sexta-feira, 26 de março de 2021

Lula pede que Angela Merkel apoie a quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19

O ex-presidente Lula pediu que a líder alemã Angela Merkel apoie a quebra de patentes das vacinas para serem produzidas mais rapidamente, e um encontro dos líderes do G-20 para uma estratégia global de enfrentamento da pandemia

Brasil 247, 26/03/2021, 11:57 h Atualizado em 26/03/2021, 12:28
   (Foto: Stuckert | Reuters)

O ex-presidente Lula, que age como estadista em defesa do Brasil e dos países mais vulneráveis economicamente, pediu que a líder alemã Angela Merkel apoie a quebra de patentes das vacinas para serem produzidas mais rapidamente, e um encontro dos líderes do G-20 para uma estratégia global de enfrentamento da pandemia.

Lula também fez o mesmo pedido ao governo chinês.

Veja a íntegra da entrevista que Lula concedeu ao portal alemão Der Spiegel e reproduzido no DW:

Em entrevista publicada pela revista alemã Der Spiegel, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as mais de 300 mil mortes por coronavírus no Brasil são "o maior genocídio" da história do país, responsabilizando Jair Bolsonaro pela situação crítica enfrentando pelo país. Segundo o petista, o atual presidente deveria que "pedir perdão" aos brasileiros.

"Durante um ano, ele não levou o vírus a sério e disseminou mentiras. Durante um ano, atacou todos os que discordavam dele. Se ele realmente estivesse preocupado com o povo, teria dado o exemplo e colocado uma máscara imediatamente e não teria provocado aglomerações", disse Lula.

"Se ele tivesse um pouquinho de grandeza, teria se desculpado ontem [no pronunciamento na TV] às famílias de mortos pela covid e aos milhões de infectados. Ele é responsável por isso. (...) É o maior genocídio de nossa história. Temos que salvar o Brasil de covid", completou Lula.

"Um presidente não precisa saber tudo. Mas ele [Bolsonaro deveria ter humildade para consultar pessoas que sabem mais do que ele. Ele deveria falar com cientistas, médicos, governadores e ministros da saúde para elaborar um plano para derrotar a covid. Mas ele não leva covid a sério. (...) Não acredita em vacinas. Quem usa máscara é zombado por ele como um 'viado'. (...) Nunca tivemos na nossa história um presidente tão irresponsável", disse Lula.

Em discurso em cadeia nacionalna última terça-feira – dia em que o Brasil registrou mais de 3 mil mortes por covid-19 em 24 horas pela primeira vez –, Bolsonaro tentou emplacar uma falsa narrativa para as ações do governo durante a crise. Na fala, ele não mencionou o recorde de mortes e mentiu que sempre foi a favor das vacinas. O presidente também evitou mencionar que minimizou a pandemia seguida vezes e que combateu medidas de isolamento social. Alguns meios de comunicação apontaram que a fala representava uma "mudança de tom" de Bolsonaro, mas pouco depois o presidente já havia voltado a atacar governadores e a defender tratamentos ineficazes, além de mentir sobre os motivos do cancelamento do lockdown de Páscoa na Alemanha.

Apelo a Merkel

Na entrevista, Lula também propôs a quebra das patentes das vacinas contra covid-19 para permitir um maior acesso global ao imunizante. "Isso é um bem de toda a humanidade, e nenhuma empresa pode se enriquecer com isso. Não devemos permitir que interesses comerciais desse ou daquele fabricante estejam sobre os interesses da humanidade", sublinhou, fazendo um apelo para que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, pressione pela realização de um encontro internacional dos líderes mundiais para discutir a questão.

"Tal encontro só pode ocorrer no âmbito do G7 ou do G20. Poderia também ser convocada uma reunião extraordinária virtual da Assembleia Geral das Nações Unidas. Alguém teria que ter essa iniciativa", disse, lembrando que há falta de vacina mesmo em países desenvolvidos, como Alemanha e França. "Nenhum país é capaz de resolver o problema sozinho. Mesmo na Alemanha e na França faltam vacinas. Isso é inacreditável!"

O ex-presidente confirmou que escreveu uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping e disse que se encontrou com representantes do Fundo de Investimento Direto Russo, responsável pela distribuição da vacina Sputnik V.

"Bolsonaro e seus seguidores espalharam pela internet que as pessoas receberiam um implante de um chip junto com a vacina chinesa e que a da BioNtech[empresa alemã que desenvolveu uma vacina em parceria com a Pfizer] poderia transformar as pessoas em jacarés. E temos que conviver com essas mentiras! Pedi a Putin e Jinping que ignorem as ofensas de Bolsonaro e de seu ministro das Relações Exteriores na hora em que o Brasil solicitar vacinas."

