sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Aragão: isso aqui não é um lupanar!

Nem taverna!


Conversa Afiada, 18/11/2016


Em 23 de fevereiro de 1981, o tenente-coronel Antonio Tejero Molina, da Guarda Civil espanhola, invadiu, com uma tropa de 200 homens, o Congresso dos Deputados das Cortes, em Madri, ao tempo em que era juramentado o primeiro-ministro Leopoldo Calvo Sotelo. Exigiam os revoltados a constituição de um governo de salvação nacional sob o comando do General Alfonso Armada. Tratava-se de tentativa de restauração do regime franquista e de abortar o recém inaugurado processo de democratização do país. A revolta foi sufocada e Tejero Molina, juntamente com seus homens presos, expulsos da Guarda Nacional e condenados a longas penas de reclusão.

Em 16 de novembro de 2016, um grupo de fascistas celerados invade o plenário da Câmara dos Deputados em Brasília para exigir o retorno da ditadura militar. Agridem agentes da polícia legislativa, quebram a porta de vidro do recinto, sobem com seus sapatos sobre a mesa da presidência e arrancam o pavilhão nacional de seu mastro para pisoteá-lo. Interrompem com sua algazarra a sessão do legislativo, ameaçam os presentes, tudo sob os olhares contemplativos da segurança e do presidente da Casa, Waldir Maranhão, que parece mais surpreso do que indignado. Controlada a baderna, os invasores são detidos, não sem tentativa de alguns deputados da direita política de passar panos quentes. Resolve-se tomar o depoimento de todos e permitir-lhes o tranquilo regresso a seus lares, como se o acontecido fosse um irrelevante incidente, merecedor apenas de jocosos comentários da mídia local.

Essa diferença de tratamento entre os revoltados espanhóis e os celerados brasileiros traduz bem o grau de decomposição das instituições nacionais depois do deprimente espetáculo do 17 de abril do ano corrente, quando a casa baixa do parlamento pátrio resolveu acatar pedido de instauração de processo de impedimento da Senhora Presidenta da República Dilma Rousseff, num grande carnaval de um desqualificado baixo clero de mandatários, sob a batuta mesquinha de Eduardo Cunha, hoje preso para garantia da ordem pública, acusado de milionário desvio e apropriação de recursos públicos.

Na Espanha, as instituições funcionaram e o país pode celebrar já mais de 40 anos de restauração da democracia. No Brasil, as instituições não se fazem respeitar e, depois de incipiente tentativa de construção de uma democracia inclusiva, o país afunda no caos planejado por quem não aceitou o resultado das eleições presidenciais de 2014.

No mesmo dia 16 de novembro de 2016, assistimos atônitos a um pai assassinar seu filho por ter este participado de protestos estudantis de ocupação de escolas; a um ministro da Corte Suprema faltar ao decoro ao destratar publicamente seu par e a um carro oficial com senadores a bordo atropelar manifestantes que bloqueavam seu caminho ao Palácio da Alvorada. Lá o Sr. Michel Temer recebia, com banquete custeado pelos contribuintes, parlamentares de sua base de apoio (aqueles mesmos que rasgaram os votos de 54 milhões de brasileiros), para garantir a aprovação de emenda constitucional que condenará o Brasil ao desinvestimento público para os próximos vinte anos, sem prejuízo à manutenção plena dos lucros dos rentistas da dívida pública.

Este é nosso terrível estado da arte. A ousadia inconsequente dos reacionários e inimigos da democracia não tem fim. A cada dia um golpe dentro do golpe, direitos desconstruídos, violência política desatada, a alimentar a desesperança dos democratas, enquanto os celerados dançam em volta da fogueira com a cabeça sangrenta da democracia num tabuleiro, feitos Salomé, filha de Herodias, com a cabeça de São João.

Até quando vamos tolerar essa degradação de nossas instituições? Nenhuma parece se salvar. Nas ruas, a violência da intolerância política se torna senso comum. O entusiasmo irrefletido de pessoas obnubiladas pelo discurso de ódio e iludidas com populismo dos órgãos de persecução penal festeja a ruptura constitucional e se esbalda com a exibição pornográfica de políticos e empresários presos para o gáudio da "opinião pública". Trata-se de estratégia bem estudada de semear a infelicidade dos amantes brasileiros da liberdade e torná-los estáticos, incapazes de reagir.

