domingo, 30 de julho de 2017

Temer torrou R$ 4,1 bi em emendas para se safar


Para conseguir o apoio parlamentar necessário para barrar a denúncia de corrupção apresentada por Rodrigo Janot, Michel Temer torrou R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares apenas em junho e julho – o equivalente a 97% do total liberado o ano inteiro –, e direcionou o foco do Executivo para projetos destinados às prefeituras, como o programa de regularização fundiária.

Temer montou ainda uma verdadeira maratona de reuniões: recebeu mais de 160 deputados e senadores.

O peemedebista, no entanto, não deve ter muito tempo para comemorar; antes de deixar o cargo, Janot apresentará uma nova acusação de obstrução da Justiça e organização criminosa.

Pela primeira vez, produção de pré-sal supera a do pós-sal


Dados inéditos da Agência Nacional de Petróleo mostram que, em junho, pela primeira vez na história, a produção brasileira de petróleo do pré-sal superou a do pós-sal.

Foram 1.352 milhão de barris contra 1.321 milhão.

A primeira extração do pré-sal começou há apenas nove anos.

Gleisi: na Venezuela, assim como no Brasil, a solução é o voto


"Aqueles que, aqui no Brasil, clamam por democracia na Venezuela deveriam começar a clamar por democracia também no nosso país, uma vez que ela foi usurpada por um golpe parlamentar que arrancou uma presidenta inocente e legitimamente eleita e que mantém no poder um corrupto comprovado, com altíssima rejeição popular". 

"Antes de bisbilhotar na casa dos outros, cuidemos da nossa. Na Venezuela, como no Brasil, a solução é o voto", diz a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em artigo assinado em conjunto com Mônica Valente, secretária de Relações Internacionais do PT.

"Que democracia é essa na qual temos que aturar um criminoso?", questiona Aldir Blanc


"No momento em que escrevo, só 5% dos brasileiros aprovam o presifraude Temer. Que democracia é essa na qual temos que aturar um criminoso se ninguém o quer? Continua conspirando e subornando porque corrompe parlamentáveis prostituídos que o sustentarão desde que ele abra o cofre e as pernas para emendas (leia-se roubalheira)", escreve o músico Aldir Blanc em sua coluna neste domingo.

sábado, 29 de julho de 2017

Globo acaba de enterrar o Temer

Coronel Lima é o guarda-costas do ladrão

Conversa Afiada, 29/07/2017

De Diego Escostguy, na Época:

Demilton de Castro e Florisvaldo de Oliveira estavam suando. No estacionamento da JBS em São Paulo, eles tentavam, sem sucesso, enfiar uma volumosa caixa de papelão num limitado porta-malas de Corolla. Plena segunda-feira e aquele sufoco logo cedo. Manobra para cá, manobra para lá, e nada de a caixa encaixar. Até que, num movimento feliz, ela deslizou. Eles conseguiram. Estavam prontos para desempenhar a tarefa a que Florisvaldo fora designado. E que ele tanto temia.

Dez dias antes, Florisvaldo despencava até uma rua na Vila Madalena, também em São Paulo, para fazer uma espécie de “reconhecimento do local” onde teria de entregar R$ 1 milhão em espécie. Seu chefe, o lobista Ricardo Saud, havia encarregado Florisvaldo do delivery de propina para o então vice-presidente da República, Michel Temer.

O funcionário, leal prestador de serviço e carregador de mala, não queria dar bola fora. Foi dar uma olhada em quem receberia a bufunfa. Ao subir as escadas do prediozinho de fachada espelhada, deu de frente com a figura inclemente de João Batista Lima Filho, o coronel faz-tudo de Temer. “Como é que você me aparece aqui sem o dinheiro?”, intimou o coronel. “Veio fazer reconhecimento de que, rapaz?” Florisvaldo tremeu. “Ele me tocou de lá”, comentou com os colegas, ainda assustado. Receoso da bronca que viria também do chefe, Florisvaldo ficou quietinho, não contou a Saud que a entrega não fora feita.

Naquele 1º de setembro de 2014, Saud, o lobista, batia as contas dos milhões em propina que distribuía de lá para cá, para tudo que é político de tudo que é partido – a JBS não discriminava ninguém. “Cadê o dinheiro do Temer?” Florisvaldo admitiu sua falha. “Tá doido, Florisvaldo? Vai entregar esse dinheiro agora!” Lembrando da pinta do coronel, o funcionário replicou: “Só se o Demilton for comigo”. Toca Florisvaldo e Demilton a tentar enfiar a caixa com notas de R$ 50 no porta-­malas. Demilton, quatro décadas de empresa, é o planilheiro da JBS. A Odebrecht tinha o drousys, o software de distribuição de propinas. A JBS tem Demilton, exímio preenchedor de tabelas do Excel. Demilton topou ajudar o amigo. Os dois deixaram o estacionamento da JBS ao meio-dia. Florisvaldo, meio nervoso, tocou a campainha. Depois de instantes angustiantes, o coronel Lima apareceu. “Trouxeram os documentos?”, perguntou Lima. Florisvaldo já tomava fôlego para carregar a caixa de papelão escada acima, mas o coronel ordenou que o dinheiro fosse depositado no porta-­malas do carro ao lado. “Não tem perigo com essa parede espelhada aí?” Florisvaldo era todo paúra. “Não, fica tranquilo.” A transação estava completa.

