domingo, 25 de julho de 2021

Polícia prende homem suspeito de participar de incêndio contra estátua de Borba Gato em SP

O homem, que não teve identidade revelada, é o motorista de um caminhão que conduziu parte do grupo até o endereço onde está localizada a estátua de Borba Gato, com pneus que foram usados no incêndio

Brasil 247, 25/07/2021, 12:18 h Atualizado em 25/07/2021, 12:31
Incêndio na estátua do Borba Gato, em São Paulo (Foto: Reprodução/Instagram)

A Polícia Civil prendeu, na madrugada deste domingo (25), um homem suspeito de atuar no incêndio da estátua de Borba Gato, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, na tarde deste sábado (24). A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo as investigações do 11º DP (Santo Amaro), o suspeito é o motorista de um caminhão que conduziu parte do grupo até o endereço onde está localizada a estátua com pneus que foram usados no incêndio.

A polícia diz que o veículo usado também estava com as placas adulteradas. "As investigações prosseguem para identificar e localizar os demais autores", disse, por nota, o governo de João Doria (PSDB).

De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a polícia busca imagens e outras informações que possam ajudar "na identificação e localização dos demais autores do ato de vandalismo".

A reportagem ainda informa que o que já se sabe é que, por volta das 13h30, um grupo desembarcou de um caminhão e espalhou pneus na avenida Santo Amaro e em torno do monumento, ateando fogo logo depois. Um movimento chamado Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio.

sábado, 24 de julho de 2021

Pazuello é representado no MP militar por negociar Coronavac com empresa intermediária

Apesar de ter dito à CPI da Covid que não cabe ao ministro negociar vacinas, vídeo mostra Pazuello tratando sobre a aquisição do imunizante da Sinovac com representantes de empresa ao triplo do preço oferecido pelo Instituto Butantan

Brasil 247, 23/07/2021, 20:50 h Atualizado em 23/07/2021, 21:18
(Foto: Divulgação)

Revista Fórum - O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) acionou uma série de órgãos para que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, seja investigado pelo crime de improbidade administrativa.

O motivo é o fato de Pazuello, conforme mostra vídeo divulgado na última semana, ter tentado negociar a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, com uma empresa intermediária. A reunião aconteceu em 11 de março, fora da agenda oficial do então ministro.

Antes do vídeo vir à tona, o militar havia dito aos senadores da CPI do Genocídio que não caberia ao ministro da Saúde negociar imunizantes, mas sim à sua equipe. O vídeo, no entanto, mostra Pazuello tratando da aquisição das vacinas com representantes da World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

15 partidos são a favor ou sinalizam apoio ao impeachment de Bolsonaro

Os 15 partidos que apoiam ou sinalizam apoio têm 181 deputados e 25 senadores. Para que um pedido de impeachment seja aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados são necessários 342 votos

Brasil 247, 23/07/2021, 15:21 h Atualizado em 23/07/2021, 15:23
(Foto: ABr)

Levantamento feito pelo site Poder 360 aponta que pelo menos 12 dos 33 partidos são a favor do impeachment de Jair Bolsonaro. Outras 3 legendas sinalizam apoio.

Ainda segundo o levantamento, os 15 partidos que apoiam ou sinalizam apoio têm 181 deputados e 25 senadores. Para que um pedido de impeachment seja aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados são necessários 342 votos.

Oito partidos se declararam contrários ao processo: PTB, PSC, PROS, Patriota, PMB, PP, PRTB e DEM. Estes somam 100 deputados e 18 senadores.

Outras 5 siglas não se posicionaram contra ou a favor, entre as quais o PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu em 2018.

Para o PSDB, o impeachment pressupõe condições que ainda não estão postas, pois considera que Bolsonaro tem base ativa nas ruas e nas redes e acordos eficientes com Congresso.

O MDB defende que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), precisa deliberar sobre os mais de 120 pedidos apresentados. O assunto não está na pauta do Podemos. Já o PMN diz que “se houverem as condições formais” para o processo de impeachment, o partido é favorável à sanção.

