domingo, 20 de novembro de 2016

Aécio se diz inocente, prega anista ao caixa 2 e sugere prisão de Lula

Um imoral prega a moralidade. Pode?

Um dos políticos mais delatados na Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concedeu uma longa entrevista em que defendeu a "criminalização do caixa dois" daqui para a frente – a senha para anistiar quem cometeu o crime no passado.

Ele também negou ter recebido propinas nas obras da Cidade Administrativa como já foi dito por delatores e, ao mirar nos adversários, disse que a sociedade não deveria se preocupar com uma eventual prisão do ex-presidente Lula.

"Quero justiça", diz ele. Aécio já foi acusado de comandar um mensalão em Furnas, de ser "o mais chato" cobrador de propinas de empreiteiras, de superfaturar obras em Minas em troca de doações e de manipular uma CPI para abafar ligações com o Banco Rural, na época do chamado mensalão.

Planalto procura o Facebook para barrar vomitaços contra Temer


Alvo de protestos com emojis com cara de vômito em todas as suas postagens, Michel Temer pediu a seus assessores que procurassem o Facebook para barrar o protesto.

A rede social, no entanto, não tem uma solução para o problema enfrentado por Temer.

Juca Ferreira: Geddel pode ter ganho sua cobertura


O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, revela uma história estarrecedora. Ele conta que, durante sua gestão, havia demitido o superintendente do Iphan, órgão responsável pelo patrimônio histórico na Bahia, em razão de sua insistência em aprovar um espigão na região do centro histórico de Salvador.

No entanto, uma das primeiras medidas do governo Temer após o golpe parlamentar de 2016, foi a nomeação para o cargo do responsável por um parecer que liberava a obra.

"Temer não poderá alegar que não sabia do crime cometido por Geddel, que usou suas prerrogativas de ministro para obter benefício pessoal. O ministro palaciano tem que ser imediatamente afastado e as denuncias contra ele apuradas com rigor. É preciso investigar a compra dessa cobertura que Geddel tem no prédio. Houve compra ou seria um pagamento por serviços prestados?", questiona ainda Juca Ferreira.

Congressistas estão acuados, diz Onyx Lorenzoni, relator das 'dez medidas'

É um acordo, os congressistas tornam o o judiciário intocável em troca do silêncio deste diante da anistia do caixa dois. Até porque o que queriam fazer - afastar a Dilma - já fizeram

André Borges - 10.abr.2013/Folhapress 
Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator das medidas contra a corrupção elaboradas pelo Ministério Público

O médico veterinário Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirma ver um grande risco de que a Câmara dos Deputados aprove uma anistia aos alvos da Lava Jato, o que segundo ele jogará por terra o pacote de medidas elaborado pelo Ministério Público Federal com o objetivo alegado de combater a corrupção e apoiado por mais de dois milhões de eleitores.

Relator há quatro meses das "dez medidas", que ele elevou para 17, Lorenzoni diz ver um Congresso "acuado" e em "desespero".

Com o apoio de líderes de partidos, a Câmara gesta nos bastidores um texto com o objetivo de deixar claro que os alvos da Lava Jato estarão livres da regra que criminaliza o caixa dois eleitoral, já que a lei penal não pode retroagir para atingir o réu. O parecer do deputado deve ser votado na terça (22).

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes trocam ofensas ao vivo

Os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes protagonizaram uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal. O bate-boca constrangedor foi transmitido ao vivo

Redação Pragmatismo, 17/11/2016
Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, ministros do STF (Montagem: Pragmatismo Político)

Os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendesprotagonizaram uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal na tarde desta quarta-feira (16). Durante o bate-boca, Mendes chegou a criticar a condução de Lewandowski no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A confusão começou quando Lewandowskiquestionou um pedido de vista feito por Mendes, que já havia votado. Os ministros podem mudar o voto até que o julgamento seja finalizado. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o procedimento de Mendes estava correto.


