segunda-feira, 12 de março de 2018

Sakamoto: se o Rio é “laboratório”, o que são seus moradores? Cobaias?


"Quando o general Walter Braga Netto, interventor federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro, afirma que a Vila Kennedy é um 'laboratório', uma luz amarela acende", diz o jornalista Leonardo Sakamoto.

"Se temos uma ''doença'', provavelmente, ela é autoimune, com o Estado atacando sua própria sociedade através de corrupção, incompetência, ignorância e má fé".

Prisão de Lula será violência histórica, diz Kennedy Alencar

Primeiro, porque não há prova de que ele cometeu crime; Segundo, pela sua idade avançada e, terceiro, porque trata-se de um ex-presidente da República, aprovado pela população brasileira 

O jornalista Kennedy Alencar afirmou nesta segunda-feira, 12, que cresceu a possibilidade de o ex-presidente Lula ser preso até o fim do mês devido à condenação no processo do apartamento no Guarujá.

"Cármen Lúcia já deu prova de que faz política quando julga conveniente, como ao receber o presidente Michel Temer no último fim de semana em sua casa. No caso de Lula, ela age de forma que prejudica o ex-presidente, ainda que mais à frente ele consiga ter sucesso num recurso no STJ ou no STF para tirá-lo da eventual prisão. Mas já teria ocorrido a ida dele para a prisão, o que tem enorme efeito simbólico", diz Kennedy.

UFPR, onde Moro é professor, também terá curso contra o golpe


A Universidade Federal do Paraná (UFPR) em que o Juiz Sergio Moro é professor também terá curso sobre o golpe de 2016.

Nem em seu nicho acadêmico a atuação como Juiz encontra respaldo; o curso que começa no dia 16 de março vai até junho.

Segundo a ementa, “o evento é inspirado na disciplina oferecida na Universidade de Brasília pelo docente Luis Felipe Miguel, que sofreu tentativa de censura por parte do Ministro da Educação, o que tem como uma de suas consequências a ameaça à autonomia universitária e ao desenvolvimento do pensamento crítico”.

Pergunta que não quer calar: E se Lula fosse FHC?

Os 200 agentes da PF teriam invadido sua casa, vasculhado o guarda-roupa, revirado o colchão, confiscado o netbook do seu neto com uma simples intimação? E como teria sido a votação no STJ, se o ex-sindicalista fosse um sociólogo e integrasse um partido, cujo programa foi elaborado no gabinete de Jorge Serpa, braço direito de Roberto Marinho?

Democradura consolidada


O sociólogo Emir Sader traz uma expressão para contrapor a que foi criada pela Folha de S.Paulo ao se referir ao período da ditadura militar: "ditabranda".

Para o colunista, vivemos agora um período de "democradura, um regime de exceção, que não respeita o resultado das eleições, que viola a Constituição, que persegue e condena sem provas a opositores, que permite que os políticos mais corruptos do Brasil dirijam impunemente o governo e sejam absolvidos pelo Judiciário".

A constituição não permite prisão de Lula, mas há quem queira desrespeitá-la


"Quando a constituição não é obedecida, segue-se à desobediência uma crise institucional. O corolário também é verdadeiro. Cresce a cada dia a percepção de que a prisão de Lula, caso ocorra, nas circunstâncias que se apresentam – condenação sem provas e prisão sem trânsito em julgado – vai acirrar ainda mais a crise política por alimentar a suspeita de que não é mais que um subterfúgio para afastar o favorito das eleições", escreve o colunista Alex Solnik, lembrando de consequências de a Constituição não ter sido obedecida na história brasileira.

Paulo Pimenta à TV 247: não metam a mão no Lula


Em entrevista à TV 247, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que nos dias 26 e 27 de março, datas em que o ex-presidente Lula poderá ser preso após a análise dos embargos pelo TRF-4, ele estará em Curitiba, na caravana da Região Sul.

"Não metam a mão no Lula", diz Pimenta, avisando que haverá muita resistência contra uma eventual prisão do "maior líder popular da história do Brasil".

Pimenta diz que há uma divisão no golpe: de um lado, os mais responsáveis, que consideram uma loucura uma eventual prisão do Lula. De outro, os que "querem ver o circo pegar fogo".

Ele avisa ainda que o Brasil poderá entrar na maior crise institucional de sua história – "o que ninguém sabe como poderá terminar".

Lula, Boulos, angústia e esperança


"Lula é do povo pobre e sempre esteve com o povo. Guilherme Boulos é da classe média, mas decidiu fazer-se povo e caminhar junto com o povo. Uma das singularidades que mais os distingue de muitos outros políticos e que os assemelha é a coragem, principalmente para enfrentar adversidades, sejam pessoais ou da luta social. Lula procura sobreviver em meio ao mais tormentoso momento de sua vida", avalia o sociólogo e colunista do 247 Aldo Fornazieri.

"Em que pese o momento de angústia, há também esperança, num duplo sentido. No sentido de que Boulos possa renovar as esquerdas e construir sua liderança nacional e popular, inclusive, com o incentivo de Lula".

Democracia e liberdades: As consequências da prisão de Lula


"Caso seja efetivada, a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva será o ponto alto da ruptura do pacto democrático no Brasil iniciada com o golpe de Estado de 2016. Trata-se de um processo constante e dirigido de esvaziamento da democracia e das liberdades mais elementares", afirma a pré-candidata à presidência Manuela D´Ávila, em artigo exclusivo para o 247.

"A ofensiva contra a democracia e as liberdades pode ser derrotada se seguirmos o exemplo imperecível de líderes como Leonel Brizola na luta pela legalidade. Vamos, como ele, levar a cabo a resistência — pacífica e firme —, em defesa da liberdade, da democracia, do Estado de direito, da população pobre e da realização de eleições livres em 2018", defende.

Marcos Valério quebra o silêncio e entrega o esquema de corrupção do PSDB


Publicitário Marcos Valério ficou sete horas no Departamento Estadual de Investigações sobre Fraudes em Belo Horizonte, no primeiro depoimento que prestou depois que fez um acordo de delação premiada com a Polícia Civil de Minas Gerais. “O Valério implodiu o PSDB”, disse ao jornalista Joaquim de Carvalho, do DCM, uma pessoa que acompanhou o depoimento.