domingo, 23 de julho de 2017

Temer e Meirelles mentiram quando prometeram que, com PEC do teto, não haveria aumento de impostos


Quando tentavam aprovar a PEC do Teto dos Gastos, que congelou por 20 anos investimentos públicos em áreas essenciais para o Brasil, como a educação, Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmavam em seus discursos que, se a medida não fosse aprovada no Congresso, haveria aumento de impostos.

"Se a PEC do Teto for aprovada, não haverá aumento de impostos", chegou a dizer Temer, que na última quinta-feira 20 anunciou o contrário: a elevação do tributo dos combustíveis.

Diante dos fatos ocorridos da posse de Temer até hoje, é fácil concluir que houve um golpe

Palestra de Dilma, em João Pessoa, em aula inaugural de Gestão Pública

Em palestra sobre gestão pública em João Pessoa, na Paraíba, neste sábado 22, a presidente legítima Dilma Rousseff afirmou que "a história está sendo implacável com os golpistas" e que "aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se o impeachment foi ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos" e conclui: "É inquestionável hoje que foi dado um golpe".

Eduardo Cunha, responsável pela aceitação do pedido de impeachment da petista quando era presidente da Câmara, está hoje preso. 

Aécio Neves, derrotado nas eleições e principal articulador do movimento para tirar Dilma do poder, é o mais delatado da Lava Jato e já virou cadáver político nas pesquisas.

Temer destrói política ambiental para tentar se salvar


Em busca de 221 votos dos parlamentares que representam o agronegócio no Congresso, para se livrar das denúncias de corrupção e outros crimes contra ele, Michel Temer coloca em risco a política ambiental brasileira e até os direitos dos indígenas.

Recentemente, ele enviou ao Congresso um projeto de lei que retira 27% da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no sudoeste do Pará, na região Amazônica, para legalizar grileiros e posseiros dentro da área.

A reunião realizada com a líder do PSB na semana passada, a deputada Tereza Cristina, que também é produtora rural, revelou que Temer prometeu intervir em demandas da bancada ruralista junto à Receita Federal.

Os ambientalistas fazem coro ao dizer que o atual momento é um dos mais críticos para a agenda ambiental na história recente do País.

Em 26 anos como deputado federal, Bolsonaro só conseguiu aprovar dois projetos


247 – O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), aspirante a candidato a presidente da República, conseguiu a aprovação da Câmara de apenas dois de seus projetos, em 26 anos de atuação no Congresso.

Ao todo, ele apresentou 171 propostas, segundo reportagem de Julia Lindner, do Estado de S.Paulo. A matéria observa que, nesse período, Bolsonaro mudou o foco de sua atuação, passando dos interesses militares para a área da segurança.

O capitão da reserva do Exército afirmou ao jornal que foi eleito inicialmente por um "segmento basicamente militar", mas seguiu para outros campos. "Todos nós evoluímos", disse.

sábado, 22 de julho de 2017

Guardian: recessão empurra Brasil de volta a passado de pobreza e fome


Reportagem do jornal britânico The Guardian aponta que a recessão econômica brasileira, estabelecida após o golpe contra Dilma Rousseff e acentuada com medidas econômicas do governo Temer, começa a empobrecer o País, que corre o risco de voltar a fazer parte do Mapa da Fome da ONU, apenas três anos após ter saído.

"Desemprego e instabilidade social ameaçam um indesejável retorno ao passado em um país que já foi visto como modelo para economias emergentes, mas é afetado pela recessão", diz a publicação.

O jornal diz que os "os pobres estão ficando mais pobres"e que "este deveria ser o passado do Brasil".

Temer tem R$ 18 mi em imóveis que antes passaram por seu operador Yunes


Família de Michel Temer possui dois escritórios, uma casa e um andar inteiro de um prédio luxuoso, a maior parte de seus bens mais valiosos, tudo comprado do amigo advogado José Yunes, em transações que nem sempre seguiram o padrão convencional, segundo levantamento da revista Veja.

Yunes, ex-assessor de Temer na vice-presidência, ficou conhecido na imprensa depois que delatores da Odebrecht revelaram que ele recebeu em 2014 parte de uma propina de R$ 10 milhões repassada pela empreiteira a Temer para financiar campanhas do PMDB.

"Sociedade" conta com contrato de gaveta secreto, parceria oculta e impostos pagos com dinheiro em espécie.

Os dois são hoje investigados por corrupção.

As propriedades somam dez vezes o valor do chamado "triplex" do Guarujá, atribuído ao ex-presidente Lula.

Com 1,1% Aécio vira cadáver político em Minas


Pesquisa realizada pelo instituto GPP aponta que o senador tucano, um dos mais delatados na Lava Jato, só teria 1,1% dos votos para presidente da República em seu próprio Estado.

O dado mostra que Aécio Neves, investigado por esquemas de corrupção em Minas e flagrado recentemente pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista, se afundou politicamente depois de ter atuado como o principal articulador do golpe contra Dilma Rousseff, afundando o Brasil na maior crise econômica de sua história.

Temer resolveu jogar gasolina na fogueira


"Alguém acredita que aumentar gasolina vai estancar o desemprego, ampliar o crédito inexistente na praça e estimular a volta dos investimentos? Ou vai exacerbá-los?", questiona o jornalista Alex Solnik, colunista do 247.

"A questão do Fora Temer não é ideológica nem moral. É uma questão de sobrevivência dos brasileiros. Cada dia a mais de Temer no Palácio do Planalto é um real a menos na nossa já magra carteira", diz Solnik, que avisa: "De tanto semear fogo o imolado pode ser ele".

Pergunta que não quer calar


Ontem, funcionários da limpeza que trabalham no prédio da Assembléia Legislativa de São Paulo, de forma respeitosa, pediram para fazer uma foto com Lula e Dilma. Será que pediriam a mesma coisa para o Temer?

Perguntei se Lula precisa de “algum” e ele disse que sim

*Alex Solnik


Lula estava tirando fotos, abraçado a uma faxineira, no corredor da Assembleia Legislativa, ontem à tarde, durante o velório do ex-ministro Marco Aurélio Garcia quando me viu.

No fim da foto ele me chamou com exclamação – “Alex!” – e me deu um puta dum abraço, daqueles que costuma dar quando me reencontra, de tempos em tempos (a última vez foi numa noite de autógrafos de Mino Carta do romance “Brasil”).

Ou seja: a gente se conhece porque eu o entrevistei muitas vezes antes da presidência, mas durante os dois mandatos nunca me encontrei com ele. Só que quando a gente se encontra tem essas cenas de afeto.

E aí eu perguntei pra ele, tirando sarro:

“Tá precisando de algum emprestado? O Moro te deixou sem um tostão”...

Ele abriu um sorriso:

"Tô, sim!"

Olhou pra minha cabeça e completou:

"Vamos rifar esse chapéu"!

Rimos os dois, ele foi em frente.

Não sei quando nos veremos de novo. Mas tenho certeza que, quando isso acontecer vamos trocar mais uma vez um grande abraço e vamos rir. Ou chorar. Sei lá.

Eu prefiro um presidente assim: que chora, ri e abraça.

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"