segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

STF garante a Lula documentos de hackers para sua defesa na Lava Jato

Ricardo Lewandowski decidiu que os advogados do ex-presidente Lula tenham acesso aos dados coletados por um grupo de hackers que invadiram celulares de autoridades brasileiras, tais como procuradores da Lava Jato, Sergio Moro e Jair Bolsonaro

Brasil 247, 28/12/2020, 11:16 h Atualizado em 28/12/2020, 11:28
   Lewandowski e Lula. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou nesta segunda-feira (28) que a defesa do ex-presidente Lula tenha acesso às mensagens coletadas na Operação Spoofing, que teve como alvo um grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades brasileiras, incluindo os de procuradores da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, do ex-juiz Sergio Moro e de Jair Bolsonaro.

Com a decisão, que representa mais uma vitória judicial do ex-presidente, o Juízo da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal deverá compartilhar os conteúdos com os advogados de Lula.

“Diante da verossimilhança da alegação e tendo em conta o direito constitucional à ampla defesa, defiro, por enquanto, sem prejuízo de providências ulteriores, o pedido deduzido pelo reclamante com fundamento nos arts. 6º , 8º , 77, I, e 139, IV, do Código de Processo Civil, para autorizar o compartilhamento das mensagens informais trocadas no âmbito da Força-tarefa Lava Jato, encontráveis nos arquivos arrecadados ao longo da Operação Spoofing”, registrou o ministro em sua decisão.


Lewandowski ressalta, porém, que Lula poderá ter acesso somente a conversas que ‘lhe digam respeito, direta ou indiretamente, bem assim as que tenham relação com investigações e ações penais contra ele movidas na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira’.

O prazo para que os dados sejam compartilhados é de dez dias.

Flávio Dino entra com ação penal contra Bolsonaro por crime contra a honra

O governador diz que Jair Bolsonaro o caluniou ao dizer que teve de cancelar uma viagem a um município do Maranhão por ter tido negado efetivo da PM, órgão sob responsabilidade dos governos estaduais, no seu esquema de segurança

Brasil 247, 28/12/2020, 08:12 h Atualizado em 28/12/2020, 09:52
   Flávio Dino e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Adriano Machado/Reuters)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), decidiu entrar com uma ação penal por crime contra a honra contra Jair Bolsonaro, de acordo com a Folha de S.Paulo.

O governador Dino diz que Bolsonaro o caluniou ao dizer em entrevistas no mês de outubro que teve de cancelar uma viagem ao município de Balsas, no interior do Maranhão, por ter tido negado efetivo da Polícia Militar (PM), órgão sob responsabilidade dos governos estaduais, no seu esquema de segurança.

Em outubro, o governo foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro. Dino diz que não recebeu solicitação para a segurança presidencial. Na petição, ele exigiu que Bolsonaro apresentasse provas da suposta recusa de colocar a polícia à disposição de sua segurança.

Brasil, que foi sexta maior economia do mundo com Lula, cai para 13ª posição com Bolsonaro

Brasil vem despencando no ranking das maiores economias mundiais desde o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff

Brasil 247, 28/12/2020, 15:22 h Atualizado em 28/12/2020, 15:22
    Lula e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Adriano Machado/Reuters)

Em 2011, a economia brasileira estava atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e caminhava para superar a França, podendo ser a quinta economia do mundo. Em 2021, no entanto, o país cairá mais uma posição, de acordo com a previsão da consultoria britânica CEBR que divulgou o estudo anual sobre as perspectivas da economia global. 

Segundo o levantamento, o Brasil será ultrapassado pela Austrália e, assim, deve terminar o ano que vem como a 13ª maior potência econômica.

De acordo com o estudo, a perspectiva é de que a economia do Brasil não se recupere como os outros países, devendo ter um crescimento de 3,3% em 2021. O ritmo é inferior à expectativa para a Austrália, que deve ter expansão de 3,5%. Por isso, australianos devem ultrapassar os brasileiros.



“Um problema que vai afetar o mercado de trabalho do Brasil que emerge no pós-Covid nos próximos anos é a fraca produtividade”, destaca o documento, enfatizando que a baixa produtividade do Brasil é resultado do ambiente pouco amigável para os negócios e também é fruto do sistema tributário distorcido. 

