terça-feira, 27 de junho de 2017

Moro dá benefício controverso para incentivar Duque a delatar


Para incentivar o ex-diretor da Petrobras Roberto Duque a delatar, Sérgio Moro lhe concedeu um benefício: mesmo condenado, ele sairá da prisão após cinco anos em regime fechado.

A determinação está na mesma sentença que condenou Antonio Palocci nesta segunda-feira (26) é inédita e vale para todos os processos a que Duque responde na Justiça Federal do Paraná –são 13 no total, nos quais, somadas as penas, somadas, chegam a 62 anos e 11 meses de prisão.

O benefício, porém, está condicionado à celebração de delação premiada, em negociação há meses. 

Juristas criticaram a medida. "É um exemplo claro de como o juiz Moro perde a imparcialidade em certos episódios", disse o professor de direito da USP Gustavo Badaró.

O Ministério Público Federal informou que vai recorrer da concessão do benefício.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Novo Perrella? Muita droga e pouco Governo

653 kg de cocaína decolam de fazenda de ministro Golpista

Conversa Afiada, 26/06/2017
Fica tranquilo. Como o Perrella (Reprodução: Twitter)

Do Blog do Esmael Morais:


Partiu de uma fazenda da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, no Mato Grosso, o avião interceptado pela FAB, neste domingo (25), carregado com 500 kg de cocaína (653 kg, segundo Matheus Scuch, repórter de política da Rádio Gaúcha - C Af)

A aeronave foi abordada pela Operação Ostium, realizada conjuntamente pela Aeronáutica e Polícia Federal.

Em novembro de 2013, um helicóptero de propriedade da empresa Limeira Agropecuária foi apreendido em uma fazenda na zona rural de Afonso Cláudio (MG), após transportar 445 quilos de cocaína.

O helicóptero pertencia à empresa fundada pelo senador Zezé Perrella (PDT-MG).

Tanto Maggi quanto Aécio e Perrella são da base de sustentação do ilegítimo governo Michel Temer. Logo, é lícito afirmar que é muita droga para pouco governo…

Por que Fonteles foi ao STF contra Gilmar

Gilmar comete um excesso de crimes!


Conversa Afiada, 26/06/2017

Fonteles: um crime que nós chamamos de advocacia administrativa

PHA: Eu converso com o Dr. Cláudio Fonteles, que foi Procurador-Geral da República e entrou no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria Geral da República com o pedido de impeachment do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Dr. Fonteles, o que fez o senhor tomar essa decisão?

Dr. Cláudio Fonteles: Essa decisão, meu caro Paulo Henrique Amorim, não é uma decisão solitária, é uma decisão de grupo - de pessoas, de professores universitários, até um magistrado se faz presente. Foi fundamentalmente a conversa travada entre o Ministro Gilmar Mendes e o Senador Aécio Neves.

PHA: A conversa em que o Senador pede ao Ministro para interceder junto ao Senador Flexa Ribeiro, para obter uma votação, e o Ministro concorda, dizendo que vai ligar para o Senador Flexa Ribeiro, não é isso?

C.F.: E mais ainda, Paulo: o Ministro não só concorda que vai ligar imediatamente, como também diz que, por sua própria vontade, ele também já atuara nesse sentido com dois outros Senadores da República - o Senador [Antonio] Anastasia e o Senador Tasso Jereissati. Ora, para nós, para esse grupo de juristas, isso evidencia de uma forma claríssima o exercício de atividade político-partidária. Se isso não é exercício de atividade político-partidária, o que seria exercício de atividade político-partidária? E isso é vedado, constitui infração cujo paradigma é o crime de responsabilidade.

PHA: Há poucos minutos no Estadão o Ministro Gilmar Mendes disse que, apesar disso, não se considera impedido de relatar no Supremo o processo contra o Senador Aécio Neves. O que lhe parece?

