quarta-feira, 12 de maio de 2021

Lula conquista parte do eleitorado de Bolsonaro e tem 35% entre evangélicos, diz Datafolha

Segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro ainda mantém apoio expressivo entre evangélicos, com 34% das intenções de voto. O ex-presidente Lula, no entanto, já supera Bolsonaro numericamente também nas intenções de voto deste público e soma 35%

Brasil 247, 12/05/2021, 20:04 h Atualizado em 12/05/2021, 20:04
  (Foto: Marcos Corrêa/PR | Ricardo Stuckert)

Fórum - A pesquisa Datafolha desta quarta-feira (12) sobre as eleições de 2022, que mostra vitória de Lula, com ampla vantagem, tanto no primeiro quanto no segundo turno, apresentou também um recorte que mostra que o petista já estaria abocanhando parte do eleitorado de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro se elegeu em 2018 com apoio massivo dos evangélicos. O presidente, segundo o Datafolha, ainda mantém apoio expressivo deste segmento, com 34% das intenções de voto. Lula, no entanto, já supera Bolsonaro numericamente também nas intenções de voto deste público e soma 35%.

Outro dado do levantamento que merece destaque é que Lula tem mais intenções de voto que Bolsonaro em todas as regiões do país. As regiões em que o presidente tem mais apoio são Centro-Oeste e Norte, onde soma 28% das intenções de voto em cada. Mesmo assim ele é superado pelo petista. No Nordeste, Lula mantém sua base eleitoral forte e atinge 56%.

Barraco na CPI: Flavio Bolsonaro chama Renan de vagabundo e recebe resposta. “Vagabundo é você que roubou”


Sessão da CPI da Covid terminou em bate-boca após Flavio Bolsonaro chamar o relator, Renan Calheiros, de “vagabundo” por defender a prisão de Fabio Wajngarten. E ouviu: “vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete”

Brasil 247, 12/05/2021, 17:25 h Atualizado em 12/05/2021, 18:58
  Renan Calheiros e Flavio Bolsonaro (Foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado)

A sessão da CPI da Covid no Senado nesta quarta-feira (12) terminou em bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Flavio chamou Renan de “vagabundo” e recebeu resposta: “vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete”.

Flavio participou da sessão com o ex-secretário da Secom Fabio Wajngarten apesar de não ser membro da CPI e marcou presença apenas com o tumulto final, sem ter feito qualquer fala ou pergunta antes disso.

O filho de Jair Bolsonaro disse que ‘cidadão honesto’ como Wajngarten não poderia ser preso por vagabundo como Renan. “Quem disse que entrevista à Veja é parâmetro para falar a verdade aqui ou não?”, indagou ainda. Ele continuou os xingamentos a Renan em entrevista após o fim da sessão.

Mentiras de Wajngarten

Ao menos três senadores defenderam a prisão de Fabio Wajngarten por mentir em seu depoimento: Renan Calheiros, Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabio Contarato (Rede-ES).

Declarações que o ex-chefe da Secom fez à Veja foram negadas aos senadores, mas um áudio desmentiu o depoente. Além disso, houve mentiras sobre campanha publicitária do governo e sobre o afastamento do ex-secretário em março por Covid.

Aziz afirma que Queiroga vai retornar à CPI porque 'mentiu até mais' do que Wajngarten

"O ministro da Saúde vai ter que voltar aqui, porque mentiu muito, mentiu demais, mentiu até mais do que você”, declarou o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), ao ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten

Brasil 247, 12/05/2021, 20:39 h Atualizado em 12/05/2021, 21:06
Marcelo Queiroga (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), afirmou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à comissão, “mentiu até mais” que Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, e por isso será chamado a depor novamente no Senado Federal.

"O ministro da Saúde vai ter que voltar aqui, porque mentiu muito, mentiu demais, mentiu até mais do que você”, declarou.


Declarações que o ex-chefe da Secom fez à Veja foram negadas aos senadores, mas um áudio desmentiu o depoente. Além disso, houve mentiras sobre campanha publicitária do governo e sobre o afastamento do ex-secretário em março por Covid.

Ao menos três senadores defenderam a prisão de Fabio Wajngarten por mentir em seu depoimento: Renan Calheiros (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e Fabio Contarato (Rede).

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (MDB-AM), no entanto, apesar das mentiras, afirmou que não acatará os pedidos de prisão do depoente. "Não vou mandar prender o Wajngarten. Não sou carcereiro de ninguém", disse o senador. "Não é impondo a prisão de alguém que a CPI vai dar resultado".


"É importante que o Ministério Público averigue se o depoente infringiu o Código Penal, oferecendo a esta Comissão Parlamentar de Inquérito falso testemunho ou falsa perícia', diz o texto.

