sexta-feira, 16 de março de 2018

Editora Boitempo negocia livro de Lula com oito países


O livro "A Verdade Vencerá", em que o ex-presidente Lula denuncia o que está por trás da perseguição judicial que vem sofrendo, só será oficialmente lançado na sexta que vem, mas a editora da obra, a Boitempo, já tem de proposta de mais de oito países para vender os direitos de tradução.

Rafael Castilho resume a miséria moral do País que festeja execução de Marielle

Essa gente não consegue se imaginar como a próxima vítima e daí decorre um grave erro

O sociólogo Rafael Castilho criticou os "sorrisos incontidos" de comemoração à execução da vereadora carioca Marielle Franco (Psol).

"Um país que se auto escraviza, como espelho da alma dos subservientes. Esse país deveria se levantar. Se não nos configurássemos como uma multidão de almas vazias nos levantaríamos", diz Castilho.

"Por que não ficou em casa? Por que não ficou na sala de aula? Por que não ficou na senzala? De tantas misérias que o Brasil padece, a mais destrutiva de todas é a miséria moral".

“O tráfico não opera da forma como Marielle foi executada”, diz delegado

O que isso quer dizer?

Em entrevista à RFI, o delegado Orlando Zaccone, da polícia civil do Rio de Janeiro e membro do grupo suprapartidário "Policiais Antifascismo", avalia que a morte da vereadora Marielle Franco tem forte conotação política.

"O tráfico não opera da forma como se deu a mecânica da execução da Marielle. O carro emparelhou, eles observaram o interior do veículo, concentraram todos os tiros na Marielle. O tráfico opera de uma outra forma. Iam sequestrar o carro, levar para dentro de uma comunidade", diz ele.

"Embora a gente ainda não tenha a conclusão das investigações, tudo aponta que há uma motivação política por trás dessa execução".ilhe no Google +

Assassinato de Marielle é 'tiro' para a militarização do Brasil, diz especialista


Para o jornalista argentino Darío Pignotti, o Brasil está chocado com o assassinato "com claros sinais mafiosos" de Marielle Franco, vereadora do PSOL, no Rio de Janeiro, estado militarizado por ordem do presidente Michel Temer.

Segundo Pignotti, as consequências podem ser nefastas para o presidente Michel Temer, que há poucas semanas ordenou militarizar o Rio de Janeiro.

"Este assassinato é um tiro para a própria militarização do país" e "abre uma nova crise para o governo anômalo de Temer, que já por si mesmo é fraco".

PF diz que Aécio tinha bloqueador ilegal de celular


O laudo técnico da Polícia Federa diz que aparelho encontrado na casa de Aécio Neves durante operação de busca e apreensão é um dispositivo vedado pela Anatel e que serve para interferir na frequência de celulares e outros aparelhos eletrônicos.

O relatório é decorrente da Operação Patmos, que flagrou, em ação controlada, entrega de R$ 2 milhões de delatores da JBS em suposto benefício do tucano.

Boulos: há um incômodo na sociedade com mulheres e negros na política


Líder do MTST e pré-candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos afirmou nesta quinta-feira (15) que a morte da vereadora Marielle Franco é expressão de um problema histórico.

"Existe um incômodo na sociedade com mulheres e negros na política, já há uma barreira para que não ocupem esse lugar. E quando ocupam, há um incômodo de quem há 500 anos manda no país", disse.

"Está evidente que os nove tiros disparados contra ela não foram balas perdidas. Esses tiros tinham alvo".

Safatle: quem matou Marielle sabe que tem carta branca do poder para usar a violência


"Quem cometeu tal crime sabe que pode contar com a segurança e a impunidade de quem faz parte de um Estado dentro do Estado, de quem tem carta branca para usar a violência sem temer suas consequências", escreve Vladimir Safatle.

Fonte: Brasil247, 16/03/2018

Assassinato de Marielle pressiona interventores e o próprio Temer


O brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, morta a tiros em um crime com características de execução, já se reflete na cúpula da intervenção militar no Rio.

Os interventores agora são pressionados pelos brasileiros, pela ONU e por políticos do exterior a expor os limites da violência policial e militar que era denunciada pela ativista.

No Rio, milhares de pessoas marcharam pelas ruas do centro com flores e muitos cartazes contra a intervenção militar.

Michel Temer, que pretendia comemorar o aniversário de um mês da intervenção com um "balanço positivo", foi aconselhado a cancelar a festa, diante da reação negativa da população.

Lula: Querem me prender para calar a minha voz? Eu falarei por vocês


Em um discurso em que foi ovacionado, o ex-presidente Lula reiterou sua disposição em resistir a todas as pressões para servir ao povo brasileiro.

