domingo, 26 de fevereiro de 2017

O golpe que o dinheiro comprou


Colunista do 247 Emir Sader diz que a revelação de que Michel Temer pediu à Odebrecht dinheiro para o caixa que possibilitou a Eduardo Cunha eleger sua bancada de 140 parlamentares, para desatar o golpe, era o elo que faltava para se passar o País a limpo.

"Houvesse ainda justiça no país, tivéssemos um STF digno, independente, não acovardado, seria seu tema central, da maior urgência, porque falseou a história recente do país, afetando diretamente a legitimidade do voto popular. Há evidências e provas mais que suficientes para invalidar o impeachment de Dilma Rousseff e cassar os 140 parlamentares que foram comprados para promovê-lo, além dos que participaram diretamente da propina, a começar por MT".

Caetano participa de show no Pelourinho e público puxa Fora Temer

Banda baiana canaliza insatisfação popular

Uma das maiores expressões do Tropicalismo, o cantor e compositor Caetano Veloso fez uma participação inesperada durante o show de Gilberto Gil, no Centro Histórico de Salvador.

De improviso, Caetano cantou "Alegria, alegria", foi acompanhado pelo público e recebeu de volta "Fora, Temer!".

Confira o vídeo acessando Público grita "Fora Temer"

Confira no vídeo acima "Eu agradeço muito por estar aqui, nem me organizei para tocar, mas vim. Dei uma passadinha porque eu adoro carnaval e tenho orgulho do Tropicalismo. Meu filho vai tocar e Gil vai cantar e pronto, tá perfeito", disse Caetano, antes de subir ao palco.

Também na Bahia, a Banda System, canalizou a insatisfação popular contra Temer. Confira o vídeo:

Banda Baiana System sofre severa punição de ACM Neto, amigo de Temer

Serra saiu de fininho


"Muito experiente, Serra deve ter percebido que Temer, para dentro do governo e do Congresso, vai muito bem com a entrega do que foi prometido aos golpistas, mas na opinião pública está desabando, com perspectiva de sucumbir rapidamente", diz o colunista Laurez Cerqueira.

"A ilegitimidade do governo de Michel Temer tem causado dificuldades na política externa do Brasil. Esfriaram muito as relações. A gota dágua pode ter sido a decisão do Parlamento do Mercosul, de manter a Venezuela no Mercosul. A investida de Serra pela exclusão foi derrotada por unanimidade", lembra ainda o colunista.

"Agora estão se dando conta do isolamento enfrentado pelo Brasil. Um isolamento que só será recuperado com eleições diretas e um governo legítimo".

CPI da Previdência já tem assinaturas suficientes


Autor do pedido, o senador Paulo Paim (PT-RS) conseguiu até o momento o apoio de 29 parlamentares - dois a mais do que os 27 necessários - para instalar a comissão parlamentar de inquérito que investigará o déficit na previdência que o governo Temer diz existir.

"O governo diz que a Previdência é deficitária, mas nós dizemos que é superavitária. Queremos, então, tirar a prova e saber quem são os maiores devedores, além de entender como é a história das fraudes, sonegações e anistias", diz Paim.

Constatação

A quadrilha que está no poder deu o golpe para "estancar a sangria" e pelo visto não conseguirá seu objetivo. Sem o golpe, só a quadrilha estaria em "maus lençóis", como houve o golpe é o Brasil que está sangrando e sangrando muito. Assim, a quadrilha cometeu, pelo menos dois crimes, o anterior e o de afundar o Brasil.

Mello Franco: depois da mula e do preposto, se aproxima hora de Temer


O colunista Bernardo Mello Franco afirmou neste domingo, 26, que o potencial das revelações feitas pelo empresário José Yunes, melhor amigo e ex-assessor de Michel Temer, de que serviu de mula para receber um pacote de dinheiro enviado a pedido de Eliseu Padilha tem derrubar de vez o cambaleante Temer.

"Com ministros sendo abatidos como moscas, o governo Temer começa a lembrar o governo Dilma em sua fase terminal. Depois da mula e do preposto, talvez esteja se aproximando a hora do chefe", diz.

Padilha inaugura o puxadinho dos ministros afastados

E há outros que deverão fazer-lhe companhia

"Eliseu Padilha deve inaugurar o ministério paralelo dos afastados por envolvimento com a Lava Jato, um puxadinho protetor anunciado por Temer na semana passada: ministros citados ou investigados serão afastados temporariamente. Demissão, só para os que se tornarem réus, algo que dificilmente acontecerá durante seu mandato", afirma Tereza Cruvinel.

Segundo ela, "Padilha, muito provavelmente, passará da licença médica para o afastamento temporário, não retornando ao Planalto", se juntarão a ele "pelo menos outros quatro ministros: Moreira Franco, Gilberto Kassab, Bruno Araujo e Marcos Pereira".

"As paredes do governo estão começando a rachar e Temer, mais isolado e só, será cada vez mais prisioneiro da coalizão parlamentar que, na ânsia para salvar-se da Lava Jato, já não liga para as aparências nem para o efeito nefasto da imposição de um nome como Osmar Serraglio para o ministério da Justiça".

Se Yunes foi "mula" de Padilha, Padilha foi "mula" de Temer


"A narrativa montada pelo Palácio do Planalto e 'comprada' pela imprensa que aderiu ao golpe do impeachment que consiste em responsabilizar e criminalizar somente Eliseu Padilha e relativizar a participação de Michel Temer que pode ser desmontada por qualquer aprendiz de Sherlock Holmes", afirma Alex Solnik.

"O Jaburu era a residência oficial de Temer, e não de Padilha. A maior autoridade presente no jantar era Temer, e não Padilha, portanto. Temer era o chefe de Padilha, e não o contrário", lembra Solnik, sobre a reunião com o então presidente da Odebrecht.

"Ou seja, depois do jantar, selado o acordo com a principal autoridade presente, Padilha saiu em campo para operacionalizar a entrega e o recebimento da bufunfa. Se Yunes, como confessou, foi 'mula' de Padilha, este, por sua vez foi 'mula' de Temer. 

Não há como engolir a versão do Planalto de que Temer atuou dentro da legalidade, mas Padilha, não. Ou ambos atuaram legalmente ou ambos ilegalmente", diz ele.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

PM invade prédio e apreende ilegalmente material de bloco carnavalesco do Recife


Pernambuco 247 - Um vídeo divulgado neste sábado, 25, viralizou nas redes sociais, ao mostrar policiais militares de Pernambuco entrando em um prédio no centro do Recife para apreender material do bloco de carnaval "Troça Carnavalesca Empatando Tua Vista".

O bloco, que é crítico ao governo de Michel Temer e aos gestores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Recife, Geraldo Júlio, ambos do PSB, iria desfilar durante o Galo da Madrugada.

Bolsonaro e aliados divulgaram e incentivaram motim no Espírito Santo


Um grupo ligado ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato ao Planalto, esteve na linha de frente da comunicação e da logística do motim que parou a Polícia Militar do Espírito Santo, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.