segunda-feira, 2 de maio de 2016

Juristas pró-impeachment agem com motivação política

O processo de impeachment é movido a uma decisão muito mais política do que técnica.

A constatação foi feita de forma oficial, nesta segunda (2), durante audiência pública, no Senado, com juristas favoráveis ao afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Eles apresentaram argumentos nos quais confirmam que a questão está sendo vista do ponto de vista político e alegaram que na votação deve ser avaliado o que chamam de “conjunto da obra”, em relação aos decretos assinados pelo Executivo.

Os juristas Fábio Medina Osório e José Maurício Conti e o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira fizeram discursos genéricos, sem conseguir provar o crime de responsabilidade.

Oliveira, inclusive, confessou não conhecer detalhes sobre a questão das pedaladas.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Dilma cogita denunciar golpe à tribuna da ONU

Presidente Dilma Rousseff deve confirmar sua ida a Nova York, nesta quinta-feira, para participar da Cerimônia de Assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na Organização das Nações Unidas (ONU), e pode usar a tribuna internacional para denunciar o golpe contra ela em curso no Senado.

A votação da abertura de impeachment na Câmara, comandada por Eduardo Cunha (PMDB), virou um fiasco global e foi ironizada pelos principais jornais do mundo.

Em caso da viagem, quem assume a Presidência é o seu vice-presidente Michel Temer, acusado por Dilma de "golpista e conspirador".

Ontem, em entrevista a jornalistas estrangeiros, com emissão para 56 países, Dilma reforçou que esse processo é a tentativa de eleição indireta: ‘É o golpe em que se usa de uma aparência de processo legal e democrático para perpetrar um crime que é a injustiça. Praticam comigo o jogo do “quanto pior, melhor”. Este meu segundo mandato, há 15 meses, tem o signo da desestabilização política'.

Golpistas já brigam pelo comando da era Temer

Senadores do PSDB já fazem exigências para aderir a um eventual governo de Michel Temer (PMDB); afirmaram à colunista Mônica Bergamo que a condição é a nomeação de José Serra para o Ministério da Fazenda.

"Não participaremos em papel periférico", dizem; Serra defende apoio em qualquer circunstância.

Já o presidente da sigla, Aécio Neves, reclama da falta de legitimidade do mandato de Temer.

Em almoço com o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, também cotado para Fazenda, ouviu dele que só um governo "respaldado pelo voto" teria força para aprovar as medidas drásticas que consertariam a economia do país.

Em seu discurso de posse ‘ensaiado’, Temer prometeu unificar o país, mas não une nem seus aliados do PSDB.

STF decide se Lula pode ser ministro

Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta nesta quarta-feira, 20, a partir das 14 horas, o mandado de segurança do PPS e PSDB que suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil do governo da presidente da Dilma Rousseff.

A nomeação foi suspensa no dia 18 de março peloo ministro Gilmar Mendes, alegando que a nomeação para o cargo teve o objetivo de retirar a competência do juiz federal Sérgio Moro para julgá-lo.

Já a AGU alegou que a avaliação do ministro é equivocada, porque parte da premissa de que o Supremo é um lugar para proteção contra impunidade, o que não é verdade.

Marina: brasileiros não querem Temer na Presidência

Ex-senadora Marina Silva volta a defender a convocação de novas eleições porque, segundo ela, “para um governo ter legitimidade e credibilidade, é preciso que os partidos e os candidatos se reapresentem à sociedade”.

"Os atalhos nem sempre nos levam para os melhores lugares. Às vezes, podem nos conduzir a abismos", diz.

A ex-presidenciável afirma ainda que os brasileiros não querem Temer na cadeira de Dilma Rousseff: "Hoje 58% defendem que ele também seja alvo de um processo de impeachment. Apenas 1% dos eleitores se lembram dele para presidente", afirmou, citando pesquisas do Datafolha.

Ela também questiona o compromisso de Temer com o combate à corrupção, lembrando que o vice é aliado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Lula chorou durante votação e foi consolado por Dilma

Em reunião com a direção do PT, com os olhos cheios de lágrimas, o ex-presidente Lula levou todos às lagrimas na manhã desta terça-feira (19) ao descrever o comportamento da presidente Dilma Rousseff durante a votação do impeachment na sessão da Câmara dos Deputados.

Ele contou que saiu três vezes da sala onde assistia à votação para chorar e que Dilma pediu que seus auxiliares o consolassem.

Ele lembrou as adversidades que enfrentou para fundar o PT e se disse traído por deputados com quem conversou antes da votação.

Rui: ‘É melhor nova eleição do que um traidor na presidência’

O governador da Bahia, Rui Costa, condena veementemente o golpe capitaneado pelo vice-presidente Michel Temer contra a presidente Dilma Rousseff, e diz que "é melhor ter nova eleição do que um vice traidor assumir a presidência".

Rui diz que "Michel Temer não tem legitimidade para presidir o país".

"Não sou a favor de o vice assumir, porque ele tramou e armou contra a presidente. O povo não pode abrir mão do seu voto. Nova eleição é melhor do que um vice traidor e cheio de processo na Justiça assumir a presidência. Se esta for a solução para unificar o país, que então se convoque novas eleições agora em outubro".

Kátia: Sessão do impeachment foi "show de horrores"

Em entrevista ao Programa do Jô, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO) criticou duramente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que comandou a votação da abertura do impeachment no domingo (17).

"Imagina se a presidente Dilma tivesse feito um décimo do que esse senhor já fez. É inadmissível. Isso não ocorreria em qualquer país civilizado do mundo", observou em referência as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro que pesam contra ele.

FHC admite a roubada que foi promover o golpe

“Se o governo for mal, a culpa será do PSDB, e se for bem o mérito será do PMDB?”, já se questiona o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, segundo a colunista Sônia Racy.

De acordo com ela, FHC adverte “que não será um passeio a costura entre PSDB e PMDB para montar o eixo de um eventual governo Temer”.

Primeiro, pondera, o PSDB precisa saber qual a linha da nova equipe no Planalto, para de fato aderir.

Com apoio do PT, PEC de novas eleições obtém assinaturas


Senadores petistas Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Paulo Paim estão entre os parlamentares do partido que apoiaram a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que determina a realização de novas eleições para presidente e vice já em outubro deste ano.

A proposta já reúne as 27 assinaturas necessárias. 

Segundo o grupo, o impeachment está sendo questionado pela população ao permitir que Michel Temer e Eduardo Cunha assumam os cargos de presidente e, na prática, de vice, “sem legitimidade”.