Agência alemã mostra que todos os indicadores pioraram no Brasil cinco anos depois do golpe contra Dilma

PIB per capita é menor que antes do impeachment, desigualdade e pobreza estão em alta, e democracia se deteriorou, mostram índices em reportagem da Deutsche Welle. Bolsonaro e pandemia marcaram o período

Brasil 247, 12/05/2021, 18:02 h Atualizado em 12/05/2021, 18:17
Dilma: o jogo com Lula foi tão duro ou mais que o impeachment 
(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)

Por Bruno Lupion, da DW - Em 12 de maio de 2016, o Senado Federal afastava a então presidente Dilma Rousseff do cargo para dar continuidade ao seu processo de impeachment, concluído pouco mais de três meses depois.

A petista caiu por liberar créditos suplementares sem o aval do Congresso e atrasar o repasse de verbas a bancos que executam políticas públicas, com o objetivo de melhorar artificialmente as contas do governo, as chamadas pedaladas fiscais. O impeachment, porém, teve como pano de fundo outros motivos: recessão econômica intensa, enorme escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, protestos de rua embalados pela Operação Lava Jato e falta de apoio político no Congresso.

Dilma recebeu a notificação da decisão do Senado pela manhã, fez um último discurso com ministros e aliados dentro Palácio do Planalto, recebeu flores e mensagens de apoiadores e seguiu para a residência oficial. Apesar da insistência da petista em dizer que reverteria a decisão, havia entre seus correligionários um ar de derrota e melancolia.

Algumas horas depois, sem cruzar com Dilma, Michel Temer entrou no palácio e assumiu o cargo de presidente. No mesmo salão, agora repleto de políticos que não frequentavam o local desde o governo Fernando Henrique Cardoso, como líderes do DEM e do PSDB, e de outros que haviam mudado de lado, Temer deu posse ao seu novo ministério em clima de triunfo e excitação.

Nesses cinco anos, que abrangem a eleição de um presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro, e a eclosão de uma pandemia mundial, o Brasil ainda não retomou o nível econômico que tinha no início da década passada, viu a pobreza e a desigualdade aumentarem e seus fundamentos democráticos se erodirem.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Pesquisa XP aponta Lula com 51% e Bolsonaro com 49% no segundo turno

Levantamento divulgado nesta terça-feira reforça a tendência de um segundo turno entre Bolsonaro e Lula em 2022. Ambos aparecem com 29% das intenções de voto no primeiro turno

Brasil 247, 11/05/2021, 16:20 h Atualizado em 11/05/2021, 16:25
   Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: ABr)

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira (11) aponta o que já é esperado: o segundo turno da eleição presidencial em 2022 deve ser disputado por Jair Bolsonaro e pelo ex-presidente Lula.

Na pesquisa estimulada, tanto Bolsonaro quanto Lula aparecem com 29% das intenções de voto no primeiro turno, seguidos por outros candidatos mais distantes: Ciro Gomes (9%), Sergio Moro (8%), Luciano Huck (5%) e outros.

Em um segundo turno entre Bolsonaro e Lula, o petista aparece numericamente à frente, embora dentro da margem de erro (empatados tecnicamente). Lula tem 42% das intenções de voto e Bolsonaro 40%. Apenas com os votos válidos, Lula tem 51% e Bolsonaro, 49%.

A margem de erro do levantamento é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Governo é ruim/péssimo para 49%

Para 49% da população brasileira, o governo de Jair Bolsonaro é "ruim e péssimo" e 58% desaprovam a maneira de Bolsonaro governar o país. Somente 29% julgam o governo como "ótimo e bom" e 35% aprovam a administração do país pelo atual ocupante do Palácio do Planalto.

65% defendem intervenção do Estado para retomar a economia

A pesquisa mostra também que, para 65% dos pesquisados, o caminho para retomar a economia é "mudar a política com mais investimentos do governo para o Brasil voltar a crescer". Para 25%, o caminho é "manter a política econômica atual com as reformas" e buscar "maior participação das empresas privadas para retomar o crescimento". 10% disse não saber ou não quis responder.

Bolsonaro chama de 'porcaria' projeto que trata de maconha para fins medicinais

 Jair Bolsonaro qualificou o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos derivados da maconha como “porcaria” e sinalizou que poderá vetar a proposta, caso ela seja aprovada pelo Congresso


Brasil 247, 11/05/2021, 11:15 h Atualizado em 11/05/2021, 11:50
 (Foto: ABr | REUTERS/Amir Cohen)

Jair Bolsonaro criticou, na manhã desta terça-feira (11), um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos derivados da cannabis (nome científico da maconha) para fins medicinais. Bolsonaro qualificou a proposta como uma “porcaria” e sinalizou que poderá veta-lá, caso ela seja aprovada pelo Congresso.

