domingo, 6 de junho de 2021

Copa América não será mais realizada no Brasil, diz Datena. Conmebol nega

O jornalista Luiz Datena informou neste domingo que a Conmebol já está negociando outro país para sediar o torneio

Brasil 247, 6/06/2021, 15:00 h Atualizado em 6/06/2021, 15:22
(Foto: Reuters/Diego Vara)

Revista Fórum - O jornalista Luiz Datena revelou durante o programa “Domingo Esportivo Bandeirantes” que, segundo suas fontes, a Copa América não será mais realizada no Brasil.

Ainda de acordo com o jornalista, a Conmebol está negociando outro país para sediar o campeonato.

A Conmebol, por meio de uma nota, nega o cancelamento do evento no Brasil. “A Copa América se joga no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião ontem à noite e deu todo o apoio do governo brasileiro ao torneio”, diz a nota.

Leia a íntegra na Fórum.

Partido de Merkel vence extrema direita no último teste regional antes de eleições legislativas

Conforme os resultados da boca de urna, divulgados às 18h deste domingo (6), a União Democrática Cristã (CDU) obteve entre 35 e 36% dos votos, contra o Alternativa para a Alemanha, com 22,5 a 23,5% das cédulas

Brasil 247, 6/06/2021, 19:20 h Atualizado em 6/06/2021, 19:31
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante reunião semanal do gabinete em Berlim 28/10/2020 (Foto: Kay Nietfeld/Pool via REUTERS)

Da RFI - Os conservadores do partido de Angela Merkel venceram com ampla vantagem as eleições regionais em Saxônia-Anhalt, superando o partido de extrema direita AfD. A votação se anunciava apertada na região, uma das mais pobres da Alemanha e suscetível ao discurso populista do AfD, anti-imigração e negacionista da pandemia.

Conforme os resultados da boca de urna, divulgados às 18h deste domingo (6), a União Democrática Cristã (CDU) obteve entre 35 e 36% dos votos, contra o Alternativa para a Alemanha, com 22,5 a 23,5% das cédulas. O partido da chanceler governa quase ininterruptamente a região desde a reunificação alemã, mas a legenda anti-imigração se tornou a segunda força política regional desde 2016 (24 a 28% dos votos).

“É um resultado sensacional”, comemorou o secretário-geral da CDU, Paul Ziemiak, atribuindo a vitória ao líder dos conservadores da Saxônia-Anhalt, Reiner Haseloff. “Estou feliz. As pessoas votaram contra a AfD (...) Nós combatemos de maneira unida. É também uma mensagem direção a Berlim”, analisou Haseloff.

Este foi um último teste decisivo antes das eleições legislativas de setembro, que encerrarão o governo de 16 anos de Angela Merkel. Nunca uma eleição neste pequeno estado atraiu tanto interesse no âmbito nacional – uma vitória eleitoral do AfD, sem precedentes no país, seria uma catástrofe para Armin Laschet, o impopular chefe da CDU e aspirante sucessor de Merkel na Chancelaria.
Proibido flertar com o AfD

O maior partido alemão vive há vários meses uma crise de confiança devido a falhas na gestão governamental durante a terceira onda da epidemia do coronavírus, assim como aos escândalos de corrupção de deputados em contratos de compra de máscaras.

A CDU, que já enfrentou dois reveses em duas eleições regionais, também sofre uma feroz luta interna: a candidatura de Laschet foi questionada pelo chefe do partido bávaro CSU, Markus Soder, considerado mais apto para liderar os conservadores.


O chefe da CDU acabou prevalecendo, mas ainda é pouco querido no país. Ele precisa de uma vitória para unir suas tropas e consolidar a posição dos conservadores. Tendo ficado atrás dos Verdes na intenção de voto em nível nacional, eles recuperaram recentemente o primeiro lugar.

"A CDU não pode se envolver com o AfD. Quem o fizer, deve deixar a CDU", advertiu Laschet na quinta-feira, diante da tentação de muitos conservadores de cooperar com o partido anti-imigração.
Ascensão da extrema direita

Saxônia-Anhalt, 'land' duramente atingido pelo êxodo de seus habitantes desde a reunificação em 1990, é um terreno fértil para o AfD, que construiu seu sucesso alimentando temores sobre o fluxo de migrantes para o país em 2015 e que acusa o governo central de esquecer as regiões da ex-RDA, a Alemanha oriental comunista.

