quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Advogado de Lula chama Moro de "inquisidor"

O que não chega a ser uma novidade...

Conversa Afiada, 14/02/2017

No G1:


O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta segunda-feira (13), na ação penal da Lava Jato que envolve o caso do tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Durante o depoimento de Gabrielli, a defesa de Lula interrompeu um questionamento do juiz Sérgio Moro e disse que o magistrado fazia “perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz”.

(...) O advogado Cristiano Zanin Martins disse que a defesa fez o seu papel alertando o juiz que ele não poderia insistir em uma pergunta já respondida, “como se buscasse um novo posicionamento”. “Em todas as audiências o juiz fez perguntas às testemunhas e todas elas, sem exceção, buscavam favorecer a acusação, jamais a defesa”, diz a nota enviada pelo advogado.

Ainda de acordo com a nota, a defesa “arguiu a suspeição do juiz indicando dez fatos concretos que mostram que ele perdeu a imparcialidade para julgar o ex-presidente Lula, de modo que sua atuação se confunde com a dos acusadores”.

FHC: falta coragem aos políticos para descriminalizar drogas

Meu caro FHC, a principal coragem que falta aos políticos é de serem sérios - do ponto de vista dos interesses da maioria da sociedade! Ou você já viu algum golpista sério?

Em meio à onda de conservadorismo que avança nas instituições brasileiras, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) voltou a defender o debate em torno da descriminalização do uso de drogas no País, "numa cruzada internacional que constrange políticos de seu próprio partido, o PSDB", segundo a Deutsche Welle Brasil.

Em entrevista à agência alemã, FHC disse que classe política nacional é medrosa e que faltam lideranças no país para debater esse tema junto com a sociedade.

"Deixemos de lado a hipocrisia: o acesso às drogas no Brasil é livre, mas na mão dos traficantes".

Temer obstrui a Lava Jato

Mas isso não vem ao caso!

*ESMAEL MORAIS

13 de Fevereiro de 2017

O ilegítimo Michel Temer (PMDB) obstrui a operação Lava Jato ao indicar Alexandre Moraes para o STF.

A “Solução Michel” já fora cantada no vazamento das gravações de Romero Jucá (PMDB-RR) em maio de 2016.

O tucano Alexandre Moraes terá o papel de “revisar” as delações da Lava Jato haja vista que ele herdará os processos do falecido ministro Teori Zavascki.

A velha mídia também participa como “coveira” da Lava Jato.

Nos últimos dias, em ritmo de esquizofrenia, os barões da mídia desceram o porrete no juiz parcial Sérgio Moro.

*Jornalista e blogueiro paranaense, Esmael Morais é responsável pelo Blog do Esmael, um dos sites políticos mais acessados do seu estado

Lula dispara e lidera pesquisa com 30,5%


Perseguição judicial, que ficou escancarada com a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal, não foi suficiente para derrubar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa CNT/MDA mostra que Lula lidera a preferência do eleitor brasileiro, com 30,5% de intenções de voto.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) brigam pelo segundo lugar, com 11,8% e 11,3%, respectivamente.

O senador Aécio Neves (PSDB), articulador do golpe, aparece em terceiro, com 10,1%.

Ciro Gomes (PDT) vem em quarto lugar, com 5%.

Michel Temer tem apenas 3,7% de intenções.

Lula lidera em todos os cenários para primeiro turno.

Quem mantém alguma ilusão com esse Supremo?


"Celso de Mello acatou e permitiu a nomeação do bode angorá. Mas Lula também preenchia os requisitos. E a Constituição diz que todos são iguais perante a lei, não é mesmo? Mas é isso: quem mantém alguma ilusão com esse Supremo?", questiona o cientista político Luis Felipe Miguel.

Lembrando que em sua decisão, Celso de Mello destacou que, para ser ministro, basta preencher esses dois requisitos: a) ser brasileiro maior de 21 (vinte e um) anos, e b) estar no exercício dos direitos políticos.

