terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Serra, de 45 a 15: ele deve disputar a próxima eleição pelo PMDB

Quem é o marqueteiro de Sérgio Moro?


Depois do espetáculo das prisões em pleno feriado, de fazer de um Japonês condenado o símbolo da PF e de mandar prender uma cunhada de Vaccari por engano;

Depois, ainda, de mandar prender um preso e ordenar a soltura de réus confessos alcaguetadores;

Depois de afirmar que doações feitas ao PT é propina, mas doações feitas ao PSDB (pelas mesmas empresas) é filantropia;

Depois de permitir grampos ilegais no xilindró e vazar informações sigilosas para a mídia amiga;

Depois de deixar a esposa de Cunha em paz, com o zoião bem aberto;

Sérgio moro, finalmente, manda pender um marqueteiro.

Mas o diabo é que a polícia federal já isentou santana de qualquer ilicitude em relação à campanha de Dilma.

Então qual a razão da prisão de Santana? ainda não está claro, pode ser que tenha alguma coisa, pode ser que não, então por que a prisão?

É que moro descobriu, por meio de uma pesquisa gringa (claro), que o PT é o partido que mais tem simpatia entre os jovens, ou seja, permanece de pé, vivo e vigoroso.

E tem um nome forte para 2018.

Apesar da campanha sistemática para destruir a sua imagem.

O pessoal do andar de cima tá cobrando explicações: senhor Moro, como é que é, demos capas de jornais e revistas a você, lhe demos prêmios, afagos, uma biografia para chamar de sua, e até agora o homem continua de pé, pescando tilápias num barco de lata e debochando da gente; a outra segue presidindo a nação e não o nosso cândido candidato.

Moro está perdido.

Agora, para sair da prisão perpétua a qual Dirceu já está submetido, João Santana deve inaugurar a consultoria premiada;

Moro vai inquiri-lo, inquisitatorialmente: "senhor Santana, como diabos eu faço para destruir a imagem desse monstro barbudo, já tentei de tudo, canoa de lata, caixas de cerveja, reforma de cozinhas, tilápias num sítio, pedalinhos de cisnes, triplex...?"

E Santana lhe responderá, com aquele ar bossa nova dele: "dotô, o problema não são as suas ações, que até são bastante espetaculosas, o problema é que a sua comunicação é horrível".

O senhor quer dizer, obtempera o juiz desajuizado, que o senhor se julga melhor que a Globo, a Folha, o Estadão, a Jovem Pan e o caralho a quatro?

Santana, limpando os óculos, dotô moro não me leve a mal, mas é o povo quem diz. esses caras não ganham uma desde de 2002, embora nunca tenham tirado o time de campo, eu apareço de dois em dois anos, quase um cometa.

E o enganaram, dotô, ao dizer que minha prisão seria um golpe de marketing ou no marketing, a minha prisão é só mais uma canalhice desesperada perpetrada por sua equipe de comunicação.

Continuou o baiano, ainda falando baixo e pausadamente, sem povo, sem carisma, sem voto e dentro da legalidade democrática vocês não voam muito alto, a cada dia o povo vê menos TV, lê menos jornais, estão cansados de vocês e de seus simulacros.

Na mídia o senhor é um herói, mas na internet o senhor é um vilão, incoerente, parcial, demofóbico e bajulador da casa Grande.

Contenha-se, senhor, até Dirceu foi respeitoso comigo, diz Moro encostando no ouvido do baiano, é o seguinte meu camarada, o senhor tem feito comunistas e bolivarianos vencerem eleições mundo afora, me ajude a destruir Lula.

Sei que o senhor cobra caro, e merece, mas de dinheiro o senhor não precisa mais, tá com o rabo cheio, mas não pode abrir mão de sua liberdade.

Pense em sua esposa, filhos, netos, casas de praia, viagens ao exterior... posso tirar tudo isso de sua vida por tempo indeterminado.

Reverto tudo em segundos, basta que o senhor colabore. diga-me o que faço, dê-me os macetes, o senhor é um craque, como devo proceder? diga-me isso e o senhor é um homem livre.

Com todas as vênias, senhor Moro, não vê a prisão na qual o senhor se meteu voluntariamente, respondeu em forma de pergunta o fleumático Santana, se eu me juntar ao senhor e a sua turma eu jamais serei um homem livre!

Uma prisão, dotô Moro, jamais me roubará a liberdade, se é que o senhor me entende.

Palavras sapienciais.

Para um bom entendedor, meia palavra basta!

Para Nassif, objetivo de Moro é derrubar o governo


Jornalista Luís Nassif critica a "sensação de alívio" do governo com as informações da Operação Acarajé de que não há nenhuma evidência de que o marqueteiro João Santana tenha recebido dinheiro ilegal para as campanhas de Lula e Dilma.

"É evidente que o objetivo de Sérgio Moro é derrubar o governo. É evidente que Moro está alinhado à oposição e à estratégia de Gilmar Mendes no TSE", afirma.

"Então, Moro teria autorizado a prisão de Santana por suspeita de financiamento oculto para as campanhas presidenciais na República Dominicana?", questiona.

Policia Federal "suspeita" da construção em 2013 de um prédio que existe há mais de 10 anos

Ou seja, a Polícia Federal está caminhando a passos largos para sua completa desmoralização
 

Por Fernando Brito, do Tijolaço

A Polícia Federal, aquela que há mais de um ano não consegue descobrir quem colocou uma escuta clandestina dentro de suas próprias instalações, produz e divulga um relatório onde diz que, “não temos provas, mas pode ser que Lula tenha sido beneficiado por recursos da Odebrecht”.