Rejeição a Bolsonaro dispara e chega a 49%, diz pesquisa

De acordo com pesquisa Exame/Ideia, 49% dos entrevistados desaprovam a forma como Jair Bolsonaro trabalha no seu cargo, sendo a pior marca desde junho do ano passado. A aprovação ficou em apenas 25%

Brasil 247, 26/03/2021, 12:05 h Atualizado em 26/03/2021, 12:28
   Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Correa - PR)

Pesquisa Exame/Ideia apontou que 49% dos entrevistados desaprovam a forma como Jair Bolsonaro trabalha no seu cargo, sendo a pior marca desde junho do ano passado, quando atingiu 54%. A aprovação caiu 1 ponto percentual em relação à rodada publicada há duas semanas e ficou em 25%. Os que nem aprovam e nem desaprovam somam 22%. De acordo com o levantamento, 4% não souberam responder.

Questionados sobre como avaliam o governo Bolsonaro, 49% dos entrevistados não aprovam a gestão; 27% aprovam; 22% disseram que nem aprovam nem desaprovam, e 2% não responderam.

A pesquisa já havia apontado, para 91% dos brasileiros, o sistema de saúde brasileiro está em colapso e 71% acham que a gestão da crise sanitária pelo governo deve ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Foram entrevistadas 1.255 pessoas entre os dias 22 e 24 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Justiça sendo feita, diz Lula após decisão sobre Marisa e tríplex

O ex-presidente Lula fez referência à decisão do TJ-SP de determinar à OAS e à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que restituam as parcelas pagas pela ex-primeira-dama Marisa Letícia na compra de um tríplex no Guarujá (SP). O TJ-SP confirmou que ela não havia adquirido o imóvel

Brasil 247, 26/03/2021, 12:53 h Atualizado em 26/03/2021, 13:04
  Ex-primeira-dama Marisa Letícia e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 
(Foto: ABR)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), de ordenar que a OAS e a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) restituam as parcelas pagas pela ex-primeira-dama Marisa Letícia na compra de um tríplex no Guarujá (SP).

"JUSTIÇA SENDO FEITA | Decisão da Justiça de SP reconhece fatos que foram apontados pela defesa de Lula há mais de 5 anos e que o ex-presidente e sua família nunca foram donos de apartamento nenhum no Guarujá", postou o ex-presidente no Twitter.

Após a Bancoop falir, a OAS assumiu o condomínio e as pessoas que pagaram parcelas poderiam ou ter a devolução de 90% dos valores gastos ou uma unidade no Solaris. O TJ-SP confirmou que a ex-primeira-dama desistiu da aquisição do imóvel.

"Todas as decisões judiciais que reforçam o absurdo que foi aquele processo não tem, nem de perto, a mesma cobertura de órgãos tradicionais da imprensa brasileira que as ilações feitas contra Lula e sua família", disse Lula, também por meio do seu instituto.
Suspeição

O ex-presidente foi acusado sem provas de ter recebido o apartamento como propina da OAS. Na terça-feira (3), Sérgio Moro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por causa de sua parcialidade contra Lula. Ou seja, o STF decidiu pela suspeição do ex-juiz.

Lula propõe à China conferência mundial para quebrar patentes de vacinas

Em entrevista à imprensa chinesa, o ex-presidente Lula, que age como estadista em defesa do Brasil e dos países mais vulneráveis economicamente, defendeu a criação de uma conferência internacional destinada a quebrar as patentes de laboratórios privados

Brasil 247, 26/03/2021, 11:27 h Atualizado em 26/03/2021, 11:29
  (Foto: Reuters | Stuckert)

Em entrevista ao portal chinês Xinhua, nesta quinta-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que age como um estadista em defesa do Brasil e dos países mais vulneráveis economicamente, defendeu a criação de uma conferência internacional destinada a quebrar as patentes de laboratórios privados com o objetivo de que os países mais pobres da África, Ásia e América Latina possam ter custos reduzidos e melhor acesso às vacinas contra o coronavírus.

Ele afirmou que, diante do enfrentamento da pandemia, a China é um "exemplo de que é possível cuidar da população por meio de um governo sério e com responsabilidade para com seu povo".

"É importante que os países ricos, os países do Conselho de Segurança da ONU, o G20 tenham uma reunião extraordinária para falar sobre a vacina. É importante que a vacinação da humanidade seja a prioridade de todos os países do mundo e que os mais ricos possam financiar vacinas para os mais pobres", disse.

Ele também acrescentou que outro cenário importante pode ser a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária da ONU.

"Precisamos definir como ajudar os países pobres, como os pobres vão receber a vacina. O enfrentamento da pandemia é algo em que os chineses estão dando o exemplo, assim como os cubanos. Lamentavelmente, no Brasil nosso presidente não dá o exemplo de como cuidar do país. O (Jair) Bolsonaro é irresponsável e o Brasil merece melhor ", disse.