O fascismo se alimenta do desespero e do ódio. É essencialmente perverso. Irriga cérebros com adrenalina a bloquear a capacidade de discernimento dos humanos. Onde endorfinas e serotonina conseguem empurrá-la, para distribuir felicidade em nossas mentes, o fascismo não tem lugar. Por isso, temos que resistir ao derrotismo. Resistir sempre. A luta por dias melhores e o amanhã de nossos filhos e netos só está começando.

Precisamos nos tornar mais dialógicos, conquistar corações e mentes ainda perturbadas pela intensa campanha de desesperança e de descrença na resiliência de nossa democracia. Exijamos o cumprimento da constituição e das leis contra os que a maltratam, sejam eles parlamentares, juízes, procuradores ou gestores. Não aceitemos o esgarçamento de nosso tecido institucional e cobremos respeito pela liturgia dos cargos públicos. Façamos que nem nossos jovens, que nos enchem de esperança ao se contraporem à destruição do sistema educacional: não podemos dar trégua.

O Brasil merece o respeito às instituições e o repudio àqueles que as querem transformar em tabernas ou lupanares. Quanto às autoridades, como tais só podem ser tratadas, quando prestigiam o lugar que lhes é confiado pelo povo. Quando o desmerecem, perdem sua condição e se equiparam a moleques em turba rueira. É bom que disso se lembrem, pois o destino daqueles que desafiam a democracia, num estado civilizatório pleno, não pode ser diferente daquele que os espanhóis deram ao tenente-coronel Antonio Tejero Molina.

Eugenio Aragão, ex-ministro da Justiça, 

Brito: a Justiça canalha!

Na hora de incriminar o Traíra, delator desdelata...

Copnversa Afiada, 18/11/2016

Reprodução: Tijolaço

O Conversa Afiada reproduz indignada do Fernando Brito, diante da manipulação canalha dessa falsa Justiça de delações que delatam ao sabor dos intere$$$$$e$$$$$!

E manda pra casa o bi-perdoado, o Youssef, com dinheiro no bolso e tornozeleira...

(Provavelmente, Brito se refere também aos canalhas do Requião e do Lindbergh na canalha reunião em que o Senador Ciro Nogueira, outro canalha, condenou a Dilma.)

Foi preciso aparecer a prova documental da farsa.

O cheque do PMDB, com o nome de Michel Temer.

Aí, claro, o “delator” mudou a versão.

O dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez, agora, não é mais de corrupção, é limpinho e é cheiroso. 

Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, diante do cheque, mudou de versão. 

O que era antes dinheiro sujo, entregue ao PT e à campanha de Dilma Rousseff por conta de achaques, agora, é contribuição espontânea, legal, cívica, porque foi mostrado a quem se deu: Michel Elias Temer Lulia.

E a mudança não se deu sobre o que se disse ao acaso, ao acaso corrigido. 

Não, foi dito num depoimento formal, diante de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral e se referia a alguém que teve 54 milhões de votos e foi escolhida pelo povo brasileiro para dirigir o país.

Até agora, o mentiroso só teve benefícios. É delator premiado.

Se já se podia ter dúvidas sobre o que dizia antes, agora é possível ter certeza: este cidadão mente e diz o que lhe é conveniente porque é aquilo que alguém quer ouvir.

Quantos outros fazem o mesmo sem que se possa ter um pedaço de papel que lhes desmonte a vilania?

Em países onde a Justiça é tão utilizada como modelo por aqui, Azevedo teria saído preso do depoimento, por ter mentido ao Tribunal.

Aqui, sai para o carro alugado, com motorista, “bastante tranquilo”, segundo o Estadão, dizendo que vai “caminhar olhando para a frente”.

E, por certo, ainda processará, com boa chance de que algum juiz lhe dê razão, alguém que o chame de canalha.

Afinal, o que é mentir a um Tribunal, se a mentira é o que convém?

Jucá alega que prisão de Sérgio Cabral não afeta o PMDB: "é algo restrito"

Engraçado, se fosse do PT, afetaria o PT, mas como Cabral é ex-governador do RJ, é do PMDB, não afeta o PMDB! Esse cara está subestimando nossa inteligência

Por Jovem Pan, 18/11/2016
"Seria injusto antecipar qualquer julgamento se a gente desconhece os motivos da prisão", disse

O presidente nacional do PMDB e novo líder do Congresso, senador Romero Jucá, alegou que a prisão de Sérgio Cabral não afeta o partido.