Sócio da JBS nega irregularidades e diz que investigações têm motivação pessoal


Presidente da holding J&F, que controla negócios tão distintos quanto a JBS (dona das marcas Friboi e Seara) e a empresa de celulose Eldorado, Joesley Batista afirmou que que as investigações sobre o grupo têm motivação pessoal, mas se disse confiante com o desfecho dos casos.

Em julho de 2016, o conglomerado passou a ser investigado pela Polícia Federal em três operações — Sépsis, Greenfield e Cui Bono. Segundo Joesley, as investigações estão afetando os negócios, porque teve de adiar um projeto de R$ 10 bilhões.

Folha agora - e somente agora - diz que Gilmar errou ao barrar Lula na Casa Civil


Agora que Inês é morta e o golpe já foi consumado, jornal da família Frias resolveu dizer que o ministro Gilmar Mendes errou ao barrar a indicação de Lula como ministro da Casa Civil.

Em editorial nesta quarta-feira comentando a decisão do STF de manter o cargo e o foro privilegiado de Moreira Franco, a Folha de S.Paulo elogiou o ministro Celso de Mello e relembrou o caso do ex-presidente.

"A composição do ministério é tema da alçada do Executivo, e a um magistrado não cabe especular sobre motivações ocultas. Já havia sido despropositada, em 2016, a liminar concedida por Gilmar Mendes, do mesmo STF, suspendendo a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Casa Civil", diz o texto.

Blindagem a Moreira custará caro à imagem do STF, diz Kennedy


"Levando em conta a decisão de Celso de Mello, fica nítido o uso no STF de dois pesos e duas medidas nas avaliações dos casos do ministro Moreira Franco e do ex-presidente Lula", afirma o jornalista Kennedy Alencar sobre a decisão do decano do STF que manteve a blindagem a Moreira Franco.

"Obviamente, Moreira e o presidente Michel Temer foram beneficiados. Lula e Dilma, prejudicados. No ano passado, a decisão contra de Mendes ajudou a pavimentar a queda do PT do poder".

Lula pede que Supremo repare erro histórico



Ao confirmar Moreira Franco como ministro, o Supremo Tribunal Federal escancarou a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi impedido de ocupar a Casa Civil de Dilma Rousseff pela mesma corte, num caso idêntico, em abril do ano passado.

Diante disso, a defesa de Lula protocolou nesta terça-feira 14 uma nova petição pedindo para que o caso seja julgado pelo colegiado "a fim de reparar dano histórico".

Os advogados lembram que o ministro Celso de Mello "não impôs qualquer obstáculo à nomeação do Sr. Wellington Moreira Franco, valendo-se para tanto dos mesmos fundamentos que apresentamos ao STF para reverter as decisões proferidas contra Lula. Ou seja, para uma situação em tudo e por tudo idêntica, foram utilizados diferentes critérios".

Ao decidir que Moreira pode ser ministro e Lula não podia, fica provado que há dois pesos e duas medidas

Por que as situações são iguais!

O mesmo Supremo Tribunal Federal que, nesta terça-feira, decidiu que Moreira Franco pode ser ministro de Michel Temer, por uma canetada do decano Celso de Mello, também avaliou, no ano passado, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderia assumir a Casa Civil no governo legítimo de Dilma Rousseff.

Decisão contraditória

Assim como Moreira, Lula não era réu quando seu caso chegou ao STF, mas Dilma foi acusada de obstruir a Lava Jato, ao nomeá-lo ministro. Por que decisões diferentes?

No entanto, a recente reforma ministerial de Michel Temer teve como único objetivo blindar seu amigo Moreira Franco, que é investigado na Lava Jato, por propinas da Odebrecht, e também na Cui Bono, por desvios na Caixa Econômica Federal.

A disparidade revela que o golpe e a perseguição criaram um quadro de total instabilidade jurídica no Brasil.