O Brasil é atualmente o epicentro global das mortes diárias por Covid-19, registrando uma média de mais de 2.100 nos últimos sete dias, totalizando mais de 300 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde.

Leia a íntegra da entrevista no portal Xinhua

Reinaldo Azevedo desafia Gebran, do TRF-4, a apresentar uma única prova contra Lula

Brasil 247, 26/03/2021, 06:30

O colunista Reinaldo Azevedo desafiou, em sua coluna, o desembargador João Pedro Gebran, do TRF4, a apresentar uma única prova contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "João Pedro Gebran Neto, relator dos casos da Lava Jato no TRF-4, disse que a operação é objeto de uma 'guerra de narrativas'. Logo, fala um narrador, não um juiz", escreveu Reinaldo.

"Eu o desafio, de novo, a informar em quais páginas da sentença de Moro, que o senhor endossou, com agravamento da pena, aparecem as provas da denúncia apresentada pelo Ministério Público. Vai que tenham me escapado... Atenção, doutor Gebran! Encontrei lá, e o senhor também, em palavras, o que Deltan Dallagnol esquematizou no PowerPoint. Cobro as provas do que está na denúncia recebida, como exige o devido processo legal. Ou estou errado?", questionou.

Bolsonaro cria comitê contra Covid e exclui governadores

Em guerra com os governadores, Jair Bolsonaro decidiu rifá-los do comitê de urgência que supostamente irá coordenar o combate à pandemia. Flávio Dino condenou o sectarismo de Bolsonaro: "Mais uma agressão desnecessária"

Brasil 247, 26/03/2021, 07:58 h Atualizado em 26/03/2021, 14:06
Presidente do STF, Luiz Fux, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Jair 
Bolsonaro, durante declaração após reunião com ministros e governadores 
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro decidiu rifar os governadores do comitê de urgência contra a Covid-19, que supostamente coordenará as medidas no combate à pandemia. E exclusão é uma retaliação à postura dos governantes de estabelecerem medidas de isolamento social com o objetivo de conter o avanço da pandemia.

O grupo foi anunciado na quarta-feira (24) depois de uma reunião entre o ex-capitão e membros de outros Poderes.

O governador do Maranhão, Fávio Dino, usou suas redes sociais para mais uma vez apontar o sectarismo de Bolsonaro. “Comitê anticovid excluindo estados e municípios ? Qual a lógica disso, a não ser criar mais confusão ? Mais uma agressão desnecessária e violadora do princípio da lealdade federativa”, rechaçou.

Segundo reportagem do portal UOL, de acordo com o decreto, o grupo será coordenado pelo próprio Bolsonaro e terá a participação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e de um representante do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que será indicado como observador pelo presidente da entidade, o ministro Luiz Fux, que também presidente o STF (Supremo Tribunal Federal). O Ministério da Saúde participará à frente da Secretaria-Executiva do comitê.

quinta-feira, 25 de março de 2021

'Ultrapassou o limite do bom senso', diz Mourão sobre os mais de 300 mil mortos pela Covid-19 no Brasil

Vice-presidente Hamilton Mourão destacou o alto número de mortos por Covid-19 no Brasil e afirmou que é necessário "tentar de todas as formas diminuir a quantidade de gente contaminada"

Brasil 247, 25/03/2021, 12:38 h Atualizado em 25/03/2021, 13:31
   Vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: Agência Brasil)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (25) que o número de mortes por Covid-19 no Brasil "ultrapassou o limite do bom senso". Nessa quarta-feira (24), o País bateu a marca dos 300 mil óbitos por causa do coronavírus.

"Agora vamos enfrentar o que está aí e tentar de todas as formas diminuir a quantidade de gente contaminada e, obviamente, o número de óbitos que, pô, já ultrapassou o limite do bom senso", disse o general em entrevista concedida no Palácio do Planalto.

Nessa quarta-feira (24), Jair Bolsonaro afirmou que será criado um comitê com a participação de representantes dos governos estaduais, do Congresso e da União para combater a pandemia de Covid-19. Iniciativa aconteceu cerca de 15 dias após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender, em um discurso histórico, a criação de uma junta para enfrentar a crise sanitária.

Lula livre, elegível e inocente

A orgia jurídica não seria tão eficaz sem a investida na política e do apoio midiático. Para tanto, convenceram os tolos, tiraram uma Presidenta honesta, prenderam um inocente e elegeram um genocida. Nada disso seria possível sem que esses objetivos fossem atingidos

Brasil 247, 24/03/2021, 09:35 h

A segunda turma do STF, por três votos a dois, reconheceu o óbvio uLulante que o mundo jurídico, rábulas, leigos e emas já sabiam: Sérgio Moro perseguiu Lula para desmontar o Brasil, deixando-o na condição de colônia estadunidense.