O líder dos conservadores da Saxônia-Anhalt, Reiner Haseloff, cujo partido obteve 30% dos votos nas últimas eleições, lidera uma coalizão sem precedentes com os Verdes e os social-democratas do SPD desde 2016.

Em 2017, a extrema direita entrou no Bundestag, o Parlamento nacional, e se tornou a primeira força de oposição, com 12,6% dos votos.

Militares tentarão desembarcar do governo Bolsonaro preservando as Forças Armadas, avalia pesquisador

"Os militares sabiam quem era Bolsonaro, mas achavam que iriam controlar. E foi o ponto em que eles erraram. Hoje esse grupo está muito mais preocupado em tentar uma saída sem maiores danos do que em forçar a reeleição do Bolsonaro, diz o professor de ciências políticas da Unesp Paulo Ribeiro da Cunha

Brasil 247, 6/06/2021, 07:34 h Atualizado em 6/06/2021, 08:04
(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Marcos Corrêa/PR)

A crise aberta com a pressão de Jair Bolsonaro sobre o comando do Exército para evitar que o general Eduardo Pazuello fosse punido por participar de um ato político em apoio ao seu governo enfraqueceu o apoio dos militares à sua gestão. A avaliação é do professor de ciências políticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Paulo Ribeiro da Cunha.

“Já há algum tempo o Exército dá sinais de desconforto, primeiro com Pazuello e militares ocupando cargos que associavam a instituição ao governo. Os militares foram contrários a uma intervenção na Venezuela, contrários a comemorar o golpe de 1964. Em vários momentos, Bolsonaro pressionou [o ex-comandante] Edson Pujol para ter uma presença maior do Exército e ele se recusou. A última crise [com a demissão dos comandantes, em março], a meu ver, afastou completamente a instituição, ou seu conjunto maior, do governo”, disse Cunha ao jornal Folha de S. Paulo.

“Agora você tem um comandante do Exército que perdeu a moral para comandar a tropa. E a gente não sabe como isso vai se refletir nas polícias militares, isso sim um ponto muito delicado. E que também incomoda os militares. Temos um cenário que não é atípico historicamente. Mas a posição do comandante em chefe foi a pior da história para quem comanda uma instituição. Ele se descolou da instituição e se colou no Bolsonaro. Talvez ele não consiga comandar nem o seu ajudante de ordens. Perdeu o respeito da tropa”, ressaltou. .
Para ele, “o péssimo exemplo veio de cima, não só do comandante, mas do próprio presidente da República. Não temos ainda clareza de qual o cenário que vai vir. Mas tenho plena convicção de que Bolsonaro está cada vez mais enfraquecido em uma ala em que acreditava ser extremamente forte. Nas polícias é provável que ele ainda tenha essa força, mas não sabemos até quando”.

Cunha avalia que “os militares sabiam quem era Bolsonaro, mas achavam que iriam controlar. E foi o ponto em que eles erraram. Hoje esse grupo está muito mais preocupado em tentar uma saída sem maiores danos do que em forçar a reeleição do Bolsonaro. Percebe-se claramente isso. Alguns deles já romperam de uma forma violentíssima. Basta ver o general Santos Cruz [ministro da Secretaria de Governo em 2019]”.

Bolsonaro participou de 84 aglomerações desde o início da pandemia e usou máscaras em apenas três ocasiões

Dados revelam que Jair Bolsonaro pode ter sido um dos principais propagadores da covid-19 no Brasil

Brasil 247, 6/06/2021, 04:22 h Atualizado em 6/06/2021, 04:22
Ato de ruralistas causou aglomeração enquanto País registra alta de mortes por Covid 
(Foto: Clauber Cleber Caetano/PR | Reuters)

Jair Bolsonaro pode ter sido um dos grandes espalhadores da covid-19 no Brasil. Isso porque ele participou de pelo menos 84 aglomerações desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia da Covid-19 em 11 de março do ano passado, segundo aponta reportagem do jornal O Globo. "Em média, o chefe do Executivo brasileiro esteve presente em uma concentração de pessoas a cada 5,3 dias, algumas delas registradas na mesma data", aponta o texto.

"Nas aglomerações contabilizadas durante 70 viagens e atos em Brasília, Bolsonaro usou máscara em apenas três ocasiões. Em quase todas as demais, o presidente posou para fotos em meio a multidões e cumprimentou seus apoiadores com apertos de mão e abraços. Ele ainda segurou crianças no colo e se alimentou sem cuidados de higienização, em desacordo com os protocolos sanitários preconizados por especialistas de saúde", revela a reportagem.

