terça-feira, 15 de junho de 2021

Retomada da economia reduz preferência por Lula

Para adversários de Bolsonaro os erros dele são evidentes. Mas muitos eleitores não pensam assim

Ex-Presidente Lula durante reunião do PT sobre economia: tema será 
central na eleição de 2022Sérgio Lima/PODER 360

15.jun.2021 (terça-feira) - 5h50

Em 84 dias Luiz Inácio Lula da Silva perdeu a preferência do eleitor. O intervalo separa pesquisas do PoderData.

Em 17 de março o ex-presidente tinha 34% das intenções de voto no 1º turno. O presidente Jair Bolsonaro tinha 30%. Com margem de erro de 1,8 ponto percentual, Lula estava à frente.

Na pesquisa de 9 de junho, Bolsonaro tinha 33% no 1º turno e Lula, 31%. A margem de erro nesse caso é de 2 pontos percentuais, portanto os 2 estão tecnicamente empatados. Nos 2 levantamentos intermediários houve redução da margem favorável a Lula. Isso mostra uma tendência de consistente e progressiva de corrosão de Lula e de crescimento de Bolsonaro na hipótese mais provável por ora: de que os 2 serão candidatos.

No 2º turno, o petista estava na frente, com 48%. Bolsonaro tinha 35%. Em 14 de abril, Lula tinha 52% e Bolsonaro, 34%. A diferença caiu 7 pontos percentuais.

Receba a newsletter do Poder360
todos os dias no seu e-mail

Faltam 16 meses para o 1º turno da eleição. Muita coisa mudará até lá. É possível que Lula volte a ter maior vantagem sobre Bolsonaro. Ou o contrário.

O desempenho do petista na 1ª pesquisa tem sido atribuída ao impacto da novidade. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin decidiu em 8 de março anular as sentenças contra o ex-presidente na 1ª instância da Justiça Federal de Curitiba. Com isso, Lula tornou-se possível candidato em 2022. Mas nesses quase 3 meses isso se tornou algo dado, como as nuvens do céu.

Um nome tão conhecido como Lula tornar-se elegível de um dia para outro é algo que não pode ser desprezado. Tampouco é um fator que pode dar conta de explicar completamente a escolha do eleitor a favor ou contra o petista. Como já se argumentou aqui, algo que conta muito ao se optar por um candidato a presidente é o desempenho da economia.

Bolsonaro e Lula poderão mostrar em 2022 o que fizeram para melhorar o emprego e a renda em seus respectivos governos. Mas o que interessa mesmo às pessoas é quem lhes proporcionará maior prosperidade de 2023 a 2026. O passado importa como sinalização do que poderá ser o futuro.

FAIXAS DE RENDA

Na pesquisa de 17 de março, Lula tinha vantagem sobre Bolsonaro em 3 faixas de rendimentos. Eram 15 pontos a mais entre as pessoas sem renda fixa, 8 pontos nas que recebem até 2 salários mínimos (R$ 2.200) e 25 pontos nas que recebem de 2 a 5 salários mínimos (R$ 2.200 a R$ 5.500). Bolsonaro estava à frente nas faixas de 5 a 10 salários (R$ 5.500 a R$ 11.000), com 25 pontos, e na acima disso, com 16 pontos.

Na pesquisa de 9 de junho, Lula lidera só entre as pessoas que não têm renda fixa, mas com margem bem inferior à de antes: 9 pontos. Na faixa até 2 salários, Bolsonaro passou a liderar com 14 pontos. Na de 2 a 5, tem 5 pontos de vantagem. Na de 5 a 10, tem 8 pontos de vantagem. Na acima de 10, o presidente tem quase o mesmo de antes: 15 pontos.

Note-se aqui a corrosão de Bolsonaro em uma faixa: a de 5 a 10 salários mínimos. Ele tinha 25 pontos de vantagem e passou a ter 8. É possível que essas pessoas se sintam mais vulneráveis à alta da inflação e à dificuldade de criação de vagas formais de trabalho, sobretudo com maior remuneração.

Mas em outras faixas de menor renda a satisfação com o governo parece estar crescendo. É isso o que sugere a preferência que Bolsonaro passou a ter sobre Lula. Também é consistente com a recuperação em vários itens do mercado de trabalho observada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As vagas dos que trabalham por conta própria, sem carteira assinada, já superavam em março (dado mais recente disponível) o nível de março de 2020, pré-pandemia. A renda estava ligeiramente superior, em valor corrigido pela inflação. A economia segue crescendo, o que sugere que a avaliação do governo se tornará progressivamente mais favorável.

