quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Justiça de SP, ninho dos tucanos, absolve ex-diretores da Bancoop


A Justiça de São Paulo absolveu cinco acusados de envolvimento em desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), entre eles o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que atuou como diretor administrativo e financeiro da cooperativa; de acordo com a juíza, “não há elementos suficientes que autorizem o reconhecimento do crime autônomo de quadrilha ou bando”.

Kotscho: no STF, a política é que faz a lei

E assim a instituição vai se desmoralizando!

"Engana-se quem pensa que a lei é igual para todos neste Brasil tão desigual. Tudo depende de quem é o julgador e quem é o julgado". 

"No STF, como vimos tantas vezes ultimamente, a política faz a lei, a Constituição pode ser flexibilizada", afirma o jornalista Ricardo Kotscho, sobre a decisão do ministro Celso de Mello que manteve o foro privilegiado a Moreira Franco, acusado de receber propina de R$ 4 milhões da Odebrecht.

O Supremo deixou de ser supremo

Uma instituição que não honra seus princípios e valores, para tomar decisões abalizadas, não merece o respeito da sociedade!

"Em apenas dez meses, dois ministros do STF produziram sentenças opostas para julgar casos fundamentalmente idênticos -- o direito de Moreira Franco e Lula ocuparem um ministério, numa situação em que ambos foram acusados de procurar um atalho para escapar de serem investigados por Sérgio Moro na Lava Jato", escreve Paulo Moreira Leite.

"Enquanto a posse de Lula foi impedida por Gilmar Mendes, a sentença de Celso Mello não só garantiu a posse de Moreira Franco como ministro mas também antecipou que, caso venha a se tornar réu, terá direito a foro privilegiado".

Para PML, "um tratamento tão diferenciado coloca péssimos presságios para o papel do STF, que se prepara para enfrentar delações da Lava Jato que contém denúncias não apenas contra o PT de Lula e Dilma, mas contra o PMDB de Moreira Franco e Temer, o PSDB de José Serra e Geraldo Alckmin, o PP de Rodrigo Maia".

Campanha de Alexandre de Moraes para obter uma vaga no Supremo chega a ser um acinte, um desrespeito. A coisa está tão escancarada, visível, que nem se tem mais o constrangimento de agir as claras. Percebe-se que a instituição hoje é um apêndice do Executivo, uma continuidade do governo Temer.

Luiz Fernando (Beira-Mar): esse cara sou eu!

Fernando Quevedo / Agência O Globo)

Luiz Fernando (Beira-Mar): esse cara sou eu!

*Gerivaldo Neiva

Conheci Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, em um presídio federal de segurança máxima. Não foi uma longa conversa, mas deu tempo de ouvir alguns relatos sobre outros presídios em que já havia cumprido pena, sobre sua vida na prisão, a relação com agentes penitenciários e diretores, sobre seus estudos e cursos, sobre um livro que estaria escrevendo e dificuldades com editoras para publicação e até um dossiê que estaria enviando para a corte interamericana de direitos humanos, relatando problemas envolvendo sua condição e com sua família.

Era minha primeira vez, na condição de conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que inspecionava um presídio federal de segurança máxima.[1] Segundo informações do Ministério da Justiça, “cada Penitenciária Federal possui capacidade para abrigar 208 presos em celas individuais. Atualmente estão em funcionamento quatro Penitenciárias Federais - Catanduvas/PR, Campo Grande/MS, Mossoró/RN e Porto Velho/RO. A quinta penitenciária federal já está construção e será localizada em Brasília/DF”.

No presídio que inspecionei, estavam custodiados os presos das milícias do Rio de Janeiro, líderes de uma das facções do presídio de Pedrinhas (MA), os militares condenados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, inclusive o Tenente-Coronel Cláudio Luiz Oliveira, condenado a 36 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.[2] Além de outros presos que não tive oportunidade de entrevistar e o mais famoso de todos: Luiz Fernando da Costa.

Em companhia de outros conselheiros do CNPCP e de uma equipe do Depen (Departamento Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça), chegamos ao presídio pela manhã e fomos muito bem recebidos pelo Diretor e pessoal da administração, que fica em prédio separado, mas dentro do mesmo complexo de prédios. O acesso ao prédio em que se localizam as celas é altamente restrito e controlado por câmaras e scanners de alta precisão. Na verdade, são dois equipamentos a que se submete para ter acesso às celas. Um primeiro, que permite o acesso à enfermaria e área de monitoramento do presídio e um segundo para se ter acesso às galerias.