Avante, PL, Republicanos, PTC e Solidariedade não responderam ao contato feito pelo Poder360.

México anuncia envio de artigos alimentares e sanitários a Cuba: "solidariedade internacional"

O carregamento mexicano inclui seringas, cilindros de oxigênio e máscaras faciais para enfrentar a emergência sanitária, além de leite em pó, feijão, farinha de trigo, latas de atum, óleo de cozinha e diesel

Brasil 247, 23/07/2021, 19:16 h Atualizado em 23/07/2021, 20:11
Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador (Foto: REUTERS/Henry Romero)

Numa medida que denominou de “solidariedade internacional”, o governo do México, de López Obrador, anunciou que enviará suprimentos médicos, alimentos e gasolina a Cuba para ajudar a ilha que sofre com o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e viu sua situação econômica deteriorar durante a pandemia da Covid-19.

O anúncio do governo mexicano ocorre após protestos golpistas, apoiados pelo presidente dos EUA, Joe Biden, ocorrerem no país. Apesar da reação, com centenas de milhares de manifestantes contra o golpe nas ruas, ter vencido os protestos da direita, a situação ocorrida em Cuba foi inédita e se deu pelo aproveitamento diante da situação ruim do país em decorrência do bloqueio norte-americano.


O carregamento mexicano inclui seringas (fundamentais para a vacinação contra a Covid-19), cilindros de oxigênio para tratar o vírus e máscaras faciais para enfrentar a emergência sanitária causada pelo novo coronavírus, além de leite em pó, feijão, farinha de trigo, latas de atum, óleo de cozinha e diesel.

Cuba enviou brigadas médicas ao México para tratar da pandemia no início deste ano.

O governo mexicano também anunciou que na próxima terça-feira entregará 150 mil doses da vacina anticovid da AstraZeneca à Guatemala, depois de já ter doado 400.000 vacinas a Cuba, Honduras e El Salvador.


Lula pede fim do bloqueio econômico a Cuba

O ex-presidente Lula (PT) assinou uma carta pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, interrompa imediatamente o bloqueio econômico a Cuba. Além de Lula, mais de 400 ex-chefes de estado, políticos, intelectuais, cientistas, religiosos, artistas, ativistas e movimentos sociais de todo o mundo assinaram o documento.

Entre os signatários do “Let Cuba Live” (Deixe Cuba Viver), estão Jane Fonda, Susan Sarandon, Emma Thompson, Danny Glover, Wagner Moura, Mark Ruffalo, Judith Butler, Noam Chomsky, Gayatri Spivak, Adolfo Pérez Esquivel, Rafael Correa e movimentos como o Black Lives Matter (EUA) e o MST.

“Consideramos inescrupuloso, especialmente durante uma pandemia, bloquear intencionalmente as remessas e o uso de instituições financeiras globais por parte de Cuba, visto que o acesso a dólares é necessário para a importação de alimentos e medicamentos”, diz a carta.

Além de manter o bloqueio econômico, o governo Biden anunciou que vai impor sanções às forças militares cubanas e aos oficiais do Ministério do Interior do país. Biden disse que as sanções dos EUA contra Cuba são "apenas o início", e afirma que Washington continuará a sancionar os responsáveis pela suposta opressão do povo cubano.

Precisa fraudou documentos enviados à Saúde, diz fabricante da Covaxin

Laboratório indiano Bharat Biotech afirma que dois documentos enviados pela Precisa Medicamentos para o Ministério da Saúde foram fraudados

Brasil 247, 23/07/2021, 14:00 h Atualizado em 23/07/2021, 14:00
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Reprodução)

A Bharat Biotech, laboratório indiano que produz a vacina Covaxin, afirma que dois documentos enviados pela Precisa Medicamentos para o Ministério da Saúde, com o carimbo da empresa papel timbrado e assinatura do diretor-executivo, são fraudados. A farmacêutica anunciou nesta sexta-feira (23) o fim do memorando de entendimentos assinado com a Precisa para a comercialização do imunizante no Brasil.