Os itens desfavoráveis ao governo e a Bolsonaro já mencionados acima são a alta da inflação e a demora de recuperação do emprego formal. A isso pode se somar a percepção de alguns eleitores de que o presidente age mal para reduzir o número de casos de covid e os danos que a doença causa na economia. Não são todos que pensam assim. Tendem a ser ainda em menor número os que acham que o comportamento equivocado atual possa comprometer o futuro do país.

Os petistas e outros adversários de Bolsonaro parecem contar com o fato de que os erros do presidente e do governo são evidentes. Talvez lhes seja útil avaliar o quadro de forma um pouco mais sofisticada.

Mas em outras faixas de menor renda a satisfação com o governo parece estar crescendo. É isso o que sugere a preferência que Bolsonaro passou a ter sobre Lula. Também é consistente com a recuperação em vários itens do mercado de trabalho observada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Expulso do DEM, Rodrigo Maia se oferece para ajudar Lula em 2022

Ex-presidente da Câmara se propõe a ajudar na interlocução do ex-presidente com setores que se afastaram do Partido dos Trabalhadores

Brasil 247, 15/06/2021, 05:48 h Atualizado em 15/06/2021, 06:24
Rodrigo Maia e Lula (Foto: ABr)

"O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia se ofereceu para colaborar com o programa de governo e nas articulações da campanha de Luis Inácio Lula da Silva para a presidência da República em 2022", segundo informa a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no Globo. "Os dois tiveram uma conversa fechada no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (11), da qual também participaram o prefeito, Eduardo Paes (PSD), e a presidente do PT Gleisi Hoffmann", diz ainda a jornalista.

"Na conversa de 20 minutos com Lula, Maia disse que poderia ajudar a fazer a interlocução de sua campanha com políticos e setores da sociedade que hoje rejeitam o PT", especialmente no chamado "mercado". Em entrevista recente à TV 247, Maia disse que cabe a Lula liderar a luta democrática no País.

PT tenta costurar acordo entre Haddad e Boulos para o governo de São Paulo

Pela proposta, Fernando Haddad disputaria o governo estadual e Guilherme Boulos sairia a deputado, com a garantia de ser o nome para a prefeitura em 2024

Brasil 247, 15/06/2021, 05:40 h Atualizado em 15/06/2021, 06:25
Ex-prefeito de SP Fernando Haddad e o líder do MTST, Guilherme Boulos (Foto: Stuckert)

Num cenário em que as pesquisas apontam que, juntos, Fernando Haddad e Guilherme Boulos liderariam as pesquisas para o governo de São Paulo, lideranças do Partido dos Trabalhadores já buscam um acordo para solucionar o impasse. Pela proposta, "Guilherme Boulos desiste da candidatura ao governo de São Paulo no próximo ano, apoia Fernando Haddad, sai candidato a deputado federal e recebe o apoio dos petistas para se candidatar a prefeito dois anos depois, em 2024", segundo informa a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna.

"Além disso, o PSOL indicaria o vice e também o candidato ao Senado na chapa petista de Haddad. As vantagens do acordo: Boulos poderia se consagrar como um dos parlamentares mais bem votados nas próximas eleições. E seria o nome da esquerda para disputar a prefeitura. O PT não tem hoje candidato competitivo para as eleições municipais de 2024 —a aliança com Boulos resolveria o problema", aponta ainda a colunista.

Frente Brasil Popular prevê que haverá manifestações em 500 cidades no 19J

"Nossa projeção é que teremos protestos em mais de 500 municípios”, disse o membro da direção nacional do MST e da Frente Brasil Popular, João Paulo Rodrigues

Brasil 247, 15/06/2021, 08:21 h Atualizado em 15/06/2021, 08:25
(Foto: Alexia Martins/Mídia NINJA)

Os organizadores das manifestações contra o governo Bolsonaro, pela vacina e pelo auxílio emergencial, marcadas para o sábado (19), estimam que mais de 500 cidades de todo o país devem aderir aos protestos.