Lewandowski: Pela ordem, o ministro Gilmar Mendes já não havia votado? Eu tenho impressão que acompanhou a divergência. Depois votou o ministro Marco Aurélio e Sua Excelência está abrindo mão do voto já proferido e pediu vista? Data vênia, é um pouco inusitado.

Gilmar Mendes: Enquanto eu estiver aqui eu posso fazê-lo.

Cármen Lúcia: Enquanto não estiver proclamado, o regimento permite que haja…

Mendes: Vossa Excelência fez coisa mais heterodoxa…

Lewandowski: Eu, graças a Deus, não sigo o exemplo de Vossa Excelência em matéria de heterodoxia, viu? Graças a Deus e faço disso ponto de honra.

Mendes: Basta ver o que Vossa Excelência fez no Senado.

Lewandowski: No Senado? Basta ver o que Vossa Excelência faz diariamente nos jornais. Uma atitude absolutamente ao meu ver incompatível com …

Mendes: Faço isso inclusive para poder reparar os absurdos que Vossa Excelência faz.

Lewandowski: Absurdos não, Vossa Excelência retire o que disse porque isso não existe. Vossa Excelência está faltando com o decoro não é de hoje. Eu repilo qualquer… Vossa Excelência, por favor, me esqueça.
Mendes: Não retiro.
Lewandowski: Bom, então, Vossa Excelência se mantenha como está. Eu reafirmo que Vossa Excelência está faltando com o decoro que essa corte merece.

Sergio Moro nega diversos pedidos da defesa de Lula

O juiz Sergio Moro voltou a negar uma série de pedidos da defesa do ex-presidente Lula. Em despacho, o líder da Lava Jato rejeita acesso às delações premiadas dos acusadores de Lula, que, segundo Moro, estão sob "sigilo"
Ex-presidente Lula e o juiz Sérgio Moro (Imagem: Pragmatismo Político)

Pragmatismo Político, 18/11/2016

Cíntia Alves, Jornal GGN

O juiz Sergio Moro voltou a negar uma série de pedidos da defesa do ex-presidente Lula, na ação em que o petista é acusado de receber propina da OAS em contrapartida aos contratos firmados entre a empreiteira com a Petrobras. No caso, Lula seria o dono oculto de um triplex que está em nome da OAS e nunca foi usado, além de ter sido beneficiado pelo custeio da manutenção do acervo presidencial pela Granero, terceirizada pela OAS.

Em despacho assinado na última quinta (17), Moro revê sua posição ante alguns pedidos de produção de provas feitos pelos advogados, mas nega várias demandas que considera desnecessárias, trabalhosas ou despendiosas. Entre elas, o acesso integral às delações premiadas dos acusadores de Lula, que, segundo Moro, estão sob “sigilo”.

Em alguns casos, o magistrado afirma que os advogados fogem do objeto da acusação quando pedem para produzir provas que seriam “irrelevantes” para o julgamento de Lula, com o intuito de adiar a decisão final. É o caso da inclusão, nos autos, de todas as viagens que o ex-presidente fez com empresários ao exterior, que poderiam confrontar o argumento de que ele beneficiava companhias seletivamente.

O juiz justifica as negativas apontando que “é uma quantidade muita expressiva de requerimentos probatórios da defesa de Luiz Inácio e Marisa Letícia, muitos dos quais custosos e demorados, inclusive afetando terceiros, sem que eles guardem relação com o objeto da acusação ou se revelem pertinentes ou relevantes para o julgamento.”

Para Moro, “a ampla defesa, direito fundamental, não significa um direito amplo e irrestrito à produção de qualquer prova, mesmo as impossíveis, as custosas e as protelatórias. Cabe ao julgador (…) um controle sobre a pertinência, relevância e necessidade da prova. Conquanto o controle deva ser exercido com cautela, não se justifica a produção de provas manifestamente desnecessárias ou impertinentes ou com intuito protelatório.”

Em outubro, o GGN mostrou que entre os pedidos da defesa negados por Moro está uma perícia que comprovaria que Lula nunca recebeu dinheiro da OAS, muito menos recursos que suspostamente teriam sido desviados dos esquemas na Petrobras. Leia mais aqui.

