domingo, 1 de janeiro de 2017

Inadimplência se acelera!

Comprador devolve imóvel e perde a entrada!

Conversa Afiada, 01/01/2017
Foto: Divulgação


(...)

A busca pela moradia própria se transformou em pesadelo para milhares de brasileiros neste ano. Até o início de dezembro, a Caixa colocou à venda – por meio de leilões, concorrências públicas ou venda direta – 8.626 imóveis retomados por falta de pagamento do financiamento, 16% a mais que no ano passado.

(...)

É uma reação em cadeia, explica Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac, que reúne executivos de finanças. Crise e desemprego minaram o potencial de renda do brasileiro e reduziram sua capacidade de manter as contas em dia. Sem recursos, ele começa a atrasar as parcelas da casa por um, dois, três meses, até não poder mais negociar com o banco.

“Grande parte dos mutuários aderiu ao financiamento imobiliário aproveitando o momento de facilidade de crédito no período pré-crise. Só que os contratos são longos, podem durar 35 anos, e a recessão pegou todos de surpresa no meio do caminho. A retomada de imóveis pode crescer mais, pois o cenário que nos levou a isso não foi dissipado.”

(...)

Quem derrubou a Dilma foi o Moro

Singer remonta a cronologia do Golpe

Conversa Afiada, 31/12/2016
Ele é mais que um Deus (para os EUA)

Do respeitado professor André Singer, na Fel-lha:

Não adianta apagar o ano e rumar o mais rápido possível para 2017, como se fugir para a frente ajudasse em algo. Ao contrário, é preciso fixar na memória que em 2016, numa grave decisão contrária à democracia brasileira, o Congresso Nacional derrubou a presidente da República legitimamente eleita e que não cometeu crime de responsabilidade.

(...)

Se ajustarmos ainda mais os instrumentos de observação, veremos que o processo se concentrou nos 20 dias que mediaram a detenção do já citado propagandista (João Santana, em 23 de abril) das campanhas do PT e a manifestação pró-impeachment do domingo 13 de março. Tal como a Marcha com Deus pela Liberdade, em 19 de março de 1964, sacramentou a queda de João Goulart, a multidão (500 mil pessoas, segundo o Datafolha ) reunida, novamente em São Paulo, após meio século, determinou o fim do ciclo lulista. A manchete da Folha, em duas linhas e toda em caixa alta, feita para registrar evento maior, deixava clara a importância do acontecido: "Ato anti-Dilma é o maior da história".

O que produziu a mudança entre o rotundo fracasso das manifestações de dezembro de 2015 e o absoluto sucesso de março de 2016? Minha hipótese reside na combinação entre três fatos produzidos pela Operação Lava Jato e o quadro de emergência comunicacional criado ao redor deles: a prisão de Santana (23/2), a delação de Delcídio do Amaral (3/3) e a condução coercitiva de Lula (4/3).

(...)

PSDB tenta novo tapetão contra Lula 2018

Que baixeza!

247 – Depois de liderar o golpe de 2016, ao não aceitar sua quarta derrota seguida numa eleição presidencial, e de apostar todas as fichas na condenação judicial do ex-presidente Lula, para impedi-lo de concorrer em 2018, o PSDB tira uma nova carta da manga para voltar à presidência por meio de um tapetão.

Trata-se da proposta de emenda constitucional apresentada pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC). Ela impede que quem já chefiou o executivo duas vezes – como é o caso de Lula – possa voltar a concorrer.

A PEC, na realidade, explicita o medo do PSDB diante da possibilidade da volta de Lula.

Abaixo, reportagem da Agência Senado:

Da Agência Senado – Uma mudança na Constituição pode proibir a reeleição de candidatos que já tenham exercido por duas vezes mandato de chefe do Poder Executivo. De iniciativa do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) e apoiada por outros senadores, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41/2016 está aguardando designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A medida atingiria os cargos de prefeito, governador e presidente da República. A proibição deve ocorrer mesmo que os cargos tenham sido exercidos em estados ou municípios diferentes, de forma não consecutiva e ainda que em decorrência de sucessão ou substituição nos seis meses anteriores ao pleito. O autor da PEC registra que nos Estados Unidos já existe, desde 1951, a limitação do exercício de dois mandatos de presidente da República, consecutivos ou não.

Paulo Bauer lembra que, com base no atual ordenamento constitucional, nada impede que um cidadão já reeleito para a chefia do Poder Executivo exerça o cargo novamente, desde que observado o intervalo mínimo de uma legislatura. O senador argumenta que, na prática, essa medida permite a perpetuação de uma mesma pessoa ou grupo no poder, o que conflitaria com princípios republicanos, como a temporariedade e a alternância

Putin é o cara de 2016


"O ano desastroso não poderia ter terminado melhor para Putin e para o mundo. Faltou pouco para incendiar o planeta mais uma vez. Bastaria que expulsasse 35 diplomatas americanos, como chegou a anunciar seu chanceler Sergei Lavrov."