"Recentemente, fomos informados de que certas cartas (conforme anexo), supostamente assinadas por executivos da empresa, estão sendo distribuídas online. Gostaríamos de ressaltar, enfaticamente, que esses documentos não foram emitidos pela empresa ou por seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos", disse a Bharat Biotech por meio de nota.

De acordo com reportagem do UOL, as duas cartas, supostamente assinadas pelo diretor-executivo Krishna Mohan Vadrevu, estão incluídas nas 1.008 páginas do processo de compra da Covaxin, enviadas pelo Ministério da Saúde para a CPI da Covid. O colegiado investiga uma série de irregularidades no contrato celebrado pela pasta com a Precisa, que atuaria como intermediária da negociação.

Os documentos são datados do dia 19 de fevereiro deste ano, seis dias antes da assinatura do contrato para o fornecimento de 20 milhões de doses, totalizando R$ 1,6 bilhão. O valor por dose única, de US$ 15, foi o mais alto dentre todas as vacinas adquiridas pelo Brasil.

Saiba mais sobre o assunto na reportagem abaixo.

Reuters e 247 - O laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina contra Covid-19 Covaxin, anunciou nesta sexta-feira a extinção imediata do memorando de entendimentos que havia assinado com a farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos para comercialização no Brasil do imunizante.

Em comunicado, a companhia indiana afirmou que, apesar do fim do acordo, continuará a trabalhar com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para completar o processo de obtenção de aprovação regulatória da vacina no Brasil.

As negociações para compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde tornaram-se alvo da CPI da Covid no Senado, por suspeitas de irregularidades, o que levou a pasta a suspender o contrato para compra do imunizante, após o empenho orçamentário de 1,6 bilhão de reais para pagar pelo fornecimento das doses da vacina.

Prevaricação

No fim de junho, os senadores do chamado G7 da CPI da Covid concluíram que o governo Bolsonaro prevaricou e pode ter cometido crime de uso da máquina pública em favor de entidades privadas por causa do escândalo Covaxin-Precisa. Para a cúpula da CPI da Covid as denúncias contra o governo envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin abriram um caminho sem volta na investigação, que pode levar à responsabilização de Jair Bolsonaro.

Os senadores que constituem a maioria da CPI da Covid consideram que se forem comprovados os atos de corrupção na negociação de compra da vacina Covaxin, Bolsonaro pode responder por prevaricação e pelo crime de advocacia administrativa, que é o uso da máquina pública em favor de entidades privadas.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Consumo de carne bovina é o menor em 12 anos; brasileiro agora opta por ovos

Consumo de ovos (9%) e frango (7%) aumentou em 2020; o de carne bovina caiu 5%. Para especialista, mudança no padrão de consumo veio para ficar

O preço da carne bovina saltou 16,2% em 2020 frente 2019
Sérgio Lima/Poder360 - 6.dez.2019

20.jul.2021 (terça-feira) - 6h00

Os brasileiros estão trocando a carne bovina por proteínas mais baratas. O consumo de carne caiu 5% no ano passado, para 36 kg por pessoa. É o menor nível desde 2008. Trata-se também do 4º ano seguido de queda.

Os dados foram compilados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a pedido do Poder360, com base nos números da Ministério da Economia, do IBGE, do Rally da Pecuária e da Athenagro.

Atualmente, o Brasil é o maior vendedor individual de carne bovina do mundo.
NA MESA, FRANGO E OVO

O consumo de ovos (251 unidades per capita) saltou 9% em 2020. O de frango subiu 7%, para 45 kg por pessoa. Os números são da ABPA (Associação Brasileira da Proteína Animal).

INFLAÇÃO ATACA

Tudo ficou mais caro em 2020. Motivo: aumento do custo dos insumos (muitos deles importados) para a criação dos animais e alta demanda externa de países como a China.

carne suína: + 29,5%;
frango: + 17,1%;
carne bovina: + 16,2%;
ovo: + 11,4%

MUDANÇA VEIO PARA FICAR

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que esse cenário permanecerá mesmo depois da pandemia: “Vai haver um ‘boom’ ainda maior no consumo de frango, suíno e de ovos”.

