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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Réu em três ações penais, líder de Temer diz que 'bandido bom é bandido morto'
Na condição de réu em três ações penais, o que ele é?
"Lugar de bandido não é em Sergipe. Bandido bom é bandido morto. E aqui em Sergipe nós vamos mostrar que é possível fazer segurança de verdade", discursou o deputado André Moura (PSC-SE), líder de Michel Temer no Congresso, durante solenidade em Sergipe.
Moura é réu em três ações penais no STF por formação de quadrilha e crimes de responsabilidade, e investigado pelos mesmos crimes e também por peculato, fraude de licitações, desvio de recursos públicos e até tentativa de homicídio.
Na foto, Moura entrega uma carta de apoio ao então ministro Geddel Vieira Lima, após a descoberta do bunker com R$ 51 milhões.
STF intima PF a formular perguntas a Temer em inquérito sobre portos
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal formule as perguntas que achar necessárias a Michel Temer sobre o inquérito aberto na corte para investigar o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos.
"Deste modo, intime-se a autoridade policial federal para que formule as perguntas, após o que determinarei a intimação do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, e de seus patronos, para que apresente sua manifestação no prazo a ser fixado nessa oportunidade", disse Barroso no despacho.
A entrega do Pré-Sal afeta a Soberania Nacional
É uma traição e vendido a preço de banana é um crime sem precedentes
Presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff afirma que blocos do pré-sal "serão arrematados por grandes petroleiras internacionais a preços vis" no leilão marcado para esta sexta-feira 27 pelo governo golpista.
"O Brasil venderá petróleo a preço de banana", denuncia Dilma, que critica ainda outras ações do governo Temer em favor das grandes empresas mundiais de petróleo e contra a indústria nacional.
"Assim, o governo golpista cumpre mais uma etapa de sua devastadora destruição da economia e das riquezas nacionais: doa nossas maiores riquezas, abre mão de tributos que seriam usados em benefício do povo brasileiro e transfere para o exterior empregos que deveriam ser criados aqui", resume.
Para Dilma, trata-se de "um crime de traição, que um dia terá de ser julgado severamente".
CNBB pede povo na rua contra a corrupção
A Igreja Católica finalmente acordou
Conselho da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil divulga três notas duríssimas em crítica aos retrocessos promovidos pelo governo Temer, que afeta "tanto a população quanto as instituições brasileiras", após conferência realizada entre 24 e 26 de outubro.
"A barganha na liberação de emendas parlamentares é uma afronta aos brasileiros", atestam o cardeal Sergio da Rocha, Dom Murilo S. R. Krieger e Dom Leonardo Ulrich Steiner, presidente, vice-presidente e secretário-geral da CNBB, respectivamente.
Os líderes religiosos ressaltam ainda que "só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum".
Outras notas falam sobre "vencer a intolerância e o fundamentalismo" e condena a portaria de Temer sobre o trabalho escravo.
PF acha contratos de câmbio milionários com coronel amigo de Temer
Uma operação da Polícia Federal encontrou contratos de câmbio de US$ 1,2 milhão e € 1,4 milhão em endereço do coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer (PMDB) há mais de 30 anos e apontado por delatores como operador do pemedebista.
Ele é acusado de receber R$ 1 milhão que teriam Temer como destinatário final, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa de Temer tem negado as acusações.
Documentos estão relacionados à empresa AF Consult, que mantém contrato com a Eletronuclear e é alvo de investigação da Operação Lava-Jato por indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.
Doria queimou a largada, perdeu o PSDB, o DEM e virou farinata
Em queda brusca nas pesquisas e autor de um projeto que deve ficar marcado como seu maior tiro no pé na Prefeitura de São Paulo, a "farinata" para os pobres, o tucano João Doria já perdeu o apoio do PSDB, que não deve ser aventurar e pretende apoiar Geraldo Alckmin como candidato à presidência em 2018.
Os dirigentes do DEM, que apostavam em João Doria ou em Luciano Huck, voltaram à estaca zero depois que o tucano não decolou nas pesquisas e que o apresentador da Globo não demonstrou tanta segurança de que irá mesmo concorrer.
A avaliação no partido é de que o prefeito se envolveu em polêmicas desnecessárias.
Temer diz estar bem e vê o que os brasileiros pensam a seu respeito
A obstrução urinária, ocorrida no mesmo dia em que Michel Temer conseguiu se safar de denúncia por obstrução judicial e comando de quadrilha ao custo de mais de R$ 30 bilhões, serviu para que ele visse de perto o desapreço que tem do povo brasileiro.
Rejeitado por mais de 90% da população, Temer não conseguiu despertar compaixão nem piedade nas redes sociais.
Quando saiu do hospital e disse estar bem de saúde, ele colheu mensagens que revelam o que os brasileiros realmente sentem em relação a um governo ilegítimo, corrupto e que envergonha o Brasil diante do mundo civilizado.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Golpe vence mais uma e Temer escapa da denúncia
Rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer conseguiu na noite desta quarta-feira, 25, escapar mais uma vez da Justiça depois de gastar R$ 32 bilhões na compra de deputados.
Para barrar o andamento da acusação de obstrução judicial e comando de organização criminosa, Temer precisava de somar 172 votos, entre "sim", abstenções e ausências de deputados, resultado já obtido.
251 deputados votaram contra a continuidade da denúncia contra Temer, enquanto 233 votaram a favor da aceitação da denúncia. Houve ainda 25 ausências e 2 abstenções, totalizando 486 comparecimentos.
Temer quer manter portaria do trabalho escravo, mesmo após STF
Editor do Tijolaço, Fernando Brito destaca a "declaração do Ministro da Escravidão" que vai manter o essencial da portaria que "flexibilizava" a punição ao trabalho escravo, apesar da liminar do STF contra a portaria.
"Cinicamente, diz que 'quando o trabalhador não está impedido de ir e vir, de expressar sua vontade, e não está submetido a uma servidão por ameaça de violência, isso não é trabalho escravo'", ressalta.
"O senhor Ronaldo Nogueira deu, provavelmente, esta declaração para 'segurar' os votos da bancada ruralista dos quais seu chefe precisa", avalia Brito.
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