"Já temos a confirmação de atos em mais de 150 municípios. Há muitas reuniões marcadas nesta semana para definir as atividades. Nossa projeção é que teremos protestos em mais de 500 municípios”, disse o membro da direção nacional do MST e da Frente Brasil Popular, João Paulo Rodrigues, à coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Até as 19h desta segunda-feira (14), os organizadores haviam confirmado a realização das manifestações chamado “19J” contra Bolsonaro em 180 cidades do Brasil e do exterior.

O primeiro protesto nacional, no dia 29 de maio, aconteceu em 213 cidades do Brasil e 14 do exterior, segundo os movimentos.

Capitã Cloroquina comemora vacinação e é detonada por bolsonaristas

Um dos maiores símbolos da cruzada do governo de Jair Bolsonaro em defesa do medicamento que não possui eficácia no combate à Covid, Mayra Pinheiro, mais conhecida como a “Capitã Cloroquina” ostentou seu cartão de vacinação contra a Covid-19 e foi duramente criticada pelos bolsonaristas

Brasil 247, 15/06/2021, 08:07 h Atualizado em 15 de junho de 2021, 08:39
(Foto: Reprodução/Instagram)

Um dos maiores símbolos da cruzada do governo de Jair Bolsonaro em defesa do medicamento que não possui eficácia no combate à Covid, Mayra Pinheiro, mais conhecida como a “Capitã Cloroquina”, ostentou seu cartão de vacinação contra a Covid-19 e foi duramente criticada pelos bolsonaristas que boicotam a vacina.

Mayra virou uma das maiores referências dos extremistas ao fazer a defesa da cloroquina na CPI da Covid, manipular informações durante sua fala e causar indignação entre membros da Comissão Parlamentar.

“Até a senhora doutora Mayra postando fotinha com essa vacina. Não quer nem passar perto de posto de vacinação... Não entendi, uma pessoa tão esclarecida”, escreveu uma seguidora.

"Não está vendo as reações das vacinas", cobrou outra.

"Esta não vou curtir, não tomo de jeito nenhum", completou mais uma seguidora.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Epidemiologista revela que governo tentou obrigar cientistas a aprovar plano de vacinação só com AstraZeneca

Ethel Maciel, epidemiologista da Ufes que participou do comitê de cientistas que assessorou o Plano Nacional de Imunização contra Covid-19, revela que governo Bolsonaro tentou impor um plano só com vacina da AstraZeneca, sem cobertura universal

Brasil 247, 14/06/2021, 09:29 h Atualizado em 14/06/2021, 10:41
Ethel Maciel (Foto: Lissa de Paula/ALES)

Em entrevista à TV 247 na noite deste domingo (13), a epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo, revelou que o governo Bolsonaro tentou impor ao comitê de cientistas que assessorava o Ministério da Saúde em relação à pandemia da Covid-19, em 2020, um Plano Nacional de Imunização apenas com a vacina da AstraZeneca, sem cobertura universal.

Maciel participou do comitê como indicada da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). Ela relatou que o comitê, que deveria ter sido instalado logo nos primeiros sinais da pandemia, em fevereiro-março de 2020, “demorou muito” e começou seus trabalhos apenas em fins de setembro. “Muitos técnicos experientes não estavam mais no PNI, o que atrasou demais os trabalhos”, relatou.

As reuniões foram marcadas por grande tensão no grupo responsável por definir os grupos prioritários à vacinação, segundo a epidemiologista, “porque até dezembro o governo não tinha plano algum e só tinha o acordo com a AstraZeneca-Oxford; nem o acordo com o Butantan estava feito". Isso era, segundo Maciel, motivo de enorme constrangimento nas reuniões, porque os técnicos do Butantan participavam das reuniões e “começou uma série de desentendimentos entre os consultores e os técnicos do governo”.

Em 1 de dezembro, na primeira reunião com a participação do general Eduardo Pazuello, então ministro da Saúde, os cientistas foram informados que não havia seringas para vacinação: “esse era o tamanho do buraco, e foi um choque; corríamos o risco de ter vacinas e não ter seringas”.

O impasse naquele momento tornou-se uma queda de braço: o governo queria um Plano Nacional de Imunização restrito à AstraZeneca, insuficiente para vacinar a população e os cientistas argumentando que eles deveriam dizer como o plano deveria ser feito para ser universalizante e caberia ao governo buscar as vacinas.

