segunda-feira, 20 de março de 2017

Reinaldo diz que Moro passou a fazer política

Pena que ele só descobriu agora

Blogueiro de Veja comenta o vídeo em que o juiz agradece o apoio da população, na página criada por sua mulher na internet, "e sugere que, sem este, a história poderia ser outra".

"Todas essas ações têm nome. E o nome disso é política. É o que fazem os procuradores quando dão coletivas em off.

É o que faz Moro quando apela diretamente à população", diz Reinaldo Azevedo.

Segundo ele, "os porras-loucas desses três entes — PF, MPF e Judiciário — decidiram exercer o controle da política e dos políticos" no Brasil.

O que está podre nessa carne?


Cafezinho abre o jogo da PF

Conversa Afiada, 19/03/2017


O Conversa Afiada reproduz irretocável análise do Miguel do Rosário no Cafezinho:

Considerações e estatísticas sobre a Operação Carne Fraca
O problema da Operação Carne Fraca é o seguinte.

A Polícia Federal, claramente, esqueceu que a sua função é proteger o cidadão, as empresas e o governo.

A PF, ao invés disso, inverteu seu papel: tornou-se uma espécie de agência adversária da sociedade. Sua meta tem sido agredir o cidadão, destruir empresas e derrubar governos.

Se a PF identificou, há mais de dois anos, que havia problemas no mercado de carne, deveria ter alertado o governo, as empresas e os cidadãos, para que ninguém tivesse prejuízo. O governo não seria vítima de mais um processo de instabilidade, as empresas não estariam sujeitas a prejuízos bilionários, e os cidadãos não se arriscariam a consumir produtos de qualidade duvidosa.

É o mesmo problema que vimos na Operação Lava Jato. Enquanto os serviços de segurança de outros países entendem que sua missão é proteger as empresas nacionais e defender os interesses do país, o nosso sistema de repressão vê tudo com as lentes de um agente inimigo.

Alguns protestaram contra as preocupações de ordem econômica levantadas por analistas: ora, disseram eles, vocês queriam que o brasileiro continuasse comendo carne estragada?

Em primeiro lugar, sem exageros. A PF encontrou problemas em 21 unidades, num total de quase cinco mil empresas, e suspeita de crimes praticados por 33 servidores, num universo de 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura.

Não há notícia, até agora, de que a PF mandou recolher algum tipo de carne. As denúncias de “carne estragada”, portanto, estão apenas no campo da especulação, com base em conversas reservadas entre executivos.

Uma das denúncias, de que uma empresa misturava “papelão” às carnes, parece já ter caído por terra. Foi “mal entendido” da PF, que divulgou uma gravação, em que um executivo falava, na verdade, da embalagem do produto.

Um mal entendido que pode custar vários bilhões de dólares à nossa economia…

Do jeito que a PF e a mídia noticiaram a operação, a população brasileira ficou alarmada e compradores da carne brasileira, do mundo inteiro, também.

Ficou parecendo que a gente passou dois anos comendo carne estragada, o que não é verdade.

Os frigoríficos brasileiros, em seu esforço para ganhar os mercados mais exigentes do mundo, fizeram investimentos bilionários para aprimorar a qualidade da produção brasileira de carne.

Ninguém é santo e não se deve pôr a mão no fogo de ninguém. Mas houve sensacionalismo irresponsável sim. A PF de Curitiba, notoriamente, queria dar “outro susto” no governo.

Em virtude da personalidade do delegado responsável pela operação, que já conhecemos da Lava Jato, não seria nenhuma surpresa se essa violência toda foi motivada pela obsessão política para pegar Lula. Há anos que circulava a mentira, na internet, de que o filho de Lula seria um dos proprietários ocultos da Friboi. É possível que o delegado tenha suspeitado de que havia alguma veracidade nesse boato.

Não houvesse o impeachment, a PF e a mídia estaria usando essa operação como mais um instrumento para “derrubar” o governo.

Levantar o impacto econômico da operação e criticar o seu sensacionalismo é, obviamente, importante. Sem economia, não há cultura, não há política, não há impostos, não há vida.

Sem economia, não teremos nem como pagar a fiscalização necessária para supervisionar a qualidade da nossa carne.

Pensando nisso, O Cafezinho fez uma ampla pesquisa, junto a órgãos oficiais do governo brasileiro e dos EUA, para a gente ter uma ideia da importância da carne para a economia brasileira.

Não se trata apenas de comércio exterior. Carne significa proteína, principal nutriente para a vida humana. Qualquer desorganização do setor poder trazer insegurança alimentar não apenas para os nossos 206 milhões de habitantes, mas para o planeta inteiro, visto que bilhões de seres humanos, em todo mundo, dependem da carne brasileira.