Pesquisa feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aponta que o impacto da operação Lava Jato para a economia brasileira de 2014 a 2017, fez com que R$ 172,2 bilhões deixassem de ser investidos no país.

Publicação no site Poder 360, afirma que levantamento do Dieese foca na Petrobras e no setor da construção, ao fazer um mapeamento de obras afetadas na construção civil e de valores não investidos pela estatal. Como resultado, cerca de 4,4 milhões de postos de trabalho foram perdidos no país de 2014 a 2017, como consequência da operação. Do total, 1,1 milhão são do setor da construção civil.

Outros segmentos da economia, além da construção civil, petróleo e gás, foram afetadas pela Operação. A perda de investimentos foi estimada em 3,6% do PIB de 2014 a 2017.

A Lava Jato também impactou na arrecadação de impostos. De acordo com o estudo, R$ 47,4 bilhões em impostos diretos deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos.

Esses dados seriam suficientes para qualquer observador perceber o tamanho do estrago que a Lava Jato, sob os auspícios de Sérgio Moro e de Procuradores irresponsáveis e ambiciosos, causaram ao Brasil.

Porém, a orgia jurídica não seria tão eficaz sem a investida na política e do apoio midiático. Para tanto, convenceram os tolos, tiraram uma Presidenta honesta, prenderam um inocente e elegeram um genocida. Nada disso seria possível sem que esses objetivos fossem atingidos.

Os danos causados por uma mentira, às vezes são irreparáveis. Deixam sequela onde deveriam deixar legado. A verdade é luz, imbatível, mas tem quem prefira o caminho da escuridão, da dor e negação da realidade. A mentira aprisiona quem não se aprofunda nos fatos, e se satisfaz em boiar na superfície das águas rasas.

Ex-morobloco, Marcelo Serrado se arrepende de apoio a Moro e posta foto com Haddad

O global Marcelo Serrado mostrou seu arrependido ao apoiar Sergio Moro, julgado suspeito pelo STF nas condenações arbitrárias contra o ex-presidente Lula

Brasil 247, 25/03/2021, 12:41 h Atualizado em 25/03/2021, 13:22
  (Foto: Reprodução)

O global Marcelo Serrado, que já foi flagrado com a camisa “Morobloco” em apoio a Lava Jato, agora se mostra arrependido de apoiar Sergio Moro, julgado suspeito nas condenações contra o ex-presidente Lula da Silva.

Na madrugada desta quinta-feira (25), o global compartilhou no Twitter uma montagem em que aparece abraçado a Haddad em uma foto e na outra participando do ato em defesa da Lava Jato.

"Essa foto com Fernando Haddad no dia nas eleições passadas [2018], em que ele foi me agradecer por ter feito parte da campanha 'vira voto'. A outra foto na passeata de 2016! Um erro ao me ver! Eu estava lá como eleitor de Marina [Silva]. Com ódio não vamos vencer! Poderíamos ter um professor", explicou Serrado.

Sem subnotificação, mortes por Covid-19 no Brasil teriam superado 400 mil

O Brasil chegou à triste marca de 300 mil mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (25), mas a tragédia pode ser bem maior por causa do atraso das notificações de óbitos pela doença e por casos que não foram notificados por falta de testes

Brasil 247, 25/03/2021, 12:00 h Atualizado em 25/03/2021, 13:55
   (Foto: Chico Batata/Divulgação | Marcos Corrêa/PR)

O Brasil chegou à 300 mil mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (25), mas a tragédia pode ser bem maior por causa do atraso das notificações de óbitos pela doença e por casos que não foram notificados por falta de testes. Dados do Observatório Covid-19 mostram que até hoje os óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) somavam 415,5 mil casos, enquanto os óbitos por covid-19, um tipo de SRAG, eram de 320 mil. A informação é do portal Valor Econômico.

“Essa diferença de quase 100 mil para as mortes por SRAG é basicamente covid-19”, afirma Leonardo Bastos, estatístico da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e colaborador do Observatório, uma rede de pesquisadores de várias instituições que estudam a doença.

A reportagem ainda indica que a diferença entre o número do Observatório e o dado oficial divulgado hoje, de 300,6 mil mortes, ocorre porque os pesquisadores aplicam ao modelo chamado nowcasting, que ajusta o atraso nas notificações. “Tomamos como base a data do óbito. As mortes desta semana só vão entrar no sistema daqui a dez dias. O modelo antecipa, prevê quanto seria esse número hoje. Quando se olha a data do evento, se entende melhor a dinâmica da doença”, afirma Bastos.