quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Pensando bem

Moro determina: a Lei é para o Lula, menos para FHC, Aécio, Alckmin, Serra e quadrilhão do PMDB chefiado por Temer  Prender o Lula ou impedi-lo de ser pela terceira vez presidente da República não é somente uma questão doméstica do partidarismo de direita deste País de burguesia golpista, provinciana e atrasada, onde o juiz Moro milita como ativista político, a partir de seu cargo no Judiciário pago pelo dinheiro do contribuinte.


Bilheteria do filme da Lava jato (mais caro filme brasileiro) decepciona  Devido à forte polarização em torno de um filme que toma partido político-partidário até no entender de analistas insuspeitos de “petismo” (por atuarem em órgãos de imprensa conhecidos pelo antipetismo), eclodiu um debate sobre o “sucesso” ou o “fracasso” do filme.

O que promove a devassidão moral nos salta aos olhos diariamente do noticiário O premiado como Brasileiro do Ano é hoje o primeiro presidente acusado por corrupção e obstrução de justiça. Michel Temer, segundo inquérito da Polícia federal, é o chefe da organização criminosa do PMDB que há anos vem pilhando estatais.

Somos todos Venezuela!  O povo brasileiro vem sendo bombardeado todos os dias por mentiras e manipulações da grande imprensa sobre a situação da Venezuela. As acusações vão desde um governo ditatorial, migração em massa, povo passando fome e até violência diária nas ruas da policia contra todos.

A entrega do país com as privatizações  Nossas estatais não serão usadas para tampar um rombo histórico, de mais de R$ 159 bilhões, das contas do governo. O setor público tem seu papel de promoção do crescimento e nós vamos defendê-lo.

Independência ou morte da soberania?  Como celebrar a independência neste contexto em que nosso país é colocado à venda pelo governo federal ilegítimo, como pagamento da fatura cobrada pelo capital transnacional, cujos interesses estruturam o golpe de Estado em curso no Brasil?

Déficit público e privatizações: a farsa de Temer  O governo não resolverá o déficit público liquidando empresas públicas. É como vender o almoço para pagar o jantar. Se privatizar fosse a receita certa, o Brasil não teria mais déficit desde as antinacionais privatizações do período FHC (1995/2002).

A aliança antinacional vacilou: É preciso entender o grave momento do golpe em curso no Brasil  A desmoralização do MP e de Janot fez a aliança antinacional desviar o foco através de seu braço de mídia, a Rede Globo e, consequentemente, a opinião pública, usando os alvos prediletos da classe média e da elite brasileira: Lula e o Partido dos Trabalhadores.

O golpe venceu!  Depois de 3 anos e meio, num jogo de cartas marcadas e bem estabelecidas nos EUA, mais uma vez os golpistas vencem. Assim como venceram em 54, 64 e neste doloroso processo que começou em 2016.

As catástrofes sociais no Brasil  Dentre as mazelas de terra arrasada verificamos a volta do Brasil no mapa da fome, o desemprego acima dos dois dígitos, o aumento abusivo na gasolina, e o sufocamento dos programas sociais. Este governo é um dos maiores desastres da história do Brasil germinado no que há de mais atrasado e retrógrado de nossas elites. Prodigamente, criamos nossas próprias catástrofes.

A "justiça" usa óculos escuros  A foto de Rodrigo Janot de óculos escuros, num canto de um bar em Brasília, em meio a engradados de cerveja, em íntimo convescote com o advogado de Joesley Batista é a imagem da falência da Procuradoria Geral da República.

Uma nação à deriva e o ódio ao PT e ao Lula  Enfim, detratar Lula e o PT é mais importante que: a estabilidade institucional; as riquezas e as empresas nacionais; condições mínimas de trabalho; o direito de se aposentar; o direito a estudar; ter acesso à moradia, ter submarino nuclear, ter água e luz onde nunca houve, em 500 anos; ter emprego e renda. Até quando a sociedade vai se permitir ser teleguiada por uma imprensa que representa a elite do País?

Sendic, Palocci e os destinos da revolução  Palocci é um homem debilitado, refém desesperado da exceção, que num contexto politicamente amoral, tenta a sua saída individual, para a qual ele careceu de orientação partidária durante todo este tempo.