(...) Assim que a delação da JBS veio a público, em maio, a força irrefreável das provas contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, provas de crimes em andamento, assim como a crise política que se instalou imediatamente, escamoteou o poder igualmente destrutivo dos crimes pretéritos cometidos por executivos da JBS – e por centenas, talvez milhares, de políticos. As provas apresentadas foram largamente ignoradas. Como os delatores haviam fechado o acordo poucas semanas antes, a empresa ainda não tinha levantado tudo o que poderia e deveria, em termos de evidências para corroborar os crimes descritos nos anexos da colaboração. Agora, a um mês do prazo estipulado para entregar à Procuradoria-Geral da República todas as evidências necessárias, os delatores e a JBS já dispõem de um novo e formidável conjunto de documentos.

(...)

Lula vai encarar o Moro!

E vai novamente virar o Imparcial do avesso!

Conversa Afiada, 29/07/2017
(Crédito: Renato Aroeira)




Luiz Inácio Lula da Silva obteve importante vitória nesta sexta-feira (28) com o recuo do juiz Sérgio Moro, que, pressionado, aceitou colher novo depoimento presencial do ex-presidente no dia 13 de setembro.

Antes o magistrado da lava jato tinha estabelecido por videoconferência o interrogatório do petista, que, por meio de sua defesa havia protestado.

Moro acatou o argumento do advogado Cristiano Zanin Martins segundo qual é regra o interrogatório presencial do réu. “O interrogatório por videoconferência somente é excepcional”, peticionou.

Portanto, os movimentos sociais deverão novamente fazer caravanas rumo a Curitiba no dia 13 de setembro, a exemplo do que fizeram em 10 maio, quando 50 mil pessoas vieram à capital paranaense em solidariedade a Lula.

O novo cara a cara de Lula com Moro tem a ver com a suposta doação pela Odebrecht de um terreno para a construção da sede do Instituto Lula, mas a obra nunca aconteceu.

Olha no que deu...

Advogada analisa sentença de Moro contra Lula


Advogada e militante da área de Direitos Humanos Nathaly Munarini Otero analisa em artigo a sentença do Sérgio Moro que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão.

Advogada critica a decisão do juiz contra Lula à luz dos pensamentos de Cesare Beccaria, considerado o principal representante do Iluminismo penal, e filósofo Michael Foucault.

"Não é só um ser humano que perde a oportunidade de um julgamento justo, é a Justiça, que sendo obstruída do seu caminho natural de equidade acima de tudo, é colocada a postos de anseios pessoais e ardilosos", diz o trecho do artigo.

Lula venceria eleição, mesmo condenado

É Moro, não tem jeito mesmo! O povo sabe que o golpe piorou a vida de milhões de pobres.

A primeira pesquisa eleitoral realizada após a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro mostra que o episódio não abalou as intenções de voto no petista.

Lula segue líder em todos os cenários e venceria as eleições de 2018; o levantamento foi feito pelo Instituto Paraná Pesquisas.

No cenário em que o candidato tucano é o prefeito de São Paulo, João Doria, Lula tem 25,8% da preferência dos eleitores, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (18,7%) e por João Dória (12,3%).

Lula vence todos os adversários no segundo turno.

São Paulo venceu Botafogo de virada na reestréia de Hernanes


A virada do São Paulo em sete minutos contra o Botafogo deixou o técnico Dorival Júnior surpreso e, segundo ele mesmo, sem palavras para explicar a construção do placar. Para o treinador tricolor, ninguém esperava a vitória por 4 a 3 no Engenhão depois de o time carioca abrir 3 a 1.

"Acho que é um fato importante, a primeira vitória [fora de casa] depois de muitas partidas. Mas a maneira como foi construída ninguém esperava. Eu estava tranquilo com o que a equipe estava produzindo. Me passa que as coisas podem ser revertidas. Mesmo com o resultado adverso, eu esperava que algo de bom acontecesse. Não uma virada, mas que terminasse o jogo numa condição melhor", ressaltou o treinador são-paulino.

O comandante são-paulino ainda exaltou a postura da torcida, que compareceu em bom número no Engenhão. Na última segunda-feira, no empate por 1 a 1 com o Grêmio, o São Paulo bateu o recorde de público do Brasileirão.

"Uma torcida que leva 50 mil no Morumbi numa segunda-feira está abraçando a equipe e botando a cara. Essa demostração foi fundamental. Passou confiança aos jogadores. Espero que continue assim. Será fundamental novamente para sair dessa condição que incomoda a todos", disse Dorival, que ressaltou a importância da vitória.

"Normal que depois de uma virada como essa o time comece a acreditar um pouco mais e os jogadores passar a readquirir uma confiança maior. Em cima disso a produtividade de cada um melhore. Individualmente melhor é natural que coletivamente a equipe melhore ", frisou.