segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Aliados de Lula e Alckmin avaliam que aliança entre os dois já está consolidada

ELEIÇÕES DE 2022

Correligionários do ex-presidente do ex-governador minimizam desgastes e projetam a chapa para as eleições de 2022

Brasil 247, 16/01/2022, 04:25 h Atualizado em 16 de janeiro de 2022, 04:35
(Foto: Ricardo Stuckert)

A chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições presidenciais deve mesmo ser formada com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB e busca um novo partido. "Aliados do ex-presidente Lula (PT) e do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) avaliam que a construção da chapa conjunta está pavimentada e que a união demonstrou, nesta semana, resistir a desafios de ordem programática e partidária", aponta reportagem de Carolina Linhares, publicada na Folha de S. Paulo.

"A leitura de quem acompanha as conversas entre Lula e Alckmin é a de que ambos querem fazer a chapa acontecer e, para isso, estão dispostos a superar diferenças –a união pode ser anunciada em fevereiro. O ex-governador abandonou os movimentos para disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes e se concentrou em debater o país. Lula, por sua vez, não viu mais surgirem especulações de nomes de vices depois que o de Alckmin entrou na roda. Petistas afirmam que, na opinião do ex-presidente, o jantar que os reuniu publicamente demonstrou que as resistências no partido e na opinião pública foram menores que o esperado", prossegue a jornalista.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Governo Bolsonaro discute volta do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões em 2022

DINHEIRO PÚBLICO

Hoje, o Orçamento de 2022 aprovado por deputados e senadores prevê um valor menor, de R$ 4,9 bilhões. O fundão é a principal verba pública das campanhas

Por FOLHAPRESS/otempo, 14/01/22 - 13h02
Técnicos do Ministério da Economia trabalham com a possibilidade de remanejar cerca de R$ 800 milhões, hoje alocados em outras despesas, para elevar o valor do fundo até o máximo permitido em lei

Foto: Pixabay/Reprodução

O governo Jair Bolsonaro (PL) avalia elevar novamente o valor do fundo eleitoral para este ano e resgatar o montante que havia sido estabelecido inicialmente pelo Congresso, de R$ 5,7 bilhões –quase o triplo dos recursos de 2020.
Hoje, o Orçamento de 2022 aprovado por deputados e senadores prevê um valor menor, de R$ 4,9 bilhões.

O fundão eleitoral é a principal verba pública das campanhas e foi inflado no Congresso com o apoio de uma ampla gama de partidos – o centrão, que hoje abriga Bolsonaro, a esquerda, que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de outras siglas fora da órbita desses dois pré-candidatos.

Técnicos do Ministério da Economia trabalham com a possibilidade de remanejar cerca de R$ 800 milhões, hoje alocados em outras despesas, para elevar o valor do fundo até o máximo permitido em lei.


A interpretação de auxiliares do presidente é que o governo precisa ampliar o valor por ele ter sido previsto em regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Do contrário, a interpretação é que o presidente correria risco de descumprir a lei.
A própria equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) reconhece que analisa se o valor chegará aos R$ 5,7 bilhões ou ficará nos R$ 4,9 bilhões estabelecidos quando a lei orçamentária foi aprovada, dias antes do Natal.


"O Ministério da Economia (Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento) está analisando a compatibilidade entre a LOA [Lei Orçamentária Anual] e a LDO para definir o valor", afirmou a pasta em resposta à reportagem.
A elaboração do Orçamento da União é feita em duas etapas e envolve governo e Congresso. A primeira é a LDO, que é enviada pelo Executivo ao Congresso no primeiro semestre de cada ano e estabelece as diretrizes para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. A segunda etapa é a LOA, enviada no final de agosto de cada ano e que define o Orçamento em si.

A análise em curso pela equipe de Guedes tem como pano de fundo um impasse sobre a interpretação da LDO de 2022.

Em julho do ano passado, o Congresso incluiu na lei uma regra para estipular o valor do fundo eleitoral –uma fatia das emendas de bancada que seja equivalente a 25% do orçamento da Justiça Eleitoral em 2021 e 2022. A conta resultou no valor de R$ 5,7 bilhões, maior patamar desde que o fundo foi instituído em 2017.

O chamado fundão eleitoral foi criado após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir, em 2015, o financiamento privado de campanhas, na esteira dos escândalos da Operação Lava Jato. Com isso, o Brasil acabou se tornando o país que mais destina recursos públicos para campanhas eleitorais no mundo, na comparação com 25 das principais nações do planeta. A verba é distribuída aos partidos, em linhas gerais, de acordo com o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado.
Pressionado por sua base mais ideológica, Bolsonaro vetou o dispositivo da LDO.


