sábado, 25 de novembro de 2017

Valério: o PSDB me ofereceu grana pra ficar calado

Depois a gente arranja um delator que a gente possa matar! Mas isso não vem ao caso porque nossos olhos estão voltados para a Dilma, o Lula e o PT

Conversa Afiada, 25/11/2017
detrito sólido de maré baixa, que só agora vai fazer jornalismoquá, quá, quá, publicou uma entrevista com Mara Gabrilli, do PSDB-SP, que, uma vez, deu a impressão de ter visto uma piscina jacuzzi e uma tevê tela plana de 32 polegadas na cela do Ministro José Dirceu, na Papuda.
Provavelmente foi um engano.
Agora, no detrito, ela parece decepcionada com seu partido:
- "Marcos Valério, o operador do mensalão (o do PT, porque o do PSDB sumiu debaixo da toga do Presidente Joaquim Barbosa - PHA), em uma das visitas que fiz a ele na cadeia, me contou que pessoas, em nome do PSDB, ofereceram dinheiro para que ele se calasse";
- Marcos Valério disse à nobre deputada: "você não tem medo de morrer?"
"Temer é corrupto!"
"Estou envergonhada. O Aécio me fez de boba!"
Em tempo: talvez venha ao caso lembrar do que o Mineirinho disse ao Joesley: depois a gente arranja um delator que a gente possa matar - PHA

"As mulheres não aceitam mais ser tratadas como minoria", diz Laís Bodanzki

Ela acredita que Lula irá vencer em 2018 e vai colaborar muito no combate ao preconceito

Em entrevista à TV 247, a diretora de Bicho de Sete Cabeças e Como Nossos Pais, filme mais premiado em Gramado neste ano, destaca o papel da mulher na sociedade e também na indústria do audiovisual, onde apenas 17% ocupam cargos de direção e roteiro.

"Metade do planeta se comporta como minoria porque ela se sente como minoria. Mas agora não se sente mais", diz.

Para Laís, "a forma como a Dilma foi tratada como presidenta foi desigual".

A cineasta paulistana critica os "retrocessos" da gestão João Doria e acredita que Lula irá vencer em 2018 e completa: "O Lula é um líder que não sei quando vai nascer outro igual. O que ele fez durante esses governos do PT é muito difícil tirar".

Show da Casa Grande continua e com mais racismo

Cada um mais preconceituoso e crápula que o outro!

"Apesar do vigoroso protesto de Pedro Cardoso na EBC, os últimos quinze dias mostraram o tamanho das dificuldades enfrentadas na luta contra o racismo", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. 

Para PML, "passados os inevitáveis momentos de indignação inicial, o que se viu foi a reação da Casa Grande na defesa das prerrogativas e privilégios. Num espetáculo degradante, tenta-se responder ao racismo com mais racismo. Enquanto William Waack era retirado de cena, protegido, Taís Araujo era levada ao centro do palco, mãe transformada em Geni da boçalidade selvagem".

Aragão a Dodge: Sua Excelência não podia negar sua natureza


Ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão escreve sobre as alegações finais apresentadas pela Procuradora-geral da República contra Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo.

"Não surpreenderam as alegações finais apresentadas pela procuradora-geral da República, doutora Raquel Dodge, contra a senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo. Como na parábola do escorpião e da tartaruga, Sua Excelência não podia negar sua natureza. Afinal, para chegar lá, não contou com a indicação de um chefe de governo eleito e com contas a prestar à sociedade. Contou tão e só com eleição corporativa na qual, para constar de ilegítima e ilegal lista tríplice, teve que prometer rios e fundos a seus colegas"

Lobista da Odebrecht visitou Jucá 75 vezes


Líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR) foi o senador mais visitado pelo lobista da Odebrecht Cláudio Melo Filho, delator da Lava Jato, no período em que tramitaram medidas provisórias de interesse da empresa que teriam sido aprovadas por meio de pagamento de propina a parlamentares, de acordo com delatores do grupo.

