses, as três chapas poderiam ser cassadas.
Fonte: Pragmatismo Político, 24/03/2016

"Por que eles querem que eu renuncie? Porque eu sou uma mulher fraca? Eu não sou"


Em entrevista a jornalistas estrangeiros, presidente Dilma Rousseff diz que se "mantém firme" no cargo e que é alvo de um golpe no País.

"Por que eles querem que eu renuncie? Porque eu sou uma mulher fraca? Eu não sou", afirmou Dilma, segundo o jornal britânico The Guardian.

"Nós apelaremos a todos os meios legais disponíveis", acrescentou, sobre o processo de impeachment no Congresso.

A presidente criticou ainda o que chamou de "métodos fascistas" por parte da oposição e voltou a acusar os adversários de não aceitar o resultado das eleições.

Segundo Dilma, a paz reinará no Brasil durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

Moro e Gilmar são impensáveis na Suécia, diz juiz da Suprema Corte Sueca

“É extremamente importante que juízes de todas as instâncias, em respeito à democracia e à ordem jurídica e constitucional, atuem com total imparcialidade. Caso contrário, não haverá razão para a sociedade confiar nem em seus juízes, e nem em seus julgamentos”, pontua o juiz sueco Göran Lambertz.

Um dos 16 integrantes da Suprema Corte da Suécia, Lambertz vê com preocupação a atual crise no Brasil:

“À distância, tem sido difícil entender o que é verdadeiro e o que não é verdadeiro. Mas preciso dizer que me parece, de modo geral, que alguns atores do processo legal que se desenvolve no Brasil não são totalmente independentes em relação aos aspectos políticos do caso.”

Um juiz, especialmente da Suprema Corte, deve ser cauteloso ao manter conversações com partes interessadas em determinado caso – diz o magistrado.

E se um juiz sueco agisse de uma forma percebida como não totalmente independente e imparcial, afirma Lambertz, a Suprema Corte anularia seu julgamento e determinaria a substituição do magistrado no processo.

“Quando os representantes da Justiça não são totalmente imparciais, não pode haver justiça. Em vez de justiça, será feita injustiça”, observa Lambertz.

A seguir, a íntegra da entrevista concedida em Estocolmo.

Como o senhor vê a atuação da Justiça brasileira na atual crise, diante das controvérsias acerca dos procedimentos utilizados nas investigações sobre denúncias de corrupção e do processo de impeachment contra a presidente da república?

GÖRAN LAMBERTZ: Estou um pouco preocupado com o que está ocorrendo no Brasil. À distância, tem sido difícil entender o que é verdadeiro e o que não é verdadeiro. É muito importante que a mídia internacional informe os fatos em toda a sua abrangência, pois não está claro quem está certo, e quem está errado. Mas preciso dizer que me parece, de modo geral, que alguns atores do processo legal que se desenvolve no Brasil não são totalmente independentes em relação aos aspectos políticos do caso. Não quero citar nomes. Mas isso me preocupa.

Como a Suécia assegura a imparcialidade do sistema judicial?

GÖRAN LAMBERTZ: A imparcialidade da Justiça é o núcleo central de todo o sistema. E protegemos essa imparcialidade proibindo juízes de atuarem em qualquer caso em que possam ter algum tipo de interesse pessoal. Por exemplo, quando um juiz possui ações em uma empresa que está sob julgamento, ou quando um juiz tem relações com alguém envolvido no caso a ser julgado. Temos leis rígidas sobre a imparcialidade dos juízes em nosso sistema judicial, e executamos essas leis rigidamente.

Qual é o papel da Suprema Corte nesse processo?

GÖRAN LAMBERTZ: Na Suécia, assim como na maioria dos países, o papel da Suprema Corte é proteger a Constituição e tornar a lei clara para todos. Outro papel importante do Supremo é garantir a aplicação das convenções internacionais sobre temas diversos, como por exemplo a proteção aos direitos humanos de um indivíduo.

Qual seria o procedimento na Suécia para garantir a ordem jurídica e constitucional, diante de uma suspeita de imparcialidade legal?

GÖRAN LAMBERTZ: Se um juiz sueco agisse de uma forma percebida como não totalmente independente e imparcial, a Suprema Corte anularia seu julgamento do caso. O julgamento seria declarado ilegal.

A Suprema Corte sueca determinaria o afastamento do juiz?

GÖRAN LAMBERTZ: A Suprema Corte sueca enviaria o caso de volta ao tribunal em questão, e o tribunal teria que substituir o juiz por um outro magistrado. Mas isso não é algo que acontece na Suécia. Porque na realidade, todos os juízes têm consciência de que devem ser totalmente imparciais, e nenhum deles se colocaria em tal posição de risco.