Além disso, a concorrência internacional é feroz. E o nosso concorrente mais direto é os Estados Unidos, país cujos órgãos de segurança trabalham afinados para defender os interesses econômicos de suas empresas. Se você ler os boletins do Departamento de Agricultura dos EUA, verá que ele está repleto de análises e sugestões sobre como as empresas americanas de carne podem superar os seus concorrentes.

Vamos às estatísticas, que trazem números atualizados, compilados com exclusividade pelo Cafezinho.

São três tabelas. A primeira mostra o ranking mundial de produção, exportação e consumo doméstico de carne. Note que o Brasil é líder nos três itens. É grande produtor, grande exportador e grande consumidor.

Com isso, o Brasil é, naturalmente, alvo da cobiça internacional pelos três motivos. Os nossos concorrentes querem reduzir a nossa exportação, para diminuir o nosso market share e aumentar o deles. Querem tomar conta da nossa produção, adquirindo nossas empresas. E querem dominar o nosso mercado interno, um dos maiores do mundo.

Não estamos falando, portanto, apenas da nossa exportação de carnes, que gerou $ 14 bilhões de dólares em 2016, ou mais de 42 bilhões de reais, mas também de um dos maiores mercados do mundo, que movimenta centenas de bilhões de reais.

Observe, na tabela 2, que as exportações brasileiras de carnes cresceram fortemente desde 2002: mais de 344%.

Considerando apenas a exportação brasileira de carnes industrializadas, houve um crescimento de mais de 200%.

Na terceira tabela, note que a carne é o nosso terceiro item de exportação mais importante. O primeiro é soja, que os estrangeiros querem dominar através da liberação, pelo governo Temer, de vendas de terras a estrangeiros.

O minério de ferro nos foi tomado pela privatização da Vale.

Falta agora dominar a indústria brasileira de carnes. Observe que o valor agregado da carne é um dos maiores entre os produtos básicos exportados. A nossa soja é vendida por 378 dólares a tonelada. O ferro é entregue lá fora a 41 dólares a tonelada. O ferro é mais barato que o contêiner onde ele vai guardado.

A carne, porém, foi vendida em 2016 pelo preço médio de $ 2.121 dólares a tonelada, se considerarmos também o produto industrializado, e $ 2.053 dólares considerando apenas a carne em natura. É um produto caro, que gera muitos empregos, impostos e renda no Brasil.

A Polícia Federal e o Judiciário, por isso mesmo, deveriam tratar o setor com muito cuidado, protegendo suas empresas, defendendo o cidadão, e evitando transformar investigações importantes em mais um fator de desestabilização política.

O Judiciário, por sua vez, ao aprisionar R$ 1 bilhão das empresas, dificulta que elas resolvam seus problemas internos, o que pode levá-las a paralisar suas atividades, com consequências danosas para toda a cadeia produtiva da carne, o que irá se refletir no único setor da nossa economia que vínhamos mantendo longe da crise: a agropecuária.

Essa lógica da “pegadinha”, que o MPF inclusive quer transformar em regra, onde o objetivo é produzir um vilão e subsidiar a mídia com um espetáculo, não é o papel da PF ou do Judiciário.

Não se espere, contudo, da imprensa brasileira, que deveria estimular um debate de ideias fundamental para evitarmos esse tipo de coisa, nenhum bom senso. A própria mídia fomentou a subversão da Polícia Federal, do MP e do Judiciário, que se tornaram agências inimigas do próprio país. A mídia só está pensando em como faturar com a crise.

A matéria mais lida na Folha trata do potencial lucro da mídia com as necessárias operações de marketing que as empresas terão de fazer para recuperar os terríveis danos causados à sua imagem…






Não sei se estarei vivo em 2018, mas se for candidato, é para ganhar, disse Lula


Lula discursa em 'inauguração popular" da transposição do rio São Francisco | Credito das fotos: Beto Macário/UOL

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (19), em Monteiro (PB), que os seus opositores "rezem" para que ele não seja candidato à Presidência em 2018. Em clima de campanha, o petista disse que querem evitar sua volta ao poder.

"Nem sei se estarei vivo para ser candidato em 2018, mas sei que o que eles querem é tentar evitar que eu seja candidato. E está longe para decidir candidatura. Só quando tiver convenção do partido", disse.

"Agora, Ricardo [Coutinho (PSB), governador da Paraíba], quero olhar para sua cara, olhar na cara desse povo, olhar na tua cara, Dilma [Rousseff], e dizer: eles [que] peçam a Deus para eu não ser candidato! Porque se eu for, é para ganhar (...) Porque sei colocar o povo para sonhar com emprego e a salário. Pelo amor de Deus, não prejudique o povo brasileiro ", declarou.

