terça-feira, 15 de março de 2016

Renan nega ter sido procurado por Mercadante

Em nota, o presidente do Senado diz que "são totalmente improcedentes as citações feitas pelo senhor José Eduardo Mazagão", divulgadas na delação premiada do senador Delcídio Amaral, e afirma que "não foi e nem poderia ser procurado pelo ministro da Educação  para tratar de nenhum dos assuntos relacionados na referida reportagem. Como se sabe, a alegada moção não existiu".

Ministro do STF defende renúncia de Mercadante

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello defendeu que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, renuncie ao cargo até que as suspeitas de que tenha tentado beneficiar o senador Delcidio Amaral (PT-MS), preso pela Operação Lava Jato, sejam esclarecidas.

"Por muito menos, um auxiliar direto do presidente Itamar Franco (Henrique Hargreaves, então chefe da Casa Civil) deixou o cargo para apurarem os fatos e depois retornou. Essa seria a postura adequada, mas no Brasil ela não é observada", disse, sobre um eventual pedido de prisão contra Mercadante, ele disse que "é hora de nós atuarmos com serenidade e temperança tanto quanto possível, apurando para, selada a culpa, prender, não se invertendo a ordem natural. E a ninguém interessa a essa altura incendiar o Brasil"

Dilma quer acertar, por isso, devemos dar a ela nosso voto de confiança

O problema do Brasil não é a Dilma, mas a crise econômica que assola muitos países no mundo inteiro. É uma crise cíclica do capitalismo, que exige a união dos brasileiros em torno das mudanças para a superação deste momento difícil.

É importante dizer que o Brasil já dá sinais de recuperação. Um deles é o fato de não está acontecendo uma onda de desemprego. Nossa indústria está reagindo bem e nosso agronegócio está de vento em polpa.

Ora, mesmo assim, forças políticas conservadoras conspiram contra o Brasil diariamente. Muitos parlamentares não tem feito outra coisa senão fazer oposição o tempo todo. Nesse contexto, Dilma precisa recompor politicamente o seu governo tendo em vista que a conjuntura atual não lhe é favorável e a atual arrumação política não a beneficiará em nada. 

Ora, ela teria que convidar alguém e não há problema nenhum em convidar Lula, uma liderança com grande percepção das coisas, carismático e, portanto, com condições de fazer o governo esboçar uma reação a crise política e econômica que prejudica seu mandato e o nosso País. 

Mas tem gente que se contrapõe, como se isso fosse prejudicar o Brasil. Quem está esperneando é da oposição, faz parte do grupo do "quanto pior, melhor" e porque sabe que a reação do governo a crise já começou.

Ser oposição não é repugnável, mas ser oposição ao Brasil chega ser nojento. Infelizmente tem muita gente nessa conta. Muitos até que nem sabem porque faz parte da oposição.

Se Lula pode ajudar o Brasil assumindo um ministério, qual o problema dele assumir o cargo?

Tanto o impeachment quanto a cassação estão descartadas porque não há um motivo criminoso para isso. Quanto as investigações da Lava Jato, elas podem e devem continuar, mas não é voz das ruas que respalda essa operação, mas a lei.

Se Lula tem culpa no cartório ele deve responder por isso, agora entender que somente o Moro pode fazê-lo é uma ignorância fenomenal.

Se assumir, Lula não vai operar milagres, mas pode contribuir para o Brasil superar a crise econômica e política que é prejudicial a todos. E, aí, lembro da importância de FHC quando assumiu e deu novos rumos a economia brasileira, no governo de Itamar Franco, criando o real.

Acusações infundadas e até irresponsáveis não colaboram em nada. Desconhecer ou negar que Lula foi o melhor presidente do Brasil é não ter noção da realidade de antes e depois de Lula.

Nesse momento, torcer contra a possibilidade do Brasil retomar o rumo do desenvolvimento é ser um lesa pátria. 

Por outro lado, nossa jovem democracia não pode sofrer atentados e o que os golpistas querem é nos fragilizar enquanto nação.

Não devemos ter medo da Operação Lava Jato. O que todos os brasileiros querem nesse momento é que ocorram operações dessa natureza em todos os estados e municípios e que a moralização da coisa pública possa acontecer. Quem deve tem que pagar pelos seus crimes. Não importa se é do PT, do PMDB, do PSDB, seja lá de qual "P" for.

Mas que fique claro, nenhuma operação deve paralisar o País, arruinar sua economia e acabar com suas esperanças. De preferência, que a Globo, se coloque no lugar dela e deixe de incorporar e defender um projeto político.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Tirar Dilma significaria restaurar a corrupção


Quem foi às ruas ontem gritar contra a corrupção, numa manifestação lida pela Globo como um protesto contra a presidente Dilma Rousseff, não se deu conta de que o impeachment representa justamente a restauração da corrupção – e não o seu combate.

O golpe, na realidade atual, seria apenas um movimento da oligarquia política para se preservar da Lava Jato e de outras investigacões em curso; essa lógica já havia sido explicitada antes por Ricardo Noblat, no Globo, e agora por Monica Bergamo, na Folha.

Preocupado com o próprio pescoço, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometeu colocar o impeachment em marcha na sexta.

Os colunistas alinhados com o PSDB pedem que a "voz das ruas" acelere o golpe.

A lógica é: tirar Dilma, que nada fez para conter as investigações e é reconhecidamente honesta, para colocar no poder justamente aqueles que seriam, em tese, os próximos alvos.