"Querem me prender para calar minha voz? Eu falarei por vocês", anunciou, sua fala no Fórum Social Mundial (FSM), em Salvador.

"Não adianta perseguir o Lula. Não adianta não permitir que eu seja candidato. Nossas ideias já estão no ar e não desaparecem", líder em todos os cenários de intenção de voto, Lula reafirmou que é inocente.

"Eu não tenho medo. Vou lutar".

quinta-feira, 15 de março de 2018

Após reunião com Cármen Lúcia, líder do PT pede a Fachin que paute julgamento de habeas corpus de Lula

Viomundo, 14 de março de 2018 às 22h05

“Mas ele já disse mais de uma vez que não pretende fazer isso”. Texto de O Globo, publicado depois do encontro entre Cármen e parlamentares, já antecipando que Fachin não vai pautar habeas corpus de Lula

Líder do PT pede a ministro Fachin pautar julgamento de habeas corpus de Lula


O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), pediu hoje (14) que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), leve ao plenário a discussão sobre o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Trata-se de um direito da cidadania previsto na Constituição que está sendo violado, o habeas corpus é uma matéria prioritária”, afirmou o líder.

A declaração de Pimenta foi dada após reunião com a presidenta do STF, ministra Cármen Lúcia.

Pimenta, acompanhado de cerca de vinte deputados do PT e dos líderes na Câmara do PCdoB, Orlando Silva (SP), e do PDT, André Figueiredo (CE), entregou à ministra um documento suprapartidário, pedindo o julgamento de pedido de habeas corpus aos condenados em segunda instância cuja sentença ainda não foi transitada em julgado.

O documento é assinado por líderes do PT, PDT, PSOL, PCdoB, PP, PR, MDB, PTB, PSB, Solidariedade, PCdoB e Avante, além de vários senadores.

Os líderes partidários da Câmara representam 306 deputados.

Na reunião, segundo o líder do PT, a presidenta do STF informou “de forma cristalina” que se Fachin levar a questão à mesa, imediatamente será pautada, pois cabe a ele tomar tal decisão.

Fachin é o ministro relator da Operação Lava Jato no STF.

Um habeas corpus preventivo foi impetrado pela defesa de Lula, mas Fachin o retirou da Segunda Turma do STF para que a questão fosse analisada pelo pleno do STF. Mas até agora ele não encaminhou o pedido para a análise do conjunto de ministros.

Para Paulo Pimenta, Fachin deve encaminhar o pedido de habeas corpus o mais rápido possível, para que um direito da cidadania seja restaurado.

“O direito a habeas corpus é de qualquer cidadão brasileiro, que não pode ser preso até que o processo seja transitado em julgado”.

O próprio advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, afirmou que o ministro relator tem de colocar em pauta o pedido.

Segundo Pimenta, será solicitada uma audiência com Fachin para tratar do assunto.

Nesta quarta, os advogados de Lula apresentaram petição ao magistrado para que ele leve o recurso à mesa.

A solicitação é para que o ministro Edson Fachin reconsidere a decisão liminar que negou o habeas corpus de Lula, e suspenda eventual ordem de prisão contra o ex-presidente até que as ações que discutem prisão após condenação em segunda instância sejam discutidas no plenário.

Se Fachin não atender a esses pedidos, a defesa pede que o ministro leve o habeas corpus para análise de mérito da Segunda Turma do STF, e retire a responsabilidade do plenário.

Segundo Pimenta, Carmen Lúcia disse que o regimento do STF é claro — a matéria só pode ser pautada por decisão do ministro Fachin.

Da defesa de Lula, via e-mail
Sobre a decisão da defesa do ex-presidente de recorrer hoje (14/03) ao STF, é importante esclarecer que:

Diante da negativa de pauta para o julgamento do habeas corpus pela presidência do Supremo Tribunal Federal apresentamos hoje ao Ministro Relator petição com três pedidos sucessivos.

Um deles é para que o habeas corpus seja levado a julgamento “em mesa”, independentemente de pauta, como prevê expressamente o Regimento Interno da Corte (art. 83, III).

Os demais pedidos têm por objetivo a concessão de liminar pelo próprio Relator ou pela Turma Julgadora até que o Plenário decida a questão.

Cristiano Zanin Martins

PS do Viomundo: O artigo mencionado diz, entre outras coisas, que “independe de pauta” o julgamento de habeas corpus. O deputado Wadih Damous esclareceu, no Facebook, que parlamentares estão marcando audiência com Edson Fachin para o início da semana que vem, com o objetivo de pedir a ele que paute a discussão no STF.