sábado, 13 de julho de 2013

PEC que determina perda automática de mandato de condenados vai para a CCJ

Senadores tentarão votar na CCJ, na semana que vem, a proposta - apelidada como PEC dos mensaleiros - que determina a perda automática do mandato dos parlamentares condenados


João Valadares
Publicação: 13/07/2013 06:02 Atualização:

Vital do Rêgo, presidente da CCJ, busca quórum para votação da PEC 18 na próxima quarta-feira (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 29/8/12)
Vital do Rêgo, presidente da CCJ, busca quórum para votação da PEC 18 na próxima quarta-feira

Diante da possibilidade de recesso branco a partir de quinta-feira, um grupo de senadores ainda articula o último suspiro da chamada pauta positiva. A Proposta de Emenda Constitucional nº 18/2013, apelidada de PEC dos mensaleiros, que determina a perda automática de mandato parlamentar após condenação transitada em julgado por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública, foi pautada para votação, quarta-feira, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Após forte pressão do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), autor da proposta, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) entregou ontem o relatório. Jarbas chegou a dizer que o Senado vive a falsa sensação de dever cumprido em relação às reivindicações das ruas e criticou o presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). De acordo com o ele, o colega de legenda fazia “ouvido de mercador em relação ao tema”. O parlamentar pernambucano queria Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como relator da matéria.

Ontem, Vital do Rêgo disse não entender o ataque. “Peguei a proposta e distribuí. Aloysio Nunes estava sobrecarregado. É um dos que mais recebe matéria. O senador Jarbas tem instrumento para levar direto ao plenário, por meio de requerimento. Ele não fez”, afirmou. Vital acredita que, na quarta-feira, haverá quórum para votação. É necessária a presença de 14 dos 27 membros da comissão. O relatório de Eduardo Braga, concluído ontem, é favorável à PEC 18.
 
Fonte: Correio Braziliense, 13/07/2013

domingo, 7 de julho de 2013

Mensagem no facebook alerta que a Lei 12.830/2013 é a PEC 37 "disfarçada"

Postado por Daniela Novais 22:11:00 30/06/2013
Crédito : Reprodução Facebook

Nos últimos dias, muitas pessoas têm compartilhado nas redes uma mensagem informando sobre a Lei 12.830/2013, que dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo Delegado de Polícia, sancionada no dia 20 de junho e que seria um engodo e representaria o mesmo que propunha a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37/2011. 

No mesmo dia, as manifestações pelo país registraram o maior público e uma das demandas de muitos era exatamente a derrubada da proposta. O que falta informar é que o artigo da lei que limitava a atividade de investigação a delegados foi exatamente o alvo do veto da presidente Dilma Rousseff. 

No dia 25, a PEC 37 foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados, por 430 votos contrários e 9 favoráveis, além de duas abstenções. Se fosse aprovada, o poder de investigação criminal seria exclusivo das polícias federal e civis, retirando esta atribuição de alguns órgãos e, sobretudo, do Ministério Público (MP). A Lei 12.830/2013 também tinha um dispositivo que previa basicamente a mesma coisa. O artigo § 3º dizia “O delegado de polícia conduzirá a investigação criminal de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com isenção e imparcialidade”.

Se fosse mantido, o artigo determinava com o termo “livre convencimento”, que o delegado poderia deixar de atender as requisições do Ministério Público ou do Poder Judiciário. O veto teve por fundamento a contrariedade ao interesse público, ao causar “conflito” com as atribuições de outras instituições.

Na mensagem Dilma destacou: “Da forma como o dispositivo foi redigido, a referência ao convencimento técnico-jurídico poderia sugerir um conflito com as atribuições investigativas de outras instituições, previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Desta forma, é preciso buscar uma solução redacional que assegure as prerrogativas funcionais dos delegados de polícias e a convivência harmoniosa entre as instituições responsáveis pela persecução penal”.

Isso quer dizer que, ao contrário de ser um “engodo da presidência” para limitar a atuação do Ministério Público, o veto tem exatamente o efeito contrário. Confira o texto da Lei 12.830/2013 na íntegra aqui e a Mensagem de veto aqui.

Fonte: Brasilia em pauta, 308/06/2013

Peça com fé!


Pirâmide governamental


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Governo tem medo de povo consciente


Governador não vê indícios de crime por parte da Telexfree

O governador Tião Viana declarou apoio aos empreendedores da empresa de marketing multinível. “Eu não tenho nada contra o Telex-free e não vejo nada errado nele até que provem o contrário”, disse Tião Viana. “Apoio todo tipo de manifestação pacífica, mas entendo que o Estado não tem que se meter nestas relações da sociedade. Eu nunca vi ninguém reclamar que foi lesado pelo Telexfree e no Procon não há reclamação alguma”.