Os economistas britânicos apontam que o golpe de 2016 é uma das causas desse retrocesso. “O Brasil tem visto considerável instabilidade econômica e política desde a profunda recessão de 2015 e 2016. Além disso, a economia brasileira já estava em uma frágil situação antes da pandemia do coronavírus, com limitado espaço fiscal”, destaca a consultoria CEBR.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Uma franca carta de Natal aos partidos de oposição: uma carta aos líderes da oposição no Brasil!

"As cores dissolvem-se, não se distinguem e a frente, antes nacional, democrática e popular, passa a acolher toda sorte de arrivistas? Quer dizer que a direita e as suas vertentes centristas também cabem em uma frente democrática?", escreve o ex-senador Roberto Requião

Brasil 247, 27/12/2020, 10:22 h Atualizado em 27/12/2020, 10:30

Para Lula, Ciro, Dino, Marina, Boulos 

(e a quem mais possa, menos Huck, Dória, Mandetta, Maia, Moro, Marinhos, Frias, Mesquitas, os da direita e meia direita, do centro e centrões et alia)

Senhoras e Senhores.



A generosidade do Mino abre-me espaço para que escreva esta carta. Às vésperas dos 80 anos, ele me concede privilégio de criança: uma carta de Natal. Mais que pedir, faço perguntas: 

Todos os gatos são pardos?

Parece que a conversa de alguns de nós está mudando de andar. Sobe às coberturas e não se fala mais em reunir os deserdados, os trabalhadores, os assalariados e profissionais das classes médias, os pequenos e médios empresários, o capital produtivo nacional, os interesses desvinculados do império e do capital financeiro. Agora, todos cabem no mesmo saco, é isso? As cores dissolvem-se, não se distinguem e a frente, antes nacional, democrática e popular, passa a acolher toda sorte de arrivistas? Quer dizer que a direita e as suas vertentes centristas também cabem em uma frente democrática? Mas, desde quando a direita se converteu à supremacia dos interesses nacionais, populares e democráticos? 

Os carros devem se adiantar aos bois?

Por que até agora não nos reunimos para que cada um expusesse o que pensa, fizéssemos a análise concreta da situação concreta, examinássemos o que nos une e o que nos distancia para, então, intentar um programa mínimo comum, oferecendo aos brasileiros uma saída desse atoleiro político, econômico, moral e sanitário? Por que a insistência em botar os carros na estrada sem antes convocar quem os puxe? Ou fazemos isso de caso pensado, por que sem um programa mínimo comum fica mais fácil dissimular intenções e esconder aliados? (Ou antes alguns precisam consultar o Biden e a sua vice, a honorável senhora Kamala?)

Candidato próprio ou direito ao erro próprio? 

De duas, uma: ou somos incorrigivelmente irresponsáveis ou essa conversa de frente das oposições ou de esquerda, seja o que for, não passa de um divertimento para enganar os trouxas de sempre, os brasileiros. 

Primeiro caso: é isso mesmo, faz parte de nosso evangelho: onde estiverem dois ou três reunidos, aí estarei eu no meio deles para dividi-los. A solidariedade, a irmandade, a união são para os fracos; na verdade, apreciamos uma boa pancadaria, um frege arretado, uma daquelas arruaças em que se permite até botar a mãe no meio.

Segundo caso: é isso mesmo, agitamos a bandeira da unidade não para firmá-la, e sim para livrar a nossa cara e garantir o direito ao próprio erro (ou candidatura).

O amor e a fraternidade perderam a validade?

Há 30 anos ouvia-se: vamos acabar com os partidos comunistas porque o mundo em que eles foram criados acabou. Hoje, dizem: vamos acabar com o PT porque o mundo em que ele foi criado está indo embora. Se, lá atrás o PCB errou e, agora, errou o PT, quem tinha e quem tem compromissos com os erros deles? Na verdade, assim como queriam cancelar a utopia de uma terra sem amos, pretendem agora extinguir não um partido e sim o propósito de se extirpar uma sociedade empestada pela desigualdade, pela pobreza, pela fome, pela injustiça, pela violência classista, pelo racismo, pela crueldade e insensatez de uma das mais infames, iletradas e estúpidas das elites terrenas, a brasileira. 

Envelhecemos e apenas os safos não têm idade? 