"Caiu a Al Qaeda bolsonarista", diz Fábio Pannunzio, sobre Allan dos Santos

Blogueiro bolsonarista está no centro dos ataques à democracia, segundo a PF

Brasil 247, 6/06/2021, 04:04 h Atualizado em 6/06/2021, 04:04
Fabio Pannunzio (Foto: Reprodução)

"A escória da internet está agitada com a revelação dos negócios do terrorista Allan dos Santos. Uma multidão de robôs e reses furiosas atacando todo mundo e espalhando fakes pelas redes. Conclusão óbvia: caiu a base estrutural da Al Qaeda bolsonarista", escreveu o jornalista Fábio Pannunzio, da TV Democracia, ao saber das notícias sobre o caso de Allan dos Santos e suas ligações com os ataques à democracia.

Bolsonaristas agora atacam Tite, técnico da seleção brasileira

Extremistas de direita escolhem como alvo o treinador da seleção brasileira, que se posicionou ao lado dos jogadores

Brasil 247, 6/06/2021, 03:55 h Atualizado em 6/06/2021, 04:22
Técnico Tite (Foto: Nelson Almeida/Pool via REUTERS)

O treinador Tite, da seleção brasileira, se tornou o novo alvo de grupos da extrema-direita no Brasil, que não aceitam o fato dele ter se posicionado ao lado dos jogadores, que não querem disputar a Copa América num país que se tornou epicentro da Covid-19 no mundo.

"Desde a última quinta-feira, a hashtag #ForaTite, movimento pedindo a saída do técnico da seleção brasileira, ganhou espaço nas redes sociais. Internautas chamaram o treinador de 'esquerdopata' e 'lacrador' por conta de um possível boicote do técnico, sua comissão e até mesmo os jogadores à Copa América 2020. Em sua maioria, os internautas que usam a hashtag #ForaTite são favoráveis à realização da Copa América em território nacional e apoiam o presidente Jair Bolsonaro", aponta reportagem do Estado de S. Paulo.

PF descobriu até rachadinha de parlamentares bolsonaristas para atacar a democracia

No entanto, a despeito das evidências, o procurador-geral Augusto Aras pediu o arquivamento do caso, que está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes

Brasil 247, 6/06/2021, 03:37 h Atualizado em 6/06/2021, 04:22
(Foto: ABr | Reuters)

Os ataques do bolsonarismo ao Supremo Tribunal Federal e ao parlamento logo no início do governo de Jair Bolsonaro foram investigados com profundidade pela Polícia Federal, que descobriu até uma espécie de "rachadinha" entre parlamentares do grupo para financiar os ataques à democracia. De acordo com a reportagem do G1, a Polícia Federal indica uma série de linhas para o aprofundamento das investigações. Essas sugestões incluem:

Apurar uma suposta articulação para evitar que um sócio do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos fosse chamado para depor à CPI das Fake News; (2) conferir se houve direcionamento de verbas do governo federal para sites e canais bolsonaristas; (3) investigar repasses a uma empresa de tecnologista ligada à publicidade do Aliança pelo Brasil (partido que Jair Bolsonaro tentou fundar) e que também prestou serviço para parlamentares governistas; (4) apurar valores repassados por servidores públicos ao blogueiro Allan dos Santos, incluindo uma funcionária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); (5) investigar a existência de um braço estrangeiro de financiamento dos atos antidemocráticos, contando com um acordo de cooperação internacional com o Canadá; (6) aprofundar investigações sobre uma possível "rachadinha" em gabinetes de deputados governistas na Câmara dos Deputados, com o redirecionamento das verbas para o financiamento dos atos antidemocráticos.

O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, enviou esse relatório parcial da Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República em 4 de janeiro. A resposta da PGR, sem aderir às sugestões de diligência, saiu nesta semana.