C.F.: O próprio Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot, já levantou a suspeição do Ministro Gilmar Mendes. Isso é eloquente, a meu juízo (uma situação de suspeição). Se você dialoga com uma pessoa que o trata inclusive familiarmente - porque o Aécio Neves começa a ligação com um "oi, Gilmar" - e ele se dispõe a atender a um pleito do Senador - insisto, de cunho político-partidário -, meu Deus do céu, é óbvia a suspeição, é óbvio o comprometimento do atributo fundamental da magistratura, que é a imparcialidade.

PHA: Por que o senhor entrou simultaneamente no STF e na Procuradoria Geral da República?

C.F.: Porque no Supremo Tribunal Federal nós colocamos para discussão daquela Corte algo importantíssimo: porque ela decidiu que os seus membros, seus 11 ministros, não podem ter a sua conduta funcional avaliada pelo Conselho Nacional de Justiça, que é o que avalia a conduta funcional de todos os magistrados do país, menos da Suprema Corte. Mas, num sistema democrático, num regime autenticamente democrático, ninguém pode estar acima de qualquer suspeita. Todos nós devemos ser investigados, mormente quando exercemos funções públicas. Então, diante desses fatos concretos - e desse ponto fundamental que estou narrando agora -, provocamos o Supremo Tribunal Federal, por via de sua Presidente, para que instaure, também, uma mediação de cunho administrativo correicional. E a própria Corte decidirá a respeito disso. Ponto um. Ponto dois: nos parece um exercício da cidadania ativa. Nós, brasileiros, precisamos começar a aprender a fazer mais a cidadania ativa. Nós, aí, provocamos o Dr. Procurador-Geral da República, para que esse fato, essa conversa, Sua Excelência Dr. Procurador-Geral da República aprecie se ela tem coloração criminal ou se ela não tem. São essas as três linhas que nós concretizamos.

PHA: Com relação ao cunho administrativo, que tipo de pena o Supremo pode fixar para o Ministro Gilmar Mendes?

C.F: Aí são aquelas previstas na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Há várias penas, suspensão, enfim, dependendo da gradação que a Suprema Corte entenda de aplicar, uma vez instaurado todo o processo investigatório.

PHA: E o próprio Procurador-Geral...

C.F. Ele avaliaria se esta conduta, em linha de princípio, poderia se adequar a um crime que nós chamamos de advocacia administrativa: quando o servidor público, para atender a um interesse pessoal ou de terceiros, em seara alheia interfere. Veja que na conversa fica clara a interferência do Ministro da Suprema Corte no Senado da República.

PHA: O senhor também menciona o fato de o Ministro Gilmar Mendes se referir a colegas como "velhaco" e "louco". Isso significa uma transgressão da Lei Orgânica da Magistratura?

C.F.: Significa um crime de responsabilidade por falta do decoro no desempenho das suas funções. Veja você que nós, na primeira denúncia, feita no ano passado... o Ministro Gilmar Mendes se dirigindo a 1,7 milhão (vamos dizer assim) de brasileiros que firmaram um importante documento, que é a iniciativa popular, que é a base da democracia, para que o Parlamento deliberasse sobre determinada questão - e daí adveio a famosa Lei da Ficha Limpa, tão importante para o aprimoramento da nossa Democracia -, o Ministro Gilmar Mendes, diante desse fato, disse que todos aqueles que firmaram esse documento - seus feitores, seus colaboradores, mulheres e homens que aderiram a isso - eram "um bando de bêbados". Não é possível! Nós não podemos ter um Ministro da Suprema Corte agindo da maneira que está agindo. Há que se dar um basta.

PHA: O senhor sabe que o então Presidente do Senado, Renan Calheiros, já indeferiu um pedido de impeachment assinado, entre outros, pelos juristas Fabio Konder Comparato e Bandeira de Mello, por causa exatamente da atividade partidária do Ministro Gilmar Mendes. O senhor tem agora mais confiança em que o seu pleito possa prosperar?

