domingo, 20 de março de 2016

Marco Aurélio Mello, do STF: Moro cometeu crime

Em entrevista ao portal Sul 21, publicada neste domingo, ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, fez as mais duras críticas já registradas ao juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato.

"Ele não é o único juiz do país e deve atuar como todo juiz. Agora, houve essa divulgação por terceiros de sigilo telefônico. Isso é crime, está na lei. Ele simplesmente deixou de lado a lei. Isso está escancarado. Dizer que interessa ao público em geral conhecer o teor de gravações sigilosas não se sustenta", afirmou.

Ele também disse que o STF é a última trincheira da cidadania, afirmou que o ministro Teori Zavascki – e não Gilmar Mendes – é o relator das ações contra o ex-presidente Lula e fez um alerta: "Não podemos incendiar o País".

Gilmar Mendes confirma: Temos uma Suprema Corte acovardada

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes mais uma vez não decepcionou na específica função para a qual foi posto na mais alta corte do país, defender, por mais escandaloso que seja, os interesses particulares do partido que o indicou para o cargo.

Mendes é um exemplo vivo e atuante do tipo de agentes do poder público com que foram aparelhados nossas instituições na época de FHC. A sua postura não difere em nada da postura exercida pelo ex-Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, o engavetador.

Brindeiro, como Mendes, não enxergava qualquer óbice em utilizar a sua toga em defesa do PSDB. Na sua gestão, mais de 4.000 processos que poderiam levar os seus amigos para a prisão foram sumariamente arquivados. Nisso o Brasil era “livre” da corrupção.

Gilmar consegue ser ainda mais parcial. Chega ao absurdo de se reunir com políticos de seu partido horas antes de julgamentos extremamente importantes para a nação como foi o caso do rito do impeachment. É simplesmente escandaloso.

Agora, a sua mais nova interferência monocrática e autoritária no exercício dos demais poderes e da própria democracia foi suspender a nomeação de um ministro de Estado pela presidenta da República, ato que em nada diz respeito ao judiciário.

Não é a primeira vez que Gilmar Mendes obstrui o livre processo da democracia. Ardoroso defensor do financiamento privado por parte de empresas a partidos políticos, interrompeu por mais de um ano um julgamento já consumado sob a alegação da velha manobra do pedido de vistas. Assim seguem os exemplos de seus surtos de intolerância.

A decisão de suspender a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil não chega a surpreender já que veio de um juiz como Gilmar. O que desmoraliza de vez não só o seu entendimento mas todo o Supremo é ter devolvido o processo de um cidadão com foro privilegiado às mãos de um juiz de primeira instância e que está sendo processado no CNJ justamente por suas práticas abusivas na condução da Operação Lava Jato.

Na prática o que Gilmar Mendes fez foi atestar a sua incompetência e a incompetência de seus pares em julgar um homem como Lula. Na casa que deveria ser o maior guardião de nossa constituição, algo dessa natureza é desolador.

Seja como for, a AGU já confirmou que irá recorrer da decisão ao plenário do Supremo. Se acontecer o mesmo que já vinha acontecendo nas instâncias inferiores, ou seja, a derrubada de liminares concedidas por lunáticos travestidos de juízes, a justiça prevalecerá e a presidenta poderá exercer o seu pleno direito de nomear a equipe com quem deseja trabalhar.

Caso contrário, a maioria do Supremo Tribunal Federal confirmará, por seus próprios meios, o que já é consenso em boa parte da população brasileira. A de que temos uma Suprema Corte completamente acovardada.

Fonte: DCM, 17/03/2016

Delegado da Lava Jato desafia o Ministro da Justiça

É o que chama o Lula de "anta"!

O Estadão, em estado comatoso, é cada vez mais imprudente.

Escondeu o gato, mas deixou o rabo dos vazamentos do lado de fora.

O delegado Marcio Anselmo trabalha na Lava-Jato.

É aquele que aparece no perfil da Julia Duailibi do Estadão e da Conceição Lemes como autor de uma comparação republicana: chamou o Lula de "anta"!

Qualquer delação premiada do Houaiss mostra que "anta" significa "indivíduo de inteligência limitada, burro, estúpido"!

É esse republicano policial federal, pago - muito bem! - com dinheiro do povo que, por duas vezes, elegeu o burro e estúpido Presidente da República, é esse valentão que, agora, desafia o novo ministro da Justiça, Eugenio Aragão, que já avisou: se sentir cheiro de vazamento manda para a rua!

Numa "entrevista" a Fausto Macedo, que mereceu desse Conversa Afiada o titulo cobiçadíssimo de "Conexões Tigre", o que chama Lula de anta oferece elementos cabais para ser sumariamente removido de Curitiba para a Ilha do Diabo.

Diz o valentão:

- "Muitas pessoas tem defendido que deveria ter alguém para controlar a polícia (O Conversa Afiada sustenta que Policia sem chefe só nos regimes ditatoriais. O Delegado Fleury não tinha chefe, saia por aí matando quem queria e não dava satisfação a ninguém - PHA) Qualquer pessoa que assumir aquela cadeira (deve ser o "anta" do Aragão... - PHA) deve ter em mente que isso, em um estado democrático de direito (que ele agride, cotidianamente, nas atividades criminosas - ver o Janio - na Vara do Moro - PHA) não é mais possível. Não adianta trocar de Ministro. O trabalho vai continuar".

