terça-feira, 23 de maio de 2017

Temer pode renunciar se tiver garantia de que não será preso

Se for dada essa garantia, seremos obrigados a conviver com esse martírio?



Cada vez mais acuado diante do tsunami de evidências de corrupção e sem condições de governabilidade, Michel Temer já negocia com seus principais aliados uma solução que lhe permita renunciar à Presidência, mas com garantias de que não irá para a prisão.

Sem condições de governar, Temer só não renunciou até agora porque precisa do foro privilegiado para não ir parar no xilindró; o peemedebista já teria concordado com a ideia, e opções como indulto ou pedido de asilo foram discutidas nas últimas horas.

Entre os articuladores estão José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Romero Jucá e Renan Calheiros.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Lava jato atesta: Temer e Aécio são criminosos



Os procuradores que integram a força-tarefa da Lava Jato, que têm obsessão pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, finalmente se manifestaram sobre as revelações da última semana, que apanharam Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves cometendo crimes em flagrante.

Em nota, eles apontaram Temer e Aécio como criminosos, ainda que não os tenham citado nominalmente.

“Os últimos acontecimentos, aliás, levam a força-tarefa da Lava Jato a manifestar seu estarrecimento diante da gravidade dos crimes que se tornaram públicos. De fato, recentemente, vieram à tona evidências de crimes atuais praticados pelo presidente da República e por senador então presidente de um dos maiores partidos políticos”, diz o texto.

Críticos da Lava Jato, no entanto, apontam que a operação foi crucial para que Temer e Aécio assaltassem o poder, por meio de um golpe parlamentar que afastou uma presidente honesta.

Janot recorrente e pede prisão de Aécio e Loures


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

As prisões foram negadas pelo ministro Edson Fachin, porque ambos têm o foro privilegiado; no entanto, como Aécio e Rocha Loures foram afastados de seus mandatos, o caso, agora, será levado ao plenário da corte por Fachin.

Aécio foi flagrado pedindo propina para Joesley Batista; Rocha Loures, que disse ser emissário de Michel Temer, recebeu uma mala com R$ 500 mil, mas disse que não sabia que ela tinha dinheiro.

Temer mentiu na entrevista à Folha sobre encontro com Joesley fora da agenda

E o nariz dele tá crescendo!

Michel Temer, flagrado pela Polícia Federal cometendo vários crimes, também mentiu na entrevista publicada pela Folha nesta segunda-feira

Ele disse que recebeu o empresário Joesley Batista no subsolo do Palácio do Jaburu, de fim da noite de 7 de março, porque imaginava que ele viesse falar sobre a Operação Carne Fraca – e não sobre as ações penais em que é réu.

Ocorre que a Carne Fraca só aconteceu dez dias depois do encontro entre Temer e Joesley, no dia 17 de março.

Cada vez mais isolado, Temer pode cair a qualquer momento, embora tenha dito que não irá renunciar.

Seus últimos aliados, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já falam em renúncia.

Quem descobriu a mentira de Temer foi o jornalista Eduardo Bresciani, do jornal O Globo.

Temer desiste de suspender inquérito no STF


Rejeitado por 92% dos brasileiros e investigado por atos de corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça, Michel Temer recuou e desistiu de pedir ao Supremo Tribunal Federal a suspensão das investigações abertas contra ele pelo ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada depois que Fachin determinou só enviar o caso para o pleno da STF após realização de perícia da Polícia Federal na gravação em que Temer avaliza ao empresário Joesley Batista a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia, entre outros crimes.

O julgamento do recursos ocorreria na quarta-feira, mas foi suspenso.
OAB diz que Temer prevaricou ao conversar com empresário "fanfarrão e delinquente"

Uol, 22/05/2017

OAB/Divulgação

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cláudio Lamachia

O presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, afirmou nesta segunda-feira (22) que deve ingressar com o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) até esta sexta-feira (26) na Câmara dos Deputados. De acordo com Lamachia, os áudios entre Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, apontam que o presidente praticou crime de prevaricação ao, mesmo classificando Batista como "fanfarrão" e "delinquente", não negar, em seus dois pronunciamentos, desde quinta (18), que conversara com ele nas condições apontadas pela investigação da Polícia Federal.

O sócio da JBS entregou o áudio à Procuradoria-Geral da República em acordo de delação premiada. O presidente defendeu que a gravação foi fraudada, mas não negou o encontro com Batista --a quem classificou de "fanfarrão", "delinquente".

"Se o presidente da República sabia que estava diante de um interlocutor que é um 'fanfarrão' e um 'delinquente 'ele não deveria ter recebido (Batista)", defendeu Lamachia.

Sobre o protocolo do pedido de impeachment, resumiu: "Estamos elaborando a peça e isso tem que ser feito com calma. Mas asseguro a vocês que estaremos protocolando o pedido de impeachment ainda no curso dessa semana", disse

De acordo com o presidente da Ordem, o fato de o áudio da conversa ainda não ter sido submetido a perícia oficial não impede a ação da entidade. "Muito se está discutindo no que diz respeito à validade da gravação. Nós não entramos nessa avaliação nesse momento, porque a decisão que foi tomada pela OAB tem exatamente como base as declarações do próprio presidente da República, que, em momento algum, nega os fatos e as interlocuções que teve", disse o advogado, para completar: "Mesmo que o áudio tivesse alguma edição [como revelaram peritos entrevistados pela Folha] --e não estou dizendo que houve --, as próprias manifestações do senhor presidente em suas declarações formais reconhecem o teor do diálogo que ele teve com o empresário --isso que é indiscutível", ponderou.