PF descobre que Allan dos Santos tentou articular a queda de prefeitos e governadores

Descoberta faz parte da investigação sobre atos antidemocráticos e o caso do blogueiro bolsonarista, que é peça central da mídia bolsonarista e se mudou para os Estados Unidos, pode ir para a primeira instância

Brasil 247, 6/06/2021, 03:22 h Atualizado em 6/06/2021, 03:22
Allan dos Santos e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Uma reportagem do Jornal Nacional, na noite de ontem, aponta que o blogueiro Allan dos Santos, uma das peças centrais da mídia bolsonarista, teve papel decisivo na difusão de ideias antidemocráticas e chegou a defender a derrubada de prefeitos e governadores. Allan dos Santos se mudou para os Estados Unidos e seu caso deve ir para a primeira instância.

"Segundo a PF, em um grupo de aplicativo de mensagens (chamado de Conselheiros TL) os participantes tentaram convencer a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) a derrubar a convocação e subsequente oitiva de João Bernardo Barbosa. As investigações apontam que Barbosa é sócio e membro do conselho administrativo do Terça-Livre, além de pessoa que paga contas de Allan dos Santos", aponta reportagem do G1.

"A PF também defende uma apuração de possíveis conexões de Alan dos Santos com a área de comunicação do governo federal. E cita um bilhete encontrado na casa do blogueiro, a partir do qual, é 'plausível afirmar', segundo a PF: 'Que há indicativo de que a citada articulação de Allan dos Santos transcende a mera difusão de ideias. Itens do material apreendido (manuscrito) na residência de Allan dos Santos expõe as seguintes ideias: 'objetivo: materializar a ira popular contra os governadores/prefeitos; fim intermediário: saiam às ruas; e 'fim último: derrubar os governadores/prefeitos'".

Procurado, Allan dos Santos ainda não havia respondido os contatos até a última atualização desta reportagem. A deputada Bia Kicis também não retornou as chamadas.

sábado, 5 de junho de 2021

R.R Soares é intubado por complicações em quadro de Covid-19

O missionário, de 73 anos, está internado desde sexta-feira (4/6) e precisou passar pelo procedimento por ter dificuldade em respirar

Brasil 247, 5/06/2021, 18:37 h Atualizado em 5/06/2021, 19:24
Romildo Ribeiro Soares (Foto: Igreja Internacional da Graça de Deus/Reprodução)

Metrópoles - O missionário R.R Sores, de 73 anos, precisou ser intubado na tarde deste sábado (5/6), após complicações no quadro de Covid-19. O líder da Igreja Internacional da Graça está internado desde sexta-feira (4/5) no Hospital CopaStar, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Apesar de ser considerado grupo de risco por conta de sua idade, R.R não tem histórico de comorbidades. A intubação foi necessária para aliviar a dificuldade que o pastor está tendo para respirar, segundo informações do jornal A Tribuna.

Leia a reportagem completa no Metrópoles.

Lula e FHC se unem contra Bolsonaro

"Lula e FHC reaparecem de novo, depois de provocar um tsunami com a foto de 21 de maio, para surpreender o mundo político: assinam nota conjunta de apoio ao presidente argentino. Pelo visto, o petista e o tucano têm mais pensamentos em comum do que supunha", escreve Alex Solnik

Brasil 247, 5/06/2021, 14:06 h Atualizado em 5/06/2021, 14:06
Fernando Henrique Cardoso e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

Quando menos se esperava, Lula e FHC reaparecem de novo, depois de provocar um tsunami com a foto de 21 de maio, para surpreender o mundo político: assinam nota conjunta de apoio ao presidente argentino Alberto Fernandez contra Bolsonaro na questão do Mercosul, cujas tarifas Paulo Guedes quer reduzir, o que seria um imenso baque para a indústria argentina.

Pelo visto, o petista e o tucano têm mais pensamentos em comum do que supunha a vã fotografia.

Novamente vão monopolizar o noticiário e seu gesto será tema de dezenas de interpretações.

É um fato inédito na história recente do Brasil dois ex-presidentes se unirem contra o presidente no poder em defesa do presidente de outro país.

Alguns dirão que é mais uma aproximação de fachada, para agradar gregos e troianos. Outros vão taxar de oportunismo. Também haverá quem diga que a nota tem cunho ideológico, centro-esquerda apoiando centro-esquerda.

Os bolsonaristas, é claro, vão alegar que é antipatriótico apoiar a Argentina em detrimento do Brasil, como se eles tivessem moral para definir o que é patriotismo.

E outros, ainda, dirão que eles estão unidos, mais do que nunca, na oposição a Bolsonaro, como dois estadistas, trabalhando para evitar que ele cause mais danos ao Brasil e a nossos vizinhos.

Estou dentre esses.