segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Judeus se revoltam contra possível palestra de Bolsonaro para comunidade hebraica em SP


Um abaixo assinado já tem mais de 2.600 assinaturas contra uma possível palestra do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) no Clube Hebraica de São Paulo; documento organizado por um judeu denominado Mauro Nadvorny, faz duras críticas ao deputado e pede que a presidência do tradicional clube paulistano reconsidere a ideia.

"Bolsonaro representa a extrema direita brasileira e em todas oportunidades em que lhe é permitido falar, explora e ataca as minorias entre as quais, nós judeus, nos encontramos", acrescenta.

"Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades".

Paulo Pimenta denuncia suposta lavagem de dinheiro

Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta segunda-feira, 27, que os documentos revelados pelo grupo Anonymous mostram sem sombra de dúvidas as conexões obscuras entre José Yunes e o seu melhor amigo Michel Temer.

Em vídeo, Pimenta explica os investimentos de Yunes por meio offshores no Panamá, intermediadas pela Mossack Fonseca, que ajudaram a financiar obras de prédios comerciais de luxo na capital paulista.

"E quem possui salas comerciais valiosíssimas? Michel Temer. Em alguns locais com o metro quadrado mais caro do Brasil", afirma.

Para ele, o que falta apenas é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal juntarem as pontas e iniciarem a investigação.

"As conexões provam que esta história está muito mal contada. Todo esse dinheiro que José Yunes movimenta dentro e fora do Brasil talvez não seja todo dele".

A perplexidade da imprensa internacional com a nomeação de Moraes para o STF

Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação


Ministro acusado de corrupção se torna juiz anticorrupção… É a perplexa manchete do Liberación, um dos principais jornais da França.

Isso é Brasil, filhos.

Talvez agora vocês, mes amis, entendam o tipo de golpe que houve aqui.

Foi sujo, muito sujo.

Padilha: “Pra essa suruba, não tem camisinha!”


Ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha diz que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) "escancarou parte do sentimento no interior do bloco que construiu o golpe: ‘Se é suruba, todo mundo tem que participar'”.

Segundo Padilha, o Brasil “passa por uma grave crise econômica, política, social e institucional para que uma reunião de atores tão consistente como uma ‘suruba’ seja capaz de conduzi-lo”. 

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma acredita que a reconstrução do país só ocorrerá com um processo de debate que passe pelo voto popular e não escapa de Lula, “que deixa de ser visto como o ex-presidente e volta a ser visto como aposta de futuro”.

Petroleiras fizeram lobby pelo fim do conteúdo nacional no petróleo


A articulação pelo fim do conteúdo nacional no setor de óleo e gás, que segundo associações empresariais brasileiras pode eliminar 1 milhão de empregos num país que já tem 13 milhões de desempregados, foi liderada pelo IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo.

Sediada no Rio de Janeiro, a entidade tem entre seus associados multinacionais como Shell e Chevron e argumenta que o fim do conteúdo nacional pode destravar investimentos no setor de óleo e gás.

Com a chegada de Michel Temer ao poder, não só o pré-sal foi entregue a companhias internacionais, como as plataformas poderão ser construídas fora do Brasil, matando a política industrial para o setor; empresários brasileiros agora se dizem traídos por Temer.

Rui Falcão:"É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos"


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu nesta segunda-feira, 27, que a decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello que libertou o ex-goleiro do Flamengo Bruno de Souza deveria levar a uma revisão geral nas decisões da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente negados.

"Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF", afirma.

"Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?", questiona.

Temer e a pouca vergonha de nossos temos

*Eugênio Aragão

As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.

Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. A aliança entre o hoje sedizente presidente e o correntista suíço Eduardo Cunha existia já em maio daquele ano, quando o primeiro recebeu no Palácio do Jaburu, na companhia cúmplice de Eliseu Padilha, o Sr. Marcelo Odebrecht, para solicitar-lhe a módica quantia de 10 milhões de reais. Não para financiar as eleições presidenciais, mas, ao menos em parte, para garantir o voto de 140 parlamentares, que dariam a Eduardo Cunha a presidência da Câmara dos Deputados, passo imprescindível na rota da conspiração para derrubar Dilma.

