domingo, 13 de março de 2016

Nassif defende Lula na linha de frente do governo


"Neste domingo, joga-se o último lance da guerra do impeachment. Se o governo resistir por mais algum tempo e Lula entrar na linha de frente, é possível alguma esperança de normalização democrática", diz o jornalista Luis Nassif.

"O país será envolvido em uma guerra fratricida, com um novo governo previamente enfraquecido pela falta de consenso e exposto a ataques ao butim de todos os 'vencedores', de grupos jornalísticos a líderes empresariais e a impolutos de ordem geral que ajudaram a consumar o golpe".

Globo tenta provar que é isenta no caso Lula

Então, o diabo foi expulso do céu injustamente

Num estranho editorial lido neste sábado por Alexandre Garcia, no Jornal Nacional, a Globo se disse surpreendida por um pedido de direito de resposta apresentado pela defesa do ex-presidente Lula sobre reportagens veiculadas pela emissora nos últimos dias.

A Globo disse não ser parte das investigações contra Lula, como se não estivesse a incitar o ambiente de ódio no País, e que exercerá seu direito de informar sem nada a temer.

Já o advogado Cristiano Zanin Martins afirma que o pedido de direito de resposta está muito bem fundamentado e que pedir um direito de resposta é exercer um legítimo direito legal.

A Globo parece temer repetir, com Lula, o que já aconteceu com Leonel Brizola, quando Cid Moreira leu um histórico direito de resposta.

Em nota, Delcídio diz que é falsa delação contra Dilma


"O conteúdo da matéria não é verdadeiro e os documentos que a ilustram não são autênticos, pois não tem conexão com depoimentos ou manifestações do Senador Delcidio", diz nota assinada pelo advogado Antônio Figueiredo Basto.

"Repudiamos a espetacularização criminosa e indecente da investigação federal, em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de apreensão".

Reportagem sobre propinas em Belo Monte para a campanha da presidente Dilma Rousseff estampou, neste sábado, véspera dos protestos de 13 de março.

sábado, 12 de março de 2016

Dilma, muda para não cair!

Demonstrar à sociedade, ao Congresso e ao STF que pode governar até 2018!
Antes que um aventureiro se apossasse da coroa, Pedro I assumiu

O ansioso blogueiro recebeu telefonema providencial do Oráculo de Delfos, que andava sumido lá pela Chapada do Araripe.

- Oráculo, meu caro, a Dilma vai cair ?

- Se mudar não cai.

- Mudar, como ?

- Mudar o ministério. Para conseguir segurar a relação de forcas a favor dela, que ainda existe no Congresso. E, hoje, ela está escorregando para o isolamento. A rigor, a rigor, ela hoje só pode contar com o PT e o PCdoB.

- Então, cai !

- Não. É preciso que ela tenha a convicção profunda – e ela tem forças pessoais para isso – de que pode tomar atitudes radicais. Para preservar o Governo e a Democracia.

- Por exemplo…

- Como em 1961, quando o Brizola deu posse ao Jango. Ou em 1822 …

- Na Independência ?

- Exatamente. Quando D Joao VI verificou que havia o risco de perder a coroa, pôs a coroa na cabeça do filho, Pedro I.

- O senhor quer dizer que ela precisa chamar o Lula, seu Pedro I.

- É uma hipótese bastante interessante. Um parlamentarismo sem parlamentarismo, em que o Lula seja, de fato, o Primeiro -Ministro.

- Mas, para mudar o Governo. Ela vai deixar ?

- Sim, por que não ? É para mudar o Governo. Com Lula ou sem Lula, mas com o apoio do Lula !

- Como ?

- O Ministerio da Fazenda, por exemplo.

- Mas, o Nelson Barbosa é competente …

- Mas, competência não basta ! Ele é um técnico muito bom, mas o mundo empresarial sabe que, em dois dias, o que ele disser hoje pode ser desmentido. Tinha que ser um Ministro da Fazenda do mundo empresarial, da índústria pesada, da siderurgia – esse pessoal que construiu o Brasil, aqueles Ermirios de Moraes de antigamente, e que a Lava Jato quer destruir, através do desmonte da Petrobras.

- Salvar a indústria que depende da Lava Jato.

- Salvar a Economia, com a autoridade de um empresário, de um nome que os empresários respeitem e digam: agora com esse a coisa vai ! Se a Economia estivesse bombando, podia botar lá um calouro da Unicamp que não tinha a menor importância … Mas, nesse turbilhão ...

- E o Ministério da Justiça ?

- Eu ia falar disso. O que aconteceu foi escândaloso ! O Governo sitiado pelas forças da treva de uma Justica de fancaria, uma Justiça de partido, de facção, e o Ministro da Justiça é um Procurador bonzinho, que pode ser até um Ruy Barbosa em potencial, mas, pelo amor de Deus, ele não é ainda um Ruy Barbosa ! Ela precisa de um Armando Falcão !

- Um Armando Falcão, aquele do Geisel, do “nada a declarar”?

- Não ! O Armando Falcão, Ministro da Justica do Juscelino. Que atravessou a rua e tirou do ar o sinal da televisao do Chateaubriand que estava com o Carlos Lacerda ao vivo. Desligou os transmissores, o Lacerda se estrebuchou de ódio, mas o sinal saiu do ar !

- E a Policia Federal ?

