terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Começa a guerra civil em Brasília

Essa canoa vai virar

Conversa Afiada, 13/12/2016

O entorno do Congresso Nacional, em Brasília, foi palco de nova manifestação popular contra a PEC 55, a PEC da Morte, aprovada pelo Senado nesta terça-feira, 13.

E, mais uma vez, a repressão imposta pela Polícia Militar aos trabalhadores e estudantes foi violenta, como relata a Mídia Ninja:

O ato contra a PEC 55 tinha apenas começado e os manifestantes foram proibidos de seguirem sentido Congresso Nacional via Eixo Monumental. O direito à livre manifestação e ao direito de ir e vir, constitucionalmente assegurados, correm perigo no governo Temer.

De acordo com a PM, cerca de 2 mil manifestantes participaram do ato.

Abaixo, mais imagens da manifestação de estudantes e trabalhadores contra a PEC 55:





Em tempo: 9 estados registram manifestações contra a PEC 55 nesta terça-feira, 13: Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Jader denuncia o golpe dentro do golpe e diz que PSDB quer FHC no lugar de Temer


Moreira Mariz/Agência Senado: <p>Jader Barbalho</p>


Em discurso, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) afirmou, falando em nome do PMDB, nesta terça-feira (13), que "está em marcha um processo para derrubar Michel Temer"; "A grande mídia aliada a determinados setores", disse.

Segundo ele, a operação Lava Jato quer "avacalhar o Brasil"; ele reclamou de um "Robespierre moderno que resolveu estabelecer a lei da guilhotina moral e penal".

"Que história é essa de achar que integro um poder e estou despido do poder? Que senador da República não vale nada? Que deputado não vale nada? Que político desse país é marginal?", questionou.

Jader disse aos senadores que é "hora de reagir".

Ele saiu em defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros, e defendeu a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade.

Fortalecido, Renan põe na pauta abuso de autoridade


Após ser mantido na presidência do Senado pelo Supremo Tribunal Federal, e um dia depois da primeira denúncia do Ministério Público Federal contra ele no âmbito da Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), articula a votação do projeto que pune procuradores e juízes por abuso de autoridade.

O texto foi duramente criticado pela força-tarefa da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro.

Renan e aliados tentam convencer senadores principalmente do PSDB, PT e também do PMDB a aprovar o projeto ainda nesta terça-feira.

Ao defenderem Moro, os juízes são coniventes com as violações


Defesa do ex-presidente reage à manifestação da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que criticou o que chamou de "ataques" dos advogados do petista durante audiência em Curitiba no caso do triplex no Guarujá.

Para a entidade, os advogados de Lula lideram uma "estratégia deliberada" para "retirar o juiz federal Sérgio Moro da condução do processo da Lava Jato".

Em nota, a defesa de Lula diz que a Ajufe "comete desvio de finalidade ao opinar sobre fatos processuais" em vez de zelar "pelo aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito e pela plena observância dos direitos humanos", como prevê seu estatuto.

"Defender o que o juiz Sergio Moro vem fazendo em relação a Lula e aos seus advogados desde março do corrente ano é ser conivente com violações às garantias fundamentais e ao Estado Democrático de Direito", afirmam os advogados.

As ruas vão tirar Michel Temer


"Só há dois caminhos para que o Brasil volte à normalidade democrática e retome a trajetória de crescimento: renúncia ou impeachment de Michel Temer", diz o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE).

O deputado alerta para o fato de que ainda está faltando a delação premiada do ex-deputado e membro da cúpula peemedebista Eduardo Cunha, "que conhece como poucos o modus operandi da turma do PMDB".

"O Brasil não pode continuar sendo administrado, mais 24 meses, por essa confraria de delatados do PMDB, que trama pelos cantos dos palácios de Brasília a autoproteção jurídica. O País não aguentará".

Gilmar diz que vazamentos podem anular delações

E antes podia? Por que o ministro não se pronunciou nas delações vazadas anteriormente? 
 

Ministro do STF Gilmar Mendes disse que a Corte precisa discutir o vazamento dos acordos de delação premiada de investigados pela Lava Jato.

Segundo ele, não é possível descartar a possibilidade de anulação das delações em razão dos vazamentos.