Temer armou cedo o golpe que lhe daria o que nunca obteria em uma disputa democrática: o mandato de Presidente da República. Definitivamente, esse sujeitinho não foi feito para a democracia. É um gnomo feio, incapaz de encantar multidões, sem ideias, sem concepções, sem voto, mas com elevada dose de inveja e vaidade. Para tomar a si o que não é seu, age à sorrelfa, à imagem e semelhança de Smeágol, o destroncado monstrengo do épico "O Senhor dos Anéis".

Muito ainda saberemos sobre o mais vergonhoso episódio da história republicana brasileira, protagonizado por jagunços da política, gente sem caráter e vergonha na cara, que só conseguiu seu intento porque a sociedade estava debilitada, polarizada no ódio plantado pela mídia comercial e reverberado com afinco nas redes sociais, com a inestimável mãozinha de carreiras da elite do serviço público.

O resultado está aí: o fim de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A mais profunda crise econômica que o país já experimentou. A desconstrução do pouco de solidariedade que nosso Estado já prestou aos mais necessitados. A troca do interesse da maioria pela mesquinhez gananciosa e ambiciosa da minoria que, "em nome do PIB" ou "do mercado", se deu o direito de rasgar os votos de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Rasgaram-nos pela fraude e pelo corrompimento das instituições, com o único escopo de liquidar os ativos nacionais e fazer dinheiro rápido e farto, como na privatização de FHC. Dinheiro que o cidadão nunca verá.

É assim que se despedaça e trucida a democracia: dando o poder a quem perdeu as eleições, garantindo aos derrotados uma fatia gigantesca do governo usurpado e até a nomeação de um dos seus para o STF, para assegurar vida mansa a quem tem dívidas com a justiça. A piscadela de Alexandre de Moraes a Edison Lobão, na CCJ, diz tudo.

Assistiremos a tudo isso sem nenhum sentimento de pudor?

A essa altura dos acontecimentos, o STF e a PGR só podem insistir na tese da "regularidade formal" do impedimento da Presidenta Dilma Rousseff com a descarada hipocrisia definida por Voltaire como "cortesia dos covardes".

Caiu o véu da mentira. Não há mais como negar: o golpe foi comprado e a compra negociada cedinho, ainda no primeiro mandato de Dilma. O golpe foi dado com uma facada nas costas, desferida por quem deveria portar-se com discreta lealdade diante da companheira de chapa. O Judas revelado está.

E os guardiões da Constituição? Lavarão as mãos como Pilatos - ou tomarão vergonha na cara?

*Ex-ministro da Justiça

Nassif revela as ligações perigosas entre Michel Temer e José Yunes


Em reportagem investigativa, o jornalista Luis Nassif revela a natureza da relação entre Michel Temer e José Yunes, seu ex-assessor especial que recentemente usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha.

Eis algumas conclusões de Nassif: (1) O melhor amigo do presidente, José Yunes, participava dos processos de arrecadação de propinas das empresas investigadas pela Lava Jato; (2) As empresas de Yunes tinham financiamento farto com o Banco Pine, da família Pinheiro, envolvido com os escândalos da Lava Jato, fechado nos Estados Unidos por acusação de lavagem de dinheiro e, há duas semanas, fechado também no Panamá; (3) Temer fez grandes investimentos em projetos da Yuny, a incorporadora da família Yunes, convidando o patriarca José Yunes para assessor especial.

O Itamaraty na bacia do fisiologismo


"O que nunca aconteceu, seja no Império ou na República, foi a captura do Itamaraty por um partido político, com o rebaixamento do cargo de chanceler e da própria política externa à condição de mercadoria no jogo de barganhas fisiológicas, como faz Temer ao tornar a pasta um feudo do PSDB", diz a colunista Tereza Cruvinel, que comenta a possível troca de José Serra (PSDB-SP), que saiu alegando razões médicas, pelo também tucano Antonio Anastasia (PSDB-MG).

"A diplomacia brasileira, que sempre se pautou como carreira de Estado, encarregada de executar uma política de Estado, longe das vicissitudes do jogo político menor, assiste perplexa a este rebaixamento da valorosa Casa de Rio Branco".

Constatação

Estou cada vez mais convencido de que o golpe contra o governo Dilma, foi um golpe contra a economia nacional, contra a democracia, contra o Brasil e contra os brasileiros.