Vejam: “Assim, caso a rubrica “Prédio (IL)” refira-se ao Instituto lula, a conclusão de maior plausibilidade seria a de que o Grupo Odebrecht arcou com os custos de construção da sede da referida entidade e/ou de outras propriedades pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva.” A mensagem, fique claro, é de 2013.

O que será que leva um imbecil a escrever tal coisa num relatório – convenientemente vazado para a imprensa “amiga”? Aliás, um relatório escorregadio, na base do “pode ser”, “não temos certeza, mas…” e um inacreditável “as possíveis conclusões (sic) aqui apontadas podem estar equivocadas”.

Seria risível, se não fosse trágico, por vir de uma autoridade policial.

Não leva 5 minutos para ver que a “sede da referida entidade”, o Instituto Lula, está lá, construído e com a mesma aparência, além do mais.

Os nossos delegados da Polícia Federal já ouviram falar no Google?

Coloco aí em cima as imagens do Google Earth de 14 de dezembro de 2008 e a atual.


E usei a de 2008 porque o Earth já tinha, nesta época, mais definição nas imagens. Porque mesmo no arquivo de 2002 dá para ver que a edificação está lá, com a mesma aparência.

Clicando na imagem ela se ampliará.

Até com 39 de febre dá pra ver que o prédio é o mesmo.

Mas “não vem ao caso”, não é mesmo? Já se lançou a suspeita, o “disseram”.

O camarada que produz um relatório destes tem de ser afastado, não por razões políticas, mas por incompetência.

Quem expõe a honra alheia sem base não pode reclamar de ser exposto como incapaz e irresponsável, no mínimo.

Pior: com este grau de irresponsabilidade, que tipo de credibilidade podem merecer “investigações” policiais tratadas desta maneira leviana?

São estes os “gênios” a que repórteres tão obcecados e incapazes de investigar quanto eles reproduzem, sem um mínimo de cuidado crítico.

É o apocalipse da política

Do jeito que a coisa vai o Lula será preso brevemente; a Dilma retirada do governo; a Petrobras, Caixa e Banco do Brasil, privatizados; o PT será extinto; todos os petistas serão declarados culpados pela vitória de Dilma na última eleição, perseguidos  e poderão ser presos.

Muito em breve, também, oficialmente, o Brasil não será mais dos brasileiros!

A lei já não vale mais nada no que se refere a vários aspectos e vem aí um período da vida nacional, que nós não acreditamos que jamais chegaria.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Um publicitário na Justiça do espetáculo

E o estado de direito onde fica?

Pedido de prisão de João Santana destina-se a alimentar um show midiático para mudar o ambiente no Tribunal Superior Eleitoral, onde até agora parecia possível formar-se um ambiente necessário para um julgamento isento das denúncias da oposição contra a chapa Dilma-Temer.

A análise é do diretor do 247 em Brasília, Paulo Moreira Leite. Segundo ele, "enquanto o delegado responsável pela Operação Acarajé reconhece que "não há indícios de ilegalidade" nos pagamentos da campanha a João Santana, a prisão tenta reforçar a retórica da impunidade, sempre questionável num país que tem a terceira maior população carcerária do mundo e que nos últimos anos afastou um presidente da República, prendeu vários ministros e grandes empresários em denúncias de corrupção",

O "Espetáculo destina-se a esconder a realidade de um país que prende muito -- e julga mal", ressalta.

Conselho do MP decide manter promotor de Lula

Assim a "Justiça" do espetáculo continua em ação

Voto do relator Valter Shuenquener, para que o promotor Cássio Conserino permanecesse à frente do inquérito que investiga supostas irregularidades envolvendo o ex-presidente Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia com um apartamento no Guarujá (SP), foi seguido pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público.

Os integrantes do conselho avaliaram nesta terça recurso apresentado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que pediu a troca do promotor.

A decisão do Conselho suspendeu liminar proferida na semana passada que suspendeu o caso.

Em seu voto, Shuenquener defendeu, porém, que o Ministério Público de São Paulo supervisionasse a investigação, para identificar se houve "excesso" do procurador. 

Que País é este?

O que diz a Constituição sobre a prisão de uma pessoa?

"Prender João Santana sem culpa formada, sem flagrante, sem que tenha interferido em investigações, sem que sua liberdade implique em perturbação da ordem cheira a mais uma transgressão grosseira da constituição de 1988, sob os olhares complacentes dos ministros do STF", afirma Alex Solnik, colunista do 247.

"Se há suspeitas a respeito da forma como recebeu dinheiro, ele não pode ser preso para confirmá-las. No estado de direito, primeiro as acusações têm que ser provadas e muito bem provadas para que, depois de julgamento, virem absolvição ou culpa. E só depois vem a prisão. Do jeito que está, a prisão vem antes. O carro na frente dos bois", completa o jornalista.

Os mistérios da Acarajé


Ao comentar a 23ª fase da Operação Lava Jato, a colunista do 247 Tereza Cruvinel afirma que "existe um texto e um sub-texto. O texto que chega ao senso comum diz o seguinte: vai ser preso o marqueteiro que o PT pagou com propinas do Petrolão. Mas o exame do sub-texto conta a coisa de modo diferente: Santana é suspeito de receber recursos ilegais, mas isso não tem conexão com as campanhas petistas. Pelo menos até agora, foi o que disse a PF".

Para a jornalista, "não é fácil compreender a decretação da prisão preventiva de alguém que na semana passada ofereceu-se para prestar depoimento e esclarecer dúvidas e suspeitas, como fez Santana", nem entender a "eternidade da Lava Jato, se tão claro está que, enquanto ela durar, nem o governo vai governar nem a economia vai se recuperar", comenta a jornalista.

E agora FHC?