Sérgio Moro reafirma em sua última decisão que o Ministério Público Federal não identificou qualquer rastro de dinheiro da Petrobras abastecendo as contas de Lula. Por isso, ele é acusado de ter se beneficiado de favores, como o triplex – que teria sido reformado pela OAS para, depois, ser transferido à família do ex-presidente – e a manutenção do acervo presidencial.

A defesa de Lula nega as acusações e recorreu à ONU contra os abusos da Lava Jato e a parcialidade de Moro.
Julgamento começa na próxima semana

Na decisão de quinta (17), Sergio Moro também reafirma que Lula e Marisa Letícia, sua esposa, estão autorizados a fazer o acompanhamento presencial dos depoimentos das testemunhas. A defesa solicitou, porém, que Lula e Marisa fossem dispensados e substituídos por um advogado, que deverá ser intimado nas próximas audiências.

“Decisão proferida em 28/10/2016 pelo juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba dispensou o comparecimento de todos os acusados, desde que as respectivas defesas concordassem em receber as intimares para as próximas audiências. Na condição de advogados de Lula, informamos, no processo, que ele não iria comparecer, sendo, portanto, improcedentes as notícias sobre a existência de decisão em contrário do juiz de primeiro grau de Curitiba“, disse a defesa, em nota nesta sexta.

Leia também:

As oitivas começam na próxima segunda (21), com os delatores Delcídio do Amaral, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, Dalton Avancini e Eduardo Leite.

Na quarta (23), será a vez do ex-deputado Pedro Corrêa, dos ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, e do ex-gerente da estatal Pedro Barusco.

Na sexta (25), depões o doleiro Alberto Youssef, o pecuarista José Carlos Bumlai e os lobistas Fernando Baiano e Milton Pascowitch.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, também deve comparecer nas audiências da semana que vem.

Quebram o Brasil e só devolvem R$ 200 milhões

Ou mentiram ou o dinheiro sumiu

Conversa Afiada, 18/11/2016
Lula em estaleiro em Angra, fechado pelo Moro: "Cadê o patrão? Não vai reclamar?" (Crédito: Filipe Araujo / Fotos Públicas)

Do G1:

O Ministério Público Federal no Paraná (MPF) devolveu à Petrobras R$ 204,2 milhões recuperados por meio de acordos de colaboração e de leniências celebrados a partir da Operação Lava Jato. A cerimônia ocorreu na tarde desta sexta-feira (18), em Curitiba, com a participação do presidente da Petrobras, Pedro Parente. Durante o evento, os participantes defenderam as "10 medidas contra a corrupção" propostas pelo MPF.

(...)

O imparcial Moro de Curitiba, seus dallagnóis, que o Aragão chama de fascistas e os delegados aecistas da PF, sede da sedição quebraram o Brasil.

A começar pela indústria da construção naval e de engenharia pesada, que dependiam da Petrobras, agora devidamente depenada pelo Pedro Malan Parente, que desvaloriza os ativos para poder vendê-los a preço de Vale do Rio Doce, ou seja, a preço de banana.

Foi o que acabou de fazer com a empresa de gás, entregue ao Grupo Ultra e é o que vai fazer com a BR, que será devidamente esquartejada até que o Itaúúúú a compre.

Agora, numa ação de marketing explícito - a Lava Jato ainda vai contratar o Nizan Guanaes... - vai devolver a ninharia de R$ 200 milhões à Petrobras.

Não dá para pagar o cafezinho do prédio da Avenida Chile.

Ou a Lava Jato mentiu e não roubaram tanto.

Ou o dinheiro sumiu!

A Lava Jato vai guardar o grosso da roubalheira no cofre, para financiar a própria Lava Jato.

Quer dizer que quebram o Brasil para ir ao jornal nacional devolver R$ 200 milhões...

Essa canoa vai virare o paredón tá ficando pequeno.