C.F.: Aqueles dois que nós tivemos - e o professor Comparato e o professor Celso Antônio também fizeram outro - foram indeferidos, mas, no nosso caso, estamos recorrendo. A questão está ao nível do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da avaliação do Ministro Edson Fachin. Até por ter mudado a Presidência do Senado, esperamos que o atual Presidente do Senado, numa vocação democrática, deixe seguir algo tão evidente. Legitimamente, terá toda a amplitude de defesa. É porque eu insisto muito: essa é a essência do regime democrático, que as coisas apareçam, que as coisas sejam postas, que as pessoas debatam livremente, e não numa penada você impeça algo de concreto, algo de sério, algo de real, de ter a sua apuração tão necessária.

PHA: O jornalista Janio de Freitas escreveu na Folha sobre o STF admitir ou não o processo de impeachment: "admiti-lo será um martírio; recusá-lo será estender ao Supremo Tribunal Federal o conceito que hoje ostenta o Tribunal Superior Eleitoral". O senhor concorda com o Janio?

C.F.: Eu concordo com o Janio em gênero, número e grau. Esse excelente jornalista que nós temos.

Às vésperas de reunião, deputado contrário a Temer perde vaga na CCJ

É a malandragem para barrar a denúncia contra Temer

Michel Temer manobra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para evitar prosseguimento de denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O partido Solidariedade tira deputado que tem discurso contrário a Temer da CCJ.

O major Olímpio (SP) será substituído por Áureo (RJ), que já declarou, sobre a denúncia de Temer, não gostar "dessas denúncias fatiadas". "Parece que o Judiciário está pressionando a Câmara", disse.

PF conclui: Temer tentou obstruir investigações


Em seu relatório final entregue ao Supremo Tribunal Federal nesta tarde, a Polícia Federal constatou que Michel Temer incentivou pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha, a fim de comprar seu silêncio no âmbito da Operação Lava Jato, e que por isso atuou para obstruir investigações.

O incentivo ocorreu durante uma conversa com Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu, cuja gravação foi entregue pelo empresário à PF.

O documento diz ainda que Temer deixou de comunicar as autoridades sobre suposta corrupção de membros do Judiciário e do Ministério Público, conforme informado por Joesley.

No relatório preliminar, a PF já havia apontado a prática do crime de corrupção passiva por Temer.

Janot denuncia Temer por corrupção passiva


Conforme previsto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira 26 uma denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva.

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, homem da mala de Temer, que recebeu R$ 500 mil em dinheiro da JBS, também foi denunciado.

Temer é investigado em caso de pagamento de propina da empresa.

Agora o STF aciona a Câmara, que vai decidir se autoriza ou não o prosseguimento da denúncia.

Após a votação, se o plenário da Corte decidir aceitar a denúncia, Temer vira réu e terá de se afastar do cargo por até 180 dias.

Datafolha: Lula lidera em todos os cenários em 2018


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue líder absoluto nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018.

A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que Lula está na liderança em todos os cenários de primeiro turno, tendo entre 29% e 30% das intenções de voto.

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece em segundo, empatado com Marina Silva (Rede-AC).

Quando disputa com Alckmin, o petista fica com 30%; nesse cenário, o tucano aparece apenas na quarta posição, com 8%, enquanto Bolsonaro, com 16%, e Marina, com 15%, aparecem embolados no segundo lugar.

O cenário com Doria é similar e tem Lula na dianteira, com 30%, e o prefeito de São Paulo em um distante quarto lugar, com 10% das intenções dos eleitores.

Após escândalo da JBS, instituto de pesquisa não se deu nem ao trabalho de incluir Aécio Neves (PSDB-MG) e Michel Temer (PMDB) na lista de presidenciáveis.

Avião com 500 kg de cocaína decolou da fazenda de Blairo, ministro de Temer


Avião bimotor interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e carregado com mais de 500 quilos de cocaína decolou da Fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Santo Antonio Leverger (MT).

A fazenda está arrendada ao Grupo Amaggi, de propriedade do ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP).