Na avaliação do especialista, a chegada da crise acelerou um rearranjo na participação dos diferentes tipos de proteína na cesta de compras da população. Segundo estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o brasileiro consumirá neste ano a menor quantidade de carne vermelha por pessoa em 25 anos.

Santin explica que o início do pagamento do auxílio emergencial ajudou as famílias a comprar mais frangos, ovos e suínos. “Agora nos primeiros 6 meses de 2021, repete-se esse fenômeno: aumento do consumo”.

Porém os preços vão subir ao longo do ano, avalia o especialista. “A gente foi resiliente na pandemia. Investimos mais de R$ 1 bilhão para não deixar as plantas pararem, protegendo os trabalhadores e não deixando faltar comida. Não aconteceu aqui o que aconteceu na Europa e nos Estados Unidos, de falta de comida na prateleira. Mas agora a gente a gente está perdendo um pouco o fôlego por conta do aumento do preço do milho e do farelo de soja”.

Para se ter uma ideia, insumos compõem de 70% a 80% dos custos de produção do setor. De janeiro de 2019 até julho de 2021, em média, o preço do milho saltou 170% e a soja, 120%. Nem as embalagens escaparam da inflação. Os pacotes flexíveis de polietileno subiram 91% de julho de 2020 até abril deste ano.

O aumento dos custos será repassado ao consumidor e o preço das proteínas seguirá elevado em 2021, estima Santin.


Projeções apontam que esses produtos vão encarecer acima do IPCA ao longo do ano.

Isolado, Bolsonaro confirma reforma ministerial e vai recriar Ministério do Trabalho

Bolsonaro afirma que anunciará reforma ministerial na segunda. Centrão ganhará mais poder e governo tentará interromper perda de base social e política acelerada

Brasil 247, 21/07/2021, 10:17 h Atualizado em 21/07/2021, 11:05
Bolsonaro, Ciro Nogueira e General Ramos (Foto: Reuters | Edilson Rodrigues/Agência Senado | Anderson Riedel/PR)

Cada dia mais isolado, Jair Bolsonaro confirmou na manhã desta quarta-feira (21) que fará uma reforma ministerial na próxima segunda-feira (26). Foi durante uma entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga. Ele argumentou que a reforma ministerial vai ser importante para "continuar administrando o país". Ele não adiantou em quais ministérios deverá mexer, mas é certo nos meios políticos que entregará a estratégica Casa Civil a um dos líderes do Centrão, o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas. Outra medida seria a recriação do Ministério do Trabalho, extinto com enorme alarde no início de seu governo, sob alegação de “modernização”.

Bolsonaro reconheceu a situação difícil de seu governo ao afirmar na entrevista que a reforma ministerial vai ser importante para "continuar administrando o país". E se queixou outra vez de sua função: “Temos uma enorme responsabilidade, sabia que o trabalho não ia ser fácil, mas realmente é muito difícil. Não recomendo essa cadeira para os meus amigos".

O general Luiz Eduardo Ramos deve deixar a Casa Civil para ocupar a Secretaria Geral da Presidência, ocupada por Onyx Lorenzoni, que iria para o Ministério do Trabalho.

O objetivo da mudança é conter a vulnerabilidade de Bolsonaro no Congresso e tentar estancar a crise de perda de base política e social que está desidratando seu mandato.

A movimentação também implica em enfraquecimento ainda maior de Paulo Guedes, com a desidratação do Ministério da Economia, pois os temas do trabalho e Previdência Social sairão de sua alçada.

Renan ironiza representação de Flávio Bolsonaro contra ele: "no Brasil, até a milícia denuncia"

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) ironizou a ida de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) à PGR sob o argumento de que o emedebista está abusando da autoridade na CPI da Covid. "No Brasil, até a milícia denuncia!", disse

Brasil 247, 21/07/2021, 09:51 h Atualizado em 21/07/2021, 10:09
Senadores Renan Calheiros e Flávio Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Pedro França/Agência Senado)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), ironizou o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando abuso de autoridade do emedebista nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito. "A democracia tem contornos às vezes de ficção. Até mesmo quem foge dos promotores há anos sistematicamente pode ir à sede do Ministério Público Federal. No Brasil, até a milícia denuncia!", escreveu o parlamentar no Twitter.

