quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Rosinha Garotinho: “Tem ainda muita coisa para explodir”

Prefeita de Campo dos Goyatacazes e mulher do ex-governador Anthony Garotinho (PR), Rosinha Garotinho criticou a prisão do marido e disse que ela aconteceu pelo fato de ele estar denunciando "muita gente grande".

"Tem muita coisa ainda que vai explodir", anunciou; ela também disse que Garotinho "foi preso não por roubo, não é por enriquecimento ilícito, não é improbidade. É por alimentar o povo pobre".

PF prende Cabral por propina de 5%


Agentes da Polícia Federal e da força-tarefa do Ministério Público Federal do Rio realizaram uma operação na manhã desta quinta-feira (17) para prender o ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB), acusado de liderar um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras.

Os ex-executivos da Andrade Gutierrez afirmaram, em delação premiada, que Cabral cobrou pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a construtora se associasse à Odebrecht e à Delta, no consórcio que disputaria a reforma do Maracanã, em 2009.

A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também é um dos alvos da operação, mas ela será levada para depor na sede da PF local em condução coercitiva.

Que fizemos com as lições da Ditadura?


"Eles eram 40 ou 50 e podem não constituir um movimento organizado, mas isso não suprime a gravidade do fato. As cenas da invasão da plenário da Câmara por exaltados de extrema direita, que encarapitados sobre o platô da Mesa Diretora gritavam por “um general aqui”, falam de um país surtado, desnorteado, que nada aprendeu com os 21 anos de ditadura militar", avalia Tereza Cruvinel, colunista do 247.

"A esquerda, que por ter pegado em armas é sempre acusada de não ter lutado pela democracia, mas para impor outro tipo de ditadura, pagou caro e aprendeu muito mais, tornou-se mais democrática. Os liberais, os conservadores e a direita, não. Na primeira crise política grave após a redemocratização, não hesitaram em torcer as leis para forjar um golpe com nome de impeachment. Aí está o resultado", compara a jornalista.

Para ela, "sem punição exemplar [aos invasores de ontem], sabotar a democracia vai se tornar corriqueiro".

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lula: Moro tem mais que má fé!

Quando viram que o triplex era ligado à Globo, soltaram o cara!

Conversa Afiada, 15/11/2016
Reprodução: Emir Sader/Twitter

Alguém vai ter que me dar um apartamento que não é meu... (Reprodução: Facebook)

Extraída do Facebook, o Conversa Afiada reproduz entrevista com resposta do Lula a uma pergunta do repórter do New York Times:

Por que não me convidaram? Pra que a coerção?
Já dei muitos depoimentos.
Os próximos depoimentos, vamos transformar numa coletiva ao vivo!
O Moro já recebeu prêmio da Globo, da Veja...
A mosca azul faz os seus efeitos...

Protesto contra pacote de austeridade causa tumulto na Assembleia do Rio


No primeiro dia de votação do pacote de medidas de austeridade contra a crise, que pode afetar diretamente os servidores públicos, manifestantes se reuniram e derrubaram as grades da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), havia proposto a elevação para até 30% de contribuição dos servidores à Previdência, mas segundo o RJTV, teria desistido do projeto. Também será votada a proposta de redução de salário do governador e de secretários estaduais.

Kennedy: lobby de procuradores contra punições é “vergonhoso”


Em um duro artigo, o colunista Kennedy Alencar classificou como "desserviço" e "absurdo" a atuação do procurador Deltan Dallagnol e outras autoridades junto ao relator na Câmara do projeto contra corrupção, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que resultou na retirada do crime de responsabilidade para juízes e MP do texto.

"É vergonhoso vindo de quem diz combater a corrupção", diz Kennedy: "O Ministério Público é um fiscal da lei para proteger a sociedade. Uma democracia não pode ter juízes e procuradores intocáveis. A pior ditadura é a do Judiciário, porque a esse poder cabe a última palavra para resolver os conflitos na sociedade".

Edital do MEC prevê R$ 198 mil para Mendonça lanchar em voos da FAB

Ignorando a grave crise financeira pela qual passa o País, o Ministério da Educação (MEC) divulgou edital de licitação que prevê gastos de até R$ 198 mil por ano, para o ministro Mendonça Filho e sua equipe possam lanchar enquanto voam nos jatinhos da FAB.

Segundo o edital, despesas são para promover o "conforto" do ministro. No cardápio, o termo de referência prevê bandejas de frutas, saladas caprese ou de macarrão, carnes e até frutos do mar.

“Sabe como Lula ganhou seu dinheiro? Como Clinton, Gates, Blair...”


Quem diz é o advogado Geoffrey Roberson, que defende o ex-presidente Lula, e concedeu uma entrevista coletiva de Genebra nesta quarta-feira 16, para explicar a ação de Lula à Comissão de Direitos Humanos da ONU.

Ele explica que o ex-presidente não quer parar a investigação nem o julgamento contra ele no Brasil, apenas que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, seja substituído por um juiz imparcial.

"É bizarro que o juiz que investiga seja o mesmo que julga. Não se pode ter juízes enviesados", disse.

O advogado Cristiano Zanin Martins destacou que "todas as palestras estão devidamente documentadas. Não há qualquer ilegalidade"; advogada Valeska Martins pontuou, sobre a perseguição a Lula: "Os brasileiros deveriam perguntar a si mesmos: e se isso acontecesse comigo?"

Policiais do Choque deixam cerco e se juntam a manifestantes


Dois PMs do Batalhão de Choque deixaram o cerco à Assembleia Legislativa do Rio durante protesto de servidores contra o pacote de austeridade do governo estadual.

Os dois soldados então se juntaram aos policiais que participavam da manifestação.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, os militares são ovacionados por ativistas: "Parabéns, guerreiro", diz um; "Boa, Choque", diz outro.

Senador Requião afirma: “Garantir abuso de autoridade impune e coisa de fascista”

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), que será relator de projeto sobre abuso de autoridade, fez uma defesa contundente à proposta que previa criação do crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público: "Eu simpatizo com algumas medidas fortes para acabar com impunidade. Mas garantir abuso de autoridade impune é coisa de fascista. Não mesmo", disse.

A proposta foi excluída das medidas anticorrupção pelo relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS), após pedido de procuradores do Ministério Público Federal, liderados por Deltan Dallagnol; para Requião, juízes e procuradores não podem ser intocáveis.