segunda-feira, 10 de abril de 2017

CNBB combaterá reformas de Temer nas igrejas


Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai levar a luta contra o pacote de Michel Temer para dentro das igrejas católicas de todo o País;

Na avaliação da entidade, reformas como a trabalhista e a previdenciária, nos moldes propostos pelo governo Temer (PDMB), podem até atender aos apelos do mercado, mas deixam de fora interesses básicos do cidadão – justamente o maior afetado por elas, e o que menos ou nada foi chamado a participar dessa discussão; o combate às reformas deve abordado nas missas, além de discutido na cúpula da CNBB.

"Não é uma posição político-partidária, mas política, no sentido da polis, do cuidado de todas as pessoas. É importante que se debata e que se converse sobre isso. E faremos", afirmou o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Fernando Morais pergunta: não vão levar coercitivamente o Careca?


Jornalista e escritor Fernando Morais comenta a mais recente delação que atingiu em cheio o senador José Serra (PSDB). O tucano voltou a ser acusado de receber propinas em contas na Suíça.

Morais agora aborda a diferença no tratamento dispensado pela Justiça ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a José Serra.

Em março de 2016, foi levado em condução coercitiva pela Polícia Federal para depor, segundo o juiz Sergio Moro para evitar tumultos.

"Mas o importante é o seguinte: meritíssimo ministros do STF e da PGR, agora já dá para coercitar o Careca, com direito a japonês de óculos escuros e delegado com birote no cabelo? Claro, tudo filmado para depois dar as cenas para o filme anti-Lula? Perguntar não ofende, os doutores sabem...", afirma Morais.

Temer "desfigurou" a reforma da previdência de 1996, diz FHC



"A reforma da Previdência foi desfigurada, o Temer cedeu além de todos os limites".

Foi assim que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) descreveu a atuação de Michel Temer, então deputado federal e relator da reforma no governo tucano.

FHC faz essa e outras avaliações constrangedoras de Temer no primeiro volume de seu livro de memórias, os "Diários da Presidência".

FHC ainda acusa Temer de faltar com a palavra: "Na última hora o Michel Temer mudou coisas muito importantes que havia combinado conosco, tornando a reforma previdenciária muito pouco eficaz para o combate de uma porção de abusos", escreveu o tucano, sem mencionar quais foram essas alterações.

"Dá para perceber que realmente o Congresso não quer mudar nada no que diz respeito às corporações e aos privilégios", completou.

sábado, 8 de abril de 2017

Previsões de Dilma sobre o golpe se confirmaram

Um vídeo com as falas da presidente eleita Dilma Rousseff, no dia em que foi deposta pelo golpe de 2016, acompanhado de reportagens da Globo e outras emissoras de TV já no governo de Michel Temer, comprovam: tudo o que Dilma previu sobre o golpe se confirmou.

Acesse o link e ouça a conformação das previsões que a presidente fez: Dilma previu o fim de vários direitos

Ela antecipou o ataque às aposentadorias, aos direitos trabalhistas, a programas sociais de saúde, como a Farmácia Popular, e de educação, como o Ciência sem Fronteiras, ou seja, Dilma tinha razão e o golpe foi contra você.

O povão se aburguesou?


Celebrada em editorial do Estadão como prova do "colapso petista", pesquisa de campo da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, aponta para a existência de um exótico "liberalismo das classes populares", diz que a maioria das pessoas "tendem a se considerar de classe média", além de "tratar o mercado como instituição mais crível do que o Estado'", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. 

Lembrando que o debate sobre consciência, ideologia e luta social sempre fez parte das discussões sobre transformações sociais, PML recorda que já em 1846, quando Marx e Engels escreveram A Ideologia Alemã, se sabe que "as ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes." 

O autor lembra que na década de 1970, enquanto pesquisas acadêmicas apontavam para o alto grau de alienação dos trabalhadores brasileiros, "lideranças de operários montavam oposições para disputar lideranças de grandes sindicatos, assumiam a luta no chão de fábrica e abriam espaço para o nascimento de Luiz Inácio Lula da Silva, principal liderança popular da história republicana".