Em dezembro, porém, congressistas de diversos partidos da esquerda à direita se uniram para derrubar o veto presidencial, o que restabeleceu a regra que estipula o valor de R$ 5,7 bilhões.
Legendas do centrão também apoiaram a derrubada do veto, como o PP de Ciro Nogueira (ministro da Casa Civil), e o PL de Valdemar Costa Neto, ao qual Bolsonaro se filiou no fim de novembro.
O problema é que na votação da proposta orçamentária, que é a etapa seguinte na elaboração das despesas e receitas do ano seguinte, foi aprovada uma dotação menor, de R$ 4,9 bilhões.
A diferença abriu um impasse dentro do governo. Na avaliação de técnicos, a Economia é obrigada a pedir a reposição dos valores até a cifra estipulada na LDO.


No entanto, a visão de que o valor máximo se trata de uma imposição ainda não é consenso. A questão tem gerado discussões internas no Executivo e no Legislativo.


Congressistas e especialistas levantam dúvidas se o Palácio do Planalto é obrigado a aumentar o valor, ou se a regra da LDO representa um teto, não um mínimo. Qualquer valor que seja fixado no Orçamento acabará beneficiando o próprio presidente Bolsonaro e partidos da base aliada.

A possibilidade de seguir o valor estipulado pela LDO, ampliando o que já está previsto na LOA, divide especialistas em Orçamento.

Vista como uma questão técnica, também causou divergência entre congressistas na época da votação do Orçamento. Líderes do centrão, por exemplo, diziam acreditar que deveria valer o determinado pela lei de diretrizes, ou seja, R$ 5,7 bilhões.

Para Élida Pinto, professora da FGV-SP e procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, as diretrizes funcionam como um teto, não como uma imposição rígida. Portanto, na avaliação dela, se o Executivo pagar o valor maior, será porque assim escolheu.

"A LDO não obrigou [o governo] a gastar R$ 5,7 bilhões. Apenas autorizou a expansão até esse montante, como uma espécie de sublimite máximo. A LOA o respeitou, mas alocou valor um pouco abaixo: R$ 800 milhões a menos", disse.

Um consultor legislativo ouvido reservadamente pela reportagem afirmou que a questão é polêmica. Argumentou que a legislação eleitoral prevê que os repasses aos partidos devem ser feitos segundo o montante estabelecido pela LOA, que é a lei orçamentária.

Por outro lado, a LDO é a legislação que estabelece as diretrizes para a própria aprovação do Orçamento. E essa legislação fixou um parâmetro para o fundão eleitoral, que passou a ser composto por emendas impositivas de bancadas.

No entanto, o Orçamento foi aprovado em desacordo com esse parâmetro, o que poderia ser interpretado como uma ilegalidade, levando o governo a optar pela ampliação da reserva para o fundo eleitoral conforme prevê a LDO.

Bolsonaro, que sempre foi crítico dos partidos do centrão, se aliou a essas legendas, fiadores do aumento do valor do fundo. O presidente costuma dizer que não fará uso de recursos públicos em sua campanha, mas, candidato à reeleição, deve ser um dos beneficiados da mudança.

Seus aliados mais pragmáticos nunca esconderam preocupação com o financiamento de uma campanha presidencial.

Eles sabem que, neste ano, as condições são muito diferentes de 2018, e o principal adversário de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conta com grande fatia do fundo eleitoral.

Dirigentes partidários se queixam ainda que as campanhas são caras e, desde que o STF proibiu financiamento privado, precisam recorrer cada vez mais ao fundão.

"Haddad está na frente em São Paulo, tem mais chances de aglutinar e vamos conversar com o PSB", diz Gleisi Hoffmann

ELEIÇÕES DE 2022

Presidente do PT explicou por que o partido não vai abrir mão de Fernando Haddad em São Paulo

Brasil 247, 15/01/2022, 06:03 h Atualizado em 15 de janeiro de 2022, 06:25
(Foto: Alessandro Dantas/PT)

A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann, explicou por que a legenda não pretende abrir mão de Fernando Haddad na disputa para o Palácio dos Bandeirantes. "É legítimo tanto o PT quanto o PSB colocarem os nomes na mesa. Mas temos que ver agora, se a gente tem o espírito da federação, qual é o melhor nome em cada estado. Isso passa pra você ver intenção de votos, o grau de conhecimento que tem a pessoa e se já governa aquele estado. Tem uma série de critérios que nós temos que colocar à mesa. De fato, em São Paulo o que a gente tem visto é o Haddad em primeiro lugar nas pesquisas, acho que tem uma capacidade maior de aglutinar. Mas vamos conversar com o PSB", disse ela, segundo reportagem de Gustavo Schmitt, no Globo.

