segunda-feira, 19 de março de 2018

Lula em Bagé: nós queremos democracia. E democracia pressupõe eleição


No primeiro dia da caravana pela região Sul do País, o ex-presidente Lula visitou a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), inaugurada por ele em 2005, e defendeu o direito de se candidatar à presidência da República.

"Nós queremos democracia. E democracia pressupõe eleição. E se eles estão preocupados com o fato de eu ser candidato, eles podem saber que vamos ganhar", disse Lula.

"Eu vou visitar 26 cidades até Curitiba pra mostrar que nós queremos e sabemos cuidar desse país. Não me preocupo com quem está protestando contra, amanhã eles estarão batendo palma em sinal de aprovação ao governo que faremos nesse país", disse Lula sobre manifestantes contrários ao ex-presidente.

Ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo disse que a instituição está pronta para julgar o HC de Lula


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 19, que a Corte está pronta para julgar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula.

"O Supremo examinará assim que o relator, o ministro Edson Fachin, levar em mesa à turma ou ao plenário", afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia.

"É uma ação nobre, porque lida com a liberdade. Todo e qualquer cidadão, desde uma liderança tão importante como o ex-presidente como qualquer cidadão será julgado, ainda mais quando se tem um caso como este de tamanha envergadura", disse a ministra.

Sobre o encontro com Michel Temer, ela disse que "foi uma conversa entre dois chefes de poderes".

Lula diz que se as eleições forem normais, PT voltará a governar o Brasil


No município gaúcho de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, o ex-presidente Lula discursou em um evento da caravana pelo Sul que contou com a participação do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica e a presidente eleita e deposta pelo golpe, Dilma Rousseff.

Lula declarou que, se as eleições deste ano forem "normais", Mujica voltará a ver o PT governando o Brasil novamente.

Ele disse também que o adversário de Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), "plantou vento e hoje colhe tempestade":  "Não pode nem sair na rua em Belo Horizonte, vítima do ódio que ele semeou".

Marielle e a volta ao trágico-normal


"Marielle não foi morta por ser vereadora do PSol, mas porque era vereadora do PSol que enfrentava o sistema onde ele manifesta a sua face mais criminosa: lá onde estão os pobres, onde estão as periferias. Pode-se ser radical nos parlamentos, nas universidades, mas não nas periferias. Não junto aos pobres", avalia o colunista do 247 Aldo Fornazieri.

Para ele, os líderes da esquerda precisa dizer ao País que não admitem mais o desmantelamento de direitos; "Precisam dizer que os brasileiros não suportam mais a desigualdade, a injustiça e a violência contra o povo e os pobres. Precisam dizer que não aceitarão mais a violação da ordem constitucional pelo próprio Judiciário. Se fizerem isto, estarão prestando a homenagem que Marielle merece".

domingo, 18 de março de 2018

Sakamoto: após o corpo, querem matar reputação de Marielle


"Quando uma figura pública é muito grande, não basta matar seu corpo físico. É necessário destruir sua autoridade e credibilidade para reduzir a influência de seu exemplo e de suas ideias. Caso contrário, elas podem dar frutos e sobreviver por muito tempo após a morte. Às vezes, indefinidamente", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto.

"Uma vez executada Marielle, portanto, é hora de assassinar sua reputação, sob o risco de muitas outras vozes brotarem do galho que foi podado".

Grupo que rastreia calúnias contra Marielle já recebeu mais de 2 mil denúncias


O grupo voluntário de advogadas que está rastreando as mensagens de calúnia e difamação contra a vereadora Marielle Franco (PSOL) já recebeu mais de 2 mil denúncias por e-mail.

O objetivo é enviar todos os casos com autores identificados para investigação na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil ou para retratação pública na Justiça.

As denúncias podem ser recebidas no e-mail: contato@ejsadvogadas.com.br

Allan Simon ensina como mandar uma fake news para seu devido lugar


O jornalista esportivo Allan Simon criticou a disseminação de notícias caluniosas contra a vereadora Marielle Franco (PSOL) e deu uma dica de como desmascarar uma fake news: 

"1) Clique com o lado direito do mouse na foto e clique em 'pesquisa imagem no Google'; 

2) Veja os termos relacionados à foto original; 

3) Encontre a imagem original; 

4) Manda o troll enfiar o fake news onde achar mais confortável", escreveu Simon em seu twitter, em viralizou nas redes

Polícia apreende em MG carro suspeito de ter sido usado na morte de Marielle


Um dos carros suspeitos de terem sido utilizados no assassinato da socióloga e vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi apreendido pela Polícia da cidade de Ubá, em Minas Gerais, entre o final da noite deste sábado (17) e a madrugada deste domingo (18).

O delegado Alexandrino Rosa de Souza informou que uma denúncia anônima feita à Polícia Civil do Rio de Janeiro indicou a localização do veículo na cidade da Zona da Mata. Uma equipe da perícia do Rio está a caminho do local.

Lula preso nos braços do povo


Sociólogo e colunista do 247 Emir Sader diz que a quarta Caravana do ex-presidente Lula se dá em condições políticas diferentes das anteriores.

"Se dá no marco do fracasso da direita de construir candidaturas com apoio popular, tanto entre os seus nomes tradicionais, como entre eventuais nomes de fora da política. Por isso também se dá esta Caravana no marco de uma intensificação da perseguição jurídica contra o Lula, mesmo sem crimes e sem provas", diz Emir.

"O Judiciário vai fechando portas para possibilitar as garantias básicas para a defesa do Lula, enquanto a mídia apela abertamente pelas piores condenações ao Lula, porque sabe que são os únicos instrumentos com que conta para tentar impedir que ele volte a ser presidente do Brasil".

Celular de coronel traz prova contra Temer


A quebra do sigilo do celular do coronel Lima, operador de Michel Temer há décadas, traz a prova que pode resultar na terceira denúncia por corrupção contra o ocupante da Presidência da República.

Numa mensagem, Lima informa a Temer que "transmiti o recado", numa referência ao empresário Gonçalo Torrealba, do grupo portuário Libra.

Este vinha tentando há meses uma audiência com Temer, que só foi obtida com a intermediação do coronel.

Depois disso, Temer renovou a concessão por vinte anos do grupo Libra, em Santos.

Antes do golpe, uma decisão da presidente legítima e honesta Dilma Rousseff impedia a renovação das concessões de empresas com dívidas junto à União – a do grupo Libra é de nada menos que R$ 2,8 bilhões.

O inquérito conduzido por Luis Roberto Barroso pode provocar a queda de Temer.