As celas são individuais e devem medir em torno de 6 metros quadrados (3m x 2m). Conta com uma cama, bancada, banco e prateleira de cimento. O vaso sanitário fica ao fundo e protegidos por uma parede de mais ou menos 1 metro de altura. As portas das celas são de chapa de ferro e contam com duas pequenas aberturas, sendo uma na altura da cabeça e outra na altura da cintura ou mais abaixo. A primeira serve para a conversa com o preso e entrega da refeição. A segunda serve para que o preso ponha as mãos para ser algemado quando é levado para o banho de sol e depois ter as algemas retiradas quando do retorno. Dessa forma, os agentes sempre terão o preso algemado ao abrir a cela e sempre trabalham em duplas. Os presos ficam isolados por 22 horas do dia e saem para o banco de sol por 2 horas. Todos eles, segundo informações do chefe da enfermaria, vivem à base de ansiolíticos.

Pois bem, já estava de saída da última galeria de celas quando avistei Luiz Fernando conversando com uma diretora do Depen. Não sabia que ele estava naquele presídio e não o reconheci de imediato. Ele estava sentado em uma cadeira e algemado. O pequeno espaço em que se encontrava era protegido por grades e tinha um acesso interno para a galeria de celas em que estava preso. Tinha uma boa aparência, simpático e de sorriso fácil. Quando me aproximei, relatava ao pessoal do Depen severas críticas ao Diretor e agentes penitenciários do presídio anterior, mas ressaltou a lealdade e honestidade do Diretor e agentes do atual presídio.

Relatou também sobre pressões que estaria sofrendo sua família e que estaria concluindo um dossiê sobre todos esses problemas e também sobre o que teria sofrido no presídio anterior. Contou também que estava lendo muito e que havia terminado de concluir um curso de Teologia à distância. Disse que estava bem de saúde fazendo atividades físicas, que não havia problemas com as visitas e que era respeitado e também respeitava as ordens da casa.

Perguntei-lhe como se sentia o “bandido” mais famoso do Brasil? Ele soltou uma boa gargalhada e respondeu mais ou menos assim:
- Doutor, eu estou nessa vida há muito tempo. Cometi umas bobagens no Rio de Janeiro e depois precisei sair para a fronteira. Lá, o esquema era muito perigoso. Nossa atividade era de risco e envolvia drogas, armas e carros. É claro que nessa atividade havia desentendimentos, extorsão e conflitos de interesses. Logo, se matava e se morria muito. Agora, doutor, igual a mim, naquela época, existiam várias pessoas, inclusive policiais que participavam do esquema. Pior do que eu, existiam muito mais pessoas naquela atividade. O problema é que o Estado Brasileiro precisava, para se afirmar como eficiente e garantidor da lei, de um grande bandido nacional para condenar a 300 anos de cadeia e mantê-lo preso como exemplo dessa eficiência. O problema é que minha prisão e condenação não acabou com o tráfico, com a violência e criminalidade. Pronto! Estou condenado, isolado em uma penitenciária de segurança máxima e todos esses os problemas se agravaram. Na verdade, eu já nem sei por quais crimes fui condenado e por quais motivos tive minha pena agravada em presídios, pois basta que um agente penitenciário me acuse para que seja certa a condenação. Por fim, doutor, o sistema precisa desse grande bandido nacional e esse cara sou eu!

Não tinha como contiuar essa conversa. O tempo da inspeção estava no limite e também precisava conhecer melhor a história de “Fernandinho Beira-Mar” para prosseguir. Conversamos ainda mais um pouco sobre seus processos judiciais, mas relatou que tinha bom advogado e que estava tranquilo quanto ao seu futuro. Prometeu enviar o citado dossiê ao CNPCP, mas esse documento não me chegou às mãos.
Enfim, nos despedimos cordialmente e agradeci pela conversa. Aquele era o último dia de inspeção e logo mais à noite embarquei de volta para casa. Este relato que faço agora é fruto de anotações e lembranças, mas é impossível retratar a realidade de um presídio federal e, muito menos, o que deve sentir e pensar “o grande bandido nacional” em suas 22 horas diárias de isolamento e o peso da condenação em 300 anos de reclusão. Os meandros de sua mente e de suas lembranças, conforme me relatou o próprio Luiz Fernando, serão expostos quando do lançamento de seu livro de memórias. Não me adiantou o conteúdo dessas memórias, mas observou que precisa oferecer às pessoas o outro lado da história oficial.

*Juiz de Direito, BA

[1] O Depen é responsável pelo Sistema Penitenciário Federal, cujos principais objetivos são isolamento das lideranças do crime organizado, cumprimento rigoroso da Lei de Execução Penal e custódia de: presos condenados e provisórios sujeitos ao regime disciplinar diferenciado; líderes de organizações criminosas; presos responsáveis pela prática reiterada de crimes violentos; presos responsáveis por ato de fuga ou grave indisciplina no sistema prisional de origem; presos de alta periculosidade e que possam comprometer a ordem e segurança pública; réus colaboradores presos ou delatores premiados.
[2] Esta conversa será objeto de outro texto, em breve.

Constatação

É lamentável ver um Supremo tão apequenado!

Quem está certo: Gilmar ou Celso?

Os dois estão certos!