"O vazamento seletivo, o vazamento antes de chegar à autoridade, no caso, o ministro Teori, que é o relator. Em suma, são muitos problemas, que eu acho que precisam ser realmente discutidos", disse.

O vazamento da delação da Odebrecht, que implica Michel Temer e dezenas de outros políticos, foi o estopim da declaração.

Contra a voz das ruas, senadores aprovam a PEC do fim do mundo"


Prioridade do governo de Michel Temer, proposta congela os gastos públicos pelos próximos 20 anos.  A PEC foi aprovada em segundo turno no Senado, nesta tarde, com 53 votos favoráveis e 16 contrários, apesar do apelo das ruas para que a pauta não passasse.

Manifestantes foram às ruas nesta terça-feira 13 contra a "PEC do fim do mundo" em ao menos sete estados.

Segundo pesquisa Datafolha, 60% dos brasileiros são contrários à proposta. 

Em seu discurso, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que hoje completam-se 48 anos do AI-5 e diz que "esse é o AI-5 dos pobres". "Hoje é um dia vergonhoso para o Senado Federal", disse.

Caiado desembarca, pede renúncia de Temer e Diretas Já


Defensor de primeira hora do golpe parlamentar que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), agora defende a renúncia de Michel Temer e a realização de eleições gerais.

"Não vou fulanizar. Mas acho que Temer saberá balizar esse momento. Ele deve ter a sensibilidade que não teve a presidente Dilma", disse o democrata.

"Podemos chegar a um último fato para preservar a democracia, um gesto maior, para mostrar que ninguém governa sem apoio popular. Nesta hora, não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral, de maneira alguma", completou.

O fracasso do governo Temer inclui o próprio partido de Caiado, que comanda o MEC.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Gleisi destrói Aloísio Nunes, do PSDB: "Escutei suas mentiras, você é mentiroso, vou lhe desmentir agora"

Publicado em 17 de nov de 2016

17/11/2016 - Plenário do Senado: Senadora Gleisi desmente discurso do governo golpista sobre a PEC 55 e defende o referendo para que o povo tenha o direito de decidir o seu destino

Assista o vídeo em que a Senadora encara 

Lula lidera nova pesquisa Datafolha para a eleição de 2018

Confira os números e os cenários avaliados

Pragmatismo, 12/122016


O Datafolha divulgou nesta segunda-feira (12) a sua mais recente pesquisa para a eleição presidencial de 2018. A pesquisa foi originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o instituto, Lula lidera a disputa com dez pontos de vantagem sobre a segunda colocada, Marina Silva.

Em seguida aparecem nomes como Aécio Neves, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, seguidos por Michel Temer, Ronaldo Caiado e Luciana Genro.

Confira abaixo os números do cenário em que Aécio Neves é o candidato do PSDB:

— Lula (PT): 25%
— Marina Silva (Rede): 15%
— Aécio Neves (PSDB): 11%
— Jair Bolsonaro (PSC): 9%
— Ciro Gomes (PDT): 5%
— Michel Temer (PMDB): 4%
— Luciana Genro (Psol): 2%
— Ronaldo Caiado (DEM): 2%
— Eduardo Jorge (PV): 1%
Branco/nulo: 20%
Não sabe: 6%

Lula também lidera em outros três cenários de primeiro turno simulados pela pesquisa. Em um desses cenários a pesquisa acrescentou o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele fica com 8%. Marina tem 17% e Lula tem 26%.

No cenário com o ministro das Relações Exteriores José Serra (PSDB), o tucano aparece com 9%. Marina com 16% e Lula com 25%.

SEGUNDO TURNO

O ex-presidente Lula vence todas as simulações de segundo turno contra os três candidatos do PSDB: Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, mas perde quando enfrenta a ex-senadora Marina Silva.

Lula (38%) Aécio (34%)
Lula (38%) Alckmin (34%)
Lula (37%) Aécio (35%)

Marina Silva, portanto, é vitoriosa em todas as simulações de segundo turno.

Marina (43%) Lula (34%)
Marina (47%) Aécio (25%)
Marina (48%) Alckmin (25%)
Marina (47%) Serra (27%)

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo e índice
de confiança de 95%. O Datafolha ouviu 2.828 pessoas nos dias 7 e 8 de dezembro.