PHA

Cabral, Moreira, Cerra e Aecím

Pra pegar tucano gordo é um pouco mais pra baixo

publicado 18/11/2016
Café.jpg
A carta de vinhos do Boulud tem um Domaine Romanée Conti, 2011, por US$ 13,500
O notável trabalho do Chico Otávio no Globo de descrever a extensão e a profundidade da roubalheira do Serginho Cabral, aquele que gosta de rico, levou o ansioso blogueiro a meditar sobre outros governadores que, fatalmente, serão visitados – ou pelo Chico Otávio ou pela Lava Jato, já que Cabral arrombou a porta do Palácio do Planalto.
O primeiro alvo do Chico Otávio, já que estamos no PMDB do Rio, será o gatinho angorá, que operou quando estava numa diretoria da Caixa e, mais tarde, quando dirigia o Ministério da Aviação Civil, do Governo Dilma (são todos traíras) e foi premiado com um grampo da OAS, indignada com a escrachada preferencia ministerial pela Odebrecht.
O trabalho de um bom repórter no Rio, São Paulo e Minas poderá analisar o que o gatinho angoráAecím, o mais chato e o Padim Pade Cerra, que recebeu a ninharia de R$ 23 milhõesda Odebrecht na Suíça fizeram quando eram governadores de Estado.
A gangue do Serginho Cabral tinha uma amplitude horizontal e uma penetração vertical.
Ela tomava dinheiro horizontalmente – em TODAS – as obras do Governo.
E penetrava horizontalmente em toda a linha da burocracia governamental – de secretários de Estado a juízes do Tribunal de Contas!
Um fenômeno!
Mas, não raro, nem original.
É aí que devem entrar os repórteres de Minas e de São Paulo – se é que existem, pois o reportariado brasileiro se transformou num sindicato de vazadouros.
É muito provável que Moreirinha, Aecím e Cerra operassem com a mesma horizontalidade e verticalidade.
Em TODAS as obras (relevantes, gordas, é claro) e com a profundidade de beneficiar todos os necessários às diversas etapas do roubo – desde a captação, à guarda e a ocultação da Justiça.
É possível que só o Serginho e sua gangue do Rio chegassem ao requinte de contratar empresas de guardar valores, tipo Brink's, para esconder grana em dinheiro – os políticos corruptos gostam de dinheiro vivo!
Essa seria uma contribuição original do Serginho à corrupção mundial…
Mas, como ele, é bem possível que Moreira, Aecím e Cerra operassem com a mesma amplitude.
E todos com o emprego de familiares.
Serginho e a mulher, Aecím e a irmã, Cerra e a filha. Moreirinha talvez recorresse à colaboração na equipe imediata de ex-comunistas que o cercavam no Palácio Laranjeiras e, depois, se tornaram prósperos proprietários rurais.
(Uma vez, Moreira, governador, convidou um jornalista para fazer parte de sua equipe. O jornalista se recusou. Mas, no meio da conversa, o gatinho angorá lhe disse: um homem só pode ficar tranquilo depois de ter uma reserva de US$ 10 milhões.)
(Um dia no calçadão da praia de Ipanema, Ronaldo Cesar Coelho, operador de Cerra, assim como Márcio Fortes disse ao ansioso blogueiro: o Moreirinha fez a opção preferencial pelos ricos.)
(Quem sabe, mesmo, da vida do Moreira é o Eduardo Cunha)
(E o FHC da Privataria que contou ao ACM aquela metáfora do cofrinho)
(Agora, amigo navegante, qual empresário minimamente sério vai fazer uma PPP com o gatinho angorá?)
Os quatro são deslumbrados.
Fascinados com o mundo das celebridades e a ostentação.
Dos quatro, só o Aecím nasceu em berço de ouro.
Mas, também gosta de rico e de construir aeroporto para ir à sua Versailles.
Cerra se veste como um sem-teto no Brasil, mas, em Nova York, janta no Café Boulud
gatinho angorá tem uma queda por pequenos hotéis da Rive Gauche, em Paris, e a vista da Lagoa Rodrigo de Freitas.
São gente finíssima (depois de acumular US$ 10 milhões, provavelmente…)
Não são como os Picciani, também do Rio, que recebem propina com o superfaturamento de gado.
Mais do que isso, revelou um método de Governador roubar que pode servir de pista para o Chico Otávio – e os lavajateiros.
Vamos ver se eles tem peito pra subir a rampa do Palácio!
Pra encanar tucano gordo, já é preciso mais do que peito...
PHA