Conversa Afiada, 15/02/2017

O Ministro Gilmar Mendes impediu Lula de ser Ministro da Casa Civil da Dilma porque seria uma blindagem ​inadmissível.

O Ministro Celso de Mello manteve o Angorá da lista de alcunhas da Odebrecht Super-Ministro do MT, porque se trata de uma blindagem perfeitamente legítima, legal e até recomendável!

Quem está certo?
Os dois.

Por que?
Porque as duas decisões não têm nada a ver com o Direito ou a Justiça.

As duas decisões são uma só: ferrar o PT.

É a mesma que inspira o cachalote de Curitiba: Lula não será candidato.

Se for, será abatido por uma incriminação judicial.
Se for absolvido na Justiça, terá um AVC!

Em tempo: esse Bessinha. Esse jamais será blindado... O Ministro Gilmar não vai deixar.

PHA

Lula ganha todas: 1° e 2° turnos!

Corre, Moro, corre enquanto é tempo!

Conversa Afiada, 15/02/2017


Na pesquisa estimulada para primeiro turno, o ex-presidente Lula lidera nos três cenários apresentados:

CNT/MDA - 1° Turno


Cenário 1:

Lula 30,5%
Marina Silva 11,8%
Jair Bolsonaro 11,3%
Aécio Neves 10,1%
Ciro Gomes 5,0%
Michel Temer 3,7%
Branco/Nulo 16,3%
Indecisos 11,3%

Cenário 2:
Lula 31,8%
Marina Silva 12,1%
Jair Bolsonaro 11,7%
Geraldo Alckmin 9,1%
Ciro Gomes 5,3%
Josué Alencar 1,0%
Branco/Nulo 17,1%
Indecisos 11,9%

Cenário 3:
Lula 32,8%
Marina Silva 13,9%
Aécio Neves 12,1%
Jair Bolsonaro 12,0%
Branco/Nulo 18,6%
Indecisos 10,6%

CNT/MDA - 2º Turno:
Lula 39,7%
Aécio 26,5%
Branco/Nulo - 25,5%

Lula 42,9%
Temer 19%
Branco/Nulo 29,3%

Lula 38,9%
Marina 27,4%
Branco/Nulo 25,9%

Advogado de Lula chama Moro de "inquisidor"

O que não chega a ser uma novidade...

Conversa Afiada, 14/02/2017

No G1:


O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta segunda-feira (13), na ação penal da Lava Jato que envolve o caso do tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Durante o depoimento de Gabrielli, a defesa de Lula interrompeu um questionamento do juiz Sérgio Moro e disse que o magistrado fazia “perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz”.

(...) O advogado Cristiano Zanin Martins disse que a defesa fez o seu papel alertando o juiz que ele não poderia insistir em uma pergunta já respondida, “como se buscasse um novo posicionamento”. “Em todas as audiências o juiz fez perguntas às testemunhas e todas elas, sem exceção, buscavam favorecer a acusação, jamais a defesa”, diz a nota enviada pelo advogado.

Ainda de acordo com a nota, a defesa “arguiu a suspeição do juiz indicando dez fatos concretos que mostram que ele perdeu a imparcialidade para julgar o ex-presidente Lula, de modo que sua atuação se confunde com a dos acusadores”.

FHC: falta coragem aos políticos para descriminalizar drogas

Meu caro FHC, a principal coragem que falta aos políticos é de serem sérios - do ponto de vista dos interesses da maioria da sociedade! Ou você já viu algum golpista sério?

Em meio à onda de conservadorismo que avança nas instituições brasileiras, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) voltou a defender o debate em torno da descriminalização do uso de drogas no País, "numa cruzada internacional que constrange políticos de seu próprio partido, o PSDB", segundo a Deutsche Welle Brasil.

Em entrevista à agência alemã, FHC disse que classe política nacional é medrosa e que faltam lideranças no país para debater esse tema junto com a sociedade.

"Deixemos de lado a hipocrisia: o acesso às drogas no Brasil é livre, mas na mão dos traficantes".

Temer obstrui a Lava Jato

Mas isso não vem ao caso!

*ESMAEL MORAIS

13 de Fevereiro de 2017

O ilegítimo Michel Temer (PMDB) obstrui a operação Lava Jato ao indicar Alexandre Moraes para o STF.

A “Solução Michel” já fora cantada no vazamento das gravações de Romero Jucá (PMDB-RR) em maio de 2016.

O tucano Alexandre Moraes terá o papel de “revisar” as delações da Lava Jato haja vista que ele herdará os processos do falecido ministro Teori Zavascki.

A velha mídia também participa como “coveira” da Lava Jato.

Nos últimos dias, em ritmo de esquizofrenia, os barões da mídia desceram o porrete no juiz parcial Sérgio Moro.

*Jornalista e blogueiro paranaense, Esmael Morais é responsável pelo Blog do Esmael, um dos sites políticos mais acessados do seu estado