Diz-se (até mesmo entre nós) que tudo caduca, defasa-se: empresas públicas, direitos trabalhistas, previdência social, três refeições diárias, luta de classes, imperialismo, Estado de Bem-Estar Social, soberania nacional. E que os teimosos, os sectários, os intransigentes que defendem essas velharias também mofaram e devem sair de cena. Teria razão Nelson Rodrigues e seu conselho aos jovens espertos 

Por que tudo tem que ser a curto prazo? Pensar dói? 

Temos a mania do curto prazo, da duração limitada, do voo de galinha. Macroeconomia de curto prazo, política de curto prazo, jurisprudência de curto prazo, compromissos de curto prazo, caráter com validade estampada no fundo da lata. Pensar, planejar, descortinar o país a médio e a longo prazos, fixar objetivos e metas são exercícios excessivos, doem? Ou os apresentadores e os assistentes de palco não precisam pensar, que tudo já foi mastigado e basta que leiam o teleprompter? E por que se omitem diante das únicas coisas a fazer a curto e imediato prazo, como a revogação dos tetos de gastos, a restituição dos direitos trabalhistas e previdenciários, o cancelamento das privatizações e das medidas de alienação da soberania nacional? Ou isso é passado e que passou, passou e não se fala mais nisso?

Qual a de maior devoção: a vela a Deus ou ao diabo?

De novo, a minha idade e a minha ortodoxia veem-se em choque: quer dizer que agora pode-se acender velas a Deus e ao seu antípoda, simultaneamente? E qual delas deve ser maior e acesa com mais devoção? O culto ao Banco Central independente e a conta remunerada dos bancos, v.g. (vejam como sou tão antigo), são compatíveis com o ideal da prevalência do capital produtivo sobre a especulação financeira? Por que, pressurosos, os nossos candidatos buscam sempre o nihil obstat do mercado? E, depois, se apostatam, suspiramos, oh!....

Pergunta em linha reta:

Há gente neste mundo ou são todos semideuses? 

PS: Para terminar, assinarei: do sempre, sempre vosso, Roberto Requião.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Ex-ministros da Saúde de Bolsonaro são críticos do presidente

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que o Brasil não possui "planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação" para enfrentar a pandemia. "Liderança não é uma coisa que você consegue por decreto, precisa ser legitimada”, disse

Brasil 247, 25/12/2020, 16:26 h Atualizado em 25/12/2020, 17:17
   (Foto: Alex Pazuello/Semcom | ABr)

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse que o governo não tem "planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação” para enfrentar a pandemia e que até as “coisas boas” somem em função da “guerra política” criada em torno da crise sanitária. “Já devemos ter chegado a 220 mil mortos, porque há uma subnotificação”, alertou.

“A Covid-19 suscita uma cooperação em todos os níveis. E o que o Brasil não tem é planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação. Isso não é uma coisa deste governo, deste ministério. É uma coisa que foi se estruturando ao longo de décadas. Quando ocorre uma sobrecarga como essa, ela realça as fraquezas. Liderança não é uma coisa que você consegue por decreto, precisa ser legitimada”, disse Teich em entrevista ao jornal O Globo

“Chegamos agora a um cenário parecido com o início da pandemia, com problemas de falta de equipamentos. Já devemos ter chegado a 220 mil mortos, porque há uma subnotificação”, completou. O ex-ministro destacou que o Brasil não possui um conjunto de ações para enfrentar o avanço da Covid-19. “Falta de tudo: planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação. Tudo isso aí não é uma coisa só. As pessoas falam de temas como se fossem uma bala de prata”, afirmou.

“Os países que tiveram grande controle foram os que conseguiram evitar casos novos. Tem países que fizeram coisas diferentes e deram certo. É um conjunto de ações. Tem que ter diálogo imenso com estados, municípios, uma comunicação com a sociedade forte. Por isso, estratégia e planejamento são fundamentais”, justificou. 

Segundo ele, a forma como Jair Bolsonaro abordou a crise acabou prejudicando a disseminação de informações para combater a pandemia. “Numa situação como essa, você tem que ter uma coordenação em linguagem única máxima. Toda vez que você tem um conflito de informações, de mensagem, de posicionamento, você confunde as pessoas. Não ter uma comunicação alinhada, forte, todo mundo mandando a mesma mensagem, dificulta o combate à pandemia, claramente”, afirmou.

