sexta-feira, 16 de março de 2018

Zanin cobra que Fachin paute habeas corpus no plenário do STF


Advogado Cristiano Zanin Martins afirma em nota que a decisão pessoal do ministro Edson Fachin negando o habeas corpus para evitar uma eventual prisão do ex-presidente Lula "deve ser respeitada", mas ela "não coincide com a posição atualmente adotada por diversos outros Ministros do STF".

"O regimento interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que o julgamento de habeas corpus não depende de pauta e deve ter preferência, cabendo ao Ministro Relator apresentá-lo diretamente na sessão de julgamento", afirma ainda Zanin.

Fachin nega novo pedido da defesa de Lula para evitar prisão


O ministro do STF Edson Fachin decidiu negar, mais uma vez, habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Lula para evitar a execução da pena após o julgamento definitivo da condenação pelo TRF4.

O ministro também rejeitou solicitação dos advogados para que o pedido seja pautado na Segunda Turma da Corte ou no plenário do STF.

"Partindo da premissa da jurisprudência consolidada sobre o tema, não há estribo legal para este relator suscitar a apresentação em mesa, a fim de provocar a confirmação dessa orientação majoritariamente tomada pelo plenário muito antes dessa impetração".

Nassif: Cármen Lúcia incorre no crime de prevaricação

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pode estar prevaricando, da mesma maneira que o médico que nega socorro ao paciente em estado grave, ao negar ao cidadão Lula o direito de ter julgado um pedido de HC. Pelo regimento do STF, HC tem preferência nos julgamentos", diz o jornalista Luis Nassif, no jornal GGN.

"Estivéssemos em um estado de direito, Cármen Lúcia seria irremediavelmente denunciada pela suspeita de crime de prevaricação".

Extrema gravidade, diz Teixeira sobre munição de lotes vendidos à PF


O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) cobrou rigor nas investigações do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, atingida por tiros na noite da quarta-feira (14) na região central da capital fluminense.

"A informação divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro é de extrema gravidade. Essa munição é de uso exclusivo da Polícia Federal. Os fatos devem ser apurados com rigor", disse o parlamentar no Twitter.

“Recado foi para a favela, não para esquerda branca e macho do Rio”, diz líder comunitário


Amigo de Marielle Franco há 20 anos, o diretor do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré, Lorenço da Silva, afirma que o assassinato da vereadora do Rio pelo Psol foi recado "para favela, não foi para esquerda branca e macho do Rio. Não se deram nem ao trabalho de fingir um crime comum. A ideia foi falar para o favelado: se cuida, vocês não têm espaço, não saiam, não gritem, não denunciem. Concordem!"

Cadáver de Marielle bate à porta do General

Fernandes: a Intervenssão também foi executada!

Conversa Afiada, 16/03/2018

Em Vigário Geral foram 21 mortos!

No PiG cheiroso, análise brilhante de Maria Cristian Fernandes:

Tiros que alvejaram Marielle miram à ação federal

Chefe de gabinete do general Braga Netto, interventor na segurança do Rio, o general Mauro Sinott, fez, na manhã de ontem, uma visita ao 14º Batalhão da Polícia Militar em Bangu, zona norte do Rio, responsável pela região da Vila Kennedy, comunidade da zona norte do Rio escolhida como área modelo da intervenção. Quando o comandante do BPM, coronel Marcus Vinícius Amaral, deu ordem para a tropa, já perfilada, bater continência ao general, segundo na hierarquia militar da operação, uma parte dos policiais não obedeceu. O comandante só foi acatado depois de gritar "todo mundo" e, em seguida, "descansar".

Menos de 12 horas depois da insubordinação policial, relatada pelos repórteres Carina Bacelar, Luã Marinatto e Renan Rodrigues, em "O Globo", a vereadora Marielle Franco (Psol), seria executada ao deixar evento no centro do Rio em que discutira o aumento da violência contra mulheres negras. Um dia antes, fizera protesto, em rede social, contra a atuação de outro BPM, o de Acari, subúrbio da zona norte do Rio, recordista em letalidade no Estado, com 450 mortes nos últimos cinco anos. Os assassinos de Marielle e do motorista Anderson Pedro Gomes não se preocuparam em disfarçar o crime como latrocínio. Agiram explicitamente como quem quer mandar um recado. E não apenas para os defensores de direitos humanos, mas para o comando militar da intervenção.

Depois de fracassar no intuito de obter um mandado coletivo de busca e apreensão que causou grande apreensão nas comunidades, o general Braga Netto passou a se equilibrar entre ações armadas de repressão ao tráfico, desbloqueio de comunidades tomadas pelo crime e o combate à corrupção policial. Buscou sintonia com o juiz Marcelo Bretas. A aproximação exagerou na disposição de fisgar os recursos da Lava-Jato para a operação, mas avançou com a prisão do diretor-geral de polícia especializada do Rio e o ex-secretário de administração penitenciária, acusados pelo desvio de R$ 73 milhões num esquema de superfaturamento de pão para presos.

