quarta-feira, 16 de março de 2016

Delação de Delcídio contra Mercadate é "tempestade em copo d'água"

Uma rápida análise dos trechos publicados, envolvendo Mercadante

DELAÇÃO

  • Aloizio Mercadante - "O que é que tem que você acha que eu possa ajudar?"
  • Eduardo Marzagão - "Ministro...”
  • AM - "De verdade. Tô falando assim. Eu tô aqui. Ó, eu falei: Eu não quero nem saber o que o Delcídio fez.(...) Eu acho que ele devia esperar, não fazer nenhum movimento precipitado (...)"  O entendimento é que Mercadante sugere cautela a Delcídio
(...)
  • AM - Eu acho que precisa esfriar o assunto dele. Vão vir outros. Vai vir Andrade Gutierrez, não sei quem, não sei quem, o Zelada, o caralho, vai vir merda pra caralho toda hora. Aí vai diminuindo. Precisa esfriar o caso dele. Segundo: ele tando lá, não tem inquérito no Senado. Não tem como cassar um senador preso                                                                                                O entendimento é que esta pode ser mais uma delação a respingar no governo, no PT e prejudicar o contexto político e econômico, o que seria ruim para o País
Otávio Azevedo 
Ex-presidente da empreiteira, que também fechou acordo de delação premiada
Jorge Zelada 
Ex-diretor da Petrobras, preso na Lava Jato

AJUDA FINANCEIRA

  • EM - [Estão vendendo coisas para] Arrecadar dinheiro. Os carros, a casa (...) 
  • AM - Patrimônio da família. (...)
  • EM - Patrimônio, as dívidas que ele tem. (...) 
  • AM - Bom, isso aí também a gente pode ver no que é que a gente pode ajudar, na coisa de advogado, essa coisa. Não sei. Pô, Marzagão, você tem que dizer no que é que eu possa ajudar. Eu só to aqui pra ajudar. Veja o que que eu posso ajudar.                                                          Não há nenhuma intenção de se comprar o silêncio de Delcídio mas, uma sensibilização com a situação financeira, daí o termo ajudar

AJUDA JURÍDICA

  • AM - Eu conversei com vários senadores. Eu falei: vocês se acocoraram!
  • EM - Foi.
(...) 
  • AM - Aí veio a nota do PT. Que nota do PT? Onde que o Rui Falcão agora dirige o plenário do Senado? (...) 
  • EM - Abriu uma porteira.
  • AM - Vai abrir a porteira. Então, vocês precisam repensar o encaminhamento. Talvez o Senado fazer uma moção, à mesa do Senado, ao Teori, entendeu? Um pedido: olha, nós demos autorização considerando o flagrante, considerando as condições etc, mas não há necessidade pá, pá, pá - pá, pá, pá. E tentar construir com o Supremo uma saída.  (...) Eu posso tentar ajudar nisso aí no Senado. Vou tentar conversar com o Renan e ponderar a ele de construir uma, entendeu, uma moção…                                                                                                                             São aventadas algumas alternativas do campo politico e nada mais. "Vou tentar conversar com o Renan..." usado por Mercadante, explicita bem isso
Rui Falcão
Presidente do PT, que divulgou nota dissociando partido de Delcídio após sua prisão, em novembro
Teori Zavascki
Ministro do STF e relator da Operação Lava Jato

AJUDA JURÍDICA

  • AM - Vou tentar um parecer jurídico que tente encontrar uma brecha pra que o Senado se pronuncie junto ao Supremo com o pedido de relaxamento da prisão (...). (...) Precisa conversar com o Lewandowski. Eu posso falar com ele pra ver se a gente encontra uma saída                    De novo, Mercadante trabalha uma possibilidade: "Vou tentar um parecer jurídico..."
Ricardo Lewandowski
Atual presidente do STF

Nenhuma dessas falas constitui crime, confissão de culpa ou o claro objetivo de atrapalhar as investigações

terça-feira, 15 de março de 2016

Mello: quem disse que Moro é o único juiz (honesto)?

Quantos Mello há no Supremo?
Ilustração de Dona Mancha

Do Estadão, em comatoso estado:

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello disse na manhã desta terça-feira, 15, em entrevista à Rádio Estadão "não se tem apenas a observância da lei lá no juízo do Paraná. Ao contrário, o Supremo é o guarda maior da Constituição", afirmou Marco Aurélio, em referência aos autos da Operação Lava Jato que estão sob responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro. 

(Ou seja, pode cair tudo no Supremo… - PHA)

"Não podemos presumir que a tentativa (da ida de Lula para a Esplanada dos Ministérios) seja de acobertamento, se é que o ex-presidente Lula - não podemos concluir a priori - praticou algum ato que pode ser alcançado pelo direito penal", disse Marco Aurélio.

Marco Aurélio foi questionado se a ida de Lula para o governo poderá reverter o desgaste da imagem de Dilma e do próprio PT. O ministro afirmou que "não se pode subestimar" o ex-presidente e sua capacidade de articulação política. "Teremos que aguardar para ver as consequências desse deslocamento, se ele vier a ocorrer, mas teremos uma mudança substancial quanto às diretrizes traçadas, isso teremos."

(Traduzindo, o Ministro Mello também acha que o Lula vai virar o jogo, provavelmente com a ajuda do Ministro Aragão, aquele que mandou o Gilmar calar a boca, em alemão - PHA)

Teori manda mulher e filha de Cunha para o Moro

Virá ao caso, Dr Moro ?

Esses óculos ficariam lindos no Japa!

No PiG Cheiroso:


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavaski, relator da Lava-Jato, aceitou pedido da Procuradoria Geral da República para que a jornalista Claudia Cruz, mulher do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seja julgada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato no Paraná.