“Hoje uma comissão da Câmara vota a liberação da maconha. Tem o veto depois, é difícil...Eles agora podem até aprovar, sem ser o voto nominal, mas tem o veto”, disse Bolsonaro a apoiadores no Palácio da Alvorada, de acordo com o jornal O Globo. “Ridículo até, né, um país com tantos problemas (e) o cara desperdiçando força para votar uma porcaria de um projeto desses”, completou.

O texto está sendo analisado por uma comissão especial da Câmara nesta terça-feira. Além do uso medicinal, o relatório do deputado Luciano Ducci (PSB-PR) também prevê o uso da maconha em pesquisas científicas e na indústria.

Presidente da Anvisa faz autocrítica e diz que se arrependeu de ir a manifestação com Bolsonaro sem máscara

Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse em seu depoimento à CPI da Covid, que se arrepende de ter aparecido sem máscara ao lado de Jair Bolsonaro durante uma manifestação no ano passado. "Hoje tenho plena ciência de que se pensasse mais 5 minutos não teria feito”, disse

Brasil 247, 11/05/2021, 13:44 h Atualizado em 11/05/2021, 13:47
 (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Reprodução)

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, disse em seu depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (11), que se arrepende de ter aparecido sem máscara ao lado de Jair Bolsonaro durante uma manifestação de apoio ao governo, em março do ano passado. "É óbvio que em termos da imagem que isso passa, hoje tenho plena ciência de que se pensasse mais 5 minutos não teria feito”, afirmou.

"Estive no Planalto com o presidente naquele dia, havia uma manifestação e quando cheguei ele foi até perto dos apoiadores. Aguardei a interação, tratamos do que tinha que tratar. Hoje, tenho a consciência de que se eu tivesse pensado mais cinco minutos, não teria feito até porque não era um assunto que precisasse de urgência para ser tratado. Não refleti na questão da imagem negativa. Depois disso, nunca mais houve esse tipo de comportamento meu”, disse Torres ao ser questionado sobre o fato.

"A conduta do presidente difere da minha. As manifestações que faço são todas no sentido do que a ciência determina. Naquela época, o que preconizava o Ministério era o uso de máscaras usadas por profissionais de saúde, entre outros grupos. Não havia consenso sobre uso de máscara pela população", completou.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

"Quem ordenou a chacina no Jacarezinho foi o Bolsonaro", diz André Barros

“O governador do Rio de Janeiro é o famoso ninguém”, falou o advogado à TV 247, afirmando que Cláudio Castro nem mesmo teria credibilidade ou autoridade perante a polícia para ordenar uma ação como a do Jacarezinho. 

Brasil 247, 10/05/2021, 16:37 h Atualizado em 10/05/2021, 17:06
André Barros (Foto: Divulgação)

O advogado André Barros em entrevista à TV 247 nesta segunda-feira (10), afirmou categoricamente que a ordem para a realização da chacina na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, partiu de Jair Bolsonaro.

O governador do estado, Cláudio Castro (PSC), não teria nem credibilidade suficiente para ordenar algo do tipo, segundo Barros. "Quem ordenou a chacina obviamente foi o Bolsonaro. O governador do Rio de Janeiro é o famoso ninguém. Ninguém sabe quem é o governador atual. Ele não tem a menor importância política. Não dá nem entrevista. É óbvio que quem deu a ordem foi o Bolsonaro".

O advogado destacou que a ação policial trata-se de um genocídio, visto que a suposta "guerra às drogas" sempre tem como foco os territórios de favela, ainda que o tráfico aconteça nos mais diversos locais, desde os mais pobres até os de elite. "É um genocídio porque a maconha e a cocaína são vendidas em toda a cidade do Rio de Janeiro, por todas as classes, e eles só ficam na favela. Isso é bom registrar".

A chacina, segundo Barros, foi também um meio utilizado por Bolsonaro para afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs limites às ações policiais durante a pandemia. "Ele veio 12 horas antes, encontrou o governador e a polícia que foi mandada para fazer isso atacou o Supremo Tribunal Federal porque o Bolsonaro quer implantar uma ditadura no Brasil e não respeita sequer a Suprema Corte do país. A ditadura cassou três ministros do STF. O Bolsonaro quer cassar o STF inteiro".