Gleisi também explicou por que o PT apresentou o nome do senador Humberto Costa, em Pernambuco. "Acho legítimo o PSB ter um nome, mas pela ausência oferecemos um. De fato, eles (o PSB) têm que definir. Na nossa visão, Geraldo Júlio era o nome natural para fazer a sucessão lá. Então, como ele não foi ficou esse vácuo. O Humberto tem trânsito bom com o PSB e sempre teve junto", acrescentou.

Por fim, ela mencionou pontos da política econômica que devem ser alterados. "Está errada a política de preços da Petrobras.Está errada a política de preços de óleo, de gás. Não pode continuar assim. As privatizações que estão fazendo fatiadas da Petrobras. A possibilidade de privatizar a Eletrobras com a conta de luz nas alturas. As pessoas não estão aguentando", disse ela.

Insatisfação de parte dos militares com o governo é, ao mesmo tempo, sinalização a Lula

ELEIÇÕES DE 2022

Na cúpula das Forças, há o pragmatismo de que Lula é o favorito para vencer a eleição

bRASIL 247, 15/01/2022, 06:41 h Atualizado em 15 de janeiro de 2022, 06:44
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Ricardo Stuckert | Reuters)

A crescente insatisfação dos militares com o governo Jair Bolsonaro é, ao mesmo tempo, sinalização a outros candidatos na disputa presidencial, que tem o ex-presidente Lula liderando as pesquisas isolado.

Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de oficiais-generais em altos postos das três Forças, apesar do pouco contato entre o PT e os militares até o momento, "os eventos falariam por si e serviriam para tirar o bode de um golpe militar contra Lula em caso de vitória em outubro", escreve o jornal, neste sábado (15).

As fontes referem-se aos seguintes fatos:

1. A determinação, por parte do Exército, do encerramento de todos os 67 exercícios militares programados para o ano.

2. O lançamento de diretrizes de segurança sanitária que vão contra o negacionismo de Bolsonaro, em particular criminalizando a divulgação de fake news.

3. A dura nota do presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, contra insinuações de Bolsonaro sobre "interesses" escusos da agência na vacinação infantil.

O conjunto de eventos estabeleceu uma linha divisória entre o fuzuê do governo e as Forças. Mais que isso, buscou dizer aos candidatos que, independentemente de quem vença, as Forças Armadas se manterão neutras.

Na cúpula, há o pragmatismo de que Lula é o favorito para vencer a eleição. Todos os ouvidos lembram o que chamam de tempos de "vacas gordas" sob Lula, quando a riqueza gerada pelo seu governo permitiu o reequipamento das Forças com programas como o de submarinos, de caças e de blindados.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

40% das cidades de Minas Gerais estão em Estado de Emergência por causa das chuvas. Há riscos de rompimento de barragens

ENCHENTES DE MINAS

Segundo o governo, 26.492 pessoas estão desalojadas e outras 4.047 que estão desabrigadas no estado. Em Ouro Preto, barragem da Vale subiu alerta de emergência

Brasil 247, 13/01/2022, 20:59 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 20:59
(Foto: Reprodução/TV Globo)

As fortes chuvas que têm caído em Minas Gerais nas últimas semanas elevaram para 374 o número de cidades em situação de emergência, o que corresponde a 43% de todo o estado.

Entre as cidades atingidas pelas enchentes estão a capital, Belo Horizonte, Nova Lima, Betim, Montes Claros, Governador Valadares, Caratinga, Teófilo Otoni e Pará de Minas.

De acordo com o Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, divulgado nesta quinta-feira (13), 26.492 pessoas estão desalojadas e outras 4.047 que estão desabrigadas por conta das chuvas. O estado contabiliza 25 mortes desde o início do período chuvoso.

Segundo o governo de Minas, cerca de 36 mil itens de ajuda humanitária foram entregues aos municípios nas regiões atingidas, sendo 11.820 cestas básicas, 4.157 colchões, 10.125 kits de limpeza e 10.555 kits de higiene.