Quais são as regras que regulam o critério de imparcialidade dos juízes na Suécia?

GÖRAN LAMBERTZ: Juízes suecos não são proibidos de expressar suas posições em público ou de manter conversas com representantes políticos, mas isto é considerado algo inadequado. Em geral, os juízes preferem não correr o risco de serem considerados pessoas impróprias para julgar de forma imparcial.

O ministro do STF Gilmar Mendes virou um dos focos das atenções ao determinar a suspensão da posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, após ter sido fotografado almoçando com representantes da oposição ao governo. A decisão foi comemorada por parte da população, que interpretou a posse de Lula no ministério como uma manobra para a obtenção de foro privilegiado. Criticado por partidários do governo, Mendes declarou que não está proibido de conversar com representantes da oposição, ou do governo. Qual é a sua interpretação?

GÖRAN LAMBERTZ: Para mim, é difícil emitir uma opinião, sem conhecer os detalhes do que de fato ocorreu. Mas um juiz, especialmente da Suprema Corte, deve ser cauteloso ao manter conversações com partes interessadas em determinado caso. Se isso de fato ocorreu, me parece algo preocupante.

Por quê?

GÖRAN LAMBERTZ: Porque é extremamente importante que juízes de todas as instâncias, em respeito à democracia e à ordem jurídica e constitucional, atuem com total imparcialidade. Caso contrário, não haverá razão para a sociedade confiar nem em seus juízes, e nem em seus julgamentos.

Aplaudido por parte da população por sua cruzada contra a corrupção no país, o juiz Sergio Moro tem por outro lado sofrido críticas em relação aos métodos empregados na Operação Lava Jato, que envolvem estender o prazo de prisões preventivas para fechar acordos de delação premiada antes de levar suspeitos a julgamento. São métodos juridicamente válidos?

GÖRAN LAMBERTZ: Não gostaria de emitir juízo sobre qualquer processo legal conduzido no Brasil. E nem poderia fazê-lo, à distância e sem conhecer os pormenores do caso. O que posso dizer é que estes tipos de método não são usados aqui na Suécia. Minha impressão é de que tais métodos não deveriam ser usados por um juiz em sua posição como magistrado. Não me parece que, ao adotar tais métodos, um juiz estaria agindo como um juiz deve agir.

Tanto o ministro da Justiça do Brasil como um dos integrantes da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello, sugeriram que o juiz Sergio Moro cometeu um crime ao tornar público o teor da gravação de conversa telefônica entre a presidente da república e o ex-presidente Lula. Já o juiz Moro se defendeu dizendo que a divulgação da conversa seria de interesse público. O Conselho Federal da OAB também diz que a sociedade tem o direito de ter acesso a todas as informações. Quem tem razão, a seu ver?

GÖRAN LAMBERTZ: Devo dizer que não posso tecer comentários a respeito. Porque trata-se de algo tão impensável na Suécia, que não consigo sequer imaginar que isso possa ocorrer. Valer-se de grampos e divulgar conversas telefônicas interceptadas, seja de que cidadão for, não é tarefa de um juiz.

Em uma situação de tal polarização, quem vigia os vigias para assegurar a ordem constitucional?

GÖRAN LAMBERTZ: Não há, de fato, vigias para vigiar o sistema judiciário. Com a exceção, eu diria, da mídia. É papel da mídia supervisionar a Justiça. Uma mídia responsável é o cão de guarda das instituições de uma sociedade, incluindo o sistema judicial. Não há supervisão dos juízes de um país, pois a sociedade espera que eles sejam pessoas verdadeiramente independentes e honestas. E se uma sociedade suspeita que seus juízes não sejam pessoas verdadeiramente independentes e honestas, o país passa a enfrentar um grave problema.

Que problema, especificamente?

GÖRAN LAMBERTZ: Investigações e processos judiciais devem ser conduzidos de forma isenta e apropriada, dentro dos ditames das leis constitucionais. Um país deve ter um sistema judicial imparcial e honesto, que tenha a confiança da população. Se o Judiciário perde a confiança da população, o país passa a enfrentar um grande, grande perigo. Porque quando os representantes da Justiça não são totalmente imparciais, não pode haver justiça. Em vez de justiça, será feita injustiça.

Os hipócritas. Lista da Odebrecht… não vem ao caso!

​Se o Lula e a Dilma estivessem na lista, o Bonner divulgaria, numa boa!​

Trata-se de um caso rasteiro de hipocrisia.

Quando as “listas” ferravam o PT, a Dilma, o Lula e a Petrobras elas eram legítimas e mereciam indiscriminada divulgação.

Quando foi para ferrar a Dilma e o Lula, o Dr Moro soltou, rapidinho, os grampos criminosos – Lei de Segurança Nacional nele! - para a Globo…

Agora, o Marcelo Odebrecht deu uma sinuca de bico na Lava Jato.