"Era o que Obama queria para anunciar novas retaliações. E aí ninguém sabe o que poderia acontecer. No entanto, coube a ele, sempre pintado pela mídia americana e europeia como um novo Ivan, O Terrível aplicar uma lição de tolerância no ainda presidente americano que começou o mandato ganhando o Prêmio Nobel da Paz e termina com o Prêmio Nobel da Guerra".

A análise é do colunista Alex Solnik. Para o jornalista, "Putin mostrou, no apagar das luzes de 2016 que o diabo não é tão horrível quanto parece".

Em editorial, Folha lamenta golpe que apoiou


"Há algo errado numa jovem democracia que depõe, pela via legítima da Constituição, dois chefes de Estado num lapso de 24 anos. Falharam os controles que deveriam evitar o uso desse recurso brutal e traumático contra o mandato presidencial concedido pelo voto direto", diz editorial da Folha, de Otávio Frias Filho, que apoiou o golpe parlamentar de 2016, que praticamente quebrou a economia brasileira.

No Recife, Geraldo Julio promete ‘fazer mais com menos’


Prefeito reeleito de Recife, Geraldo Julio (PSB) disse em seu discurso de posse do segundo mandato neste domingo que vai "fazer mais com menos", citando diversas vezes a crise econômica e de arrecadação que o país enfrenta.

Ele fez discurso crítico a um ajuste fiscal que prejudique o combate à desigualdade e investimentos públicos em áreas como educação e saúde.

"O momento é, sim, de buscar equilíbrio nas contas públicas, mas jamais de reduzir os serviços públicos. O caminho para o ajuste fiscal não pode passar pelo aprofundamento das desigualdades, que já são tão absurdas no nosso país. Todos sabem que quem está pagando a conta mais cara da crise são os mais pobres", afirmou Geraldo.

Haddad, do PT, diz que entrega a cidade de São Paulo em ordem para Doria, do PSDB

Ele fez a fez transmissão de cargo  como manda o figurino

Na cerimônia de transmissão do cargo neste domingo, o agora ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) destacou seu "legado financeiro" e desejou "tudo de bom" a seu sucessor, o tucano João Doria.

Haddad disse ainda que fez a transmissão a Doria como se tivesse feito "a um irmão"; "Nestes quatro anos, soubemos como nunca sanear as contas da cidade. Você recebe uma cidade em ordem. Fiz uma transição como se fosse a um irmão, em respeito à democracia e ao povo trabalhador desta cidade".

Feliz ano velho: 2017 tem tudo para ser pior


"Para navegar em céu de brigadeiro, Temer, o decorativo, estará alinhado aos tucanos – que formam o núcleo duro de seu governo -, e aos setores do banditismo político incrustados no Congresso Nacional", prevê o cientista político Robson Savio Reis Souza, professor da PUC-MG.

"Com a patrocinadora do golpe, a mídia antidemocrática, manipuladora, sem controle social e alçada à condição de produtora da agenda política brasileira, Temer será generoso, despejando dinheiro público, com faz em doses cavalares neste final de ano", afirma.

"Não é pulando ondas, rezado terço ou queimando fogos que teremos um 2017 melhor..."

Os golpistas quebraram o Brasil


Articulador do golpe parlamentar de 2016, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu o caos no qual o Brasil mergulhou e passou a prever até o avanço do crime organizado sobre os governos.

"Não só as finanças estão 'quebradas' em todos os níveis (municipal, estadual e federal) como também a carência de serviços públicos (educação, saúde, transportes) é gritante. Dentre eles, os de segurança. Não seria de surpreender se a força do crime organizado viesse a desafiar mais amplamente as forças da ordem", afirmou.

Ele disse ainda que se não houver crescimento econômico o ajuste de Henrique Meirelles fracassará. 

Embora a quebra do Brasil seja consequência do golpe provocado pela aliança entre o PSDB e o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, FHC tenta culpar o PT.

Profecia infalível para 2017: vem aí mais imposto

Eles dão o golpe e nós, pagamos a conta

Como o golpe que arruinou as contas do governo federal, dos governos estaduais e das prefeituras, o que foi reconhecido neste domingo por um dos seus principais articuladores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ano de 2017 será fatalmente marcado por novos impostos.

Com Michel Temer e Henrique Meirelles, o Brasil tem produzido os maiores déficits da história, em razão da depressão econômica, e a dívida interna, que fechará o ano em 71% do PIB sairá do controle sem novos tributos, como a própria CPMF, ou seja, a população pagará um preço ainda maior por ter permitido o golpe.