- Onde já se viu um Governo que não governa a Policia ! A Policia Federal da Dilma virou aquela Policia Federal da Republica Velha, que era fatiada pelos coronéis. Um deboche !

- Ela não tem escolhido bem …

- Quando caiu o irmão do Ciro, naquela briga com o Eduardo Cunha… O que ela fez ? Botou no lugar um amigo do Aloysio (Mercadante), um filosofo notável (Renato Janine), mas um ministro que não durou quatro meses ! Tinha que botar lá um Anysio Teixeira ! Um Paulo Freire ! Ou um Capanema ! Um político !

- Muito bem, digamos que ela faça como D João VI … põe a coroa sobre a tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela – e ai, Grande Oráculo, ela fica ?

- Fica ! Porque ela vai dar à sociedade, ao Congresso e ao Supremo demonstração de que ela tem condições de governar até 2018. E a alternativa, você sabe qual …

- A alternativa … qual ?

- A alternativa pode ser o caos. Essa não é uma batalha politica … que se resolve com uma trapaça parlamentar. Como diz você mesmo, ansioso blogueiro, o Renan Calheiros não é o Auro de Moura Andrade. Nem o Brasil de 2016 é o de 1964. Nem o Jango tinha legitimidade da Dilma. E muito menos a do Lula ! Essa é uma batalha social. O Brasil está dividido entre os que tem muito e não querem perder nada e os que tem muito pouco e querem um pouco mais. E os que querem um pouco mais sabem muito bem quem está ao lado deles...

- Quer dizer que as ruas podem ajudar.

- Ou você acha que a turma pró-impeachment vai sozinha para a porta do Senado. E a turma do “nao vai ter Golpe” ? Vai ficar em casa assistindo à GloboNews ?

- É …

- Quem tem mais tradiçao, traquejo e tecnologia para ir às ruas: os coxinhas ou o PT ? 

Pano rapido.

PHA, com a inestimável colaboração do Oráculo de Delfos, que voltou a se recolher às profundezas de Pernambuco.

O jornalista disse o que já sabíamos

Analistas alemães vêem espetacularização e exageros na Lava Jato

Policiais armados no Instituto Lula

O modo como vêm sendo conduzidas as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente a condução coercitiva da semana passada, é alvo de questionamento por parte de observadores alemães no Brasil.

Apesar de reconhecerem a importância da Operação Lava Jato no combate à corrupção, também no caso de pessoas influentes, os analistas consultados pela DW Brasil disseram ver o modus operandi dos investigadores como preocupante.

O fato de Lula ter sido levado pela Polícia Federal numa ação com grande aparato policial e presença midiática é visto por Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll no Brasil, como uma “espetacularização” da Justiça.

“É muito positivo o fato de estar sendo posto em prática o princípio de que todos são iguais perante a lei, mas a ação contra Lula fortalece a suspeita de que a Justiça Federal está envolvida em campanha política”, afirma.

A Justiça precisa tomar cuidado para não se tornar parte de uma disputa política num momento em que os ânimos da sociedade estão exaltados, com uma polarização entre apoiadores e críticos do PT, considera Bartelt.

Fonte: DCM, 12/03/2016

Nas redes sociais, Dilma faz apelo por paz e democracia


"Acredito que o ato de amanhã deva ser tratado com todo o respeito. Não acho que seja cabível, e acho que é um desserviço para o Brasil, qualquer ação que constitua provocação, violência e atos de vandalismo de qualquer espécie", disse a presidente Dilma Rousseff, neste sábado, por meio das redes sociais.

"Então, eu faço um apelo pela paz e pela democracia. Por quê? Porque nós vivemos numa época especial. Eu vivi num momento em que se você manifestasse, você ia preso; se você discordasse, você ia preso", lembrou.

A ordem democrática se rompe: o cerco nas ruas e nas instituições

Há algumas semanas, escrevi aqui sobre esse "1964 em câmera lenta". E o quadro se consolida. Já não é mais possível dizer que estamos a um passo do rompimento da ordem democrática. O rompimento já aconteceu", escreve o jornalista Rodrigo Viana, na Revista Forum.

Fernando Morais sobre acervo: “o que diabos tem com a Lava Jato?”


O jornalista e escritor Fernando Morais criticou em sua página no Facebook as ações recentes da Polícia Federal e especialmente a abertura de um cofre no Banco do Brasil onde está guardado o acervo presidencial de Lula. As fotos foram divulgadas pela PF à imprensa.

"O que eu me pergunto é o seguinte: o que, diabos, têm a ver com a operação lava jato os presentes que lula ganhou quando era presidente? É como disse o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF: se um ex-presidente da república é tratado assim, o que esses caras não serão capazes de fazer com um cidadão comum, anônimo, que não tem a quem se queixar?", pergunta o escritor.

Ele acrescenta ainda que se "antes, 'com' ministro da justiça, os federais já faziam o que lhes dava na telha. agora, com um ministro que não se sabe se é ou será ministro, a tigrada está com a corda solta". 

Temer evita falar sobre cisão, mas critica governo


Cuidadoso com as palavras, o vice-presidente Michel Temer evitou se comprometer, em seu discurso na convenção do partido neste sábado, com a possibilidade de o PMDB desembarcar do governo, mas não evitou críticas à condução econômica do governo e apresentou o partido como uma alternativa para "unir o país".