"O partido não se afeta. A questão do Sérgio Cabral é algo restrito. É importante que se dê ao ex-governador o direito de defesa. Não vamos personalizar nem no partido e nem no RJ. É importante que os fatos sejam investigados com profundidade. Seria injusto antecipar qualquer julgamento se a gente desconhece os motivos da prisão", disse.

O senador, um dos alvos da Lava Jato, voltou a afirmar que não teme investigações e negou qualquer constrangimento em assumir a liderança do Governo Temer no Congresso.

"Eu tenho cobrado do MP a investigação. Algumas matérias dizem que parlamentares são beneficiados pela morosidade do Supremo ou do MPF. E eu digo que não estamos sendo beneficiados, mas prejudicados", criticou.

O peemedebista já havia ocupado a liderança no Congresso nos governos de Fernando Henrique cardoso, Lula, Dilma e agora reassume o posto no Governo de Michel Temer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Minha mulher reclama que quero sexo todos os dias. Como resolver isso?

Do UOL, 17/11/2016

O que fazer quando um dos parceiros em um relacionamento quer muito mais sexo que o outro? A dúvida desta semana do programa do doutor Jairo Bouer, especialista em sexualidade, é uma grande questão para a saúde de relacionamentos.

A história do internauta é curiosa. Segundo ele, no início do longo relacionamento estável tinha pouca vontade de fazer sexo. Após uma conversa com a mulher, passou a se empolgar e agora quer sexo todos os dias. Acontece, agora, que a mulher acha "demais" e fez o parceiro se sentir sufocado.

Jairo Bouer lembra que a libido é influenciada por diversos fatores e que o ideal é conversar para chegar a um meio-termo. 

Cabral deixa sede da PF no Rio e é levado para o Complexo de Bangu

17/11/2016

Wilton Jr/Estadão Conteúdo

O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) deixa o carro da Polícia Federal no Instituto Médico-Legal (IML), no Rio de Janeiro, para onde foi levado para ser submetido a exame de corpo de delito,

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), preso na manhã desta quinta-feira (17) pela PF (Polícia Federal), deixou a sede da corporação, no centro do Rio, pouco antes das 17h30 de hoje.

Embora não haja confirmação oficial, o provável destino dele é o Instituto Médico-Legal (IML), onde será submetido a exame de corpo de delito. Esse é um procedimento de praxe, exigido pela lei antes de qualquer pessoa dar entrada em algum presídio. Após o exame, Cabral deve ser conduzido a uma das penitenciárias do complexo de Bangu, na zona oeste.

Armando Paiva/Agif/Estadão Conteúdo
"Cadê o Amarildo?", gritam manifestantes na saída de Cabral da PF

Na saída, o carro da PF que levava Cabral foi cercado por aproximadamente 20 pessoas, que gritavam palavras de ordem contra o ex-governador - o mais comum foi um coro de "ladrão", mas o grupo gritou até "cadê o Amarildo?", numa referência ao ajudante de pedreiro torturado e morto por policiais em julho de 2013.

E os 23 milhões de propina ao Serra? Pergunta lá no Posto Ipiranga


Brasil247/Luciana Oliveira,16/11/2016

Que a propaganda da rede de postos Ipiranga é um sucesso de publicidade, ninguém discorda.

A ideia da empresa que criou essa bem-humorada e envolvente peça publicitária, a Talent, é passar a imagem de que a rede de postos de combustíveis é completa, tem tudo o que o consumidor precisa e é conhecida nos lugares mais inóspitos por todo tipo de gente.

A frase “Pergunta Lá No Posto Ipiranga” virou um bordão para perguntas difíceis.

Para o ícone da publicidade, Nizan Guanaes, “se você quer saber o que é propaganda que vende, de onde veio, para onde vai, se é digital, tradicional etc.; é fácil encontrar a resposta. Pergunta lá no posto Ipiranga.”

Só que às vezes aparece um aloprado que acaba transformando uma genial criação de marketing numa faca de dois gumes.

O dono do posto Ipiranga na Av. 13 de Maio, 756, em Ribeirão Preto (SP), Silvio Capelão, tem por hábito promover protestos com faixas no estabelecimento contra o PT, Dilma e Lula.


No Facebook, o empresário declarou apoio ao impeachment e compartilhou montagens grotescas da ex-presidenta e até foto de manifestação que pedia a volta dos militares.


É um legítimo aloprado garoto propaganda da direita raivosa.