Ao lado de Dilma, de governadores, senadores e deputados que o apoiam, Lula fez a "inauguração popular" do eixo leste da transposição do rio São Francisco, que fora inaugurado oficialmente pelo presidente Michel Temer (PMDB) no último dia 10.

A paternidade da obra, que começou a sair do papel em 2007, no primeiro governo Lula, virou tema de debate nos últimos dias.

Em se discurso hoje, o petista voltou a dizer que é vítima de perseguição política e judicial. "Vocês estão vendo o que querem fazer com esquerda, o que fizeram com a Dilma e o que estão tentado fazer comigo também. Só queria avisar, dar o recado para eles. De que, se eles quiserem brigar, vão brigar na rua para que o povo possa na verdade ser o senhor da razão nessa disputa", afirmou, sendo interrompido em vários momentos pelo público que o saudava.

Lula é réu em cinco processos e correr o risco de ficar inelegível em 2018 caso seja condenado em segunda instância. Ele também foi citado nas delações da Odebrecht, mas o conteúdo ainda não foi divulgado.


Multidão acompanha discursos dos ex-presidentes Lula e Dilma | Credito das fotos: Beto Macário/UOL

"Digo todo santo dia: eu estou à espera de um empresário me denunciar. Que eles digam se tem um real na minha conta. Eu duvido que algum deles seja melhor ou igual a mim. Duvido! Aprendi a andar de cabeça erguida, de pescoço esticado, não por arrogância. Quero dizer para eles se querem me prejudicar criem vergonha", discursou.

Ao falar antes de Lula, Dilma afirmou que um "segundo golpe" está sendo articulado para impedir a candidatura do ex-presidente.


Dilma disse que "segundo golpe" está sendo articulado | Credito das fotos: Beto Macário/UOL

"Estou aqui para dizer, assim como vieram aqui e contaram mentiras da transposição, eles contarão mentiras para que não tenhamos eleições livres, abertas, amplas. Impedirão? Não! O povo desse país não suporta um segundo golpe. Esse segundo golpe é impedir que os candidatos populares sejam colocados à disposição do povo. O Lula é um desses. Vamos nos encontrar com a democracia. É o único jeito da gente lavar a alma do povo", disse Dilma.

Os dois ex-presidentes também receberam a medalha Epitácio Pessoa, que é a mais alta comenda da Assembleia Legislativa da Paraíba.

Antes, os dois passaram por Campina Grande, também na Paraíba, que será uma das cidades beneficiadas com as águas da transposição.
Paternidade da transposição 
 
O ex-presidente também cobrou a paternidade da obra de transposição. "Eles dizem agora que a obra não tem paternidade. Pois eu não tenho vergonha. Dilma, eu, Ricardo [Coutinho] e muitos outros temos orgulho de dizer: somos pai, irmão, tio, primo e sobrinho da transposição das águas do rio São Francisco. Temos orgulho."

"O eixo norte está parado desde que essa companheira [Dilma] foi golpeada. É preciso retomar as obras. É preciso que os 5% que faltam do eixo leste sejam feitos para gente não ver nordestino ir para São Paulo por conta da seca, tem que ir passear", afirmou o petista.

Lula ainda voltou a falar sobre a reforma da Previdência e disse que sabe a fórmula para evitar mudanças na legislação.

"Esse governo que está aí não tem noção do que significa a aposentadoria rural para o povo do Nordeste (...) Se eles quiserem ouvir e resolver, só tem uma saída [para a Previdência]: é gerar emprego e dar aumento do salário, e assim tornar a Previdência superavitária. Se eles doutores não sabem, me peçam conselho que eu sei como é que faz", declarou.

Para Lula, o pobre é a "solução". "A matemática é simples. Já provamos que, no primeiro mandato, que um pobre não é problema, é a solução. É problema quando ele não tem dinheiro para comprar um quilo de feijão, um chinelo, um pão, um caderno para o filho", finalizou.

Carlos Madeiro Colaboração para o UOL, em Monteiro (PB)

Lava Jato vai acabar com o Brasil antes de acabar com a corrupção



"Em três anos de atuação a única coisa que a Lava Jato conseguiu foi mostrar algo que as pessoas bem informadas já sabiam há muito tempo: que a relação entre governos e empresários é espúria.
Que não se faz negócios com o governo sem pagar pedágio; que não se faz doação eleitoral sem uma boa contrapartida. O que a Lava Jato conseguiu foi mostrar ao mundo que o Brasil é um país de corruptos", diz o colunista Alex Solnik.
"Lava Jato não melhorou o país, não melhorou a vida de um só brasileiro. Não encheu a barriga de ninguém. Trouxe o desemprego em massa como maior legado. E não vai acabar com a corrupção".