Mandetta diz que Bolsonaro tem "condução desastrosa" no combate à pandemia

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o Brasil está “sem liderança” para enfrentar o avanço da Covid-19 e que Jair Bolsonaro “teve uma condução desastrosa” durante a pandemia. “Até hoje não houve uma fala do presidente que ajudasse a Saúde pública brasileira”, disse o ex-ministro em entrevista ao jornal O Globo. 

Mandetta, que deixou o governo em abril, ressaltou que “o presidente não acredita (no vírus)” e que a defesa da economia em detrimento da saúde feita por ele atrapalha o combate contra a doença. “Até hoje não houve uma fala do presidente que ajudasse a Saúde pública brasileira. Ninguém aguenta mais, é legítima a pressão da economia, mas todo mundo deveria andar junto, ou ter uma regra bem clara e transparente para recomendar lockdown tecnicamente e o governo federal apoiar medidas necessárias”, disse. 

“Quando a taxa de ocupação hospitalar ultrapassa 90%, tem que frear. A saída da crise depende muito da capacidade de vacinação da população. Até agora não transparece que a gente vá ter a execução de um plano bem fundamentado. Parece tudo errático. É preciso ter uma capacidade de liderança muito forte, e o Brasil está sem liderança em Saúde”, emendou.
“Ele (Bolsonaro) falou várias vezes que entre a saúde e a economia, ele ia ficar com a economia. E a população começou a construir as suas linhas de defesa sem contar com a liderança da figura maior do governo. Vimos o Ministério da Saúde falando uma coisa e ele falando outra”, afirmou o ex-ministro. 

Mandetta também voltou a criticar a “intervenção militar” no ministério da Saúde feita por Bolsonaro. “Um militar não tem a menor noção do que é Saúde. A gente passa a ter um governo federal que sai completamente do enfrentamento da Saúde e com o argumento de que o problema era de logística. Nunca foi, o problema era de Saúde pública, muito mais complexo do que carregar caixa para lá e para cá. E agora tem uma crise tripla, de prevenção, atendimento e vacina”, destacou.

Ele ressaltou, ainda, que o números de mortes em função da Covid-19 “ fala por si. Ele (Bolsonaro) teve uma condução desastrosa. A desautorização do ministro em público, “manda quem pode e obedece quem tem juízo”; o “e daí?”; “não sou coveiro”; “gripezinha”; “está no final”. Está no final nada. Se teve alguma coisa digna de nota eu não saberia te citar”.

Guerra no DEM: Alcolumbre recusa convite de Maia para homenagear Gilmar Mendes

O DEM, que domina as duas casas do Congresso Nacional, está em guerra interna. Os presidentes do Senado e da Câmara romperam relações após decisão do STF que barrou a tentativa de ambos se reconduzirem à presidência das duas casas

Brasil 247, 26/12/2020, 05:48 h Atualizado em 26/12/2020, 06:22
   Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), está em guerra com seu correligionário Rodrigo Maia, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O senador foi convidado para um jantar em homenagem ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, na casa do deputado na semana passada, mas se recusou a comparecer.

Alcolumbre e Maia não se falam desde o dia 6 de dezembro, quando o STF interrompeu o sonho de ambos se reelegerem para as presidências do Senado e da Câmara. 

Agora, ambos estão, cada um no seu quadrado, tentando eleger seus candidatos para a cúpula do Congresso, numa disputa que polariza as diferentes facções da direita e envolve também setores majoritários da esquerda alinhados no chamado "bloco do Maia" na Câmara dos Deputados. 

Alcolumbre culpa Maia pelo fato de os ministros do STF terem decidido pela proibição. O episódio também provocou divisão no tribunal, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

Papa Francisco resgatou o melhor da tradição católica ao citar D. Hélder, diz Fernando Haddad

Fernando Haddad destaca que ao citar D. Helder Câmara em sua mensagem de Natal, o papa Francisco resgatou o "melhor da tradição católica brasileira, num momento em que nossa gente padece com um governo que atenta reiteradamente contra a vida, sobretudo a dos mais pobres”

Brasil 247, 26/12/2020, 06:38 h Atualizado em 26/12/2020, 07:24
    D. Héder Câmara (Foto: Paulo Emílio)

O ex-prefeito Fernando Haddad observa que apesar da Igreja Católica ter uma relação próxima com o poder, a instituição teve um papel importante no processo de redemocratização. “Muitos líderes católicos abraçaram com tal vigor a causa das liberdades individuais e da justiça social que passaram a ser referência internacional. Um deles, D. Hélder Câmara, patrono brasileiro dos direitos humanos, foi indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz”, escreve Haddad em sua coluna deste sábado (26) na Folha de S. Paulo. 

