sábado, 14 de abril de 2018

Prisão fez Lula e o PT crescerem nas pesquisas


Dados preliminares da pesquisa Vox Populi, registrada no Tribunal Superior Eleitoral e contratada pelo Partido dos Trabalhadores, revelam que a prisão determinada por Sergio Moro tornou o ex-presidente Lula ainda mais popular.

Segundo informações iniciais que chegaram a dirigentes do PT, Lula foi de 40% a 43% no voto espontâneo e de 45% a 51% no voto estimulado – ou seja: ele venceria a disputa presidencial em primeiro turno.

A identificação com o PT também passou de 16% a 19%; diante da força de Lula, a estratégia da direita e dos grupos de mídia associados ao golpe, como Folha e Abril, será tentar tornar Lula invisível em suas pesquisas e no seu noticiário.

A cadela fascista deu cria e agora??


"Os fascistas sentem-se empoderados. Se a máquina opressora do estado só funciona seu favor, e com um nítido viés contra o campo progressistas, eles se verão livres para ofender, agredir e, quem sabe, até matar, seus adversários, cientes de que estarão sempre impunes. Se até Lula, que fez com o Brasil fosse respeitado no mundo como nunca antes em sua história, foi desumanizado e privado dos mais elementares direitos consagrados na Constituição, por que razão os militantes de esquerda seriam poupados?", questiona Leonardo Attuch, editor do 247.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Assassinos de Marielle estão devidamente mortos

Chico Otávio descreve "queima da arquivo"

Conversa Afiada, 13/04/2018
A Polícia do Rio breve "solucionará" o homicídio (Reprodução)

Do Globo Overseas, por Chico Otávio e Vera Araújo:


Trinta dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, a equipe da Polícia Civil que apura o crime aposta suas fichas em um trabalho de comparação de digitais. Vestígios encontrados numa das balas usadas no duplo homicídio serão confrontados com marcas dos dedos de dois homens mortos esta semana. Ambos eram suspeitos de ligação com grupos criminosos da Zona Oeste. Investigadores suspeitam que houve uma “queima de arquivo”.

No último domingo, o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37 anos, foi executado com vários tiros dentro de um carro na localidade da Boiúna, na Taquara. Ele era colaborador de Marcello Siciliano (PHS), um dos vereadores chamados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil para prestarem depoimentos sobre Marielle. No boletim da ocorrência feito pela PM, consta que Alexandre Cabeça era conhecido como chefe da milícia da comunidade Lote Mil.

Além de Alexandre Cabeça, o subtenente reformado da PM Anderson Cláudio da Silva, de 48 anos, executado terça-feira à noite no Recreio, terá as digitais comparadas com a encontrada na bala usada no ataque que resultou na morte da vereadora e de seu motorista. Ele foi atingido por dezenas de tiros de pistolas e fuzis no momento em que entrava em seu carro, um BMW blindado, na Praça Miguel Osório. A polícia suspeita que ele tinha envolvimento com a contravenção.

— Os homicídios de Marielle e Anderson estão tendo uma investigação criteriosa, pois se trata de um caso complexo, e a cada dia a Polícia Civil avança. A sociedade pode confiar de que terá uma resposta — disse o chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa. (...)

Em tempo: Chico Otávio é um dos derradeiros remanescentes da atividade jornalística na Globo Overseas, onde predominam aqueles que o Mino Carta chama de "piores que os patrões". Chico, por exemplo, foi pioneiro na descrição das canalhices do Eduardo Cunha, quando Cunha ainda trabalhava com e para a Globo. - PHA

Decisão do STJ de proteger Alckmin e PSDB é escandalosa

A isso dá-se o nome de blindagem!

"É inadmissível que, de maneira irregular, essas acusações tenham sido retiradas do âmbito da Lava Jato e tenham sido destinadas para investigação no âmbito da Justiça Eleitoral de São Paulo". 

"É algo gritante do ponto de vista da seletividade", criticou o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça que mandou para a Justiça Eleitoral a acusação de que o tucano recebeu um repasse de R$ 10,3 milhões da Odebrecht para suas campanhas sem registro na contabilidade.

Parte do dinheiro foi para as mãos do cunhado de Alckmin.

Defesa entra com novo recurso no STF para que Lula deixe prisão


A defesa do ex-presidente Lula entrou há pouco com novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o mandado de prisão expedido por Sérgio Moro.

No recurso, os advogados pedem que Lula aguarde em liberdade o fim dos recursos de condenação sem provas referente ao triplex do Guarujá.

No recurso, o advogado Sepúlveda Pertence sustenta que a decisão do TRF4 que autorizou Moro a decretar a prisão de Lula extrapolou o que foi decidido na Corte quando do julgamento das ações que permitiram a prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Procuradoria Geral da República denuncia Bolsonaro por racismo


Procuradoria Geral da República apresentou nesta sexta-feira (13) denúncia ao STF contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato de extrema-direita à Presidência da República, pelo crime de racismo.

