domingo, 13 de março de 2016

Moro se deslumbrou, diz Dallari sobre email do juiz

"O juiz Sérgio Moro perdeu de vista os limites e responsabilidade da magistratura e se deixou influir pela publicidade"

"O juiz Sérgio Moro perdeu de vista os limites e responsabilidade da magistratura e se deixou influir pela publicidade", avalia o professor emérito da USP e jurista Dalmo Dallari ao comentar o email enviado por Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, à jornalista Cristiana Lobo, da Globonews, para pedir que as forças políticas "ouçam a voz das ruas".

O dia seguinte


"Como irá terminar a crise política? Essa é a pergunta que todos se fazem neste momento e para a qual ninguém tem a resposta. 

No entanto, a questão mais importante é outra: qual será o modelo de governabilidade no Brasil a partir de agora?", questiona Leonardo Attuch, editor do 247.

"Disso derivam outras indagações. Como serão construídas as relações entre Executivo e Legislativo? Como serão formadas maiorias parlamentares? Como serão aprovadas reformas estruturais ou simples medidas de gestão, hoje tão importantes para destravar a economia?".

A ilusão, diz ele, é acreditar que será possível retomar práticas do passado com novos atores.

Citado em várias delações, Aécio Neves deveria está respondendo por possíveis crimes

E não dividindo o País, estimulando o ódio e alimentando a crise política que agrava a econômica e nos retira o emprego, o bem estar e a unidade nacional 

Um dos nomes mais citados nas delações premiadas, ora como chefe de um esquema em Furnas, ora como "o mais chato" cobrador da propina da UTC, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou dos protestos em Belo Horizonte e voltou a defender um golpe contra a democracia.

"Os caminhos são três colocados à nossa frente: o impeachment da presidente da República, a cassação da chapa pelo TSE ou a renúncia da presidente da República. Uma dessas três saídas permitirá ao Brasil voltar a sonhar com um futuro melhor", disse ele.

O impeachment da presidente da República está descartado porque não existe prova de crime contra o seu mandato.

A cassação da chapa pelo TSE também está descartada porque os mesmos motivos para a cassação estão presentes nas outras chapas que disputaram a eleição, ou seja, todas elas, receberam dinheiro da mesma fonte e da mesma forma, como doação eleitoral.

A renúncia da presidente da República está fora de cogitação. Ela resistiu a Ditadura Militar e resistirá também a esta tentativa de golpe.

O mesmo grupo que o Aécio integra, ao longo de 500 anos governou este País e nunca se preocupou com o interesses dos excluídos. Será que eles vou fazer diferente recebendo o governo de volta? Não sejamos ingênuos.

O problema deles é que sabem que não têm nenhuma liderança política, nenhum nome capaz de ganhar uma eleição direta e agora querem o governo de volta de qualquer jeito.

"Os caminhos são três colocados à nossa frente: o impeachment da presidente da República, a cassação da chapa pelo TSE ou a renúncia da presidente da República. Uma dessas três saídas permitirá ao Brasil voltar a sonhar com um futuro melhor", disse ele.

Aécio, que já foi citado por nomes como o doleiro Alberto Youssef, seu entregador de malas "Ceará", o lobista Fernando Moura e o senador Delcídio Amaral, vem arrastando o Brasil para o confronto desde a derrota nas eleições presidenciais.

Governador da Paraíba diz que a história é implacável com quem golpeia a democracia


Em entrevista exclusiva ao 247, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, faz um alerta: “a democracia brasileira está sob forte ameaça”.

Ele diz ainda que a seletividade do Judiciário e a ação política de alguns meios de comunicação criaram o ambiente de intolerância no País.

“Se o golpe for contido, será uma grande derrota dessa mídia, que apostou todas as fichas na derrubada da presidente Dilma”.

Coutinho também condena as “saídas" para a crise política que têm sido propostas pela oposição.

“Ela não tem que renunciar coisa nenhuma, tem é que governar, ajustando a política econômica”.

Sobre o recuo de setores da oposição após o pedido de prisão do ex-presidente Lula, ele disse que isso reflete medo da reação popular e também da História.

“Ela é cruel com quem agride a democracia”.

Dilma condena ataque à UNE e ação da PM-SP contra sindicato em Diadema


"Lutamos por muitos anos para o restabelecimento da ordem democrática, para o funcionamento adequado das instituições e para o pleno exercício do direito à expressão e a manifestação política. O que se viu na sede da UNE, no entanto, foi um gesto de intimidação gratuita e uma afronta à democracia, e deve ser repudiado por todos aqueles que acreditam numa nação livre e democrática", disse a presidente Dilma Rousseff, no Facebook; ela também cobrou do governo paulista a investigação sobre a invasão de uma plenária sindical pela PM.

Manifestantes fazem saudação nazista em ato contra Dilma


"No palanque os dirigentes fazem movimento similar a saudação nazista. Saudação nazista e fantasiados de camiseta da CBF que é corrupta até a medula. Foi assim que o nazismo e o fascismo começaram: corruptos fazendo discurso moralista contra a corrupção", informa o blog de Luiz Müller.

Flávio Dino aponta a irracionalidade do golpe


"Seria um caso único no presidencialismo no Planeta: um Chefe do Poder Executivo ser afastado sem ter pessoalmente cometido qualquer crime no curso do mandato. E afastado sob a liderança de políticos que, eles sim, respondem a processos criminais", diz o governador do Maranhão.

Ele lembra ainda que um golpe não seria um passeio no parque, como imaginava a direita. "Não vale a pena destruir a democracia por interesses momentâneos. Sempre se deve lembrar que o princípio da ação e reação atua também na história", aponta.

Nassif defende Lula na linha de frente do governo


"Neste domingo, joga-se o último lance da guerra do impeachment. Se o governo resistir por mais algum tempo e Lula entrar na linha de frente, é possível alguma esperança de normalização democrática", diz o jornalista Luis Nassif.

"O país será envolvido em uma guerra fratricida, com um novo governo previamente enfraquecido pela falta de consenso e exposto a ataques ao butim de todos os 'vencedores', de grupos jornalísticos a líderes empresariais e a impolutos de ordem geral que ajudaram a consumar o golpe".

Globo tenta provar que é isenta no caso Lula

Então, o diabo foi expulso do céu injustamente

Num estranho editorial lido neste sábado por Alexandre Garcia, no Jornal Nacional, a Globo se disse surpreendida por um pedido de direito de resposta apresentado pela defesa do ex-presidente Lula sobre reportagens veiculadas pela emissora nos últimos dias.

A Globo disse não ser parte das investigações contra Lula, como se não estivesse a incitar o ambiente de ódio no País, e que exercerá seu direito de informar sem nada a temer.

Já o advogado Cristiano Zanin Martins afirma que o pedido de direito de resposta está muito bem fundamentado e que pedir um direito de resposta é exercer um legítimo direito legal.

A Globo parece temer repetir, com Lula, o que já aconteceu com Leonel Brizola, quando Cid Moreira leu um histórico direito de resposta.

Em nota, Delcídio diz que é falsa delação contra Dilma


"O conteúdo da matéria não é verdadeiro e os documentos que a ilustram não são autênticos, pois não tem conexão com depoimentos ou manifestações do Senador Delcidio", diz nota assinada pelo advogado Antônio Figueiredo Basto.

"Repudiamos a espetacularização criminosa e indecente da investigação federal, em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de apreensão".

Reportagem sobre propinas em Belo Monte para a campanha da presidente Dilma Rousseff estampou, neste sábado, véspera dos protestos de 13 de março.