A ligação dos Bolsonaros com os milicianos da zona oeste do Rio vem de muito tempo. Flávio, então deputado estadual, nomeou a mãe e a ex-mulher do ex-miliciano Adriano da Nóbrega no antigo gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Nóbrega recebiam sem trabalhar e devolviam parte dos salários ao ex-PM Fabrício Queiroz, que atuava como assessor de Flávio.

Outra informação grave para o clã presidencial é que ex-PM Ronnie Lessa foi, segundo o Ministério Público (MP-RJ), o atirador contra o carro da então vereadora Marielle Franco (Psol) em março 2018. Ele morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro no município do Rio.

As investigações do MP-RJ também apontaram que Élcio de Queiroz dirigia o carro onde estava Lessa. Élcio havia postado no Facebook uma foto ao lado do atual mandatário. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado.

Sem partido e sem alianças, Bolsonaro não tem planos para 2022 e divide sua base

Ausência de sinalização tem agravado fissuras na base mais fiel do bolsonarismo, resultando em algumas brigas públicas na militância governista. Alguns aliados esperam até que ele encontre um partido, outros entram em siglas como o PTB, mas há resistência

Brasil 247, 21/07/2021, 09:17 h Atualizado em 21/07/2021, 10:09
Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Metrópoles - Uma campanha eleitoral competitiva costuma levar tempo e dinheiro para ser planejada, mas a indefinição de Jair Bolsonaro em entrar para um partido tem deixado parte de seus apoiadores no escuro, enquanto adversários já costuram alianças visando à eleição de outubro do ano que vem. A ausência de sinalização de seu líder político tem agravado fissuras na base mais fiel do bolsonarismo, resultando em algumas brigas públicas na militância governista.

A recusa de Bolsonaro, desfiliado desde novembro de 2019 do PSL, em articular sua base partidária prejudica planos também nos estados, na opinião do cientista político David Fleischer, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB). “O Lula, que se coloca como principal adversário do Bolsonaro neste momento, já está negociando bastante com partidos e arrumando alianças nos estados, aparando arestas com antigos aliados. Os aliados de Bolsonaro, por outro lado, ainda estão num compasso de espera ou tentando articular compromissos que não têm garantia de que poderão ser cumpridos”, avalia ele em conversa com o Metrópoles.

Como precisa estar em um partido pelo menos seis meses antes da eleição, Bolsonaro vê sua janela se encurtar e pode ser obrigado a aceitar mais exigências do que gostaria para encontrar uma legenda. A ida para o Patriota, sua primeira opção, já foi considerada descartada até pelo presidente afastado da sigla e articulador da filiação, Adilson Barroso.

Um partido que está ativamente procurando apoiadores do presidente da República é o PTB, de Roberto Jefferson, que “esqueceu” o trabalhismo do nome do partido, mudou estatuto e cores (saíram preto, branco e vermelho, entraram verde e amarelo) e está expulsando parlamentares que votam contra a agenda conservadora.

Confira a íntegra no Metrópoles.

Em meio à pandemia, trabalhador está há um ano sem aumento real de salário

De acordo com estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o mês de junho marcou um ano sem ganho real para os trabalhadores

Brasil 247, 21/07/2021, 08:37 h Atualizado em 21/07/2021, 09:21
(Foto: USP Imagens)

A crise econômica resultante da pandemia de Covid -19 fez com os reajustes salariais resultantes de acordos entre patrões e empregados ficassem em patamar igual ou abaixo da inflação. De acordo com o Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o mês de junho marcou um ano sem ganho real para os trabalhadores.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o dado da Fipe está em linha com as negociações registradas pelo Ministério da Economia. Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 8,9% em 12 meses, contra um reajuste médio de 8,3%. De acordo com um relatório do Banco Mundial a crise deverá impactar de forma negativa os salários e o nível de emprego no Brasil por um período de nove anos.

"No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise", destaca o relatório "Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-Covid-19".