sábado, 26 de novembro de 2016

Requião: Geddel acusado de interferir no espigão sai, Serra acusado de receber R$ 23 milhões fica?


Senador Roberto Requião (PMDB-PR) não poupou os tucanos ao criticar a seletividade da mídia nos casos de corrupção envolvendo o governo Michel Temer (PMDB).

"Geddel acusado de interferir em espigão sai, o outro acusado de receber US$ 23 mi fica?", fuzilou o parlamentar ao referir-se à queda do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e a permanência "intacta" do ministro do PSDB José Serra (Relações Exteriores), mesmo acusado de ser beneficiado por propina de R$ 23 milhões da Odebrecht.

Se Youssef disse que nunca falou com Lula, então, como “ele sabia de tudo”?


Fernando Brito diz que o depoimento em que o doleiro Alberto Youssef inocenta o ex-presidente Lula de qualquer participação em irregularidades "deveria levar alguém à cadeia".

"Ou a ele, de volta à cana, ou aos editores de Veja que publicaram aquela criminosa capa-panfleto com a imagem do ex-presidente e de Dilma Roussef e , em letras garrafais: 'eles sabiam de tudo'".

PF vai para cima do braço-direito de Geddel

É tudo a mesma sopa...

Conversa Afiada, 25/11/2016

Da Fel-lha:

Braço-direito do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na Secretaria de Governo, Leonardo Américo Silveira de Oliveira foi conduzido coercitivamente a depor nesta sexta-feira (25) em Salvador.

A Operação Vigilante, parceria da Polícia Federal com o Ministério da Transparência, apura fraudes em licitações para o transporte escolar em Malhada das Pedras, município do sudoeste baiano a 690 km de Salvador.

Américo ocupa desde de 29 de junho deste ano um dos cargos mais importantes da Secretaria de Governo, a subchefia de Assuntos Federativos da Presidência, responsável pela relação com prefeitos. Ele faz parte do diretório do PMDB na Bahia e foi indicado por Geddel para o cargo.

(...)

O Brasil deve um pedido de desculpas a Dilma


O Brasil foi o primeiro país do mundo a derrubar uma presidente honesta para instalar a corrupção no poder.

De um lado, Geddel Vieira Lima e Michel Temer pressionam um ministro a aprovar uma obra ilegal.

De outro, o líder Romero Jucá age para "estancar a sangria" da Lava Jato e coloca, de contrabando, a "emenda Cláudia Cruz" na lei que permite a repatriação de recursos ilícitos por parentes de políticos.

Se antes o País teve alguma chance de ser uma nação admirada no mundo, hoje é a mais bananeira das repúblicas bananeiras.

PMDB entra em guerra e Geddel detona Moreira


Além de uma economia arruinada e de sucessivos escândalos éticos, Michel Temer terá de administrar, agora, a guerra interna entre seus principais amigos.

Ao jornalista Jorge Bastos Moreno, Geddel Vieira Lima diz ter caído em razão de uma "cama de gato do nosso gato angorá", referindo-se a uma suposta manobra de Moreira Franco, ou seja, vem chumbo grosso pela frente.

Temer confessou ter recebido denúncia sobre Geddel e não fez nada


"Ao reconhecer os fatos com tamanha candura, como se neles nada houvesse de errado, o texto emitido pelo Planalto desconhece o humor da atual opinião pública. Apoiado em Rodrigo Maia e na larga maioria congressual que derrubou Dilma Rousseff, o palácio supõe que novo impeachment seja impraticável. 

Por isso, cercado pela falsa segurança brasiliense, o bloco no poder perde de vista as mudanças em curso na sociedade e começa a pairar perigosamente no vazio", diz o cientista político e professor da USP André Singer, sobre o modo como o presidente Michel Temer conduziu o escândalo envolvendo seu ex-braço direito político, Geddel Vieira Lima.

Audiência da Lava Jato tem novo embate entre Moro e advogados de Lula


Os advogados de Lula contestaram perguntas feitas pelos procuradores do MPF às três testemunhas: o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Fernando Soares e Milton Pascowitch. A principal alegação era de que a promotoria estaria formulando perguntas que fugiam do escopo da denúncia.

Quando teve a palavra, a defesa do petista questionou os depoentes se estes tinham firmado ou estariam firmando contrato de colaboração com autoridades de outro país, e se o MPF estaria envolvido nestes acordos. As três testemunhas pediram a Moro para não responder a essas perguntas sob a alegação de que havia a imposição de um sigilo a ser cumprido, e o juiz permitiu.

Fora Temer. E precisa ser já!


"A implosão política do governo Temer lembra que governos sem lastro no voto popular estão condenados a repetir mais do mesmo. Não tem para onde ocorrer nem força para se reinventar," escreve Paulo Moreira Leite, colunista do 247.

"Então o país enfrenta a pior recessão da história e o núcleo do governo fica com medo de irritar um ministro por causa de um apartamento?", questiona.

Ele pondera que "nas circunstâncias atuais, o tempo trabalha contra o eleitor": "Se a morte anunciada do governo Temer ocorrer até 31 de dezembro de 2016, o sucessor será escolhido pelo voto direto, em urna. A partir de 1 de janeiro de 2017, diz a Constituição, a escolha se faz pelo Congresso. 

Neste caso, pode ocorrer uma etapa da história que envolve uma situação clássica das tragédias políticas - todo mundo sabe como começa e ninguém consegue adivinhar como termina", afirma.

Veja detona tucanos e o núcleo duro de Temer

Isso tudo depois de colaborar com o serviço sujo de depor a presidente Dilma sem que a mesma cometesse crime que ensejasse o fato 

Revista Veja que chega às bancas neste final de semana parte para cima do presidente Michel Temer e do núcleo duro.

A capa intitulada "Era Uma Vez Três Ministros" repercute a demissão de Geddel Vieira Lima e diz que a delação da Odebrecht pode derrubar os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Mas a Veja não para por aí: no alto da capa, duas chamadas envolvem tucanos - uma sobre José Serra e outra sobre Geraldo Alckmin, intituladas "Chegou Neles".

"Como a Odebrecht operava a propina de Serra na Suiça", em referência ao chanceler José Serra" e "O santo nas planilhas da empreiteira é ele mesmo: Alckmin", sobre o governador de SP.

Doleiro Youssef é o nono que inocenta Lula


O doleiro Alberto Youssef foi a nona testemunha a inocentar Lula sobre o suposto envolvimento dele na Lava Jato. Nesta sexta (25), na Justiça Federal do Paraná, Youssef disse que não conhece pessoalmente o ex-presidente e que jamais tratou com políticos que não fossem do PP sobre valores oriundos de contratos na diretoria de Abastecimento da Petrobras e eventuais fraudes ou desvios envolvidos nessas contratações.

Ao tratar do apartamento de Guarujá, cuja propriedade é atribuída a Lula, Youssef afirmou que não possui nenhuma informação sobre o imóvel, nem nunca ouviu falar de nenhuma informação de propina ou vantagem indevida ao ex-presidente ligada ou não ao apartamento.

"As testemunhas do MPF isentaram Lula e sua esposa Marisa Leticia da prática dos crimes imputados na denúncia, e, mais do que isso, revelaram que o foco de corrupção alvo da Lava Jato está restrito a alguns agentes públicos e privados, que atuavam de forma independente, regidos pela dinâmica de seus próprios interesses, e alheios à Presidência da República", diz nota dos advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, da defesa de Lula.