Lula pede prisão de Moro

E o Janot? Foge...

publicado 18/11/2016
Lula Condução Coercitiva.jpg
Prisão coercitiva foi criminosa
O Conversa Afiada reproduz nota dos advogados do Presidente Lula:
Na qualidade de advogados do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva, sua esposa e filhos ingressamos na data de hoje (18/11/2016) com queixa-crime subsidiária contra o agente público federal Sergio Fernando Moro, em virtude da prática de abuso de autoridade.
Em 16/6/2016, Lula e seus familiares protocolaram na Procuradoria Geral da Republica uma representação, na forma do artigo 2º. da Lei 4.898/65, pedindo providências em relação a fatos penalmente relevantes praticados pelo citado agente público no exercício do cargo de juiz da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba. Os fatos relatados são os seguintes:
(i) a condução coercitiva do ex-Presidente, para prestar depoimento perante autoridade policial, privando-o de seu direito de liberdade por aproximadamente 6 (seis) horas;
(ii) a busca e apreensão de bens e documentos de Lula e de seus familiares, nas suas respectivas residências e domicílios e, ainda, nos escritórios do ex-Presidente e de dois dos seus filhos (diligências ampla e estrepitosamente divulgadas pela mídia) e, mais,
(iii) a interceptação das comunicações levadas a efeito através dos terminais telefônicos utilizados pelo ex-Presidente, seus familiares, colaboradores e até mesmo de alguns de seus advogados, com posterior e ampla divulgação do conteúdo dos diálogos para a imprensa.
A ilegalidade e a gravidade dessa divulgação das conversas interceptadas foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de decisão proferida nos autos da Reclamação 23.457.
Até a presente data, nenhuma providência foi tomada pelo Ministério Publico Federal após a citada representação. Essa situação está documentada em ata notarial lavrada pelo notário Marco Antonio Barreto De Azeredo Bastos Junior, do 1.º Ofício de Notas e Protesto de Brasília, Distrito Federal, que acompanhou advogados de Lula e seus familiares em diligências específicas para a obtenção de informações sobre a mencionada representação.
Diante disso, o artigo 16 da Lei 4.898/65 autoriza que a vítima de abuso de autoridade, no caso Lula e seus familiares, possa propor diretamente a ação penal por meio de peça denominada "queixa-crime subsidiaria", tal como a que foi protocolada nesta data perante o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, que tem competência originaria para conhecer e julgar ações penais contra agente público investido nas funções de juiz federal na circunscrição de Curitiba.
Após expor todos os fatos que configuram abuso de autoridade, a petição pede que o agente público Sergio Fernando Moro seja condenado nas penas previstas no artigo 6º. da Lei 4.898/65, que pune o abuso de autoridade com detenção de dez dias a seis meses, além de outras sanções civis e administrativas, inclusive a suspensão do cargo e até mesmo a demissão.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

Dilma: golpe é para Temer terminar o que FHC não fez


“Estão tentando aplicar o neoliberalismo de forma profunda no país sem qualquer negociação. A raiz do golpe não é só para estancar a Lava Jato, mas está ligada à crise econômica. 

Houve uma articulação iniciada após minha reeleição em 2014 capitaneada por aqueles que perderam a eleição”, disse a presidente afastada Dilma Rousseff, ao participar de um debate em Porto Alegre.

Segundo ela, trata-de se um processo de radicalização do neoliberalismo, com ataques aos pilares da Constituição-cidadã de 1988: “O objetivo do golpe é completar o que não foi completado no governo FHC”, resumiu.