Sinuca de bico, ou melhor, arremessou-lhe a pá de cal nas fuças.

Entregou todo mundo.

Aécios, Serras, Richas, Perillos e tucanos gordos.

Mas, não tem o Lula nem a Dilma.

Ah, não!

Essa lista não vem ao caso!

Como disse o Bonner, no jornal nacional: não vai divulgar NENHUM nome porque não sabe quem, de fato, cometeu irregularidades.

Quando era político ligado ao PT, o jn divulgava, numa boa, verificar se, de fato, cometeu irregularidade!

E dane-se!

Disse o Bonner: são mais de 200 nomes e não temos tempo para divulgar todos, porque não podemos divulgar uns e esquecer os outros.

Simples, divulgava o nome dos candidatos a Presidente – o Aecím de Liechenstein, o hepta-delatado.

E o Padim Pade Cerra, multi-candidato a Presidente.

Ficava só com os candidatos a Presidente, não é isso, amigo navegante!

Uns hipócritas!

Aí, vem o Moro, pressuroso – o Aragão está esperando ele na esquina! - e diz: não, não, me dá essa lista de volta!

Não pode ser divulgada, pelo amor de Deus!

Essa lista não vem ao caso!

E o Ministério Público, daqueles rapagões que falam direto no wi-fi de Deus.

Não, não vem ao caso!

Essa delação do Marcelo Odebrecht não vem ao saco.

Não queremos ouvi-lo.

Não nos interessa ouvir o Marcelo Odebrecht, Deus nos livre, ouvir ele pronunciar o nome santo do Padim Pade Cerra!

Jamais!

“A mais vil e pior gente do mundo são os hipócritas!”, diz o padre Vieira, que nenhum deles demonstra ter lido: o Moro, o Procurador que fala com Deus e o Bonner.

Paulo Henrique Amorim

Aragão: Moro não ficará sem resposta!

Moro pode ir em cana antes do Cunha!
Aloyzio Speer Cardozo é o da esquerda

O Conversa Afiada se apropria da forma mais tosca de entrevista – excelente – que Rodrigo Martins fez com Eugênio Aragão, o novo Ministro da Justiça – ufa !, não há mal que sempre dure… - , para a Carta Capital.

O Conversa Afiada chama a atenção para alguns aspectos centrais dessa entrevista:

- Moro cometeu uma falta grave ao divulgar os grampos com a Presidenta Dilma;

- demonstrou intenção política;

- cometeu um acinte à Segurança Nacional;

- e infringiu o artigo 10 da Lei de Interceptações !

Ou seja, pode ir em cana!

- delegado da PF que der entrevista sem autorização será punido;

A rapaziada de Curitiba, que grampeia mictório de preso, vai pensar duas vezes antes de falar com a Globo...

- Lula aceitou o cargo para se defender do Moro?

Isso é lenda urbana!

(Repare, amigo navegante, que Aragão é mortífero. “Lenda urbana” é uma expressão comum nas entrevistas desrespeitosas do Gilmar, o empresário que também dá expediente no Supremo. Aragão já tinha mandado o Gilmar calar a boca, em alemão).

(O Conversa Afiada supõe que o empresário Gilmar, hoje, dedique mais ódio à Dilma e ao Lula pela nomeação do Aragão do que pela desmoralização estrepitosa de que foi vitima em Portugal!)

- o Daiello fica?

(Daiello é o diretor- geral (sic) da PF, aquele que tentou impedir o destemido Juiz De Sanctis de desfechar a Operação Satiagraha e se tornou da irrestrita confiança do )?

“É perfeitamente possível que alguns não queiram trabalhar comigo, assim como posso não querer trabalhar com eles.”

(Daiello, é melhor sair do que ser saído.)

- “O Ministério da Justiça tem um poder hierárquico sobre a PF, que também se consubstancia no controle disciplinar… Queremos uma policia de excelência e isso não se compraz com o vazamento clandestino de informações.”

Portanto, o Ministro Aragão concorda com a tese de que Polícia sem chefe é Polícia da ditadura.

Liberdade total, autonomia irrestrita, indisciplina consentida é do que se valia o delegado Fleury, que saía por aí matando quem quisesse e não tinha que dar satisfação a chefe nenhum!

Ah, cinco anos depois de vacância, o Ministério da Justiça passa a ter chefe!

Se o Aragão estivesse aí há cinco anos, o Moro não tinha se tornado esse ditador de Curitiba!

Ele é uma obra conjunta do zé da Justiça com o Aloysio Mercadante, aqui chamado de General Assis Oliva.

Eles são o Albert Speer do Moro!

Paulo Henrique Amorim







Fonte: Conversa Afiada, 24/03/2016