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Chancelaria russa condena ações militares externas, defende diálogo político e apoia convocação do Conselho de Segurança da ONU
Brasil 247, 03 de janeiro de 2026, 08:11 h
Chanceler russo, Sergei Lavrov (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a Venezuela deve ter assegurado o direito de decidir seu próprio futuro, sem interferência externa. Segundo a diplomacia russa, a América Latina precisa manter-se como uma zona de paz, princípio estabelecido desde 2014, e evitar iniciativas que provoquem instabilidade ou agravem tensões na região.
Segundo a Sputnik Brasil, Moscou expressou preocupação com ações militares externas dirigidas ao país sul-americano. Para o governo russo, esse tipo de iniciativa representa uma ameaça direta à soberania venezuelana e à estabilidade regional.
Rússia critica ações militares externas
No comunicado, a chancelaria russa avalia que atos de agressão armada promovidos por Washington contra a Venezuela são motivo de profunda preocupação e merecem condenação. Moscou considera que intervenções desse tipo violam princípios do direito internacional e contribuem para o aumento das tensões geopolíticas na América Latina.
A diplomacia russa sustenta que qualquer tentativa de interferência externa, especialmente de natureza militar, é destrutiva e compromete esforços voltados à paz e à estabilidade regional.
Apoio à soberania e à liderança venezuelana
A Rússia reafirmou solidariedade ao povo venezuelano e manifestou apoio à orientação de sua liderança, destacando o compromisso com a defesa da soberania do Estado. Moscou considera essencial respeitar as escolhas internas do país e garantir que decisões políticas sejam tomadas exclusivamente pelos próprios venezuelanos.
O governo russo também declarou que mantém contato permanente com as autoridades venezuelanas, reforçando a disposição de acompanhar a situação de forma diplomática e responsável.
Defesa do diálogo e do papel da ONU
Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, é fundamental evitar qualquer escalada adicional do conflito e buscar soluções por meio do diálogo. Moscou manifestou apoio à convocação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a situação na República Bolivariana.
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