domingo, 28 de maio de 2017

Lula recebe presente do Vaticano


O papa Francisco, que se recusou a visitar o Brasil governado por Michel Temer, enviou, por meio de um emissário de sua confiança, um presente para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: uma cópia da encíclica "Laudato Si".

Ao receber a prenda, Lula manifestou interesse pelos encontros do papa com movimentos populares de todas as partes do mundo e transmitiu sua preocupação com a profunda crise política do Brasil.

“Não se derruba um governo sujo com rosas”, diz Aldir Blanc


O cantor e compositor Aldir Blanc publicou um artigo em que cita o despreparo e o desespero de Michel Temer para permanecer no poder e suas maldades com a população: "O desespero Temeroso pode ser avaliado pelo grito de help às Forças Armadas, uma estupidez, com, é claro, a cumplicidade do minidef"; 

Blanc completa:"Não se derruba um governo sujo com rosas".

Base de Temer na Câmara encolhe após delação da JBS


As delações da JBS, e a gravação que mostra Michel Temer avalizando a corrupção relatada por Joesley Batista, encolheu a base aliada do governo na Câmara.

Ao todo, 4 partidos que apoiavam o governo (PSB, PPS, PTN e PHS) – e juntos somam 66 deputados – anunciaram que passarão a fazer oposição.

Barroso diz que Fachin sofre cerco e precisa de proteção


O ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou que seu colega Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, está envolto em pressões e que há "um cerco" se fechando sobre o ministro.

“Ninguém poderia achar que um processo criminal desta magnitude, envolvendo autoridades com a estatura das autoridades que estão tendo que se defender e se explicar, não produzisse reação", disse Barroso.

Fachin substituiu Teori Zavascki, morto em um acidente de avião de circunstâncias ainda não explicadas, na relatoria da Lava Jato.

Cacique da velha política tentam garantir indiretas

Para continuar as reformas que a sociedade não quer e também porque eles não têm votos para ganhar eleição

A possibilidade de o povo eleger diretamente quem quer ver no lugar de Michel Temer no Planalto não agrada a uma boa parte das lideranças partidárias brasileiras, que querem manter a decisão sobre a sucessão nas mãos do Congresso Nacional.

Com exceção da esquerda, que é minoritária, todas as principais lideranças partidárias se declararam contra as Diretas-Já. Essas lideranças sabem que não têm um nome com possibilidades reais de ganhar uma eleição direta, no voto.

Presidente interino do PSDB e um dos favoritos em caso de eleição indireta, Tasso Jereissati é abertamente contra as eleições diretas.

O presidente do PMDB, Romero Jucá também não quer ver o povo decidindo: "Diretas-Já só em 2018", reforça.

Os caciques da velha guarda já perceberam que, em caso de eleições diretas, seu grupo político provavelmente seria enxotado da órbita do poder.

OAB: PEC das Diretas pode aprimorar a Constituição


A Ordem dos Advogados do Brasil assumiu, pela primeira vez, uma possível favorável à realização de eleições diretas, após a cassação de Michel Temer, seja por impeachment, seja pela ação no Tribunal Superior Eleitoral.

"Uma PEC criando a figura das eleições diretas, sem ruptura constitucional, para caso de vacância até seis meses antes do fim do mandato, pode significar um aprimoramento do sistema constitucional. Vou levar esse tema para debate dentro do Conselho Federal da OAB", disse Claudio Lamachia, presidente do conselho federal da OAB, ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho.

Lamachia também bateu duro em Temer; "ele confirmou ou tornou incontroversos os fatos divulgados pelos áudios: que o fanfarrão ou delinquente, palavras dele, foi ao Palácio do Jaburu tarde da noite, que entrou com outro nome, que a audiência não foi marcada ou colocada na agenda, que o diálogo foi aquele".

Constatação

“A verdade é que um país não pode ir mudando o Direito conforme o réu. Isso não é um Estado de direito, é um Estado de compadrio”, disse o ministro. Instado a explicar as razões da dificuldade de punir criminosos do colarinho branco no Brasil, Barroso respondeu: “Acho que é cultural. É uma parceria histórica e ideológica das elites brasileiras, inclusive as do Poder Judiciário, uma certa dificuldade de prender os iguais. O Brasil ainda não é um país verdadeiramente igualitário.”

sábado, 27 de maio de 2017

Barroso contesta Gilmar e diz que delação não pode ser desfeita


"A delação só faz sentido se o colaborador tiver a segurança de que o acordo feito será respeitado. Se ela puder ser revista, em breve o instituto deixará de existir", disse o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

A declaração é uma resposta ao colega Gilmar Mendes, que sugeriu que a delação da JBS, que praticamente selou a queda do governo de Michel Temer e o fim da carreira política do senador Aécio Neves (PSDB-MG), teria que ser aprovada pelo plenário da corte.