Segundo Lamachia, o fato de Temer ter declarado que não acreditou no empresário não muda a avaliação da OAB. "Na medida que o senhor presidente da República diz que o empresário é um fanfarrão, que não levou em considerações [suas declarações] e não teria tomado nenhuma atitude quanto a isso, é mais uma situação que agrava o fato. Se ele sabia que estava diante de um fanfarrão e um delinquente, ele não deveria nem tê-lo recebido."

O presidente da OAB lembrou ainda que a entidade, de 86 anos, já havia pedido o impeachment dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello, em 1992, e Dilma Rousseff, ano passado. Sobre o procedimento no processo contra Dilma, destacou: "São decisões muito semelhantes [em relação ao pedido contra Temer], em termos numéricos, inclusive [26 bancadas a 2, no caso de Dilma, e 25 a 1, no de Temer]. Mas diametralmente opostos em termos ideológicos", mencionou, se recusando, no entanto, a comparar os crimes atribuídos a Dilma e a Temer.

Sobre os donos da JBS, os empresários Joesley e Wesley Batista, Lamachia questionou o fato de ambos estarem soltos, mesmo com o teor das delações. "Eles foram punidos ou eles receberam um prêmio? Deixaram essa crise no Brasil, fizeram o que fizeram, e foram para os Estados Unidos. Continuam com uma vida invejável. Isso é um verdadeiro escárnio".

O presidente da instituição admitiu ainda que a Ordem pode debater a questão das eleições diretas ou indiretas em caso de vacância na Presidência e não descartou, por exemplo, que eventual apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita na Câmara sobre o assunto, de autoria do deputado Miro Teixeira, entre na pauta da entidade. "Eu teria que chamar uma reunião do Conselho Federal da Ordem para apreciar --a pauta é minha", salientou. 

Aécio Neves

Questionado se a OAB poderia apresentar pedido de impeachment também contra o senador Aécio Neves (PSDB), citado na delação da JBS e suspenso pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Lamachia disse apoiar que o Senado instaure processo de cassação contra o tucano. "Seria muito ruim para a sociedade a eventual retomada do mandato do senador. As explicações dele não convencem. Os fatos que são imputados ao senador são gravíssimos."

Marina defende cassação de Temer e chama diretas


"Antecipar o julgamento no TSE e aprovar a PEC 227/2016 para convocação de eleições diretas são medidas urgentes para sairmos desta crise", publicou a ex-senadora no Twitter.

Para Marina Silva, "a entrevista do presidente Michel Temer funcionou mais como uma espécie de confirmação das graves denúncias do que um esclarecimento".

Homem da mala disse ser emissário de Temer


O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala de R$ 500 mil da JBS, disse numa conversa com o empresário Joesley Batista ser "emissário de Temer".

O áudio foi gravado pela Polícia Federal e anexado ao inquérito em que Michel Temer deve ser denunciado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial.

"O que ele me pediu: ele fala com você a hora que você quiser. Ele prefere te atender à noite, no Jaburu, a partir de umas 11 da noite, dez horas", disse o deputado afastado, que foi quem marcou o encontro do dia 7 de março, em que Temer foi gravado por Joesley.

Rocha Loures também lamentou a ausência de Eduardo Cunha, parceiro de Temer no golpe parlamentar, hoje condenado a 15 anos de prisão.

"O Eduardo levava a bancada com muita presença", disse o deputado, que disse que não sabia que havia dinheiro na mala que recebeu.

MPF denuncia Lula no caso do Sítio de Atibaia

Até quando vai essa música de uma nota só?

A força-tarefa da Operação Lava Jato ofereceu nova denúncia à Justiça Federal contra o ex-presidente Lula, desta vez no caso do sítio em Atibaia, interior de São Paulo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do ex-presidente, outros 12 investigados foram denunciados.

A defesa sempre negou as acusações e sustentou que Lula não é dono do sítio; a denúncia do Ministério Público Federal atribui a Lula "propina para o seu benefício próprio consistente em obras e benfeitorias relativas ao sítio de Atibaia, custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS".

Rocha Loures diz que não sabia que havia dinheiro na mala

Ele pensa que os brasileiros são otários

247 - O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDBPR), homem de confiança de Michel Temer e que foi flagrado recendo R$ 500 mil em propina paga pela JBS, diz não saber que a mala recebida continha dinheiro. Segundo Loures, ele só veio a saber do real conteúdo da mala após ela ser aberta e ver o montante acondicionado em seu interior.
Loures, que foi assessor especial de Temer na Presidência da República, vem conversando com aliados e advogados desde que o caso veio à tona e ele foi afastado do mandato parlamenta. Segundo interlocutores, Loures vem afirmando que Temer não tem nada a ver com o episódio no qual foi flagrado recendo a propina e que tentou uma aproximação com o empresário Joesley Batista, dono da JBS e responsável pelas gravações de diálogos que envolvem até mesmo o próprio Temer, por interesses comerciais, já que além de parlamentar também é empresário do setor alimentício.

Loures vem alegando que na época "pensou" que uma entrega daquela maneira não fazia sentido algum, mas que agora entende as razões de Joesley Batista ter "forçado" a situação. Segundo integrantes do PMDB, Joesley teria produzido provas contra Temer e aliados visando obter um acordo favorável junto à Justiça.
O temor do governo, porém, é que Loures mude sua versão visando fechar um acordo de delação premiada, já que ele tem admitido que sua situação perante à Justiça é delicada e sua esposa estar grávida de oito meses.