quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mulher e filha culpam Cunha por contas na Suíça


Em depoimentos prestados à força-tarefa da Lava Jato no dia 28 de abril, a mulher de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, e sua filha, Danielle Dytz, culparam o deputado afastado pelas contas movimentadas pela família na Suíça.

Cláudia disse que a conta batizada de Kopep “foi aberta única e exclusivamente para custeio dos filhos no exterior” e que “não declarou as contas às autoridades brasileiras porque quem era o responsável por isso” era Cunha.

Danielle, por sua vez, afirmou que era financeiramente dependente do pai e que “presumia que o dinheiro que mantinha o alto padrão de vida da família era proveniente do patrimônio da atividade anteriormente desenvolvida” pelo peemedebista.

Janot diz que é imperioso investigar Aécio Neves


“Como adiante se demonstrará, o pedido que deu origem à instauração deste inquérito foi devidamente acompanhado não só de notícia de novas provas como também de efetivamente novas provas, suficientes à convicção do Ministério Público Federal de que, para uma completa elucidação dos fatos, faz-se imperioso o prosseguimento das investigações", disse o procurador-geral Rodrigo Janot no despacho de 41 páginas em que pede investigação sobre a ligação de Aécio com o caso Furnas.

Ele também fez uma crítica à blindagem judicial, ao dizer que “a conduta de Aécio Neves no que diz respeito ao nominado ‘esquema de Furnas’, a rigor, nunca foi efetivamente investigada”.

O ministro Gilmar Mendes defendia o arquivamento do caso.

Governo da "austeridade" começa com gasto de R$ 58 bi e silêncio da mídia


Embora tenha chegado ao poder prometendo duros ajustes fiscais e apontando a "herança" de um governo Dilma que teria quebrado o Brasil com suas "pedaladas fiscais", a primeira medida prática do governo interino de Michel Temer foi avalizar uma pauta-bomba do Congresso Nacional que amplia os gastos públicos em R$ 58 bilhões, com aumentos para várias categorias do funcionalismo.

O mais curioso é notar o silêncio complacente da mídia familiar, agora convertida ao oficialismo, com o aval do governo Temer aos aumentos dos servidores.

A missão do ministro Henrique Meirelles, de resgatar a "credibilidade", se tornou ainda mais delicada, mas, agora, ficou mais simples entender por que Temer aprovou uma meta de déficit fiscal de R$ 170 bilhões.

Jogo do lmpeachment já começa a virar no Senado


Começo tortuoso do governo interino de Michel Temer leva senadores a falar abertamente em votar contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na análise do mérito, que deve ocorrer em setembro.

"E se ela propuser eleição direta, o que já devia ter feito uma ano atrás? E se ela acenar para a oposição? O jogo não está decidido, não", afirma Cristovam Buarque (PPS-DF).

"A crise no governo Temer influenciará não só a minha opinião, como a da maioria", reforça Acir Gurgacz (PDT-RO).

"Estamos no fio da navalha", diz Lasier Martins (PDT-RS).

Romário (PSB-RJ) não se pronunciou, mas deixou a comissão do impeachment, numa sinalização de que já estaria mudando seu voto.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

OAS inocenta Lula e Moro trava Lava Jato

Delação só presta se for para prender o Lula!



Saiu na Fel-lha:

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.

Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula. 

(...)

Para o Ministério Público, delação da OAS só vale se for contra Lula

E que comprova que a investigação tem um caráter politico

Reportagem dos jornalistas Mario Cesar Carvalho e Bela Megale, publicada nesta quarta-feira, aponta a tentativa de direcionamento da delação premiada do executivo Léo Pinheiro, da OAS, pelo Ministério Público.

Segundo eles, a delação de Pinheiro travou porque ele se negou a incriminar o ex-presidente Lula nos episódios do "triplex do Guarujá" e do "sítio em Atibaia".

No primeiro caso, o presidente diz ter feito as obras por vontade própria, sem que Lula prometesse nada em troca. No segundo, as reformas teriam sido feitas a pedido de Paulo Okamotto – e não do ex-presidente. Como os procuradores não gostaram das explicações, travaram toda a delação – o que pode mandar Léo Pinheiro de volta para a prisão.

Chico Vigilante sobre delação travada da OAS: “escândalo, indecência”


Após reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, que aponta que a delação de Léo Pinheiro, sócio da OAS, está parada por ele não ter incriminado o ex-presidente Lula, o deputado Chico Vigilante (PT-DF) disse estar "claro que o depoimento feito pelo sócio da OAS não agradou aos procuradores".

"Eu espero que tanto o Conselho Nacional do Ministério Público quanto o Supremo Tribunal Federal se pronunciem e tomem providências com urgência contra esse ultraje", cobra o parlamentar.

Até agora, Temer não conseguiu agradar nem o mercado


Ao contrário dos prognósticos de mercado, o mês de maio chegou ao fim com o dólar como o melhor investimento do mês e a Bovespa o pior; isso significa que, ao contrário do que se dizia, o governo interino de Michel Temer, mesmo com Henrique Meirelles na Fazenda, não trouxe de volta a credibilidade.

Sem a força das urnas e sem uma base sólida e confiável no Congresso, Temer adiou reformas estruturais e já prepara um pacote de reajustes aos servidores públicos, para tentar conquistar alguma legitimidade; mercado pode ter comprado gato por lebre.

Governo Temer é marcado pela irresponsabilidade fiscal


"A ordem é fechar qualquer acordo que garanta a manutenção do poder, para avançarem sem dó sobre o orçamento exclusivamente para atender à fome das hordas bárbaras. Lembra uma gincana de tirar o máximo possível no menor tempo", diz o jornalista Luis Nassif.

"De cara, conseguiram a aprovação para ampliar o rombo orçamentário para R$ 170 bilhões. Ora, o fundamento político para o afastamento de Dilma Rousseff foi o descontrole fiscal", diz ele, apontando a contradição dos movimentos iniciais.

Cardozo entrega nova defesa de Dilma nesta quarta


Expectativa é que ex-advogado-geral da União entregue pessoalmente a defesa à Comissão Processante do Impeachment do Senado nesta quarta-feira, quando expira o prazo de 20 dias.

No documento, José Eduardo Cardozo deve reforçar a tese de que os atos pelos quais a presidente afastada Dilma Rousseff é acusada não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem "vícios de origem", sendo motivado por "vingança do presidente afastado da Câmara" Eduardo Cunha (PMDB-RJ).