Nos dias em que essas MPs tramitaram no Congresso, Melo Filho entrou no Senado cerca de 20 vezes em direção ao gabinete de Jucá.

De 2009 a 2014, foram 75 vezes visitas ao senador. Os registros de entrada foram fornecidos pela Secretaria de Polícia do Senado e constam em inquérito da PF.

Capa de Veja aponta indústria das delações milionárias


Reportagem que mostra vida luxuosa dos advogados que defendem investigados na Lava Jato causou repercussão negativa na classe, que passou a questionar o conteúdo da revista.

O criminalista Adriano Bretas, que defende Antonio Palocci e sai na capa da publicação fumando um charuto, entrou para o time dos críticos se dizendo enganado sobre a pauta.

Ele também disse que as fotos foram feitas após o fim do expediente, em um momento de descontração.

O DNA punitivista do MPF


Para o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, "não surpreenderam as alegações finais apresentadas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra a senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo".

"Como na parábola do escorpião e da tartaruga, Sua Excelência não podia negar sua natureza. Afinal, para chegar lá, não contou com a indicação de um chefe de governo eleito e com contas a prestar à sociedade", destaca.

Para Aragão, "o Ministério Público Federal se livrou do aventureirismo de Janot, mas está longe de se livrar da praga do punitivismo que foi plantado contra o PT e acabou por se alastrar por toda a política, para ceifar, por igual, guerreiros democráticos como Gleisi Hoffmann e atores reacionários e antipopulares, que têm no patrimonialismo e no clientelismo corruptos sua prática cotidiana".

O código de processo penal não importa mais, diz desembargador


"A maioria de nós só quer viver num país melhor e é contra a corrupção, mas alguns de nós vêem no combate ao desvio de dinheiro público, não um processo de aplicação das leis para punir culpados, mas uma cruzada moral e religiosa onde tudo é permitido, inclusive degolar o investigado, linchar o acusado e esquecer o que nos faz modernos: aplicar a mesma regra independentemente de quem seja o sujeito", escreve Ney Campello, desembargador federal de Brasília.

Obstrução de Toffoli teve objetivo: foro privilegiado para Temer

Só o inocentes não pensaram nisso! Esta é a República dos conluios!

"Antes de pedir vistas do processo em que o STF decidiria sobre a limitação do foro especial para autoridades, o ministro Dias Toffoli encontrou-se com Michel Temer. Isso diz muito sobre o adiamento da decisão. Agora o assunto não volta à pauta tão cedo e até lá, o Congresso pode aprovar emenda constitucional, já em avançada tramitação", afirma Tereza Cruvinel.

Ela destaca que "a imediata aplicação da súmula teria vários inconvenientes para o bloco golpista no poder, como a ida dos casos dos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha par a primeira instância.

Mas com a suspensão do julgamento, até o retorno da análise "o benefício vai favorecendo outros acusados com mandato, como aqueles que figuraram nas listas de Janot e cujos processos, até agora, não avançaram nada na corte congestionada pelo foro especial tão amplo que, graças a Toffoli, desta vez ainda não foi restringido", afirma.

Valério: o PSDB me ofereceu grana pra ficar calado


A entrevista da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) ao site da revista Veja contém revelações bombásticas sobre os tucanos; Mara admite a decepção com a legenda: "Já tive vergonha de ser do PSDB, Talvez tenha sido ingênua em relação ao Aécio".

A informação mais impactante da entrevista é sobre Marcos Valério, operador do mensalão tucano.

Segundo Mara, em uma das visitas que ela fez a Valério na cadeia, o operador financeiro confessou que "pessoas, em nome do PSDB, ofereceram dinheiro para que ele se calasse".

O mensalão mineiro começou a ser julgado em 1997 e nenhum tucano foi punido. O processo irá prescrever em 2018.