segunda-feira, 14 de março de 2016

‘Negar a posse do ministro foi uma decisão política’

Para a nova chefe do Ministério Público da Bahia, Ediene Lousado, a decisão do Supremo Tribunal Federal de impedir a posse de Wellington César Lima e Silva como ministro da Justiça "foi mais política que jurídica".

"Existem no país mais de 20 membros do Ministério Público exercendo cargos no Executivo. Até então, ninguém foi ao Supremo reclamar. No entanto bastou a nomeação do doutor Wellington para isso vir à tona", disse Lousado nesta segunda-feira.

Xingado, Aécio diz que é preciso ouvir a voz das ruas

Com artigo escrito antes das calorosas vaias recebidas na Paulista, o senador tucano Aécio Neves, que foi chamado de "corrupto", "oportunista" e outros impropérios impublicáveis, diz que o grito das ‘vozes de março’ é incontestável: “É impossível ficar insensível ao grito uníssono contra a corrupção e a gestão calamitosa, contra a mentira e a favor do trabalho independente das instituições brasileiras. Em defesa da democracia e das conquistas que tanto nos custaram em sacrifício e luta”.

O tucano, que foi citado por vários delatores da Lava Jato em casos de propina, foi hostilizado pelos manifestantes neste domingo, ao lado do governador Geraldo Alckmin, que era rotulado como "ladrão de merenda".

13/3: quando a oposição perdeu a rua para direita

"O 13 de março ficará marcado como o dia em que os tucanos e os peemedebistas do golpe perderam as ruas para a extrema-direita. Moro virou um semi-deus", diz Rodrigo Vianna, em artigo escrito para o Jornalistas Livres, lembrando as vaias históricas contra o senador Aécio Neves.

"A dúvida agora é: o PSDB pode radicalizar ainda mais pra direita, pra agradar a massa furiosa da Paulista? Parece-me pouco provável".

Atos consagraram Bolsonaro, diz pesquisa

O instituto Paraná Pesquisas realizou sondagem na Avenida Paulista, em São Paulo, para saber a intenção de voto dos manifestantes à Presidência da República; de acordo com o levantamento, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já se aproxima dos tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra.

Numa primeira hipótese, Aécio tem 29%, Bolsonaro 16% e Marina 12%; noutra simulação, Alckmin tem 27%, Bolsonaro 15% e Marina 12%; no terceiro confronto com os tucanos, Serra tem 22%, Bolsonaro 16% e Marina 14%.

'Se Lava Jato for até o fim, chegará aos tucanos'

Cientista político da Universidade de São Paulo, professor Fernando Limongi diz que as investigações da Lava Jato podem chegar à oposição: “Acho que Sérgio Moro vai até o final. E aí não tem como o PSDB ficar de fora. Muito difícil que o PSDB seja composto por vestais e o PT por gente que frequenta os piores lugares do mundo”, diz.

Ele cita o caso da suposta propina para Sergio Guerra [ex-presidente do PSDB que faleceu em 2014] para não abrir uma CPI. “As doações de campanha para o PSDB mostram que estas empresas não têm ideologia ou filiação partidária. Financiaram a campanha de Dilma e de Aécio. Ganhariam qualquer fosse o resultado”, completou.

domingo, 13 de março de 2016

Foi garantido o direito de manifestação dos contrários a continuidade do governo Dilma

Embora eles queiram trocar a presidente por pessoas citadas em processos de corrupção

Manifestações contra o governo na Avenida Paulista, dentro das expectativas

Em Porto Alegre a manifestação foi a favor da Continuidade da Inclusão Social

Foi um Coxinhaço

Constatação

Aécio Neves e GeraldoAlckmin são vaiados na Paulista e chamados de corruptos


Dois presidenciáveis tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin, que esperavam ser aclamados pela população neste domingo, foram surpreendidos com a reação hostil dos manifestantes.

Ambos foram recebidos com vaias, sendo chamados de corruptos e ladrões de merenda escolar.

Aécio já foi citado em cinco delações da Lava Jato como responsável de um esquema de propinas em Furnas.

Alckmin viu o primeiro escalão de seu governo ser atingido pelo escândalo do roubo da merenda escolar.

"É para esses políticos da oposição verem que tipo de manifestação apoiam e financiam. A criminalização da política atinge todos. Assim é que surgem os apolíticos e viram heróis", diz a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ).

Veja o vídeo acessando: Manifestantes hostilizam Aécio e Alckmin, que ficam só meia hora na Paulista


Sérgio Moro pede que seja ouvida a voz das ruas

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Num email enviado à jornalista Cristiana Lobo, da Globonews, o juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, pediu que as forças políticas "ouçam a voz das ruas" e sejam capazes de cortar na própria carne.

Ele disse ainda que não haverá futuro no Brasil com o que chamou de "corrupção sistêmica".

Homenageado nos protestos, ele atribuiu isso "à generosidade do povo brasileiro".

Moro disse ainda, que, até agora o combate à corrupção tem sido conduzido quase que de forma exclusiva pelo Poder Judiciário.

Não ficou claro, no entanto, se o "ouvir a voz das ruas" dizia respeito ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.