O bimotor somente pousou em uma área rural após o caça da FAB disparar um tiro de advertência quando o piloto se recusou a cumprir uma ordem para pousar em um aeródromo próximo.

O Grupo Amaggi ainda não se posicionou sobre o assunto.

Recentemente, um helicóptero de propriedade do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) com cerca de meia tonelada de cocaína foi apreendido pela Polícia Federal.

domingo, 25 de junho de 2017

Presidente miniatura

– Charge do Duke, via O Tempo.

Presidência de Temer está pendurada no nada

Blog do Josias de Souza, 24/06/2017 10:58

Em setembro de 2015, quando começou a se insinuar como candidato ao trono, o então “vice-presidente decorativo” Michel Temer declarou: ''Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo'' de 7% ou 8% de popularidade. Nessa época, o Datafolha atribuía a Dilma Rousseff uma taxa de aprovação de 8%. Agora, é o próprio Temer quem se encontra rente ao chão, com insignificantes 7%. Quer dizer: tomado por seus autocritérios, Temer tornou-se um candidato a Dilma. Com a Presidência pendurada no nada por um fiapo, flerta com a queda. Sua sorte é não ter um vice.

A poucos dias de ser denunciado por corrpução no Supremo Tribunal Federal, Temer atingiu um patamar de sub-Dilma. Às vésperas de sofrer o impeachment, madame colecionada índices menos vexatórios. Em abril de 2016, a pupila de Lula amealhava 13% de aprovação e 63% de reprovação. A gestão de Temer é considerada ruim ou péssima por 69% do eleitorado. Se dependesse da vontade do brasileiro, Temer já seria um ex-presidente. Dois em cada três brasileiros querem vê-lo pelas costas. Para 76% dos entrevistados, o melhor caminho seria a renúncia. Se a ficha de Temer não cair, 81% apontam o impeachment como alternativa.

O que dava à Presidência de Temer uma aparência de utilidade era sua agenda econômica. O governo havia parado de cavar o buraco em que Dilma enfiara a economia nacional. O presidente guerreava por suas reformas no Congresso. Os indicadores de inflação e câmbio melhoraram. O PIB chegou mesmo a dar sinal de vida. Mas a lógica do utilitarismo econômico entrou em parafuso depois que Temer foi engolfado pelo escândalo JBS. Reformas como a da Previdência subiram no telhado. A agenda do Planalto está dedicada à polícia, não à política. Temer tem duas prioridades novas: fingir que preside e não cair.

Até bem pouco, Temer dividia-se nas entrevistas entre a defesa de suas reformas impopulares e o mantra que elaborou para justificar o convívio com os ministros lançados no lixão da Lava Jato. Investigação não é denúncia, argumentava Temer, em defesa da manutenção dos ministros encrencados em seus cargos. Denúncia tampouco é ação penal. Portanto, dizia Temer, auxiliar denunciado seria, no máximo, licenciado. Demissão? Só depois que o ministros virarem réus.

Pois bem. No início da semana, Temer será denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva. E só não será convertido em réu pelo Supremo se a Câmara enterrar a denúncia. Se for salvo pelos deputados, Temer sofrerá nova denúncia, sob a acusação de obstruir a Justiça. Na hipótese de ser socorrido novamente pelos aliados da Câmara, uma terceira denúncia o acusará de formação de organização criminosa.

A pergunta que está boiando na atmosfera seca de Brasília é a seguinte: com as urnas de 2018 a espreitá-los na virada da esquina, quanto tempo os deputados demorarão para perceber que o resgate de Temer pode significar um suicídio político? Sem apoio popular, Temer costuma se vangloriar da natureza semiparlamentar do seu governo. O diabo é que seus aliados podem passar a apoiar o Temer de setembro de 2015. Aquele que achava que ''ninguém vai resistir com esse índice baixo'' de 7%.

Se a oligarquia política e empresarial do país já tivesse chegado a um consenso quanto ao nome de um substituto para o presidente, Temer deixaria de ser cumprimentado. Ninguém lhe daria nem ''bom dia'', que dirá apoio.