segunda-feira, 20 de junho de 2016

Propina de Temer reaparece no TSE

Queiroz Galvão cumpriu o que Temer tomou de Machado!

Conversa Afiada, 19/06/2016

As empreiteiras Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia fizeram doações eleitorais em 2010, 2012 e 2014 que coincidem com relatos da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, revelados na quinta (16).

Levantamento da Folha mostra que ao menos 14 dos 25 citados receberam doações que sustentam a fala de Machado de que parte dos recursos ilícitos chegou a políticos por meio de doações oficiais.

(…)

Sobre Chalita, o delator afirmou que Temer solicitou R$ 1,5 milhão para a campanha do aliado à Prefeitura de São Paulo em 2012, que teriam sido pagos pela Queiroz Galvão.

Nos dados do TSE, vê-se que a empresa doou R$ 1,5 milhão ao PMDB em 28 de setembro daquele ano. No mesmo dia, a sigla repassou R$ 1 milhão a Chalita e, pouco depois, em 2 de outubro, outros R$ 500 mil.


N a v a l h a

Aqui, Sergio Machado emite nota oficial inequívoca: Temer, não mente, Temer!



E eles acham que o povo não está percebendo!

PHA

Para Eric Nepomuceno, golpe idiotizou classe média


Num duro artigo para o jornal argentino Página 12, o escritor Eric Nepomuceno aponta o aumento do cerco ao interino Michel Temer. 

"É preciso reconhecer: nem sempre se registra, na história do mundo, um governo que reúne tantos acusados de corrupção promovendo um golpe institucional em nome da moralidade", diz ele. Nepomuceno diz, ainda, que o golpe idiotizou a classe média. 

"As classes médias, idiotizadas pelos meios oligopólicos de comunicação, se deram conta de ter sido manipuladas como massa de manobra pelo que existe de pior na apodrecida classe política brasileira".

Só Dilma salva a Lava Jato


"Por que governos anteriores não foram incomodados pela maioria que vive assaltando os cofres públicos apesar de Fernando Henrique e Lula terem cometido as mesmas 'pedaladas' que ela? Porque não havia Lava Jato. Não era necessário inventar pretextos. Sob FHC e sob Lula essa maioria podia agir livremente como sempre agiu. À luz do dia", escreve Alex Solnik, colunista do 247.

"Mas quando a Lava Jato chegou com tudo e Dilma não fez o menor esforço para freá-la, muito ao contrário, a estimulou, um plano foi colocado em ação, com duas etapas: primeiro derrubar Dilma, depois derrubar a Lava Jato. Por questão de sobrevivência, não de ideologia", completa o jornalista.

Para ele, "os procuradores da Lava Jato começam a perceber que a operação só vai sobreviver se Dilma voltar".

Dilma já é um passo à frente do petismo lulista


"A história costuma ser irônica. Mais uma prova disso é que, duramente criticada inclusive por seus pares de PT, Dilma Rousseff pode ser a via pela qual o próprio PT pode vir a se recuperar como partido, pelo menos em parte. 

Com toda a crise que levou o Brasil a uma das fases mais obscuras de sua história, Dilma tem protagonizado nas últimas semanas um fenômeno extremamente interessante: sua popularidade cresce a olhos vistos. 

Mais do que isso: ela está superando a popularidade que poucos (ou ninguém) esperavam que poderia ter".

A análise é do jornalista Eduardo Maretti, para quem, "Dilma tem incendiado uma militância até outro dia adormecida" e se mostra "um passo à frente do petismo lulista".

‘Golpistas já tentam barrar investigação em público’

Perderam a vergonha?

O ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner (BA) alfinetou, no Facebook, o atual comandante da pasta no governo Michel Temer, Eliseu Padilha, ao dizer que "no momento em que a operação se aproxima da cúpula do PMDB, Padilha, o homem forte de Temer, fez um apelo para que os procuradores coloquem logo um ponto final nas apurações"; "É o indisfarçável desespero de quem ainda não entendeu que os tempos do Engavetador-Geral da República ficaram no passado", disse; Wagner faz referência à declaração de Padilha, que durante palestra em São Paulo, disse ter certeza de que os agentes da Lava Jato "terão a sensibilidade" para saber o momento em que deverão "aprofundar ao extremo", e de "caminharem rumo a uma definição final".

Substituto de Machado na Transpetro foi indicado por Jucá

Por quê? Para quê?

Senador acusado por Sérgio Machado de receber R$ 21 milhões em propina, o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) é padrinho político de Claudio Campos, que antes de assumir a presidência da Transpetro, era diretor de Serviços da subsidiária da Petrobras.

Alvo do MPF, Padilha nega indisponibilidade de bens


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, rebateu as informações de que teria seus bens bloqueados a pedido do Ministério Público Federal.

"Ação de Improbidade contra mim ainda não foi recebida pela Justiça. Não houve nem há qualquer indisponibilidade de bens", afirmou ele no Twitter.

"A Ação de Improbidade não deve prosperar, pois foi fundada em documento nulo e o praticado por mim é legal", disse.

Segundo reportagem de Veja, o MPF pediu o bloqueio dos bens e a devolução de R$ 300 mil aos cofres públicos em ação de improbidade administrativa na Justiça Federal contra Padilha por supostamente ter mantido uma funcionária fantasma em seu gabinete quando deputado federal.

Odebrecht vai mirar 175 deputados e senadores


Delação que está sendo negociada pela empreiteira de Marcelo Odebrecht com os procuradores da Lava Jato envolve nada menos que um terço do Congresso Nacional.

Isso sem incluir os sem-mandato.

Até agora, os advogados da empresa citaram exatamente os nomes de 175 deputados federais e senadores.