‘Duramente combatido pela ditadura militar, D. Hélder foi citado pelo papa Francisco na sua mensagem de Natal, na qual resgatou a famosa frase do bispo brasileiro: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”’, destaca o ex-prefeito no texto.

Para ele, “a lembrança resgata o melhor da tradição católica brasileira, num momento em que nossa gente padece com um governo que atenta reiteradamente contra a vida, sobretudo a dos mais pobres”.


"Ao longo da sua história, a Igreja Católica já teve que rever suas posições sobre temas delicados. Uma coisa, porém, é certa: quando reafirmou sua autonomia em relação ao poder e optou por agir contra a injustiça, ela honrou seu compromisso com os fundamentos da sua existência. D. Hélder não poderia ser mais inspirador”, finaliza.

Delegado da PF que inocentou Flávio Bolsonaro contratou namorada para fornecer cestas de café da manhã

Diretor da ADPF no Rio, Erick Blatt teria contratado, por R$ 34,2 mil, a própria namorada para fornecer cestas de Natal aos associados. Ele foi o responsável pela condução do inquérito que inocentou o senador Flávio Bolsonaro do crime de lavagem de dinheiro

Brasil 247,  26/12/2020, 09:25 h Atualizado em 26/12/2020, 09:25
     Erick Blatt e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O diretor da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) no Rio de Janeiro, Erick Blatt, é alvo de uma representação feita pelos próprios associados que questionam o fato do delegado ter contratado, por R$ 34,2 mil, a própria namorada para fornecer cestas de Natal aos filiados da associação. 

Blatt foi o responsável pela condução do inquérito eleitoral que, em janeiro deste ano, concluiu não existirem indícios do crime de lavagem de dinheiro pelo senador Flávio Bolsonaro em negociações imobiliárias feitas no Rio de Janeiro. Ele o parlamentar se conhecem há pelo menos sete anos. 

Segundo informações de Guilherme Amado, da revista Época, o estatuto da ADPF veda a contratação de cônjuge ou companheiro por dirigentes. Na representação, os associados também pedem uma auditoria externa nas contas da diretoria, e que a presidência analise se Blatt deve permanecer à frente do cargo. 

Neste sábado (26), Blatt informou que Jordana Almeida não é sua companheira e que ele ainda está em processo de divórcio. “Infelizmente ainda sou casado e estou em processo de divórcio”, disse o delegado por meio de um comunicado. 

Após nova queda, PT diz não ver derrota e fala em resgatar direitos de Lula

Nathan Lopes Do UOL, em São Paulo 08/12/2020 10h56
     Imagem: Sergio Lima/Folhapress 

O PT deixou as eleições municipais de 2020 sem ter conquistado nenhuma capital, algo que nunca havia acontecido desde a redemocratização. Apesar do resultado, o partido diz não avaliar que houve uma derrota. 

"O resultado eleitoral certamente ficou aquém das expectativas, mas nada justifica a leitura derrotista que tentam impor ao PT e à esquerda de maneira geral", traz trecho da "Declaração Política do Partido dos Trabalhadores", feita pelo Diretório Nacional do partido e que ainda será publicada. 

Críticas à direção

O documento, com 16 pontos, foi elaborado ontem em debate virtual do Diretório Nacional do PT. No encontro, o desempenho nos pleitos foi analisado e também ouviu críticas de algumas alas do partido. 

"O Diretório Nacional não considerou a possibilidade de que fossemos reduzir o número de prefeituras governadas por nós", escreveram integrantes do grupo ao partido.

"Pelo contrário, prevaleceu a ideia de que, lançando mais candidaturas e atuando numa situação política melhor do que a de 2016, cresceríamos. E isso não ocorreu. Como não imaginávamos que pudesse ocorrer, não tomamos as devidas medidas." 