A denúncia é referente a ofensas proferidas por Bolsonaro contra a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, durante palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.

"Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola", afirmou à época.

Com prisão de Lula, Lava Jato funda Estado Policial


"Não há como contestar que, com a prisão do ex-presidente Lula, infame e injusta, a Lava Jato chegou ao ápice de suas operações e se instalou no topo do poder, fundando um estado policial que escolhe seus alvos, acusa sem provas, prende sem motivo, humilha e esvazia os bolsos do preso até deixá-lo à míngua. Sob aplausos vergonhosos de uma plateia patética e anestesiada que remete aos tempos do circo romano e da Inquisição", escreve o colunista Alex Solnik.

Para ele, "a Lava Jato dita as leis, muda a constituição e é quem escolhe em quem os brasileiros podem votar".

quinta-feira, 12 de abril de 2018

A blindagem do tucano Alckmin e a repercussão do fato



A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, determinou nesta quarta-feira 11 que o inquérito que investiga o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) seja enviado à Justiça Eleitoral do Estado.

A decisão foi tomada após pedido da Procuradoria Geral da República, que num gesto de blindagem do tucano, pediu que o caso não fosse parar na Lava Jato em São Paulo, conforme pediram os procuradores da operação.

A repercussão


O procurador que livrou o ex-governador Geraldo Alckmin da Lava Jato em São Paulo, Luciano Mariz Maia, é primo-irmão José Agripino Maia, senador do DEM e velho aliado do tucano.

A informação foi noticiada pelo jornalista Bernardo Mello Franco.

O vice-procurador-geral da República assinou o documento que pediu para o Superior Tribunal de Justiça que o inquérito contra Alckmin fosse para a Justiça Eleitoral. O STJ atendeu menos de 24 horas depois.


O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot criticou nesta quinta-feira, 12, a decisão do STJ que blindou o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, das investigações da Lava Jato, encaminhando o inquérito que investiga o tucano para a Justiça Eleitoral: "Tecnicamente difícil de engolir essa", escreveu Janot, em sua conta no Twitter.


O jurista e professor Walter Maierovitch criticou o ex-governador de São Paulo e presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, pela blindagem que ele conseguiu nas investigações da Lava Jato.

"A Justiça Eleitoral é federal e — por não ter quadros—, é integrada majoritariamente por juízes estaduais, desembargadores estaduais. É reduzido número de desembargadores federais. Em primeiro grau atuam juízes estaduais. Só para lembrar, os apanhados no Mensalão sustentaram a tese jurídica de competência da Justiça eleitoral, sem sucesso".


O músico Tico Santa Cruz postou no Facebook: "Entre na página de todos os seus amigos que estavam 'lutando contra a corrupção' e pergunte a eles: 'Não vai falar nada sobre o Alckmin ter escapado da Lava Jato?".

As postagens similares, questionando onde serão os protestos contra o tucano, vêm ocorrendo depois que o STJ liberou o inquérito contra o ex-governador para a Justiça Eleitoral, em 24 horas que o tucano ficou sem foro privilegiado.


A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse no início da noite desta quinta-feira, 12, que a blindagem ao ex-governador Geraldo Alckmin na Justiça comprova a seletividade da Justiça em favor do PSDB.

"Alckmin foi acusado de receber R$ 10 milhões de propina da Odebrecht. O STJ falou que era caixa 2 e devolveu o processo para a Justiça Eleitoral. O tratamento é feito com dois pesos e duas medidas. Uma Justiça que protege o PSDB", disse Gleisi, ao visitar o acampamento montado próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Tiros contra caravana de Lula e ameaças a jornalista



Tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula no último dia 27 de março no interior do Paraná vieram de fazenda pertencente a Leandro Langwinski Bonotto, que possui histórico de enfrentamento com o MST, além de ser investigado por ameaça de homicídio a lideranças políticas locais e que declara abertamente seus sentimentos de raiva e rancor tanto por Lula quanto pelo MST. Bonotto nega envolvimento nos disparos contra a caravana.


O jornalista e radialista Marcos Rogério Weber, apresentador na rádio comunitária Palmeira FM, de Palma Sola, em Santa Catarina, foi ameaçado por fazendeiros e comerciantes locais, nesta quinta-feira 12, por ter criticado os ataques contra a caravana do ex-presidente Lula na Região Sul.

Constatação

Ao negar a Lula o depoimento de Duran, o TRF 4 cerceia a defesa de ex-presidente e revela o condenável corporativismo que o vincula a Moro. Enfim, jogo de cartas marcadas.