Maior obra de Aécio Neves foi propinoduto, diz VEJA


A revista “Veja” desta semana publica mais uma acusação contra o senador tucano Aécio Neves, o “Mineirinho” da lista da Odebrecht.

Dessa vez, o periódico da editora Abril destaca como um dos seis inquéritos pedidos contra Aécio pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, refere-se ao pagamento de propina que o tucano teria recebido na construção da Cidade Administrativa, a nova sede do governo mineiro, que custou 2 bilhões de reais.

A revista classifica a obra como um "formidável propinoduto"; segundo a delação de Benjamin Junior, ele próprio acertou com o senador Aécio Neves a montagem do cartel de empreiteiras, que pagou propinas de 2,5% a 3% do valor total da obra.

Garotinho diz que pezão movimentava a máquina corrupta de Cabral


Em entrevista exclusiva à TV 247, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho confirma que a delação do também ex-governador Sergio Cabral está no forno.

"O Cabral hoje fez a pré-delação, onde ele cita 97 casos... não são 97 pessoas, são 97 casos... seria impossível acontecer isso tudo no estado se ninguém do Judiciário e do Tribunal de Contas não soubesse, se o Ministério Público não soubesse", diz.

Ele também denuncia Pezão, outro ex-aliado seu: "No primeiro governo inteiro do Cabral o secretário de Obras que tocou essa máquina corrupta foi o Pezão".

Ao falar sobre o governo Temer, diz não aceitar a reforma da Previdência: "Imagina se o Temer fosse um candidato e dissesse 'Você vai ganhar pelas horas que trabalhar. Não vai ter férias, nem décimo-terceiro'. Você acha que ele ia ganhar? Como é que um cara que não foi votado para isto pode fazer isto? O que eu questiono é o seguinte: ele tá descendo ladeira abaixo e vai descer mais".

Globo faz malabarismo para defender a recessão que ajudou a criar

O problema é que já não dá mais pra negar o óbvio

Também afetada pelo golpe que apoiou, já que perdeu receita em 2016, a Globo agora sofre para justificar o péssimo momento da economia nacional e os números cada vez mais assustadores do desemprego.

Na noite desta sexta-feira, enquanto a comentarista de economia e política da GloboNews, Thaís Herédia, discursava, o letreiro abaixo dizia: "Recessão e desemprego derrubam inflação e devolvem poder de compra aos brasileiros", como se isso fosse possível.

Em 2016, a Globo perdeu receita - uma redução de 8%

Lula diz estar ansioso para ficar cara a cara com Moro

Sem um trunfo, será o fim do juiz de Curitiba

"Eu estou ansioso para esse depoimento porque é a primeira oportunidade que eu vou ter para saber qual é a acusação que eles têm contra mim, quais são as provas que eles têm contra mim", afirmou o ex-presidente, em entrevista nesta sexta-feira 7.

"Se tem um cidadão que quer a mais pura verdade, esse cidadão sou eu", acrescentou, destacando que quer "ver a prova que eles têm" sobre o caso do triplex no Guarujá, pelo qual prestará o depoimento.

"Eu acho que um ser humano, para ser condenado, tem que ter provas contra ele, não só convicções. Prova significa documento, coisa escrita, conta bancária. Já quebraram meu sigilo, o sigilo da minha mulher, uma conversa minha com a Dilma. Não sei qual o limite deles em invadir a minha vida", disse.

Lula também criticou o que chamou de "pacto" entre a Lava Jato e a mídia brasileira.

Ninguém cometerá suicídio político por Temere

Até porque ele não merece

"Antes tida como inegociável, a reforma da Previdência proposta pela equipe de Henrique Meirelles subiu no telhado. Está desfigurada e, se ainda vier a ser aprovada, terá perdas estimadas em R$ 115 bilhões nos próximos dez anos", diz o editor do 247, Leonardo Attuch.

A explicação para a rebelião de parlamentares, liderada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), está no desgaste eleitoral com suas bases ao aprovarem uma reforma que massacra os direitos trabalhistas e praticamente impede a aposentadoria.

"Dá para imaginar um deputado ou senador pedindo voto depois de acabar com aposentadorias rurais, aprovar 49 anos de contribuição e fixar idade mínima de 65 anos para as mulheres? Improvável".