Barroso também questionou outra declaração de Gilmar, que se disse inclinado a rever seu voto sobre prisões em segunda instância.

"Voltar ao modelo anterior é retomar um sistema que pune os pobres e protege os criminosos que participam de negociatas com o dinheiro público", disse Barroso.

Gilmar fornece gado a Joesley. Só gado?

O currículo é comprometedor

Conversa Afiada, 27/05/2017

Sai na Fel-lha:

A família do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é fornecedora de gados para a JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo e que acaba de ter um acordo de delação premiada homologado pelo tribunal.

A informação foi dada pelo ministro à Folha. No cargo, Gilmar pode ter de tomar decisões sobre a delação.

A reportagem questionou o ministro sobre encontro recente que teve com o empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS que gravou secretamente o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Gilmar confirmou a reunião, ocorrida, segundo ele, a pedido do advogado Francisco de Assis e Silva, um dos delatores da empresa. Joesley, de acordo com Gilmar, apareceu de surpresa ao encontro, que, diz o ministro, tratou de questão referente ao setor de agronegócio.

A conversa ocorreu fora do Supremo, no IDP, escola de direito em Brasília da qual o ministro do STF é sócio. A data da conversa, segundo Gilmar, é posterior a 30 de março, quando o tribunal realizou um julgamento sobre o Funrural, fundo abastecido com contribuições de produtores rurais à previdência.

N a v a l  h a

O Ministro Gilmar foi quem disse que a família fornece gado ao Joesley - a Folha não sabia disso.

Sabia apenas do encontro.

Estranho o ministro explicar que a família fornece ao Joesley.

Em Mato Grosso, 99,99% dos pecuaristas fornecem ao Joesley espontaneamente ou coagidos por práticas desleais de comércio. 

O currículo do Ministro permite levantar suspeitas.

Os dois HCs Canguru a Daniel Dantas e a liberdade ao notório monstro Abdelmassih, por exemplo, são pontos culminantes de sua fulgurante carreira.

Será que o ministro fornece APENAS gado ao ladrão do Joesley?

PHA

Chega de Lava Jato! Veja apóia Gilmar!

A página virou! Deixa só os petistas lá dentro... (Em síntese é essa a idéia!)

Conversa Afiada, 27/05/2017

Como demonstrou a TV Afiada "Fachin e Janot quebraram as pernas do Gilmar", esse Ministro que fornece gado ao Joesley (só gado?), há uma tentativa frenética de fechar a Lava Jato com os petistas dentro e os golpistas fora.

Prova disso é a política de desfalcar a Lava Jato de delegados, como fizeram com a Satiagraha: matar de inanição.

O detrito sólido de maré baixa e o Estadão, em estado comatoso, são exemplos dessa virada tsunâmica: pau na Lava Jato!

(...) Na semana passada, ocorreu novo episódio de violação da lei das interceptações telefônicas, quando veio a público o diálogo do jornalista Reinaldo Azevedo, ex­-blogueiro de VEJA e colunista do jornal Folha de S.Paulo, com Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves. A gravação estava autorizada judicialmente e se realizou dentro do prazo de validade, mas o conteúdo da conversa entre os dois nada tinha a ver com as investigações. O material deveria ter sido incinerado. Também não foi. Configurou-se outra afronta à lei, com uma agravante: a Constituição prevê a inviolabilidade da comunicação de um jornalista com sua fonte. Esse é um dos pilares do jornalismo nos países democráticos, dado que, sem tal garantia, não existe liberdade de imprensa.

É lamentável que autoridades encarregadas de fazer cumprir a lei — policiais, procuradores, juízes — acabem se tornando violadoras da lei. A Lava-Jato é um poderoso desinfetante em um país de corrupção sórdida. Mas esse tipo de agressão — à lei, à privacidade, à liberdade de imprensa — não é digno de um Estado democrático de direito. É coisa própria de Estados policiais.


(...) Afinal, num mundo “apodrecido”, conforme dizem Janot, Dallagnol e outros, pouco importa o tamanho do crime que se comete, já que todos são criminosos. E, se todos são criminosos, então estão todos absolvidos, já que a culpa objetiva só pode ser do “sistema”. Afinal de contas, não é o “sistema” que é corrupto? Não por acaso, essa é a abstrusa tese do PT, de onde saíram os líderes da quadrilha do mensalão e do petrolão. Sendo assim, nenhum dos procuradores haverá de se queixar do despudor do ex-presidente Lula da Silva, que se sentiu à vontade para dizer, no Twitter, que “o PT pode ensinar inclusive como combater a corrupção”. Os tais procuradores tiveram o melhor dos professores.