“A seguir, começou outro impasse, sobre os grupos prioritários para vacinação”, contou a epidemiologista. Ela disse que o governo, por motivos ideológicos, tirou a população carcerária dos grupos prioritários, contrariando todo o conhecimento científico acumulado em epidemias. “Não tem como vacinar as forças de segurança e não vacinar as pessoas privadas de liberdade” afirmou a cientista - mas assim foi feito.

O auge do confronto entre os cientistas e o governo aconteceu em 11 de dezembro, quando o governo Bolsonaro enviou ao STF, por exigência da Corte, o Plano Nacional de Imunização e informou que os cientistas do comitê de assessoramento haviam aprovado o plano de imunização: “Foi um choque, ficamos sabendo pela imprensa de um plano com nossos nomes como elaboradores e que nunca tínhamos visto e sobre o qual tínhamos discordâncias importantes”. Os 36 cientistas soltaram imediatamente uma nota denunciando a farsa. A Abrasco enviou uma carta diretamente ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF, informando-o do ocorrido. “Trabalho com pesquisa desde 1994 e nunca vivenciei uma situação de desrespeito como essa”, relatou Maciel.

A epidemiologista Ethel Maciel é pós-doutora em Epidemiologia (Johns Hopkins University) e professora titular da Ufes. Em março de 2020, foi eleita reitora da Ufes, com o voto da comunidade e do Conselho Universitário, mas não foi nomeada por Bolsonaro.

Participaram do Boa Noite deste domingo, além de Ethel Maciel, o virologista Eurico Arruda, coordenador do Laboratório de Patogênese Viral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), e a matemática Elenira Vilela, professora do Instituto Federal de Santa Catarina.

Bolsonaristas divulgam fake news sobre número de participantes da motociata e são desmascarados

É falsa a informação que os bolsonaristas divulgaram nas redes sociais de que a motociata liderada por Jair Bolsonaro, em São Paulo, neste sábado, foi a maior do mundo e entrou para o Guinness Book, livro de recordes. Cálculos realistas sobre a presença oscilam entre 8 mil e 12 mil motos

Brasil 247, 14/06/2021, 04:26 h Atualizado em 14/06/2021, 07:13
(Foto: Reprodução/TV Globo)

A informação divulgada pelos bolsonaristas de que a motociata promovida por Jair Bolsonaro no último sábado (12) foi a maior do mundo e entrou para o Guinness Book é mentirosa.

Não há qualquer menção ao evento no site e nos perfis oficiais do Guiness, e o governo paulista calcula que o ato contou com a presença de cerca de 12 mil motos, enquanto projeção realizada com base na ocupação do espaço na Rodovia dos Bandeirantes pelas motos indica que elas não eram mais que 8 mil.

A informação sobre o suposto recorde passou a circular nas redes através de postagens de bolsonaristas, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Na manhã de sábado (12), durante a concentração para o ato, ela publicou um vídeo em seu canal no Youtube em que afirma que o ato seria “a maior motociata da história” e que o Guinness Book “estaria de olho” no evento.

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) também compartilhou um post no Twitter afirmando que uma “pesquisa confiável”, realizada pelo Guinnes Book, havia determinado a participação de 1.324.523 motocicletas durante o evento, informa a Folha de S.Paulo.

Não há registro da motociata no site do Guinness World Records.

Cálculo realizado com base na ocupação do espaço pelas motos indicam presença ao redor de 8 mil veículos: 

 

 

 


domingo, 13 de junho de 2021

Yair Lapid, que será primeiro-ministro de Israel na nova coalizão, disse que irá se afastar de políticos como Bolsonaro

Yair Lapid, ex-estrela da televisão israelense que tirou Netanyahu do poder e vai alternar cargo de primeiro-ministro com Naftali Bennett, diz que tem uma causa comum com liberais como Macron e Mark Rutte

Brasil 247, 13/06/2021, 18:21 h
(Foto: AFP/Arquivos)

Revista Fórum - O centrista Yair Lapid, ex-estrela da televisão que venceu, neste domingo (13), as eleições em Israel, afirmou em 2019, em entrevista ao The New York Times, que enquanto Binyamin Netanyahu se alinhou com populistas de direita como Jair Bolsonaro do Brasil e Viktor Orban da Hungria, ele vê uma causa comum com liberais como o francês Emmanuel Macron e Mark Rutte da Holanda.

Ele disse ainda esperar que tais políticos representem “um retorno dos líderes civis moderados” que entendem “os riscos e perigos do populismo”.