Caso Bolsonaro seja questionado sobre a ordem para efetuar as execuções no Jacarezinho, responderá afirmativamente, porque ele não esconde quem de fato é, afirmou o advogado. "Ele é isso, todo mundo sabe quem é o Bolsonaro, há 500 anos. Um homem que apoia a tortura, que tem como ídolo um facínora que colocava as pessoas de cabeça para baixo, amarradas da cabeça aos pés, enquanto dez pessoas quebravam essa pessoa com choques, paus e barras de ferro, que era o coronel Brilhante Ustra".

Lula avança rumo à frente com o centro

"O road show de Lula em Brasília na semana passada, por exemplo, avançou bem mais do que se imagina na formação de uma frente das esquerdas com parte do centro para 2022", escreve Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia

Brasil 247, 10/05/2021, 11:08 h Atualizado em 10/05/2021, 11:58
 (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia

Enquanto a platéia se distrai com a CPI e as aglomerações e arreganhos de Jair Bolsonaro, os movimentos políticos mais importantes vão se desenrolando em modelo iceberg – a gente vê a ponta, mas não tem ideia do tamanho das coisas abaixo da superfície, e nem de seu alcance. O road show de Lula em Brasília na semana passada, por exemplo, avançou bem mais do que se imagina na formação de uma frente das esquerdas com parte do centro para 2022.

Nas conversas com caciques de partidos desse campo, como Gilberto Kassab (PDS), Rodrigo Maia (em transição do DEM para o PDS), José Sarney (MDB), Eunício Oliveira (CE) e outros, Lula acenou com o que interessa: o PT vai abrir mão de candidaturas a governos estaduais onde seus futuros parceiros tiverem nomes fortes, em troca de seu apoio nacional. Isso deve acontecer em dois dos três principais colégios eleitorais do país, o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Com isso, o petista abre diálogo tanto com forças de esquerda, como o PSOL e o PSB, que tendem a se aglutinar em torno de Marcelo Freixo para governador do Rio e avança muitas casas no jogo para conquistar o PSD de Gilberto Kassab. Em Minas, o candidato deverá ser o atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Em Pernambuco, o acordo é com o PSB, e em outros estados do Nordeste, com o MDB. Por enquanto, nenhum desses partidos admite abertamente a aliança. Kassab diz que lançará candidato a presidente. Mas, se as coisas continuarem nesse rumo, PSD e MDB vão desembocar na candidatura do petista.

Nesses entendimentos, o PT pode ficar com a candidatura ao Senado, com as vices ou até mesmo com a possibilidade de eleger chapas fortes para a Câmara dos Deputados. Depois de tantos anos no poder, Lula está convencido da importância de eleger maioria no Congresso para governar no presidencialismo à brasileira.

Também Jair Bolsonaro trabalha para 2022 – aliás, só trabalha. Ainda sem partido, e na perspectiva de se filiar a uma legenda nanica para chamar de sua, o presidente tenta consolidar o apoio de partidos médios e grandes do Centrão que podem lhe garantir tempo de TV na campanha: PP e Republicanos, sobretudo. Além de postos no governo, Bolsonaro tem feito farta distribuição de verbas e emendas para parlamentares dessas legendas e fim de manter sua fidelidade.

Mas há controvérsias se o Centrão estará mesmo no palanque do presidente da República se a sua popularidade despencar muito até lá. Aí vem o outro lado da estratégia: manter o discurso radical e ativar suas milícias nas redes. A guerra mal começou.

Renan: 'Governo não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI'

"O Brasil virou o cemitério do mundo. O fato de terem transformado o Brasil nisso não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI", afirmou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid

Brasil 247, 10/05/2021, 15:17 h Atualizado em 10/05/2021, 15:56
Senador Renan Calheiros (MDB-AL) (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o governo Jair Bolsonaro e senadores aliados estão equivocados ao dizer que as investigações da comissão vão "dar em nada".

"Os fatos falam por si. O Brasil virou o cemitério do mundo. O fato de terem transformado o Brasil nisso não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI", afirmou o parlamentar, de acordo com relatos publicados pela coluna de Mônica Bergamo.

De acordo com o emedebista, "se houver provas sobre os morticínios, haverá, sim, responsabilização". "A CPI não é uma briga de governo e oposição. Nem de grupos ideológicos. Ela quer mostrar a verdade. E vai mostrar o que aconteceu e o que fizeram para salvar, ou não salvar, vidas", disse.

Na plataforma Worldometers, que disponibiliza dados globais sobre a pandemia, o País tem a segunda maior quantidade de mortes (422 mil) provocadas pela Covid-19 - só fica atrás dos Estados Unidos (595 mil).

O Brasil tem o terceiro maior número de infectados (15,1 milhões), atrás de Índia (22,9 milhões) e EUA (33,4 milhões).