segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Odebrecht deve perder contratos de US$ 16 bi e ser varrida do mapa


Alvo maior da Lava Jato e acossada pela Justiça de diversos países latino-americanos, que contam com a colaboração do Ministério Público Federal, a empresa de Marcelo e Emílio Odebrecht deve ser varrida do mapa, perdendo contratos de US$ 16 bilhões.

A tendência é que a construtora brasileira seja expulsa de países como Peru, Argentina, Panamá, Venezuela e Angola, por ter se envolvido em esquemas de pagamentos de propinas, abrindo espaço para concorrentes internacionais, especialmente da China e dos Estados Unidos.

Com suas obras no exterior, a Odebrecht levava centenas de fornecedores brasileiros.

Lula vem aí e isso é muito bom


"Estimulado por grandes personalidades e apoiado por um partido que dá sinais de recuperar a força militante, em conversas reservadas Lula tem deixado claro que está inteiramente convencido de que deve assumir a candidatura presidencial de uma vez por todas", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247.

"Com a autoridade de quem lidera todas as pesquisas eleitorais em função do reconhecimento popular pelo crescimento econômico e distribuição de renda, a ideia é discutir propostas que possam ajudar o Brasil a vencer a pavorosa crise em que se encontra e retomar o crescimento", diz ele.

Para PML, no Brasil de 2017, a candidatura Lula encontra-se no ponto de encruzilhada do momento político.

Funaro quer acareação com Yunes e Padilha


Acusado de ter levado um montante de R$ 4 milhões que pertenceriam a Eliseu Padilha ao escritório de José Yunes, o corretor Lúcio Bolonha Funaro decidiu que vai processar por calúnia o amigo e ex-assessor de Michel Temer.

Além disso, o advogado de Funaro, o criminalista Bruno Espiñeira, levará à Procuradoria Geral da República um pedido de acareação entre seu cliente, o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, o ministro licenciado Eliseu Padilha e José Yunes.

Após essa acareação o governo Temer pode apodrecer em praça pública.

Cientista político diz que: "Temer na presidência é uma afronta à dignidade nacional"


O cientista político e professor Aldo Fornazieri afirma que a história contada por José Yunes mostra que "o PMDB tinha três chefes que recebiam e distribuíam propinas: Michel Temer, Eduardo Cunha e Eliseu Padilha", e que "a continuidade de Temer na presidência da República foi, é e será uma afronta à dignidade nacional, à moralidade social, aos conceitos fundantes da Constituição Federal"

Kakay critica foro privilegiado e diz que Moro é juiz de exceção


Para o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, "o foro, dito privilegiado, é uma prática pouco republicana sob todos os sentidos".

Ele diz ter conversado com políticos para criticar o processo como é hoje.

Sobre a Lava Jato, o advogado afirma que "temos um juiz com uma nomeação exclusiva para julgar a Lava Jato, o que, sob o meu ponto de vista, significa um juiz de exceção. Nenhum juiz pode ser designado só para uma causa".

Delator foi à Câmara em datas de votação de MPs que geraram propina


O ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, hoje delator da Lava Jato, esteve na Câmara dos Deputados em dias - ou em datas muito próximas - que foram votadas medidas provisórias de interesse da empreiteira no Congresso, e que, segundo disse ele em depoimentos, geraram pagamentos de propina a parlamentares.

Segundo reportagem da Folha, ele esteve ao menos 194 vezes na Câmara de janeiro de 2005 a dezembro de 2015.

Carnaval 2017: ‘Mais gente gritando Fora Temer que beijando na boca’


O carnaval de rua deste ano nem acabou e já entrou para os anais da história popular como o carnaval do "Fora Temer".

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Tijolaço: Jobim verbaliza no Estadão o corte das asas de Moro


Jornalista Fernando Brito diz que a entrevista do ex-ministro Nelson Jobim neste domigo, 26, em que critica a ação política da Lava Jato "tem um peso imenso e é um dos mais duros golpes assestados na atuação do MP e do juiz Sérgio Moro".

"Ao dizer que há 'espetacularização' e “arbitrariedades” na Operação Lava Jato, Jobim não está falando por si. Está falando pelos políticos, pelo governo e pela cúpula do Judiciário, com um som de tesoura pronta a cortar as asas do juiz Sérgio Moro e da tal 'força tarefa'", afirma.

Vem, sem mentir para você


É, meu amigo, está difícil. Você sai nas ruas, vê os blocos de carnaval, a maioria protestando com humor, mas protestando em razão do descalabro deste governo golpista que você ajudou a colocar no Planalto.

É com você mesmo que estamos falando. Você que sabia que tudo isso ia acontecer, mas apostou no pior para tirar uma presidente honesta do poder. E agora, quem te viu e quem te vê, como diz o Chico.

Só lhe resta ligar na Globo e outras emissoras que ainda tentam lhe enganar. Nos blogues, só entrando nos de direita. Estes, bem como os jornalões mais vendidos, ainda tentam jogar areia nos seus olhos.

É meu amigo, mas tá difícil para você. Você que saiu às ruas, fantasiado de amarelo CBF, que bateu panelas, sem ritmo, e agora está vendo sua aposentadoria correr risco, sua carteira profissional ser rasgada, a gasolina aumentando de preço e seu dinheiro desaparecendo, a corrupção aumentando, o Moro feito o IBAMA, protegendo tucanos….

Faz uma coisa, meu amigo, reconheça, dói menos. Reconheça e proteste com a mesma força de antes. Mas agora vem para o bloco certo. O bloco daqueles que querem igualdade social, que não são homofóbicos, xenófobos, racistas….

Vem, pode vir. Não somos revanchistas. Vem, mas vem sem fantasia verde e amarela. Vem lutar contra estes golpistas que você, com seu silêncio ou com seus berros, colocou no poder.

Vamos sair na pista, não precisa ficar de galeria, vem com a gente. Desveste-se daquele discurso que a Veja lhe emprestou. Tira aquele seu sorriso hipócrita do caminho que a Globo lhe deu.

Se você sentir remorso, por favor, dê na vista. Vai lhe fazer bem, reconhecer que errou.

Vem, sem mentir pra você.

Jobim critica “espetacularização” e ação política da Lava Jato


Ex-ministro da Justiça e ex-presidente do STF, Nelson Jobim fez duras críticas à operação Lava Jato neste domingo, 26.

Jobim afirmou haver "espetacularização" em certas condutas de integrantes da Lava Jato, sem citar nomes.

Jobim disse que a condução coercitiva contra o ex-presidente Lula foi um claro exemplo de abuso de autoridade.

"Vão pegar um sujeito em um apartamento e aparece gente com metralhadora, helicóptero. Tudo isso faz parte daquilo que hoje nós chamaríamos de ação-espetáculo, ou seja, a espetacularização de todas as condutas. O Judiciário não é ambiente para você fazer biografia individual. Biografia se faz em política".