A cozinha da Casa Grande  Descontando a receita preparada no interior da cozinha da Casa Grande, é preciso atentar para as características do momento político que ora atravessamos, seja no Estado ou no país. O destino político incerto dessa oligarquia em relação à sucessão presidencial, e o governo ruinoso e impopular do atual gestor da capitania (hereditária?).

A deturpação da arte, da diversidade e do uso do dinheiro público  O banco emitiu uma nota se desculpando pelos possíveis transtornos causados e prometeu devolver a receita federal, os 800 mil reais captados para a realização da mostra. O governo federal não se pronunciou, mas bem que poderia emitir uma nota, se desculpando pelo golpe aplicado, voltando atrás no perdão da dívida, concedido aos bancos e investindo os mais de 124 bilhões de reais que as instituições bancárias do país devem a receita, para tirar o país da crise, que eles mesmos criaram.

Muito além do Palocci  Era preciso retomar a ofensiva judicial contra Lula e desviar a atenção da sociedade dessas denúncias que atingiam o centro nervoso do golpe. A solução encontrada foi usar o acovardado Palocci contra Lula.

A falsa reforma  O principal depurador da política é o voto popular. É hora de aprovarmos o financiamento público, com valores adequados ao orçamento, para devolver ao povo o poder de escolher os rumos do Brasil.

Lula não quer entregar o Brasil aos banqueiros  Lula não quer entregar o Brasil aos banqueiros. O PT não quer entregar o Brasil aos banqueiros. Esse o cenário do jogo que não permite torcida. Todo mundo está escalado para o jogo.

Moro, Palocci, Dirceu, Dilma, imprensa, PSDB e Lava Jato: banimento de Lula e golpe a serviço dos EUA Por que o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, que jamais prendeu um único tucano comprovadamente corrupto e ladrão, não quis ouvir, juntamente com os procuradores do powerpoint leviano e mentiroso, Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima et caterva, as informações que o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, propôs a repassar ao juiz de província e de mentalidade americanista sobre as ações econômico-financeiras (ilegais e ilegítimas) dos setores privados de mídias e comunicações, bem como do mercado financeiro — os bancos?

A natureza autoritária das decisões recentes do STF Como a sociedade fará para proteger-se nesse tempo de colapso institucional, esquizofrenia dos diversos atores de todos os Poderes e processos kafkianos?

Golpe foi dado para frear Lava Jato, diz Janot


Ao denunciar Michel Temer por obstrução judicial e organização criminosa, o procurador-geral Rodrigo Janot fez uma consideração importante: o golpe de 2016 teve como finalidade estancar a sangria da Lava Jato. Ou seja: foi um golpe a favor – e não contra a corrupção. 

“A crise dentro do núcleo político da organização criminosa aumentava à medida que a Operação Lava Jato avançava, desvendando novos nichos de atuação do grupo criminoso. 

Nesse cenário, os articuladores do PMDB do Senado Federal, em especial o Senador Romero Jucá, iniciaram uma série de tratativas para impedir que a Operação Lava Jato continuasse a avançar. Como não lograram êxito em suas tratativas, (apresentaram) o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff”, escreveu Janot.

Paradoxalmente, Janot também se posicionou contra a anulação do golpe nesta quinta-feira.

Janot denuncia Temer por obstrução e comando de organização criminosa


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa.

De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões.

Além de Temer, também foram denunciados seus principais auxiliares: Eliseu Padilha, Moreira Franco, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures.

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de relações institucionais da holding, Ricardo Saud, também foram denunciados.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Temer derrotado: STF nega suspeição de Janot


Michel Temer, que é acusado de chefiar uma quadrilha que assaltou o Estado, sofreu uma importante derrota nesta quarta-feira, 13.

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta quarta-feira para rejeitar a arguição de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feita pela defesa do presidente Michel Temer.

Votaram para rejeitar o pedido o relator, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e a presidente da corte, Cármen Lúcia. Não participaram do julgamento Roberto Barroso e Gilmar Mendes, este último o maior crítico da atuação do atual chefe do Ministério Público Federal.

Advogado diz que Lula evitou “pegadinhas” do MP e de Moro

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, disse que o ex-presidente se esquivou das "pegadinhas" nas perguntas feitas pelo juiz federal Sérgio Moro e dos procuradores do Ministério Público Federal, em depoimento prestado nesta quarta (13), em Curitiba.

“É emblemático que nem o juiz nem o MPF fizeram perguntas sobre 8 contratos da Petrobras que embasam a denúncia objeto do depoimento de hoje”, disse Zanin.