O comando do general enfrenta, no entanto, forte reação. Policiais têm-se rebelado contra ações que minam sua sociedade com o crime, a começar de medidas simples e baratas como a disposição do comando militar da intervenção de mexer na sua escala de trabalho para aumentar o efetivo à disposição das operações. Parte da tropa trabalha 24 horas e folga nas 72 horas seguintes, período em que fica sujeita ao aliciamento pelo tráfico e pela milícia.

A morte de Marielle e Anderson obriga o general Braga Netto a ir além. Da mesma maneira que o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, em 2013, por policiais militares, na Rocinha, foi o começo do fim das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, a morte de Marielle desafia a intervenção. (...)

Em tempo: ver também o que o Fernando Brito conta sobre as chacinas da Candelária e Vigário Geral como forma de confrontar a política do Brizola - PHA

Parente já quebrou a Petrobras

Pergunta à RBS, à Bunge... Por que mandaram ele embora?

Conversa Afiada, 16/03/2018


O PiG informa que a Petrobrax sob o comando do Pedro Malan Parente amargou em 2017 o quarto ano consecutivo de prejuízo: R$ 446 milhões.

Nem a valiosíssima contribuição da Lava Jato do Judge Murrow, com o ressarcimento de R$ 1,5 bilhão, evitou a catástrofe.

(Os prejuízos do Judge Murrow à Economia brasileira são muitas vezes superiores ao que ele "pega de volta"...)

A desculpa para o fracasso retumbante - segundo o Malan Parente - foi pagar US$ 2,9 bilhões aos abutres da Bolsa de Nova York - um crime que não precisava ser cometido e pelo qual Parente responderá na Justiça, quando a canoa virar.

As vendas de combustíveis também caíram e a empresa perdeu participação no mercado.

A geração de caixa com o refino também caiu.

A Petrobras não paga dividendos.

Ou seja, não remunera você, seu otário - nem a União, que, em seu nome, seu otário, controla a Petrobras.

A Petrobras não tem a obrigação de dar lucro.

É uma empresa que tem a obrigação de achar petróleo e garantir a soberania nacional, como demonstra incansavelmente o professor Gilberto Bercovici.

Para isso o Dr. Getúlio a criou.

Mas, o "lucro", a "eficiência", a "sabedoria racional dos técnicos" é um dos apanágios desses açougueiros do tal neolibelismo, que tomam dinheiro do povo para pagar a dívida com os rentistas.

Portanto, é sobre o "lucro" que eles tem que ser responsabilizados - por enquanto.

Cadê, Parente, cadê o lucro?

Ah, mas a empresa paga as dívidas.

Para que?

Se, com o patrimônio dela - do povo -, o pré-sal, ela pode pegar quanto quiser no mercado internacional e não comprometer a sua liquidez...

Parente é um funcionário do quinto escalão do FMI e daí não passa.

No mais, é um aparachtik dos tucanos e governa a Petrobrax em nome do Careca, o maior dos ladrões, que prometeu o pré-sal à Chevron, e do Príncipe da Privataria, que, como demonstrou o ansioso blogueiro na Unicamp, cedeu a Petrobras ao FMI ainda antes de ser Presidente da República.

Canalhas, canalhas - e ineptos!

Em tempo: e os petroleiros valentes, que não conseguem parar uma refinaria para peitar a jestãodo prodíjio do Parente?

PHA

Petrobras perdeu R$ 160 bi em 4 anos de Lava Jato


Desde 2014, quando se iniciou a operação Lava Jato, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol e pelo juiz Sérgio Moro, até este ano, a Petrobras já registrou uma redução no seu patrimônio de R$ 160 bilhões, como registra o jornal Valor Econômico desta sexta-feira, 16.

Em 2017, a Petrobras teve seu quarto prejuízo anual consecutivo, quando registrou perdas de R$ 466 milhões, impactada pelo provisionamento de R$ 11,2 bilhões para pagar investidores dos Estados Unidos, sem ter sido condenada.

O valor de mercado da companhia hoje é de R$ 292,4 bilhões e seu patrimônio líquido vale R$ 269,6 bilhões.

Em 2013, antes da Lava-Jato, o patrimônio líquido era de R$ 350 bilhões.

“Quiseram te enterrar, mas não sabiam que eras semente”


Blog A Casa de Vidro reúne manifestações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

"A execução de Marielle Franco encarna, agora, o último limite do que restava de democracia neste país. Sua morte executada é o primeiro saldo dessa intervenção", diz Renan Quinalha.

Já a charge de Quinho simboliza que a luta travada por Marielle agora será multiplicada.

Nassif: Gebran e Fachin, uma sentença para cada fim


Jornalista Luis Nassif expõe duas situações em que decisões contra o ex-presidente Lula se prestaram a acelerar sua prisão.

"Se fosse apenas pelo comportamento individual, bastaria cobrir que viraria circo. Como estão em jogo as instituições, há que se cercar, porque é hospício", diz Nassif.