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Com 95% das urnas apuradas, o socialista tem 66% dos votos contra 34% do ultradireitista André Ventura
Brasil 247, 08 de fevereiro de 2026, 19:01 hAtualizado em 08 de fevereiro de 2026, 21:44 h
António José Seguro (Foto: REUTERS/Rodrigo Antunes)Artigo de Otávio Rosso
O candidato socialista moderado António José Seguro venceu de forma expressiva o segundo turno da eleição presidencial em Portugal, realizado neste domingo, ao derrotar o representante da extrema direita André Ventura, líder do partido Chega. Com 99% das urnas apuradas, Seguro obteve quase 67% dos votos válidos, contra 33% do adversário.
Aos 63 anos, António José Seguro tem formação acadêmica em Relações Internacionais e é mestre em Ciência Política. Sua trajetória política inclui atuação como deputado em Portugal e também no Parlamento Europeu durante os anos 1990.
Entre 2001 e 2002, Seguro ocupou o cargo de ministro-adjunto no governo do então primeiro-ministro António Guterres, atualmente secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O histórico político e institucional do socialista foi apontado como um dos elementos centrais de sua candidatura.
Com a vitória, António José Seguro assume a Presidência da República em março, substituindo Marcelo Rebelo de Sousa, que foi eleito pelo Partido Social Democrata (PSD) e atualmente está sem filiação partidária.
Em Portugal, o presidente exerce o papel de chefe de Estado, mas não de governo. A condução do Executivo cabe ao primeiro-ministro, função ocupada desde 2024 por Luís Montenegro, do PSD, legenda de centro-direita.
Em discurso após a confirmação do resultado, em Lisboa, Seguro afirmou que a eleição representou uma vitória coletiva e ressaltou o papel da população diante das dificuldades recentes provocadas por fenômenos climáticos. “Os vencedores da noite são os portugueses e a democracia. Os portugueses por terem, em condições muito adversas, superado mais um desafio”, declarou.
Ao comentar a disputa com André Ventura, que reconheceu a derrota pouco antes, Seguro afirmou que pretende buscar unidade institucional e respeito democrático após a campanha. “Todos os que concorreram comigo merecem o meu respeito”, afirmou, acrescentando que “a partir desta noite deixamos de ser adversários” para “partilhar a luta por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”.
Ainda em seu discurso, o socialista reforçou sua visão sobre o papel da política como instrumento de transformação social. “Lembro-me que a política pode ser serviço e mudar vidas. Que as pessoas merecem sempre mais. Continuo a pensar igual, sou um de vocês”, declarou.
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