Lula está a caminho de Brasília


"A presidente Dilma Rousseff e a cúpula do governo aguardam a chegada do ex-presidente Lula em Brasília nas próximas horas para acertar seu ingresso no ministério. Embora ninguém ouse dizer "ele aceitou", o fato de estar vindo a Brasília indica disposição para aceitar. E com isso, Dilma lança mão de sua última carta, o ás de ouro, no esforço para salvar seu governo".

A informação é da colunista do 247, Tereza Cruvinel. Ela pontua que a presidente será acusada ter abdicado para Lula e ele de estar fugindo de Sergio Moro, mas pondera, ao destacar declaração de um dirigente petista: "estamos numa guerra e o outro lado está fazendo uso de armamento pesado".

Segundo Cruvinel, é mais provável que Lula vá para a Secretaria de Governo, porque a articulação política está a cargo desta pasta.

Lula está entre a Casa Civil e a Secretaria de Governo


Numa decisão de alto impacto, a presidente Dilma Rousseff decide nomear o ex-presidente Lula em seu gabinete, fazendo parte do núcleo duro do governo.

Nesta posição, e também como candidato à presidência da República em 2018, Lula tentará organizar medidas para a retomada do crescimento e também para reaglutinar a base de sustentação do governo no Congresso.

A oposição deverá criticar decisão, que dá ao ex-presidente o foro privilegiado e o retira do alcance da força-tarefa paranaense.

Lula, no entanto, poderá ser investigado na Lava Jato pelo STF. Lula está a caminho de Brasília.

Governo anuncia novo ministro da Justiça

Trata-se de Dr. Eugênio José Guilherme de Aragão
 

Presidente Dilma Rousseff anuncia o novo ministro da Justiça, Dr. Eugênio José Guilherme de Aragão, em substituição ao Dr. Wellington César Lima e Silva, que apresentou seu pedido de demissão e deixará a pasta, por determinação do Supremo Tribunal Federal, e continuar sua carreira no Ministério Público da Bahia.

O novo ministro da Justiça é Doutor em Direito pela Ruhr-Universität Bochum (Alemanha), título conferido em 2007 com menção “summa cum laude”. Mestre em Direito Internacional de Direitos Humanos, em 1994, pela University of Essex (Inglaterra) e Bacharel em Direito, em 1982, pela Universidade de Brasília (UnB). É professor adjunto da Faculdade de Direito da UnB, onde ingressou em 1997 por concurso público e ultimamente exercia o cargo de sub-procurador geral da República.

Atuação no MPF 

Ingressou no MPF, por concurso público, em 1987. Atuou em matéria criminal no STF, na Procuradoria da República no DF e na Procuradoria da República no Rio de Janeiro. Foi coordenador da defesa do patrimônio público na extinta SECODID e atuou, também, no âmbito da SECODID, na defesa dos direitos dos povos indígenas. Na Procuradoria Regional da República da 1.ª Região, atuou em matéria criminal, sendo coordenador criminal. É Subprocurador-Geral da República desde 2004, promovido por merecimento. Foi membro suplente da 6.ª Câmara de Coordenação e Revisão. Foi membro suplente da banca do XXIV Concurso Público para o Provimento de Cargo de Procurador da República.





Oposição já prepara ação caso Lula aceite ministério

O problema será a falta de fundamentação legal para isso. A oposição quer mesmo o "quanto pior, melhor"!

A oposição já prepara uma ação contra o ex-presidente Lula caso ele aceite um ministério no governo.

O setor jurídico do DEM redigiu uma ação popular por desvio de finalidade para garantir uma liminar que suspenda a nomeação: “Achamos que é um escárnio a nomeação do ex-presidente Lula apenas com a finalidade de blindá-lo”, afirmou o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM).

Mas, como perguntar não ofende: blindá-lo contra o que senador? Vá catar coquinho!

MP não prova que Lula foi favorecido, diz juíza


Na decisão em que transfere a análise da denúncia e do pedido de prisão contra o ex-presidente Lula à Operação Lava Jato, a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, aponta omissões do Ministério Público do Estado na ação que acusa o ex-presidente de lavagem de dinheiro no caso do tríplex.

Segundo ela, os promotores não indicaram o motivo pelo qual Lula teria sido favorecido com o tríplex e também não indicam qual teria sido a origem criminosa da suposta lavagem de dinheiro.

"Não detalha a acusação a origem, o motivo para tal favorecimento, apenas diz que ele ocorreu, mas não indica por que os demais denunciados teriam cedido um apartamento à ex-família presidencial", diz.

Pimenta, braço direito de Aécio, vira réu por lavagem


A Justiça Federal aceitou denúncia por lavagem de dinheiro contra Pimenta da Veiga, um dos fundadores do PSDB em Minas Gerais e ex-candidato ao Palácio da Liberdade.

Em 2003, quando exercia mandato de deputado federal, ele teria recebido recursos de origem não comprovada repassados por agências de publicidade do empresário Marcos Valério.

No dia 7 de março, sua esposa Anna Paola usou as redes sociais para convocar manifestações em protesto contra a corrupção: "Nós temos a obrigação de irmos às ruas no dia 13 para lutar pelo nosso País, mas sobretudo pelo futuro dos nossos filhos e netos", disse ela.

Pimenta já foi também tesoureiro de campanhas presidenciais do PSDB, cuidando da arrecadação tucana em Minas para FHC e José Serra.