- "Tem situações pontuais (quá, quá, quá! - PHA) principalmente em casos de colaboração (que se pode chamar de extorsão - PHA), que estão sendo investigados (Investigados ? Por quem ? Por ele ? Qua qua qua ! - PHA)


Navalha

O amigo navegante percebe com clareza que o delegado que chama Lula de "anta" pensa que governa o Brasil.

Não adianta a Dilma nomear o Aragão, nem o Aragão CHEFIAR a Polícia Federal.

São todos umas "antas", porque quem manda é ele.

A linha hierárquica do Golpe é assim: Globo, vem abaixo, muito abaixo da Globo, o Janot, o que blinda o Aécio, Moro, Procuradores que falam diretamente no wi-fi de Deus, e os delegados aecistas de Curitiba.

O resto é lixo!

O delegado boquirroto e o Moro, em qualquer país civilizado do mundo, passavam a Páscoa na cadeia.

Com os chocolates que o Japa lhes levaria, em prova de amizade e devoção.

(O risco é a caixa de chocolate conter um grampo!)

Paulo Henrique Amorim, em Conversa Afiada, 20/03/2016

Constatação

A História não terminou


"Por que a ofensiva contra Lula?", pergunta Roberto Amaral, colunista do 247.

Ele mesmo responde: "Com Lula no governo, o poder que parecia vazio revelar-se-ia ocupado.

O governo que parecia sem rumo passaria a ter um timoneiro e a política sem estratégia passaria a dispor de um articulador trazendo à sociedade a sensação de segurança. Foi tudo isso que o juiz curitibano – agora com a colaboração de seu colega brasilense– intentou impedir".

Para Amaral, já em função do desdobrar da crise o Brasil pode, já proximamente ou em 2018, enfrentar a possibilidade de eleição de "um outsider que poderá chamar-se Moro".

Ministro da Justiça estuda ação contra vazamentos de conversas de Dilma

Eugênio Aragão, afirmou que ao longo da semana deverá concluir que providências podem ser tomadas contra o juiz federal Sérgio Moro, por autorizar gravações envolvendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Aragão disse também que não irá aceitar "comportamento com finalidades políticas" na Polícia Federal.

"No caso de ficar uma fundada suspeita no comportamento irregular de vazamento com finalidades políticas, claro que eu tenho que me mexer. Não vou deixar isso acontecer porque fatalmente isso acaba atrapalhando o devido processo legal", afirmou.

"Apenas acho que a gente tem que avisar essas coisas porque está parecendo uma grande festa de sair dando informações que, às vezes, estão sob resguardo do sigilo dos autos, que sai a torto e a direito pela imprensa".

Janio: Lava Jato cria regime autoritário por combate à corrupção

Colunista Janio de Freitas afirmou neste domingo, 20, que em nome do combate à corrupção, está se instalando no Brasil um regime autoritário. 

"Os excessos do juiz Sergio Moro e os da Lava Jato devem-se, em grande parte, à irresponsabilidade de uns e à má informação da maioria que incentivam prepotência e ódio porque não podem pedir sangue e morte, que é o seu desejo", afirmou.

Janio criticou os grampos e sua divulgação ilegal, bem como o argumento defendido pela mídia de que o conteúdo da conversa justifica a ação ilegal.

PT questiona Gilmar por dar liminar contra Lula pedida por advogada do seu instituto

Segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a advogada que assina a petição do PPS no mandado de segurança contra a posse de Lula na Casa Civil seria a coordenadora de pós-graduação de Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Marilda Silveira.

O ministro Gilmar Mendes é sócio proprietário do IDP, o que o coloca em suspeição para julgar a matéria. "O juiz é impedido de julgar ações em que sejam partes parentes, pessoas aí ele vinculadas de alguma forma como vínculo de trabalho por exemplo", afirmou Pimenta.

O próprio grampo prova que Dilma não agiu para proteger Lula


Jornalista Fernando Brito elenca uma série de fatos que mostram que a presidente Dilma Rousseff, que sabia que o ex-presidente Lula estava sendo monitorado, poderia ter evitado a interceptação.

"Se grava a presidenta da República, que dirá os advogados? Que dirá a mim e a você", questiona; "Se há desvio de finalidade na prática de atos de ofício, este é de Sérgio Moro. Porque usa – e já teve nisso o beneplácito de Gilmar Mendes, embora espere-se que não vá tê-lo do Supremo – não apenas uma prova ilegal, mas uma atitude imoral", critica.

Veríssimo prevê cadáver e diz que Moro pode tudo


"Do jeito que vão as coisas e as pessoas, entramos num período de expectativa técnica: quem será o primeiro cadáver dessa guerra? Não se sabe seu gênero, sua idade, sua raça ou o que o matará – mas ele toma forma, e vem vindo. Depois, os dois lados se culparão mutuamente pela sua morte, e todos lamentarão a tragédia – o que para ele não fará a menor diferença", avisa o escritor Luis Fernando Verissimo, um dos maiores intelectuais brasileiros, sobre o clima de pré-guerra civil instalado no País.

Em sua crônica, ele também critica o que considera abusos do Paraná; "as leis brasileiras foram simplificadas a uma só diretriz: o Moro pode tudo"