Conforme o 247 já havia noticiado, também devem ser envolvidos o presidente interino Michel Temer e 13 governadores.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dono da UTC diz que pagou propina a Paulinho da Força


DCM, 17/06/2016


O delator da operação Lava Jato, o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que repassou valores ao deputado federal, Paulinho da Força (SDD-SP). De acordo com o colaborador, os valores foram repassados como doações oficiais nas campanhas de 2010 e 2012.

Pessoa participou de audiência, nesta quinta-feira, como testemunha de acusação em ação penal relacionada a 26ª fase da operação Lava Jato. O processo possui 12 réus – entre eles, o executivo da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o marqueteiro do PT, João Santana, a esposa dele, Mônica Moura, e o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

Durante a audiência, o delator ainda comentou que fez pagamentos ao ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR). Ricardo Pessoa explicou que os valores foram entregues como uma estratégia para manter um relacionamento dentro do Ministério dos Transportes.

“O interesse na contribuição ao Valdemar Costa Neto era manter o interesse na relaçao com o Ministério dos Transportes abertos e iniciando. Porque nessa época, em 2010, o grupo UTC adquiriu o Constran e nós queríamos reestabelecer o relacionamento com o Ministério dos Transportes. Por isso que me aproximei do Valdemar Costa Neto que era o comandante do partido PR que tinha o domínio sobre o Ministério dos Transportes, essa é a verdade”, afirma.

Ricardo Pessoa também disse que pagava propina desviada de contratos da Petrobras diretamente na conta do Partido dos Trabalhadores, a pedido do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

“No caso do João Vaccari, a grande absoluta maioria, quase absoluta, era depositada nas contas do Partido dos Trabalhadores. A maioria no Diretório Nacional. Como eu mencionei, na minha colaboração, se não me recordo em torno de 2 milhões e 900 em espécie para Vaccari, ao longo desse período que nós trabalhamos nesse sentido”, disse.

Deputada que teve marido preso após impeachment é investigada

Agência Câmara 
Deputada Raquel Muniz (PSD-MG) em sessão da Câmara

Folha, 17/06/2016

O STF (Supremo Tribunal Federal) investiga a suspeita de que a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) e seu marido, o prefeito afastado de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), comandaram uma organização criminosa que cometeu crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro.

Em seu primeiro mandato, Raquel ganhou projeção nacional ao elogiar seu marido durante a sessão da Câmara que aprovou o avanço do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em abril.

Ao votar, ela justificou ser favorável ao processo e disse que Muniz "mostra que o Brasil tem jeito". Ele acabou preso um dia depois e atualmente cumpre prisão domiciliar.

Segundo o Ministério Público Federal, foi descoberto um suposto esquema em que a Sociedade Educativa do Brasil (Soebras), entidade filantrópica comandada pela deputada e seu marido, exercia verdadeira atividade empresarial, auferindo e distribuindo lucros e rendas, por meio de transferências a entidades presididas pela congressista.

A Procuradoria aponta que a deputada e o prefeito assumiram o comando da sociedade com a finalidade de se utilizar do certificado de beneficência titularizado pela entidade, colocando sob administração escolas particulares e cursos reparatórios de propriedade do casal, para que estas empresas gozassem de imunidade e isenção tributárias.

Para a Procuradoria-Geral da República, o casal adotou, para a aquisição dos estabelecimentos, o seguinte procedimento irregular: abrir uma filial da Soebras no mesmo endereço da instituição a ser incorporada; transferir todo o patrimônio da instituição para a Soebras; alterar o quadro societário da instituição para incluir interpostas pessoas como filhos e irmãos do casal; e manter a inscrição no CNPJ da empresa incorporada, movimentando recursos, e beneficiando-se da imunidade tributária de que goza a sociedade.

Para o MP, o modus operandi consiste na distribuição, por tais instituições, de dividendos para os chefes da organização criminosa e na blindagem patrimonial dos bens de uso pessoal do casal Ruy Muniz e Raquel Muniz.

A entidade controlada pelos investigados possui mais de 125 instituições de ensino e saúde, detentoras de certificados de benemerência que lhes conferem imunidade/isenção tributária.

"O primeiro exame apresenta elementos de participação direta da parlamentar e seu marido (Ruy Muniz) nos fatos narrados. Não se está diante de notícia sem qualquer apoio indiciário ou de notícia fundada somente em denúncia anônima, devendo-se dar prevalência, diante disso, ao interesse da sociedade em ver esclarecidos os fatos", escreveu o ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito.

O ministro já autorizou a quebra do sigilo fiscal das empresas componentes do grupo econômico controlado pelo casal.

"O presente inquérito visa a apurar supostos delitos de sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro por parte de organização criminosa supostamente comandada pela investigada e por seu marido, Ruy Muniz", afirmou o ministro.

Na sessão do impeachment, Raquel Muniz disse em seu voto a favor da abertura de processo contra a presidente que tomava aquela decisão "para dizer que o Brasil tem jeito" e que "o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão".

"É pelo norte de Minas, é por Montes Claros, é por Minas Gerais, é pelo Brasil", afirmou a deputada.

O prefeito é suspeito de inviabilizar a existência e o funcionamento de hospitais públicos e filantrópicos que atendem pelo SUS ao deixar de prestar serviços pela rede municipal.

OUTRO LADO

Procurada pela Folha, a deputada Raquel Muniz informou, por meio de sua assessoria que "desconhece o inquérito citado e, portanto, não tem como se manifestar sobre os fatos. Tão logo a deputada seja notificada pela Justiça prestará os devidos esclarecimentos".

Na época da prisão, Ruy Muniz negou envolvimento com irregularidades.