Barragem da Vale sobe alerta de emergência

Na cidade de Ouro Preto, onde ocorreu o deslizamento de uma barreira que soterrou casarão histórico, a barragem da Vale denominada Área IX, da Mina da Fábrica, subiu de nível 1 de emergência para o nível 2, nesta quinta-feira (13), devido às chuvas. Neste estágio, recomenda-se a retirada de pessoas vizinhas à estrutura.

De acordo com informações do G1, documento assinado por um funcionário da Vale afirma que a água na barragem alcançou seu maior nível máximo desde o início do monitoramento. “A barragem segue sendo inspecionada diariamente e monitorada 24 horas por dia, 7 dias por semana, pela Geotecnia Operacional e Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG)”, diz o texto.

O documento diz ainda que não há pessoas na área de autossalvamento.

PT filia prefeitos correligionários de Ciro no Ceará

ELEIÇÕES 2022

Diante da corrida eleitoral, negociações envolvendo trocas de partido vêm se intensificando também nos municípios

Brasil 247, 13/01/2022, 17:23 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 17:39
(Foto: Divulgação)

O PT do Ceará anunciou, nesta quinta-feira (13), a chegada de 12 novos prefeitos à sigla. Quatro deles vêm do PDT do ex-governador do estado e presidenciável Ciro Gomes. Com as filiações, a legenda passa a ter 29 prefeitos no estado, que possui 184 municípios. Três dos prefeitos vêm do partido de Bolsonaro, o PL. Os demais cinco vieram do Republicanos, PCdoB, PSDB, MDB e PSol, segundo informações do Estadão.

Diante da corrida eleitoral, negociações envolvendo trocas de partido vêm se intensificando também nos municípios. No legislativo, a janela partidária, período em que deputados estaduais e federais podem trocar de legenda, ocorre entre 3 de março e 1º de abril.

"Nosso partido está mais forte do que nunca e preparado para construir um palanque forte para Lula no Ceará. É admirável ver o compromisso e o afeto desses novos nomes.", escreveu o deputado federal José Guimarães, em seu Twitter.

Lula critica descaso de Bolsonaro com pandemia: 'só um psicopata como Jim Jones repetiria suas insanidades'

GOVERNO X OPSIÇÃO

Ex-presidente Lula criticou Bolsonaro após ele dizer que a variante ômicron seria "bem vinda" ao Brasil

Brasil 247, 13/01/2022, 16:33 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 16:34
(Foto: ABr | Reprodução)

O ex-presidente Lula voltou a criticar Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (13) pela gestão desastrosa da pandemia no Brasil, em meio ao avanço da variante ômicron e às mais de 620 mil mortes pela Covid-19.

Pelo Twitter, Lula comparou Bolsonaro a Jim Jones, o religioso que levou 918 fiéis de sua seita a um suicídio coletivo em 1978, na Guiana. "Bolsonaro continua tratando o covid com descaso. Só um psicopata como Jim Jones seria capaz de repetir as insanidades de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia", disse Lula.

Na quarta-feira (12), Bolsonaro afirmou que a variante Ômicron “não tem matado ninguém” e que ela é “bem-vinda” no Brasil.

Queiroga admite que 'maioria dos internados em hospitais é de não vacinados'

PANDEMIA

"Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são indivíduos não vacinados", reconheceu o ministro da Saúde

Brasil 247,13/01/2022, 13:21 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 13:44
Marcelo Queiroga (Foto: Reprodução)

Ao contrário de Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu nesta quinta-feira (13) que a maioria dos internados com Covid-19 atualmente no país são de pessoas que não foram vacinadas contra a doença. "Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são indivíduos não vacinados", disse Queiroga, segundo o UOL.

O Ministro pediu, ainda, que a população procure tomar a segunda dose e a dose de reforço para evitar o aumento dos casos de Covid no país. "Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, têm mais possibilidade de passar pela variante ômicron e outras variantes que, por acaso, surjam desse vírus que tem grande capacidade de gerar mutações", afirmou o ministro.

As declarações de Queiroga vão de encontro ao pregado por Jair Bolsonaro. Nesta semana, ele voltou a atacar a vacinação e disse que a variante Ômicron é “bem-vinda” ao Brasil. “Ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena”. “Dizem até que seria um vírus vacinal. Deveriam até… Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias –e não vinculadas à farmacêuticas– dizem que a ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, afirmou.