Temer e Cunha tramaram golpe, diz Funaro, que pagou deputados


Ainda vice-presidência da República, Michel Temer e o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tramavam "diariamente" a derrubada da presidente Dilma Rousseff.

A afirmação é do corretor financeiro Lúcio Funaro, que em anexo de sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, ele descreve a relação com a cúpula do PMDB e nomeia os "operadores" de Temer em supostos esquemas de corrupção.

"Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente", disse Funaro.

A concretização do golpe foi feita pela compra de deputados com dinheiro da JBS, segundo os delatores da empresa.

De quantas denúncias Temer precisa para renunciar?

"Temer, o primeiro ocupante da presidência na História do Brasil acusado de comandar uma quadrilha, começa o dia de hoje reunindo-se com seus líderes aliados na Câmara".

"Tivesse ele algum respeito pela instituição da Presidência, que usa como escudo, anteciparia aos líderes sua decisão de renunciar para estancar a sangria, não a dos investigados pela Lava Jato, mas a do país que se esvai numa crise política e econômica alimentada, principalmente, por sua vulnerabilidade", diz a colunista Tereza Cruvinel.

"Mas ele não vai renunciar, é claro, porque fora do cargo iria mais rapidamente fazer companhia a alguns de seus amigos que estão presos".

Interrogatório de Lula a Moro termina após 2 horas e 10 minutos

Lula chega a Curitiba para encarar Moro

O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro terminou nesta tarde, por volta de 16h20, depois de 2 horas e 10 minutos, na sede da Justiça Federal, em Curitiba.

A acusação é sobre um suposto pagamento de propina por parte da construtora Odebrecht.

Na chegada à sede da Justiça Federal, Lula foi recebido aos gritos de "Lula guerreiro do povo brasileiro", o ex-presidente cumprimentou apoiadores, ao lado de líderes petistas como a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Por volta das 18h está previsto um ato político com a presença de Lula na Praça Generoso Marques, no centro da capital paranaense.

Juízes preveem não aplicar reforma trabalhista como foi aprovada

Publicado por Correção FGTS, ontem 


Maior alteração da Consolidação das Leis do Trabalho desde sua criação, a Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17), que passou a valer no dia 11 de novembro, poderá não ser aplicada exatamente como foi aprovada. Magistrados, procuradores e advogados disseram durante audiência pública nesta segunda-feira (11/9), na Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho, que a norma está "contaminada" por inúmeras inconstitucionalidades e retrocessos.

Entre os pontos considerados inconstitucionais, está a prevalência do negociado sobre o legislado, princípio central da reforma, que, na avaliação de participantes do debate, contrariaria o artigo da Constituição Federal.

Como a reforma trabalhista é uma lei ordinária, magistrados afirmam que ela não poderá se sobrepor a direitos e garantias assegurados pela Constituiçãonem tampouco violar convenções globais das quais o Brasil é signatário.

“Fizemos um juramento de julgar e vamos aplicar a lei ordinária que aprovou a reforma trabalhista, mas não vamos aplicá-la isoladamente. É uma lei trabalhista que se insere à luz da proteção constitucional e à luz da legislação internacional”, afirmou a ministra do Tribunal Superior do Trabalho Delaíde Arantes.

Pressa não bem-vinda

Apresentado em dezembro pelo governo federal, o projeto de reforma levou sete meses para virar lei. Por se tratar de um tema complexo, a reforma trabalhista deveria ter passado por um debate mais amplo na opinião dos participantes do debate.

O texto sofreu mudanças na Câmara dos Deputados, mas não foi modificado no Senado após um acordo com o Palácio do Planalto. Em carta lida pelo líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o presidente Michel Temer comprometeu-se a editar uma medida provisória para modificar alguns pontos da reforma, como a questão que envolve a não obrigatoriedade do imposto sindical e a permissão do trabalho de gestantes e lactantes em condições insalubres.

“Um projeto como esse não pode prescindir de um debate amplo. Não é admissível que tenhamos um rito legislativo como nós tivemos nesta Casa”, criticou o advogado trabalhista Luis Carlos Moro. 

Com informações da Assessoria de Imprensa do Senado.

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Barroso abre investigação contra Temer e Loures, o homem da mala


Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu abrir inquérito para investigar Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, pelos supostos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).