O limite da liberdade de expressão está sendo questionado por meio de uma peticão virtual com mais de cinco mil assinaturas, que sugere “Boicote ao Posto Ipiranga por calúnia e difamação contra LULA.”


A falta de bom senso do empresário é que parece não ter limite, pois a faixa constrange clientes e impõe discriminação de natureza política.

Ao posto que a propaganda insinua que há resposta pra tudo, dá pra encaminhar várias perguntas difíceis sobre mensalões, trensalão e petrolão, mas sugiro recentes:

– Por que a imprensa tem ignorado delação da Odebrecht que revela o pagamento de R$ 23 milhões a José Serra, candidato tucano à presidência da República, em 2010, em forma de propina, via caixa 2, numa conta secreta na Suíça?

– Por que Temer não pediu ou mandou Serra deixar o ministério antes que os executivos da empreiteira entreguem os recibos dos depósitos, que corrigidos pela inflação chegariam a mais de R$ 34 milhões?

– Por que os parlamentares querem mudar às pressas regras para acordos de leniência e beneficiar empresas investigadas pela Operação Lava Jato, na iminência da delação bombástica da Odebrecht?

– Anistiar caixa 2 e reduzir punições a empresas envolvidas em corrupção não comprova o roteiro do “Pacto” nacional para estancar a sangria da Lava Jato?

– Por que o relator do projeto de Lei 4850/16 que contempla as Dez Medidas de Combate à Corrupção, deputado Onix Lorenzoni, aceitou retirar do texto a previsão de crime de responsabilidade para integrantes do Ministério Público e juízes?

– E a propina de 1 milhão de reais que Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse que deu à chapa Dilma/Temer e que confere com um cheque nominal do PMDB a Temer?

– Até dezembro rola mesmo a delação que envolve 70 executivos e ex-executivos ligados ao grupo Odebrecht que promete esclarecer desvios estimados entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões?

Como dito, são perguntas difíceis.

Talvez no Posto Ipiranga do Silvio Capelão, antipetista convicto e militante, haja resposta pra todas.

Por telefone, nesta quinta-feira (16), a atendente disse que os protestos – só contra petistas investigados – são comuns no posto e que não podia confirmar se havia alguma faixa pendurada hoje, porque “não dava pra ver”.

Eu, claro, usei o bordão: pergunta lá no Posto Ipiranga!

Dilma desmente GloboNews: Cabral apoiou Aécio


Em nota à imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff desmentiu a informação vinculada no canal GloboNews de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 17, teria apoiado sua campanha a reeleição em 2014.

"Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG)", disse Dilma.

"Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem favoravelmente ao afastamento dela da Presidência da República".

Lula: “Faz cinco meses que só se ouve falar em crise”


Em ato em defesa da indústria naval nesta manhã, no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), ex-presidente pediu união dos trabalhadores contra o desemprego: "Não existe outro remédio: é preciso reagir enquanto é tempo. Não conheço nenhum momento da história que a gente ganhou alguma coisa abaixando a cabeça".

Ele também criticou as novas políticas da Petrobras sob a gestão Temer: "Não podemos permitir que a Petrobras abra mão do conteúdo nacional. Se a direção da Petrobras resolver comprar navios e sondas fora, eles vão engordar os estrangeiros e vocês vão ficar desempregados", disse.

Lula lembrou que "eles tiraram Dilma num golpe dizendo que o país ia melhorar. E faz 5 meses que só se ouve falar em crise".

Pra sorrir...


Garotinho é preso e advogados recorrem ao Estatuto da Criança e do Adolescente

516 anos depois, finalmente Cabral é preso


Justiça brasileira recebe prêmio internacional do Greenpeace por continuar preservando os tucanos

Claudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, prestará depoimento hoje a Moro e teme começar a repetir roupa em interrogatórios




Governo teme que protestos no Rio se espalhem pelo Brasil


A consistência e o potencial de mobilização dos protestos contra o pacote de austeridade no Rio de Janeiro —que já têm a possibilidade real de fazer o governador Luiz Antônio Pezão (PMDB) recuar diante da pressão popular— deixam o Planalto em alerta.

O governo julga que os protestos no Rio têm o risco real de se espalhar pelo Brasil, uma vez que o país vive um momento de insatisfação geral.

Como forma de tentar evitar a disseminação dos atos, Michel Temer orientou sua equipe econômica a encontrar medidas para aliviar o caixa não só do Rio, mas também de outros Estados.