Poucas horas após a fala de Bolsonaro, o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que “nenhum vírus que mata pessoas é bem-vindo, especialmente quando há indivíduos sofrendo” e que a Covid-19 “é uma doença que pode ser prevenida por vacinas”.

Análise do Estadão: por decreto, Bolsonaro extinguiu "superpoderes" de Guedes e o pôs sob tutela da Casa Civil

GOVERNO BOLSONARO

“Do Posto Ipiranga, só sobrou a bandeira”, escreve o jornalista Breno Pires n’O Estado de S Paulo. Economia, agora, tem de aprovar pedidos com Ciro Nogueira

brasil 247, 13/01/2022, 18:58 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 19:41

O jornalista Breno Pires, da publicação paulista, diz que “o Centrão levou as bombas, as mangueiras, o caixa e até a loja de conveniência” do que seria o “Posto Ipiranga” como foi apelidado o ministro da Economia Paulo Guedes em jogada de marketing desde a campanha eleitoral de 2018. “Do Superministério da Economia, que absorveu o Planejamento, restou um ministro Paulo Guedes tutelado. Atividades típicas da área econômica, como remanejamentos orçamentários, passaram agora à responsabilidade compartilhada, com poder de veto do ministro Ciro Nogueira”.

De acordo com a análise de Pires, “O recado aos segmentos sensíveis à área econômica é de maior fragilidade da gestão, com possível descontrole orçamentário motivado pelas incessantes pressões da política. A insegurança, avaliam os economistas, pode alimentar o fantasma da inflação”.
Ele adverte que “o decreto presidencial nº 10.937, de 12 de janeiro, não revoluciona a correlação de forças. Ele cristaliza uma mudança que tinha ocorrido”. E conclui: “Na prática, a autonomia para a gestão do Orçamento já não era de Paulo Guedes. Ele tinha se submetido à vontade do Palácio do Planalto, por exemplo, quando propôs ao Congresso o crédito para dar aumento salarial aos policiais federais”.

Paulo Guedes sempre se vendeu para o mercado como o homem capaz de tutelar o chefe, Jair Bolsonaro. Na prática, isso nunca aconteceu. Agora, graças ao Decreto 10.937, é ele quem está sob a tutela do senador Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil e um dos líderes do Centrão, o grupo de poder que comanda o Parlamento – o ministro da Economia também nunca escondeu o desprezo que sente pela prática e pelos prazos parlamentares.

Leia aqui a íntegra do texto de O Estado de S Paulo.

Alckmin só pensa em ser vice de Lula, diz Paulinho da Força

ELEIÇÕES 2022

"Alckmin será mesmo o vice do Lula. Só falta escolher o partido dele", afirma o presidente do Solidariedade, que tenta atrair o ex-governador

Brasil 247, 13/01/2022, 10:44 h Atualizado em 13 de janeiro de 2022, 11:17
Geraldo Alckmin, Paulinho da Força e Lula (Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert)

O deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), relatou ao jornalista Ricardo Noblat, do Metrópoles, que o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) está com a cabeça totalmente voltada a ser candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula (PT) pelo Palácio do Planalto. “A impressão que fiquei é só essa, quer ser candidato a vice. Ele só falou de problemas nacionais na nossa conversa, da economia, geração de emprego, crescimento. Está preocupado com isso, não com questões estaduais”.

O parlamentar está muito otimista com a possibilidade de Alckmin se filiar ao seu partido. Nesta semana, ambos se reuniram em uma padaria. Na ocasião, Paulinho da Força declarou: "reforcei o meu convite para que Alckmin se filie ao Solidariedade. Agora é só aguardar".

Outro partido que tenta atrair Alckmin é o PSB, que, segundo Paulinho da Força, tenta usar o ex-governador como moeda de troca em negociações com o PT. "Tenho informação de gente dentro do PT, gente que manda, que o Alckmin será mesmo o vice do Lula. E que só falta escolher o partido dele. Por isso, abri essa possibilidade dele vir para cá. O Kassab (presidente do PSD) praticamente descartou a ida dele para o PSD. Tem o PV, mas se trata de um partido em extinção. E o PSB nos deixa a impressão de que está usando ele como moeda de troca. Ele foi quatro vezes governador de São Paulo e com o prestígio que tem virar moeda de troca?! Ele vai acabar não gostando dessa ideia. Então, a chance dele se filiar ao Solidariedade é bastante grande".

O presidente do Solidariedade garante liberdade total para Alckmin no partido. “Aqui, ele teria liberdade para negociar e participar da vice como ele quiser”.