Barrar Lula no tapetão é golpear a esperança

 

Desde que ficou evidente o fracasso do golpe de 2016, que produziu a maior depressão econômica da história do Brasil e levou ao poder um governo repleto de investigados por corrupção, o projeto da direita brasileira passou a ser barrar a candidatura presidencial do ex-presidente Lula no tapetão judicial.
 
Para que isso ocorra, ele precisa ser condenado em primeira e segunda instância antes da próxima disputa presidencial.
 
No entanto, esse projeto esbarra num elemento novo: a resistência do povo brasileiro, que viveu, neste domingo, 19 de março de 2017, um dia histórico, com a inauguração popular da transposição do São Francisco.
 
A imagem captada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert na cidade de Monteiro (PB) revela o que Lula representa para o povo sofrido do Brasil: a esperança de dias melhores.

Lula: querem me crucificar, mas vou lutar até o fim pelo povo nordestino



Num evento épico, em que água finalmente chegou ao sertão depois de mais de um século de espera, mais de vinte mil pessoas exaltaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita, mas deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, que conceberam e executaram a transposição do São Francisco.
 
“O presidente Lula deixou um projeto pronto, e eu tenho a honra de ter dado prosseguimento", disse Dilma.
 
“Nós sabemos o que era o Nordeste, o que não faltava era carcaças de animais na seca, pessoas invadindo mercearias para saquear e matar a fome, não tínhamos Universidade, não tínhamos Institutos federais, não tínhamos cisternas para o homem da terra", lembrou o governador Ricardo Coutinho.
 
“Sair de onde eu saí, e chegar onde eu cheguei, só sendo as mãos de Deus. Conseguir iniciar essa obra e vê-la pronta é maravilhoso”, afirmou Lula, no ponto alto da festa.
 
“Se querem me crucificar, criem vergonha e não queiram crucificar 204 milhões de pessoas que eu sempre defendi. Essa gente não sabe o sofrimento do povo, costuma dizer que o povo do Nordeste é ignorante, ignorantes são eles”, afirmou.

Mistério: por que a Folha escondeu os R$ 50 milhões de Aécio Neves?

Por que um assunto tão relevante para o Brasil não mereceu a primeira página do jornal? Se fosse Lula, Dilma ou alguém do PT seria igual?
 

Uma propina de R$ 50 milhões da Odebrecht e da Andrade Gutierrez ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) não mereceu a manchete da Folha, que preferiu esconder o assunto e apontar como tema principal da edição deste domingo uma suposta divisão dos nordestinos em relação à transposição do São Francisco, sem nenhum embasamento científico.
 
Curiosamente, o mesmo jornal que fez estardalhaço com os pedalinhos da ex-primeira-dama Marisa Letícia em Atibaia (SP) desta vez avaliou que R$ 50 milhões pagos no exterior não são um assunto tão relevante.

PGR fez coletiva em off para vazar nomes da lista de Janot

 

A ombudswoman da Folha, Paula Cesarino Costa, informa aos leitores que a Procuradoria Geral da Repíblica organizou uma espécie de “coletiva off the records” para fornecer alguns dos nomes brindados com pedidos de investigação feitos ao Supremo Tribunal Federal após as delações da Odebrecht.
 
Como a lei e a decisão que homologou as delações determinam que elas corram em sigilo até que virem um processo, está-se diante de um “crime oficial” de violação de sigilo profissional, previsto no artigo 154 do Código Penal.

Em editorial, Folha diz que chapa Dilma-Temer não pode ser dividida



Em editorial publicado neste domingo, a Folha de S. Paulo sustenta que, ao contrário do que defende Michel Temer, a chapa Dilma-Temer não pode ser dividida.
 
"Dilma e Temer foram eleitos, afinal, com os mesmos votos - que as verbas amealhadas contribuíram para multiplicar", diz o texto.
 
"O vice beneficiou-se, tanto quanto a candidata a presidente, da vitória eleitoral. É este fato que, no plano jurídico, sofre contestação".

Odebrecht vai apresentar provas dos R$ 50 milhões de Aécio



Aécio alega que “é absolutamente falsa a pretensa acusação”.
 
Mas para que a delação seja aceita, a Odebrecht deve apresentar comprovantes de que pagou a propina a um operador de Aécio numa conta em Cingapura.
 
A se confirmar essa delação, Aécio, que não se conformou com a derrota de 2014 e foi um dos articuladores do golpe contra Dilma, terá que se dedicar apenas à sua defesa, e nada mais. Reportagem da revista Fórum.