No início do mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra o presidente da Câmara por suspeita de ligação com o esquema de corrupção da Petrobras. Ele teria recebido mais de R$ 5 milhões em propina de contratos da estatal na África, recursos que teriam abastecido contas secretas de Cunha e familiares no exterior, que pagaram despesas de luxo.

(...)

O "Japa da Federal" vai em cana


Saiu no G1:
Newton Ishii foi condenado na Operação Sucuri, mas recorreu. Caso de 2003 ainda corre nas esferas criminal e administrativa.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso de três réus da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, contra 19 policiais federais, além de agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Um dos envolvidos no caso é o agente Newton Hidenori Ishii, que ficou conhecido como “Japonês da Federal”, ao aparecer constantemente escoltando presos da Operação Lava Jato.

À época, as investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo o advogado Oswaldo Loureiro de Mello Júnior, que defende Ishii e outros 14 réus, os processos decorrentes da Operação Sucuri ainda estão correndo na Justiça e nenhum dos acusados cumpriu qualquer pena.

O caso, contudo, segue sob segredo de Justiça. Em 2009, o juiz federal Pedro Carvalho Aguirre Filho, que coordenava os processos em Foz do Iguaçu, emitiu uma nota esclarecendo apenas que os agentes federais condenados haviam recebido penas que variavam entre oito anos, um mês e 20 dias de reclusão, além de 160 dias-multa a quatro anos e oito meses de reclusão e 100 dias-multa.
(...)
Bolsonaro e o Japa: precisa desenhar?

Mercadante divulgado trechos omitidos por VEJA

Intencionalmente para prejudicá-lo e atingir o governo. VEJA mais uma vez mostra sua parcialidade

Ministro da Educação divulga íntegra dos áudios gravados por José Eduardo Mazagão, assessor do senador Delcídio Amaral (PT-MS) e divulgados em delação premiada.

Neles, fica claro que Aloizio Mercadante não tentou impedir a delação: "Tem que construir uma saída para ele sair de lá. Uma saída viável. Se ele tá ameaçando a delação... mesmo que ele queira fazer. Eu não vou entrar nisso. A decisão é dele. É um direito dele, ele faz o que achar que deve", declarou Mercadante, em um trecho omitido por Veja.

"Só dá pra fazer coisa na legalidade, com transparência, com consistência, porque senão não vai prosperar", acrescentou o ministro, em outro trecho que não foi divulgado.

Dilma: "Iniciativa pessoal de Mercadante"

"A presidenta da República, Dilma Rousseff, repudia com veemência e indignação a tentativa de envolvimento do seu nome na iniciativa pessoal do ministro Aloizio Mercadante, no episódio relativo à divulgação, feita no dia de hoje (15), pela revista Veja", diz nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

A delação premiada do senador Delcídio Amaral, homologada nesta terça pelo STF, traz um diálogo de Mercadante com José Eduardo Mazagão, assessor de Delcídio, em que o ministro supostamente oferece ajuda financeira para que o senador evite a delação.

Mais cedo, o ministro negou as acusações e declarou: "a presidente não tem nenhuma responsabilidade, é inteiramente minha".

Reuters confirma Lula como ministro de Dilma


Uma fonte do Palácio do Planalto informou à Reuters nesta terça-feira que o ex-presidente Lula aceitou ocupar um ministério no governo da presidente Dilma Rousseff e irá substituir Ricardo Berzoini na Secretaria de Governo, mas com mais poderes.

O ex-presidente reúne-se com Dilma para ter uma última conversa com a presidente sobre o cargo e acertar o formato do trabalho que fará no governo. Lula acabou de chegar a Brasília para o encontro.

Delcídio diz em delação que Aécio recebeu propina de Furnas

"Questionado ao depoente quem teria recebido valores de Furnas, o depoente disse que não sabe precisar, mas sabe que Dimas [Toledo, ex-presidente de Furnas] operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves", diz trecho da delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que foi homologada nesta terça-feira 15 pelo ministro Teori Zavascki, do STF.

A outra citação ao tucano, que já foi mencionado cinco vezes em delações da Lava Jato, diz respeito a uma fundação no exterior, sediada em paraíso fiscal.

Delcídio irá devolver R$ 1,5 milhão e também faz acusações contra o ministro Aloizio Mercadante, que, segundo ele, teria oferecido vantagens para evitar sua delação.

Mercadante anuncia que fica no governo

Acusado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) de lhe oferecer vantagens para evitar sua delação premiada, o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, anunciou, nesta tarde, que permanece no governo.

Em entrevista coletiva, ele rebateu as acusações feitas por Delcídio, cujo assessor, Eduardo Marzagão, gravou conversas entre os dois: "foi um gesto de solidariedade meu, não do governo", disse Mercadante.

"O ministro também disse que irá tomar medidas contra o assessor de Delcídio, que, segundo o ministro, teria agido de má-fé.

Mercadante anunciou ainda que se colocou à disposição da procuradoria-geral da República para "toda e qualquer investigação".

O ministro disse que tem "preocupação zero" com a delação de Delcídio.

"Ele tentou me envolver na defesa jurídica dele e eu disse que só seria possível encontrar saídas dentro da legalidade".

Mercadante afirmou que a conversa publicada por Veja foi editada, tendo sido publicada com diversos trechos omitidos.

‘Delação de Delcídio é apanhado de notícias já veiculadas’

Em nota, o senador Humberto Costa (PT-PE), líder do governo no Senado, classificou a delação premiada do senador Delcídio do Amaral como um "apanhado de notícias já veiculadas", a partir da colaboração de Paulo Roberto Costa. Ele negou ter sido beneficiado em qualquer negócio com a White Martins, como alega Delcídio.