quinta-feira, 2 de março de 2017

PSDB terá de esclarecer doação da Andrade Gutierrez


Partido foi intimado pelo TSE a prestar esclarecimentos sobre a doação feita pela empreiteira à campanha do senador Aécio Neves à presidência em 2014.

Em petição protocolada em dezembro passado, a defesa de Dilma pediu apuração das doações, com base no fato de que o ex-presidente da empresa, Otávio Azevedo, mudou sua versão em depoimento na Lava Jato, primeiro dizendo que havia doado R$ 12,6 milhões, e depois R$ 19 milhões para o tucano.

Para os advogados de Dilma, caso pode significar que as contas de Aécio estejam irregulares.

Marcelo Odebrecht também entregou Aécio Neves, que pediu R$ 15 milhões


O tão esperado depoimento de Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as doações de campanha da empresa que comandava também atinge o senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

O empresário disse que o tucano lhe pediu R$ 15 milhões no fim do primeiro turno das eleições e o pagamento foi acertado entre o delator Sérgio Neves, ex-diretor da Odebrecht, e o empresário Osvaldo Borges, apontado como operador de Aécio.

O jornalista Kennedy Alencar analisou andamento da Lava Jato e apontou tratamento diferenciado: "Ora, é preciso acelerar essas investigações. Mas o que se vê é celeridade em relação a petistas e demora no que se refere a tucanos".

Kennedy ainda afirma que os vazamentos de delações prejudicam o País e criam clima de incerteza econômica e política.

"Já passou da hora de tornar públicas as delações da Odebrecht. Esse sigilo só tem feito mal ao país e bem aos que manipulam os vazamentos".

Temer anuncia o Pitbull Aloysio para o Itamaraty


Depois do fiasco de José Serra, que brigou com países vizinhos e não conseguiu fazer com que o Brasil tivesse nem o respeito dos Estados Unidos, Michel Temer escolhe o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para o Itamaraty.

Delatado pelas empreiteiras, Aloysio viajou aos Estados Unidos antes do golpe para pedir apoio à deposição da presidente eleita Dilma Rousseff.

O anúncio ocorreu após o tucano se reunir nesta tarde com Temer no Planalto.

Pré-Sal, que Parente cede a estrangeiros, já e 50% da produção nacional


A produção de petróleo nos campos do pré-sal já representa quase a metade da produção total de petróleo no Brasil; em janeiro deste ano, a produção em 73 poços no pré-sal atingiu 1,27 milhão de barris por dia, o que representa 47,4% do total produzido nacionalmente.

Em relação a janeiro de 2016, a produção de petróleo no primeiro mês deste ano cresceu 14,2%, com impulso das áreas do pré-sal, que registrou novo recorde.

Apesar dos dados positivos, a gestão de Pedro Parente na Petrobras tem favorecido empresas estrangeiras em detrimento das nacionais em licitações e vendido ativos importantes também para os estrangeiros.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Indústria naval foi arruinada pela Lava Jato


Profundamente afetado pelo redimensionamento da Petrobras após o início da Lava-Jato, o setor naval demitiu quase 50 mil pessoas em dois anos.

Os dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) mostram que o setor empregava em 35 mil pessoas em dezembro.

Em 2014, o setor representava 82,5 mil vagas; para especialistas, tendência é que demissões persistam também neste ano, diante do plano de desinvestimento da estatal, da perspectiva remota de novos pedidos de sondas e plataformas e da suavização das regras de exigência de conteúdo local na cadeia de óleo e gás definida na semana passada pelo governo.

Lobista reafirma que Aécio Neves propina em Furnas


Lobista Fernando Horneaux Moura, condenado a 16 anos no âmbito da Lava Jato, participou de acareação com o ex-diretor da Engenharia de Furnas Dimas Toledo no inquérito que apura o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) num esquema de corrupção na estatal de energia; na acareação, Fernando Moura manteve sua versão de que, em 2003, o então dirigente de Furnas teria garantido que um terço da propina arrecadada na estatal iria para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para o presidente nacional do PSDB; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro do STF Gilmar Mendes que Aécio preste depoimento sobre o esquema de corrupção em Furnas; caso o ministro Gilmar Mendes, relator do inquérito, acate a decisão, será a primeira vez em que Aécio falará sobre a corrupção na estatal federal de energia, em que ele é citado como beneficiário desde 2005.

Tijolaço: Temer deixou o Alvorada por culpa; Freud explica


Para o jornalista Fernando Brito, é perfeitamente explicável a decisão de Michel Temer de deixar o Palácio do Alvorada, apenas 11 dias depois de se mudar para lá.

"O mais provável é que tenha sido mesmo a velha culpa, aquele sentimento opressivo que vem a quem assassinou politicamente uma presidente eleita e, pelo crime, apossou-se do seu cargo e de seu lugar de moradia", afirma.

Temer tentará catimbar ação no TSE até 2018


Advogados de Michel Temer já preparam a estratégia para catimbar ao máximo a ação no Tribunal Superior Eleitoral em que o relator Hermann Benjamin deve pedir sua cassação.

"Me parece que esse caso não será julgado este ano. Há muitas testemunhas para serem ouvidas, questionamentos, produção de contraprovas, reinquirições. Não é um processo rápido", disse um interlocutor de Temer aos repórteres Simone Iglesias e Eduardo Barretto.

Sem transparência, Petrobras vende campo do pré-sal para grupo francês


Sob o comando de Pedro Parente, a Petrobras formalizou, nesta quarta-feira 1, a venda de campos do pré-sal, já em operação, para o grupo francês Total.

A empresa estatal, no entanto se nega a esclarecer como foi feita a avaliação de seus ativos. O negócio envolve os campos de Iara e Lapa. 

Na imprensa francesa, as operações foram retratadas como extremamente vantajosas para a Total.

Os sindicatos e geólogos têm tentado anular na Justiça o feirão de Parente na Petrobras.

Ministro que pedirá cassação de Temer ouve Marcelo Odebrecht a portas fechadas


O ministro do TSE Herman Benjamin começou a tomar o depoimento do empresário Marcelo Odebrecht, testemunha na ação em que o PSDB pede à Justiça Eleitoral que casse a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico durante a eleição presidencial de 2014.

Em delação premiada, Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira, relatou que Temer havia negociado "direta e pessoalmente" com Marcelo Odebrecht, em um encontro no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.  

Temer pode ser cassado.