"Ainda estamos longe de uma resposta efetiva ao bloco de poder que se constituiu contra a esquerda", outra ala pontuou. Esta considerou que o PT conseguiu "manter o nariz fora d'água, com resultados moderadamente positivos quando confrontados com 2016". No total, petistas irão comandar 183 prefeituras a partir de 2021. 

No total, petistas irão comandar 183 prefeituras a partir de 2021. Em 2016, eram 254, número que já representava uma queda em relação a 2012, quando obteve a administração de 638 cidades.

"A queda no número de prefeitos e vereadores eleitos em relação a 2016 parece indicar (...) que nossa fragilidade de construção partidária em pequenos e médios municípios, com diretórios efêmeros e cartoriais, não foi enfrentada para dar conta do desafio colocado pela tática eleitoral de 2020", disseram um dos grupos críticos. 

"Intensidade" menor 

Na declaração, o Diretório não faz uma autocrítica sobre estratégia e indica que outros fatores foram determinantes, como a pandemia do novo coronavírus e as mudanças no calendário eleitoral. "Qualquer avaliação criteriosa das eleições de 2020 tem de levar em conta as condições excepcionais em que foram disputadas e que certamente influíram no resultado".

Para o PT, o cenário favoreceu "fortemente os candidatos de partidos ligados ao governo federal e os que disputaram a reeleição, num ano em que o índice de reeleição de prefeitos saltou de 45% (em 2016) para 63%".

O partido avalia que as restrições impostas pela crise sanitária reduziram "a intensidade do debate eleitoral e político, além da competitividade dos candidatos de oposição no nível local". 

"Significativo" 

Apesar de não ter conquistado capitais, os petistas comemoraram a vitória em cidades menores no segundo turno. 

"É significativo para um partido com a trajetória do PT o fato de termos voltado a vencer eleições municipais em cidades historicamente ligadas ao partido, como Diadema (SP), Mauá (SP) e Contagem (MG), além da eleição da primeira prefeita mulher e petista de Juiz de Fora (MG)."

Foram quatro conquistas nas 15 disputas das quais participou em 29 de novembro. Nas duas cidades paulistas, as vitórias foram em municípios do chamado "cinturão vermelho", que praticamente abandonou o partido na eleição passada. 

"Resgate" de Lula 

A partir do resultado da eleição, o Diretório Nacional diz que "o resultado nos impõe a responsabilidade de fortalecer com a esquerda e os movimentos sociais a oposição ao governo Bolsonaro, aos seus aliados e as políticas neoliberais". 

"Bem como construir as condições políticas para disputar as próximas eleições presidenciais com uma agenda de reconstrução do país, dos direitos, da soberania nacional e da democracia."

Nessa reconstrução, o partido volta a pontuar "o resgate dos direitos políticos" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com base na Lei da Ficha Limpa, o petista não pode disputar eleições porque possui condenações na Justiça. O partido e o ex-presidente aguardam uma posição do STF (Supremo Tribunal Federal) que poderá liberá-lo para participar de pleitos. 

Apesar do discurso, alas no partido pontuam que o PT ainda não encontrou "o tom adequado para a disputa política com o governo de extrema-direita e com as elites". "A tática eleitoral do PT de 2020 foi defensiva", comentou um dos grupos críticos. "Não conseguimos nacionalizar o processo eleitoral.".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Dino compara Bolsonaro a Satanás e diz que o Brasil se libertará deste mal

Sem citar diretamente Jair Bolsonaro, Flávio Dino postou uma mensagem natalina: “Na noite de Natal, a besta-fera fez suas apologias absurdas de armas e violência, além de difundir mentiras. Coisa de Satanás querendo desviar atenção do nascimento de Jesus Cristo”, disse

Brasil 247, 25/12/2020, 14:39 h Atualizado em 25/12/2020, 14:49
   Flávio Dino e Jair Bolsonaro (Foto: GOVMA | Marcos Corrêa/PR)

Sem citar diretamente Jair Bolsonaro, Flávio Dino postou nesta sexta-feira (25) em suas redes sociais uma mensagem natalina apontando Jair Bolsonaro como o “Satanás” que promove mentiras e apologias absurdas. 

“Na noite de Natal, a besta-fera fez suas apologias absurdas de armas e violência, além de difundir mentiras. Coisa de Satanás querendo desviar atenção do nascimento de Jesus Cristo”, disse Dino, que e católico e frequentemente cita o cristianismo em suas falas.