A frente que elegeu Yair Lapid venceu as eleições por estreita margem, de 60 votos a favor e 59 contrários, e acabaram com a era Binyamin Netanyahu, que durou 12 anos, a trajetória mais longeva de um governante do país.

A coalizão de oito partidos que apoia o novo primeiro-ministro é muito ampla e vai da esquerda radical à direita nacionalista: são dois partidos de esquerda; dois partidos de centro; três partidos de direita; um partido árabe (o conservador Ra’am), pela primeira vez num governo de Israel.

O acordo da coalizão, baseado em um rodízio, prevê que o líder da direita radical, Naftali Bennett, assumiria o governo nos primeiros 18 meses e depois Lapid tomará as rédeas.

O principal objetivo da frente era remover Netanyahu, de 71 anos, que está sendo julgado há um ano por suspeita de corrupção. Protestos pedindo sua renúncia ocorrem há meses. O último deles foi na noite de sábado.

Em frente à sua residência oficial em Jerusalém, os manifestantes não esperaram a votação no Parlamento para celebrar a “queda” do “rei Bibi”, o apelido de Netanyahu, que foi chefe de governo de 1996 a 1999 e, depois, de 2009 a 2021.

Bennett é o chefe do partido de direita Yamina e vai liderar o país pelos primeiros dois anos, e depois por Yair Lapid por um período equivalente.

Leia mais na Fórum

Gaspari: 'Bolsonaro entra para os anais da diplomacia ao ser o 1º chefe de Estado a nomear embaixador proibido de deixar o país'

Convidado por Jair Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil na África do Sul, o ex-prefeito Marcelo Crivella teve o seu passaporte apreendido no ano passado e a devolução do documento depende de uma decisão do STF

Brasil 247, 13/06/2021, 12:04 h Atualizado em 13/06/2021, 12:41
Gaspari: Bolsonaro entra para os anais da diplomacia ao ser o 1º chefe de Estado a nomear embaixador proibido de deixar o país (Foto: Alice Vergueiro/Abraji | PR)

O jornalista Elio Gaspari destaca, em sua coluna na Folha de S. Paulo, que ao convidar o ex-prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella para chefiar a embaixada da África do Sul, Jair Bolsonaro “entra para os anais da diplomacia como o primeiro chefe de Estado a nomear um embaixador que está proibido de deixar o país pela Justiça”. Crivella teve o seu passaporte apreendido no ano passado, quando foi preso, e a devolução do documento depende de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto, Gaspari também ressalta outros erros da diplomacia do governo Jair Bolsonaro. “Quando Joe Biden venceu a eleição americana, Jair Bolsonaro levou mais de um mês para felicitá-lo”. “Sua diplomacia acreditava na lorota de Donald Trump, que dizia ter sido roubado. Quatro dias depois da eleição de Pedro Castillo, o capitão disse que ‘perdemos agora o Peru’, pois a seu juízo ‘só um milagre’ reverterá a derrota de Keiko Fujimori", completa.

Lula: Bolsonaro dá voltinha de moto, mas não tem coragem de visitar um hospital

Ex-presidente Lula criticou atos que Jair Bolsonaro vem promovendo com motociclistas aos sábados em meio à pandemia, sem dar atenção aos doentes

Brasil 247, 12/06/2021, 21:24 h Atualizado em 12/06/2021, 21:32
Ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Lula usou a sua conta no twitter para criticar Jair Bolsonaro por mais uma 'motociata', desta vez em São Paulo, neste sábado (12). Segundo Lula, um presidente que “todo sábado sai para dar voltinha de moto não tem coragem de visitar um hospital”, em referência à falta de sensibilidade e empatia com as vítimas da Covid.

Lula esteve neste sábado com lideranças de favelas, movimentos sociais, políticos e de comunidades do Rio de Janeiro que cobraram dele compromisso com a emancipação dos moradores da favela.

O senador Humberto Costa (PT-PE) foi ao twitter, neste sábado, para lembrar que Jair Bolsonaro cometeu crime comum, ao cobrir as placas de sua motocicleta no passeio inútil que promoveu em São Paulo e que mobilizou milhares de policiais para garantir sua segurança. “Adulterar placas é uma violação ao Código Penal,que prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa”, disse ele. Confira, abaixo, o tweet do senador, a imagem da foto com a placa coberta: